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domingo, 3 de fevereiro de 2013

POR QUE FAZER 108 SAUDAÇÕES AO SOL?

 






HUMBERTO MENEGHIN


Fazer cento e oito saudações ao Sol não é tarefa fácil para ninguém, nem mesmo para os que estão mais familiarizados com a sequência específica de ásanas que compõem esse vinyasa. Mas, será que aqueles que se predispõe a essa prática, muitas vezes oferecida e anunciada de tempos em tempos por alguns espaços de Yoga, sabem o porquê de se fazer as cento e oito saudações ao Sol? Ou será que praticam apenas para entrarem na onda, transpirarem e perderem mais calorias?






Geralmente as cento e oito suryas são vinculadas a uma passagem, a uma troca de estações ou até a um evento ativista e então algumas pessoas encontram o propósito de saudar o Sol durante o evento ou a transição.

O número cento e oito, como a grande maioria dos praticantes e simpatizantes do Yoga já estão mais do que cientes, é um número muito significativo para a tradição Hindu, dentre outras. Para destacar alguns fatos que envolvem esse número mais do que especial, temos que o diâmetro do Sol é cento e oito vezes o diâmetro da Terra e a distância média da Lua para Terra é de cento e oito vezes o diâmetro da Lua. Ainda, podemos também lembrar que o mala que auxilia na contagem da recitação de um mantra é composto por cento e oito contas, ou seja, o número cento e oito parece ser mais do que marcante. Para continuar constatando mais fatos envolvendo esse número, você encontra aqui (em inglês): http://www.hknet.org.nz/108meaning.html




Curiosidades à parte, decidir ou não participar de uma sequência de cento e oito suryas namaskar vai depender unicamente da predisposição e condições físicas do praticante, não dispensando também a assistência de quem irá conduzir o vinyasa; pois, nem todos que acham que estão preparados para tal “homenagem” ao Sol, na verdade podem não estar e a referida prática somente irá trazer conseqüências não desejadas.

Não adianta querer passar dos limites do bom senso e se sentir muito desconfortável com uma prática na qual ainda não está pronto ou pronta. Alguns, mesmo demonstrando cansaço, excesso de suor e até tremedeira podem desejar seguir a empreitada das 108 Suryas; no entanto, esta ação não estará verdadeiramente nutrida do propósito principal que é saudar o Sol, em movimento, numa meditação consciente.




Percebendo, então, que não há mais condições para completar as cento e oito saudações ao Sol, aquele ou aquela que já fez alguns ciclos, mesmo que abaixo de dez, pode perfeitamente encerrar a sua participação, estando ciente que de nada adianta se sacrificar por alguma coisa que não lhe fará bem e muito menos se sentir demasiadamente impotente por não fazer o que outros fazem, mesmo havendo pressão por quem conduz a saudação.

Mas será que a maioria que completa o ciclo das cento e oito Suryas realmente atingiu o objetivo de saudar o Sol ou o fizeram de uma forma mecânica para mais tarde comentar que completaram todo o vinyasa?





Pode ser que alguns praticantes que se empenharam, realmente saudaram o Sol eivados de toda a significância que esta ação pede, independente se fizeram ou não por cento e oito vezes.

No entanto, se o praticante que ainda não conseguiu fazer as cento e oito saudações ao Sol achar que precisa fazê-lo para se sentir mais seguro, poderia pensar em praticar, pouco a pouco, dia a dia, e quando o físico e a mente estiverem mais aptos, possivelmente chegará às cento e oito vezes, isso se ainda achar que deve e que é importante, pois poderá, no meio do caminho, mudar completamente este conceito.

Harih OM!

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MÃE DIVINA





Minha mãe minha rainha
Foi ela que me entregou
Para mim ser jardineiro
No jardim de belas flores
No jardim de belas flores
Tem tudo que procurar
Tem primor e tem beleza
Tem tudo que Deus me dá
Todo mundo recebe
As flores que vêm de lá
Mas ninguém presta atenção
Ninguém sabe aproveitar
Para zelar este jardim
Precisa muita atenção
Que as flores são muito fina(s)
E não podem cair no chão
O jardim de belas flores
Precisa sempre aguar
Com as prece(s) e os carinhos
Ao nosso pai universal

- Mestre Irineu-






OM - BHUR BHUVA SWAH
TAT SAVITUR VARENAYAM
BHARGO DEVASYA DHIMAHI
DHIYO YO NAH PRACHODAYAT

Em um mundo melhor,
a lei natural é a do amor.
Em uma pessoa melhor,
sua natureza também é amorosa.
O amor é o princípio
que cria e sustenta as relações humanas,
O amor espiritual leva ao silêncio,
e esse silêncio tem o poder de unir,
orientar e liberar as pessoas.
E mais, quando o seu amor é aliado à fé,
cria uma forte estrutura para a iniciativa e a ação.
Lembre-se: o amor é um catalisador para mudanças,
desenvolvimento e conquistas.

Por Brahma Kumaris






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