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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O Casal do Futuro - O Amor Se Desdobrará Assim no Céu Como na Terra, em Sete Dimensões

 
 
O Casal do Futuro
O Amor Se Desdobrará Assim no Céu Como na Terra, em Sete Dimensões
*Carlos Cardoso Aveline*

*“Não é por causa do marido em si que o marido é amado, mas é por causa da presença do Espírito Universal na consciência do marido, que ele é amado. Não é por causa da esposa em si que a esposa é amada, mas é por causa da presença do Espírito Universal na consciência da esposa, que ela é amada. Não é por causa dos filhos em si que os filhos são amados, mas é por causa da presença do Espírito Universal na consciência dos filhos, que eles são amados. (...)”*  (Brihadaraniaka Upanixade)
O vínculo fundamental e a base de toda civilização é o casal humano. É este laboratório das relações humanas que gera vida e energia. Ele produz, literalmente, os cidadãos do futuro. E, ao fazer isso, ele segue os padrões cármicos, as estruturas e os hábitos que o caracterizam em cada etapa da evolução.
Basta observar o estado do casal em uma sociedade qualquer para ver a situação em que está o processo social. Deste fato elementar surge uma conclusão prática: a construção de casais em que haja um amor verdadeiro abre espaço para a civilização da fraternidade universal que já começa a surgir.

A capacidade de amar e o conhecimento da verdade são dois fatores inseparáveis. Eles não só produzem as civilizações saudáveis, mas também as sustentam ao longo do tempo. A civilização do futuro será baseada na inteligência espiritual.

Nos termos de “A Doutrina Secreta”, de H. P. Blavatsky, a meta do esforço teosófico é fazer nascer a mente elevada e fraterna que caracterizará a sexta sub-raça da quinta raça-raiz. Escrevendo no século 19, a fundadora do movimento esotérico moderno afirmou que já podia ver indivíduos pioneiros antecipando a humanidade intuitiva e universalista da sexta sub-raça.

Mais de um século depois de Blavatsky, os estudantes e cidadãos de boa vontade do século 21 têm o privilégio de investigar, passo a passo, como será o casal *buddhi-manásico* e universal das próximas civilizações. O estudo da teosofia original permite deduzir algumas das suas características.

É verdade que o esforço do século 21 é probatório: não faltam testes ou desafios. Mas já é possível construir a vitória. O casal do futuro estará unido no plano do sexto princípio, Buddhi. Os eus superiores do homem e da mulher que se amam com força atuarão fundamentalmente como se fossem um; mas preservarão ao mesmo tempo um grau significativo de diferença. Assim, a unidade será dinâmica e criativa, ajudando a transformar o mundo para melhor. O amor existirá assim na terra como no céu: aquilo que foi unido no plano da alma espiritual também expressará unidade na vida concreta e palpável. Cada casal consciente será uma ponte segura entre o superior e o inferior. Combinará em si o eterno e o transitório. O homem verá a mente e o coração da mulher como partes de um templo sagrado, e a atitude será recíproca. As emoções e o corpo físico serão parte deste santuário compartilhado. Ainda que o foco prioritário do casal do futuro esteja localizado no plano do *eu imortal*, o amor será intenso no plano do eu inferior. O casal será setenário. Existirá simultaneamente em sete níveis de consciência e integração.

Haverá, nível por nível, um alinhamento entre as duas consciências. A correspondência e o paralelismo entre os sete princípios de cada um incluirá *Prana*, o princípio da vitalidade, e *Linga-sharira* , o arquétipo sutil por onde flui a energia vital. Aquilo que afetar um, afetará o outro. As auras do homem e da mulher funcionarão como se pertencessem uma à outra, e estarão em forte ressonância magnética durante as 24 horas do dia.

Ao serem expressados em palavras, pensamentos e sentimentos de cada um surgirão na consciência do outro de dentro para fora, e não de fora para dentro. Escutar a pessoa amada será como escutar a si mesmo - com a diferença de que frequentemente será mais agradável.

O amor e o afeto não dependerão de condições externas. O casal estará unido tanto nas marés fáceis como nas marés difíceis da vida. O fato de que o foco da vida estará situado no plano da alma imortal, onde reina o altruísmo, levará os dois a trabalhar pela causa da Humanidade.

Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. A predominância do casal sábio está por surgir no futuro próximo da evolução humana, mas essa não é a primeira vez que isso ocorre. O tempo é cíclico, e o amor do futuro já existiu no passado. O alvorecer da era de Aquário torna possível resgatar a sabedoria das eras anteriores. O amor pessoal já pode ser vivido outra vez como parte do amor universal e infinito, conforme anunciava na Índia antiga o “Brihadaraniaka Upanixade”:

“Não é por causa do marido em si que o marido é amado, mas é pela presença do Espírito Universal na consciência do marido, que ele é amado. Não é por causa da esposa em si que a esposa é amada, mas é devido à presença do Espírito Universal na consciência da esposa, que ela é amada. Não é por causa dos filhos em si que os filhos são amados; é pela presença do Espírito Universal na consciência dos filhos, que eles são amados.” *[1]*

Em todos os povos, nas mais variadas épocas, os membros de um casal sempre colocaram suas vidas nas mãos um do outro.
No futuro, homens e mulheres saberão cumprir com eficiência o dever de gerar a felicidade do ser amado, e de abster-se de gerar sofrimento.
A satisfação de cada um surgirá em primeiro lugar do ato de fazer o outro tão feliz quanto possível, nos diversos níveis de consciência. Em segundo lugar, a sensação de plenitude virá do ato de preservar e expandir a felicidade de quem amamos, dentro daquilo que é permitido pelas condições práticas do trabalho pelo bem da humanidade.

Cada um refletirá, como um espelho, as possibilidades mais sagradas e mais elevadas do outro. Assim, o casal reconhecerá seu afeto a dois como parte do processo maior da compaixão universal.

A semente do futuro germina hoje: o casal da próxima civilização já existe como experiência pioneira. Pesquisar a natureza do amor universal é uma bênção que está ao alcance das gerações atuais. A energia regeneradora do casal do futuro é um dos fatores aceleradores do despertar planetário que estamos vivendo.

Um Mestre de Sabedoria escreveu no século 19:
“A pureza do amor terreno purifica e prepara para a realização do Amor Divino. Imaginação humana alguma pode conceber os ideais da divindade a não ser através daquilo que lhe é familiar. Aquele que se prepara para compreender o Infinito deve compreender antes o finito.”

Em outra oportunidade, o mesmo sábio afirmou:
“...Onde um amor verdadeiramente espiritual busque consolidar-se através de uma união pura e permanente de duas pessoas, no sentido terreno, não há pecado nem crime aos olhos do grande *Ain-Soph* *[2]*, pois esta é somente a repetição divina dos princípios Masculino e Feminino - o reflexo microcósmico da primeira condição da Criação. Diante de uma tal união os anjos bem poderão sorrir! Mas uniões como essas são raras, Irmão meu, e podem ser criadas apenas sob a sábia e amorosa supervisão da Loja (...)”.* [3]*

No futuro, este processo pioneiro será cada vez menos raro.

Unidos nos planos da alma eterna e da inteligência universal, o homem e a mulher não dependerão da presença física para sentir que estão juntos. A presença de cada um na aura do outro será perceptível mesmo quando estiverem geograficamente distantes. Havendo necessidade, saberão manter a relação de casal num estado “implícito” e concentrarão por um ato de vontade a sua energia recíproca no foco superior do afeto, enquanto desempenham impessoalmente os deveres propostos pelo Carma. Cessada a necessidade, eles deixarão que a energia do amor se irradie outra vez livre e criativamente. Ela se manifestará como uma versão microcósmica da luz do Sol, avançando através dos sete planos da vida e irradiando uma força benéfica na direção de todos os seres.

Um sábio oriental escreveu:
“A mulher não deve ser vista simplesmente como uma propriedade do homem, já que ela não foi feita apenas para seu benefício ou prazer, assim como ele não é apenas propriedade dela. Os dois devem ser compreendidos como energias iguais, que fluem por individualidades diferentes. Até a idade de sete anos, os esqueletos das meninas não diferem de forma alguma dos esqueletos dos garotos, e o osteólogo teria dificuldade em identificá-los.
A missão da mulher é tornar-se a mãe dos futuros ocultistas - daqueles que nascerão sem pecado. A redenção e a salvação do mundo dependem da elevação da mulher. E enquanto a mulher não romper os laços da sua escravidão sexual, à qual tem sido sempre submetida, o mundo não terá ideia do que ela realmente é, ou do verdadeiro lugar dela na economia da natureza.”

E o Mestre concluiu:
“A luz que será derramada sobre esta questão e sobre o mundo como um todo,quando o mundo descobrir e realmente apreciar as verdades que estão na base do vasto problema do sexo, será como ‘*a luz que jamais brilhou sobre o mar ou a terra*’, e terá de vir aos seres humanos através do *movimento teosófico*. *[4] *Esta luz levará ao despertar da *verdadeira intuição espiritual*. Então o mundo terá uma raça de Buddhas e Cristos, porque a humanidade terá descoberto que os indivíduos *têm dentro de si mesmos* a possibilidade de gerar crianças semelhantes a Buddha - ou demônios. Quando este conhecimento vier, todas as religiões dogmáticas, e com elas os demônios, deixarão de existir.” *[5]*

As palavras acima merecem ser examinadas com atenção. Elas convidam os casais de boa vontade a investigar de modo prático e transcendente – assim no nível físico como no plano metafísico - o mistério da felicidade a dois.

Uma tal investigação é eficaz quando colocada a serviço da libertação humana. Porque a vida é um laboratório alquímico, e, nele, o casal produz um fogo criador do futuro.

NOTAS:
*[1] *“The Principal Upanishads”, edited by S. Radhakrishnan, The Muirhead Library of Philosophy, London: George Allen & Unwin Ltd, Fourth Impression, 1974, ver pp. 282-283.
*[2]* Ain-Soph - na tradição da Cabala, o princípio Absoluto e imanifestado.
*[3] *Cartas 18 e 19, segunda série, no volume “Cartas dos Mestres de Sabedoria”, Editora Teosófica, Brasília. Veja as pp. 189 e 190.
*[4] *Movimento teosófico; no original, “Sociedade Teosófica”. A expressão se refere à Sociedade Teosófica original, que deixou de existir pouco depois da morte de H. P. Blavatsky, em 1891, devido à traição de Annie Besant e outros pseudo-esoteristas que desprezaram a ética e a verdade. Hoje, existe um movimento teosófico amplo e marcado pela diversidade.
*[5] *“The Paradoxes of the Highest Science”, de Eliphas Levi, “WithFoot-Notes By a Master of the Wisdom”, Theosophical Publishing House, Adyar, Madras (Chennai), India, 1922, 172 pp., ver p. 172. Título da edição brasileira
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fonte : filosofiaesoterica.com


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MÃE DIVINA





Minha mãe minha rainha
Foi ela que me entregou
Para mim ser jardineiro
No jardim de belas flores
No jardim de belas flores
Tem tudo que procurar
Tem primor e tem beleza
Tem tudo que Deus me dá
Todo mundo recebe
As flores que vêm de lá
Mas ninguém presta atenção
Ninguém sabe aproveitar
Para zelar este jardim
Precisa muita atenção
Que as flores são muito fina(s)
E não podem cair no chão
O jardim de belas flores
Precisa sempre aguar
Com as prece(s) e os carinhos
Ao nosso pai universal

- Mestre Irineu-






OM - BHUR BHUVA SWAH
TAT SAVITUR VARENAYAM
BHARGO DEVASYA DHIMAHI
DHIYO YO NAH PRACHODAYAT

Em um mundo melhor,
a lei natural é a do amor.
Em uma pessoa melhor,
sua natureza também é amorosa.
O amor é o princípio
que cria e sustenta as relações humanas,
O amor espiritual leva ao silêncio,
e esse silêncio tem o poder de unir,
orientar e liberar as pessoas.
E mais, quando o seu amor é aliado à fé,
cria uma forte estrutura para a iniciativa e a ação.
Lembre-se: o amor é um catalisador para mudanças,
desenvolvimento e conquistas.

Por Brahma Kumaris






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