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terça-feira, 3 de maio de 2011

Captura do Touro de Creta - O MÊS DE IYAR





SEGUNDO TRABALHO:

A Captura do Touro de Creta

O herói vai e, então, ingressa em uma nova etapa. Solitário e triste após a experiência anterior com as éguas malfeitoras, mesmo assim ele envereda pelos caminhos de uma nova fase. Vê, de imediato, uma formosa ilha, onde um labirinto, que confunde os homens, seduz todos com promessas de gozo. Procurando atravessar o oceano em busca de tal ilha, Hércules tem como meta capturar um touro, tido como sagrado, que nela habita. Chegando lá, procura-o pacientemente, percorrendo vários locais, numa longa peregrinação. Sozinho desta vez em sua busca, Hércules prossegue e é atraído pelo brilho de uma luz. Trata-se de uma estrela que fulgura na testa desse touro. Tal brilho não mais permite que o animal continue escondido em regiões escuras, sem ser identificado. Então Hércules chega ao esconderijo do touro. Mesmo sem poder contar com mais ninguém, captura-o e monta-o, como se fora um cavalo. Assim montado, Hércules atravessa o mar, deixando atrás de si a ilha formosa, e volta para o continente levando consigo o touro. Três seres portadores de um único olho no centro da testa aguardam Hércules no continente. De maneira misteriosa, eles também vinham observando seus progressos, principalmente sua façanha de atravessar as ondas do oceano. Logo que chega a terra firme, Hércules é recebido pelas três criaturas, que seguram o touro recém-capturado e liberam o herói desse encargo. Esses seres, irradiando grande poder e sabedoria, como que testando Hércules, fazem-lhe algumas indagações. Perguntam-lhe, por exemplo, qual o motivo de sua estada ali no continente. O herói responde-lhes, de modo decidido, que queria ter o touro sob o seu controle. Em seguida, informa-lhes que o rei da ilha, que até então mantivera o touro prisioneiro, tencionava conquistar esse animal. Se isso acontecesse, segundo Hércules, seria uma espécie de morte. As três criaturas perguntam-lhe também quem o mandara buscar o touro e salvá-lo daquele rei e daquela ilha. Hércules demostra-se consciente do seu caminho, respondendo que foi dentro de si mesmo que sentiu a necessidade de capturar o animal e que, para tanto, tinha sido guiado por uma luz sagrada no momento de encontrá-lo. Diante disso, aqueles seres de um olho só disseram-lhe que seguisse em paz e que considerasse completada a tarefa. O Instrutor, que acompanhava aquela cena, faz-se então visível. Aproximando-se, observa com alegria que o guerreiro está de mãos vazias: voltara da tarefa sem contar vitória, dizendo apenas que o touro fora resgatado e que estava sob a guarda dos três seres. Depois de tudo isso, Hércules pôde, então, repousar sobre um tapete de relva. O Instrutor afirmou-lhe que a tarefa estava concluída e que fora um trabalho relativamente fácil. A ausência de dificuldades pode-se dever ao fato de que Hércules jamais estipulara um preço como recompensa e nunca fora menos solícito, embora nada esperasse da façanha.



Enquanto no primeiro Trabalho a parte humana de Hércules é equipada com a mente e sua tarefa é adequar essa mente às necessidades reais, no segundo a sua parte humana, já equipada com o desejo bem robustecido, precisa ser trabalhada e transformada. O touro que figura neste Trabalho simboliza o sexo em todos os seus aspectos: desde a energia criativa até o desejo animal. A ilha com seu labirinto representa a grande ilusão, o eu separado, o universo do desejo; o continente onde Hércules leva o touro domado, a consciência do eu superior, da alma.


Neste episódio, nesta etapa do desenvolvimento da alma, Hércules é ainda a unidade que percebe a si mesma separada, dividida do continente pelo mundo da ilusão (o oceano), com o qual ainda se envolve. Montar o touro significa, aqui, controlar o sexo. Note-se que este não é massacrado, nem morto, mas montado e guiado sob a maestria do homem.

Os que vivem no continente simbolizam o uso correto da energia. Na sua natureza animal, Hércules é o Touro e na sua natureza superior corresponde a esses seres corretamente polarizados e que, por isso, têm um único olho. Os seres são três, porque cada um corresponde a determinado aspecto divino da alma: vontade espiritual, amor-sabedoria e inteligência ativa.

O continente, como vimos, simboliza a consciência superior não separatista. Controlar o touro e conduzi-lo até lá só é possível depois que o homem sae torna solitário, isto é, quando assume a própria evolução sem esperar que outros decidam por ele. Somente depois de provas duras é que ele estará em condições de controlar a enegia sexual. Antes disso, essa energia apenas alimenta e atrai os seus desejos. O labirinto da ilha é vencido quando o homem já perdeu uma série de ilusões, pois emtão as promessas de gozo não mais o atraem tanto. Observe-se que a primeira tarefa, com o seu "fracasso", foi de capital importância para criar essa receptividade em Hércules.

Este segundo episódio mostra-nos, pois, que o relacionamento de um indivíduo com a energia sexual depende de seu grau evolutivo. A educação, a atitude e a aprendizagem do homem, ao confrontar-se com essa energia, estão diretamente ligadas à consciência que ele já pode atingir. Em seu Notebooks, Paul Brunton esclarece melhor o assunto, apresentando quatro etapas correspondentes à evolução do homem em relaçào à energia sexual sintetizados no quadro a seguir:

Homem comum Aspirante inicial Aspirante avançado Indivíduo realizado
ularm ente interessado em mais que uma boa vida. Permanece nas aspirações convencionais.
Não procura orientação alguma de ninguém no campo do sexo. a não ser para ter mais prazer e bem-estar.

Usa uma disciplina sexual moderada.
Tem ritmo em suas práticas sexuais.

Compreende a natureza da força sexual.

Impõe-se limites neste campo.

Quando ao uso da energia, aceita ou não orientação de alguém mais experiente.

Busca atingir o mais alto padrão possível de auto-controle.
É capaz de abstinência total quando não ligado a alguém.

Procria se necessário, porém de modo qualitativo e não quantitativo.

Neste caso, cabe eventualmente orientação por parte de alguém mais experiente.

Tem total controle da energia sexual.
Não tem mais desejos nem paixões.

Não necessita de regras de disciplina.

Procria quando necessário a título de serviço: prover corpos físicos para almas evoluídas.

Nenhum conselho e nenhuma orientação externa é cabível ao indivíduo deste nível



Extraído do livro HORA DE CRESCER INTERIOMENTE. Trigueirinho.






O Significado do Trabalho

Apesar de um parcial fracasso inicial, Hércules havia dado o seu primeiro passo. De acordo com a lei universal ele dava início ao seu trabalho no plano mental. No desenrolar do plano criativo, o impulso-pensamento é seguido pelo desejo. Ao estado de consciência a que chamamos mental, sucede-se o estado de sensibilidade, e este segundo trabalho trata do mundo do desejo e da potência do desejo. É um dos trabalhos mais interessantes, e que nos é contado nos mínimos detalhes. Alguns dos relatos das várias provas a que Hércules foi submetido são extremamente sucintos e de descrição sumária, porém as provas realizadas em Touro e Gêmeos, em Escorpião e Peixes, são detalhadamente narradas. Elas eram drásticas na sua aplicação e testavam cada uma das partes da natureza do aspirante. A chave para o trabalho em Touro é a correta compreensão da lei da Atração. Esta é a lei que governa aquela força magnética e aquele princípio de coesão que constrói as formas através das quais Deus, ou a alma, se manifesta. Produz a estabilidade demonstrada pela persistência da forma por todo o seu ciclo de existência, e diz respeito à inter-relação entre aquilo que constrói a forma e a forma propriamente dita; entre os dois pólos, positivo e negativo; entre espírito e matéria; entre o Eu e o não-Eu; entre macho e fêmea, e portanto, entre os opostos.

Natureza das Provas

A grande lição a ser aprendida neste signo é alcançar a correta compreensão da lei da Atração e o correto uso e controle da matéria. Assim, figurativamente falando, a matéria é elevada ao céu, e pode iniciar sua correta função, que é tornar-se um meio de expressão e um campo de esforço para o Cristo que o habita, ou alma. O aspirante, portanto, é testado de duas maneiras: primeiro, quanto ao calibre de sua natureza animal e aos motivos que subjazem à sua utilização; segundo, quanto à atração que a grande ilusão pode exercer sobre ele. Maya, ou a grande ilusão, e o sexo, são apenas dois aspectos da mesma força, a de atração; um, ao manifestar-se no plano físico, e o outro, ao expressar-se no campo da natureza do desejo emocional.

O Discípulo e o Sexo

Um aspirante ao discipulado tem no sexo um problema real a enfrentar. A auto-indulgência e o controle do ser humano por qualquer parte do seu organismo são sempre inevitavelmente errados. Quando a mente de um homem está totalmente voltada para as mulheres, ou vice-versa; quando ele vive principalmente para satisfazer um desejo animal; quando ele se vê impotente para resistir ao apelo do pólo oposto, então ele é vítima do aspecto mais inferior de sua natureza, o animal, e por ele é controlado. Mas quando o homem reconhece suas funções físicas como uma herança divina, e seu equipamento como algo que lhe foi dado para o bem do grupo, e para ser corretamente usado para o benefício da família humana, então veremos um novo impulso motivador subjacente à conduta humana no que diz respeito ao sexo. (...)

Nos antigos mitos, montar um animal significa controlar. O Touro não é sacrificado, ele é montado e dirigido, sob o domínio do homem. (...) Há um perigo no método de muitos aspirantes em inibir ou eliminar totalmente a expressão sexual. Fisicamente podem conseguí-lo, mas a experiência de psicólogos e mestres revela que quando a inibição e drástica supressão são impostas ao organismo, o resultado é uma ou outra forma de complexo nervoso ou mental. (...) Que o aspirante se lembre que o touro tem que ser montado para atravessar as águas até o continente. Isto significa que todo o problema do sexo será solucionado quando o discípulo subordina seu "eu-pessoal-ilha-separada" ao propósito e esforço do grupo, e começa a dirigir sua vida pela pergunta: "O que é melhor para o grupo com o qual estou associado?" Este é o modo de cavalgar o touro até o continente. (...) Celibato significa "solteiro", mas o significado geralmente dado à palavra é de abster-se da relação marital. (...) Mas não terá sido o verdadeiro celibato definido para nós nas palavras de Cristo quando disse: "Se teu olho é um só (único), todo o teu corpo será luz"? Não será o verdadeiro celibato a recusa da alma em continuar a identificar-se com a forma? O verdadeiro casamento — do qual a relação no plano físico é apenas um símbolo — não será a união da alma e da forma, do aspecto positivo (espírito), e do negativo (a mãe-matéria) ? Por meio do correto uso da forma e correta compreensão do propósito, por meio da correta orientação para a realidade e o uso correto da energia espiritual, a alma agirá como o fator controlador e o corpo todo se encherá de luz. Através do controle, do uso do senso comum, da correta compreensão do celibato, e da identificação com o propósito grupal, o discípulo libertar-se-á do controle do sexo.

Extraído do livro OS TRABALHOS DE HÉRCULES. Alice Bailey

Sugestão para aplicação prática desse estudo:

TRABALHO COM O DESEJO:

Entregar constantemente o desejo através de invocação e aspiração. Desejar conscientemente elevar a todo momento a qualidade dos desejos, tornando-os cada vez mais grupais e menos pessoais.
Vigiar a qualidade dos desejos que brotam na consciência. Manter um controle estável dos desejos pode ser proporcionado com a vigilância.
Elevar a qualidade da energia sexual. A energia sexual é uma energia criativa. Portanto, pode-se elevar a qualidade dessa energia através de soluções criativas que venham a gerar frutos que proporcionem harmonia e/ou bem grupal. "O touro não é sacrificado, ele é montado e dirigido, sob o domínio do homem".

http://reocities.com/HotSprings/9292/herc2.htm





Maria Elisete

Shalom...

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MÃE DIVINA





Minha mãe minha rainha
Foi ela que me entregou
Para mim ser jardineiro
No jardim de belas flores
No jardim de belas flores
Tem tudo que procurar
Tem primor e tem beleza
Tem tudo que Deus me dá
Todo mundo recebe
As flores que vêm de lá
Mas ninguém presta atenção
Ninguém sabe aproveitar
Para zelar este jardim
Precisa muita atenção
Que as flores são muito fina(s)
E não podem cair no chão
O jardim de belas flores
Precisa sempre aguar
Com as prece(s) e os carinhos
Ao nosso pai universal

- Mestre Irineu-






OM - BHUR BHUVA SWAH
TAT SAVITUR VARENAYAM
BHARGO DEVASYA DHIMAHI
DHIYO YO NAH PRACHODAYAT

Em um mundo melhor,
a lei natural é a do amor.
Em uma pessoa melhor,
sua natureza também é amorosa.
O amor é o princípio
que cria e sustenta as relações humanas,
O amor espiritual leva ao silêncio,
e esse silêncio tem o poder de unir,
orientar e liberar as pessoas.
E mais, quando o seu amor é aliado à fé,
cria uma forte estrutura para a iniciativa e a ação.
Lembre-se: o amor é um catalisador para mudanças,
desenvolvimento e conquistas.

Por Brahma Kumaris






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