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quinta-feira, 21 de abril de 2011

O perdão oferece tudo o que eu quero






122. O perdão oferece tudo o que eu quero.




O que poderias querer que o perdão não possa dar?




Queres paz?




O perdão a oferece.




Queres felicidade, uma mente serena, certeza acerca do teu propósito e um senso de valor e beleza que transcende o mundo?



Queres atenção, segurança e o calor da proteção garantida para sempre?




Queres uma quietude que não possa ser perturbada, uma gentileza que jamais possa ser ferida, um consolo profundo e duradouro e um descanso tão perfeito que jamais possa ser transtornado?




O perdão te oferece tudo isso, e mais.




Ele brilha nos teus olhos quando acordas e te dá alegria para saudar o dia.




Conforta a tua fronte enquanto dormes e repousa sobre as tuas pálpebras para que não tenhas sonhos de medo e mal, malícia e ataque.
E quando acordas de novo, ele te oferece um outro dia de felicidade e paz.




O perdão te oferece tudo isso, e mais.




O perdão permite que seja erguido o véu que esconde a faze de Cristo daqueles que olham para o mundo com olhos sem perdão.
Permite que reconheças o Filho de Deus e limpes a tua memória de todos os pensamentos mortos, para que a lembrança do teu Pai possa surgir no limiar da tua mente.




O que poderias querer que o perdão não possa dar? Que outras dádivas além destas são dignas de serem buscadas?




Que valor imaginário, que efeito trivial, que promessa fugaz que nunca será cumprida pode conter mais esperança do que aquilo que o perdão traz?




Por que buscarias uma outra resposta, além da resposta que responde a tudo?




Eis aqui a resposta perfeita, dada a perguntas imperfeitas, a pedidos sem significado, à pouca disponibilidade para ouvir, a menos da metade do zelo que poderias dar e a uma confiança parcial. Eis aqui a resposta! Não a busques mais. Não acharás nenhuma outra em vez dela.




O plano de Deus para a tua salvação não pode mudar nem pode falhar.




Sê grato por ele permanecer exatamente como Deus o planejou. Imutável, ele está diante de ti como uma porta aberta, ele te chama de além do umbral com boas-vindas calorosas, pedindo-te que entres e sinta-te em casa, onde é o teu lugar.




Eis aqui a resposta!




Preferirias ficar do lado de fora, quando o Céu inteiro espera por ti do lado de dentro? Perdoa e sê perdoado. Como dás, assim receberás. Não há outro plano senão esse para a salvação do Filho de Deus.




Regozijemo-nos hoje por ser assim, pois aqui temos uma resposta clara e simples além do engano na sua simplicidade. Todas as complexidades que o mundo teceu com frágeis teias de aranha desaparecem diante do poder e da majestade dessa declaração extremamente simples da verdade.




Eis aqui a resposta! Não vires as costas para novamente vagar sem rumo. Aceita a salvação agora. É a dádiva de Deus e não do mundo. O mundo não pode oferecer nenhuma dádiva de qualquer valor à mente que tenha recebido como seu o que Deus lhe deu. É Vontade de Deus que a salvação seja recebida hoje e que os labirintos dos teus sonhos não mais escondam de ti que nada são.




Abre os teus olhos, hoje, e olha para um mundo feliz, de segurança e paz. O perdão é o meio pelo qual ele vem tomar o lugar do inferno.




Na quietude, ele surge para saudar os teus olhos abertos e encher o teu coração de profunda tranqüilidade, à medida que verdades antigas, eternamente recém-nascidas surgem na tua consciência. O que vais lembrar nesse momento nunca poderá ser descrito. No entanto, o teu perdão te oferece isso.




Lembrando-nos das dádivas do perdão, empreendemos a nossa prática de hoje com esperança e fé de que esse será o dia em que a salvação será nossa. Nós a buscaremos hoje com ardor e alegria, cientes de que seguramos a chave em nossas mãos, aceitando a resposta do Céu ao inferno que fizemos, mas no qual não mais queremos permanecer.




De manhã e à noite, oferecemos com alegria um quarto de hoje à busca na qual o fim do inferno está garantido. Começa com esperança, pois alcançamos o ponto de mutação, em que a estrada vem a ser muito mais fácil. E agora o caminho que ainda temos que percorrer é curto. De fato, estamos bem próximos do final estabelecido para o sonho.




Mergulha na felicidade ao começar estes períodos de prática, pois oferecem as infalíveis recompensas de perguntas respondidas e do que resulta da tua aceitação da resposta. Hoje te será dado sentir a paz que o perdão oferece e a alegria que o levantar do véu descortina para ti.




Diante da luz que receberás hoje, o mundo se desvanecerá até desaparecer e verás surgir u outro mundo e não terás palavras para retratá-lo. Caminhamos agora diretamente para a luz e recebemos as dádivas que nos foram reservadas desde o início dos tempos, à espera do dia de hoje.




O perdão oferece tudo o que queres. Hoje, todas as coisas que queres te são dadas. Não deixes que as tuas dádivas sumam da tua vista durante o dia, quando voltares a encontrar um mundo de mudanças passageiras e aparências desoladoras. Conserva as tuas dádivas na tua consciência com clareza ao ver o imutável no coração da mudança, a luz da verdade por trás das aparências.




Não sejas tentado a deixar que as tuas dádivas passem despercebidas e caiam no esquecimento, mas mantêm-nas com firmeza em tua mente através das tuas tentativas de pensar nelas pelo menos por um minuto a cada quarto de hora que passa. Lembra-te do quanto estas dádivas são preciosas com esse lembrete, que tem o poder de mantê-las na tua consciência ao longo do dia:




O perdão oferece tudo o que eu quero.




Hoje, aceitei isso como verdadeiro.




Hoje, recebi as dádivas de Deus.





Um Curso em Milagres - A Vigilia

Meditação durante o OmKar





Pode-se efetivamente meditar enquanto se canta o Omkar, o Om cantado 21 vezes.



Como nas outras formas de Meditação, está é melhor se praticada com sucesso com preparação para meditação mais longa, tal como Meditação na Forma ou Meditação na Luz.



Sente-se em uma posição confortável em seu local escolhido para meditação. Faça algumas respirações profundas e permaneça sentado silenciosamente por certo período, até que sua mente se acalme.



Comece cantando 21 Om da maneira prescrita e, enquanto canta, divida-os mentalmente em 5 partes, devotando:



Os primeiros 5 Om para a purificação dos cinco órgãos de ação (Karmendriyas).



O segundo grupo de 5 Om para a purificação dos órgãos de percepção ou conhecimento (jñanendriyas).

O terceiro grupo de 5 Om para a purificação dos alentos vitais (pranas).



O quarto grupo de 5 Om para a purificação dos cinco envoltórios (Koshas).



A última parte, constituída de um único Om, para experimentar a unidade com a alma (atma).



É melhor manter os olhos fechados durante o Omkar e imaginar uma poderosa fonte de luz em um ponto entre as sobrancelhas.



Comece a cantar o primeiro Om e sinta aquela fonte de luz movendo-se para a sua língua e boca purificando-as, orando mentalmente ao Senhor para ajudá-lo a falar somente a verdade e coisas boas.



Do mesmo modo, nos Om subseqüentes, leve a luz para os braços e mãos, enchendo-os de luz e purificando-os;daí para as pernas, os órgãos excretores e os órgãos reprodutores, purificando-os por sua vez.



Prossiga com o segundo grupo de 5 Om para purificar os 5 órgãos de percepção; daí para os ares vitais, os 5 corpos ou envoltórios e, com o 21° Om, a luz penetra nos recessos mais internos do Ser, fazendo-o perder todo o sentido de ego, revelando a presença Divina no seu interior.



Resumo



1-Primeiro grupo de Om

Purificação dos órgãos de ação

1° Om – órgãos vocais (língua e boca)



2° Om – mãos



3° Om – pés



4° Om – órgãos excretores



5° Om – órgãos reprodutores





2 – Segundo grupo de Om

Purificação dos órgãos de percepção



6° Om – olhos (forma ou rupa)



7° Om – nariz (cheiro ou gandha)



8° Om – ouvidos (som ou sadha)



9° Om – língua (paladar ou rasa)



10° Om – pele (tato)





3 – Terceiro grupo de Om

Purificação dos alentos vitais ou energias(pranas)



11° Om – deglutição(uddhana)



12° Om – respiração (prana)



13° Om – circulação do sangue ( vyana)



14° Om – digestação (samana)



15° Om- excreção (apana)





4 – Quarto grupo de Om

Purificação dos envoltórios corpóreos (koshas)



16° Om – envoltório do alimento(annamayakosha)



17° Om –envoltório dos alentos vitais(pranamayakosha)



18° Om – envoltório da mente(manomayakosha)



19° Om – envoltório do intelecto (vigñanamayakosha)



20° Om – envoltório da bem-aventurança (anandamayakosha).



5 – Quinto Om

Durante este, o aspirante perde todo o sentido de ego e se torna um com Deus.





Boa meditação


Shanti shanti shanti....



Maria Elisete Shalom...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Oração da Luz - Edson Aquino




Senhor da Luz

Me ilumina a razão

Me inspira lucidez

Desfaz a teia da ilusão

Me faz compreender

A eternidade de viver

Me ajuda a responder

Quem eu sou e o que vim aqui fazer

Senhor da Paz

Acalma em mim o coração

Me ensina a amar

Sem o apego da paixão

Me faz reconhecer

Tua presença amada em mim

E sem receio algum

Te ver em Todos

Pra saber que Tudo é Um

Senhor de Amor

Me dá tua mão, me faz feliz...

Edson Aquino




Maria Elisete
Shalom...

AMOR COMO LINGUAGEM


Amor como linguagem


O amor expressa em si uma forma de comunicação específica.

A linguagem do amor é universal.

Quem dela se utiliza nunca estará sozinho.

Quem ama se comunica com a Natureza, com o Universo e com Deus
.
Se na sua fala você colocar o amor, ela será audível a todos e por muito tempo.

Este foi um dos motivos por que o Cristo conseguiu, sem nada escrever, que sua voz ecoasse até hoje.
Antes de falar, deve-se sintonizar com o amor, pois o que se quer dizer sairá com a vibração da harmonia cativante.

Os pensamentos, quando elaborados com os requisitos do amor, alcançam as correntes superiores da vida.

Quem ama, pensa e fala com coerência e harmonia.
Cada ser expressa em linguagem própria o que lhe vem à mente de tal forma que sua fala denota a vibração que lhe é característica.

Quando nos utilizamos da linguagem do amor, nossa expressão se transforma em luz. Nossa fala transforma-se em fonte por onde jorra a linfa que produz a vida.
A linguagem do amor dispensa outras formas de expressão.

Quem a usa entende e é entendido, dispensando outros recursos de comunicação.

A ligação ocorre de alma a alma, de espírito a espírito.
A Vida abre suas portas para aquele que fala a linguagem do amor.

Os problemas são resolvidos por força da atração exercida pela comunicação do amor.

A fala com amor contagia o ambiente onde é proferida.
Para se falar a linguagem do amor é necessária iniciar-se pela substituição de expressões infelizes e desagradáveis no trato com o outro.

O bem falar sucede ao bem pensar e este vem da consciência reta fundamentada na paz.

A linguagem vulgar, quando associada a emoções negativas, deseduca o espírito.
O amor também se expressa pela música, pela arte em geral.

A vibração da música carrega notas de amor.

A música é a linguagem da alma que busca expressar seu amor.

O amor é uma meta linguagem.

Transcende o humano, espiritualizando-o.

Sua captação não se dá pelos órgãos dos sentidos, mas pelos fios invisíveis da alma.

Nas expressões maternais, nas atitudes fraternais, nos gestos de compreensão e calor humano, observa-se a linguagem do amor permeando todas as formas de relação entre as criaturas.
A natureza, nas suas múltiplas manifestações, revela a linguagem do amor através de seu equilíbrio e harmonia.

Nela o Criador colocou Sua marca fazendo-a refletir a linguagem do amor.
O espectro de energia conhecido pela ciência não expressa todas as vibrações da natureza da mesma forma que o ser humano na Terra não conhece todas as formas de linguagem.

O amor é a mais sutil linguagem da alma.
De todas as formas de comunicação, o amor é a mais penetrante e envolvente.

A barreira do idioma entre os países é vencida pela linguagem do amor.

Ninguém que a utilize deixará de se comunicar.
A linguagem do amor é a expressão maior da comunicação do espírito.

Vem da essência da alma e penetra os mais recônditos escaninhos da mente.

Os processos psíquicos são facilitados pela linguagem do amor.

Cada ser revela uma linguagem própria oriunda do incons- ciente.

A linguagem do inconsciente revela o nível de evolução da criatura.

Quanto mais amor dele sair, mais elevada é a alma.
O amor maternal é uma das expressões do amor de Deus na Terra.

Ele se torna uma nova linguagem quando propicia a educação e emancipação dos filhos.
O amor muitas vezes utiliza-se da linguagem do silêncio para se expressar.

Experimente ouvi-la com o coração.

Algo de novo acontecerá com você, motivando-o para a realização interior.
Quem ama nunca estará só, pois seu amor encontrará ressonância em outros corações.

A linguagem do amor tem o dom de fazer o que se diz ou se escreve ser mais bonito do que é possível traduzir.

*Jesus nos ensinou a linguagem do amor através do Sermão do Monte.

Adenáuer Novaes









 Maria Elisete Shalom...

AMOR SEM ADEUS


Amor sem adeus

Para aqueles que verdadeiramente amam, não existe adeus, mas até logo. Quando o amor está presente não há partida sem reencontro. A separação de qualquer natureza é vista por aquele que ama como uma breve pausa.
A morte, aparente ceifadora de vidas, não consegue separar aqueles que amam. O amor transcende a destruição celular, face a sua natureza espiritual que não está gravada no corpo, mas na alma.
Quando nos separamos daqueles a quem amamos, pela sua desencarnação, devemos continuar amando-os a fim de alimentá-los, à distância, com o sentimento que verdadeiramente nutre para a vida.
Se você tem um parente ou amigo do outro lado da vida e não consegue esquecê-lo, experimente o verdadeiro amor que se vitaliza pela vibração que emite ao outro e pela certeza de sua existência na espiritualidade.
A saudade do ente querido que desencarnou deve ser permeada pelo amor a fim de que não se torne vazia. O amor nos dá a certeza da imortalidade da alma e nos aproxima dos que nos antecederam na jornada espiritual. Não há adeus nem perda para o amor. Só se perde o que não se possui. Os valores sobre os quais nos ancoramos são aqueles inalienáveis, quenem as traças cor roem nem os ladrões roubam.

Ninguém perde o amor, pois ele não é destruído com a morte do corpo nem com a distância, as barreiras do espaço e do tempo não conseguem separar aqueles que se amam. Não chore desesperado pelo amor “perdido”.

Observe a generosidade da vida ao libertar aquele que cumpriu o tempo necessário com você e ao crescimento que foi proporcionado na convivência a seu lado.
A viagem de alguém é pausa para o crescimento dos que se separaram. Considere que todo afastamento é possibilidade de percepção do outro e de si mesmo. Um belo quadro, como qualquer obra de arte, só pode ser admirado se dele nos afastar- mos.

Não se lamente pela separação daquele a quem você ver- dadeiramente ama. Quem ama liberta e deseja o bem para o ou- tro.

A ansiedade do reencontro pode nos fazer perder a chance de perceber as mudanças ocorridas no outro durante o período de afastamento. O amor espera e confia, permitindo-se mudar a cada dia na direção do Bem.

Considere que aqueles que você ama se comunicam com você pelas sutis conexões do amor. Os entes queridos, à distância ou desencarnados, nunca deixam de se comunicar. A mediunidade natural nos permite estar sempre em contato com aqueles a quem amamos.

Converse com seus amores que se foram para outra jornada. Fale-lhes de sua saudade, mas não se desespere. Quem ama continua recebendo as vibrações dos corações que deixou na Terra. Confie no amor que os unirá de novo na Vida Maior.

Quando a pessoa amada está distante e desejamos sua felicidade, contentemo-nos com a certeza dele estar vibrando com o pensamento divino em favor do nosso crescimento. A vida expressa sempre o amor de Deus. Nele nos nutri- mos e nos entregamos na expectativa de alcançarmos a felicida- de. Nunca haverá separação entre nós e Deus, tanto quanto entre os que se amam.

O amor é uma fonte exuberante de vitalidade. Quem verdadeiramente ama revigora suas energias e, se o faz aos outros, alimenta-os com a vitalidade oriunda da natureza.

Se seu amado se foi, guarda no coração a certeza de que o grande bem que alguém pode nos dar é a felicidade de poder estar construindo adiante, para si e em favor da Vida.

Nada, a não ser o progresso, é determinado. Tudo está interligado pelos fios invisíveis do amor.


Ninguém pode se dizer isolado no mundo. O nascer nos coloca na vida de forma a não podermos dela nos ausentar. Os corações que abrigamos em nós mesmos jamais estarão distantes.

* Jesus nos mostrou que seu amor não teria adeus quando nos afirmou sua presença até o fin- dar dos séculos, prometendo o Consolador para es- tar sempre conosco.

Adenauer Novaes - Amor Sempre





Maria Elisete Shalom...

O PRIMEIRO COMPROMISSO - Seja impecável com sua palavra

O PRIMEIRO COMPROMISSO

Seja impecável com sua palavra
O primeiro compromisso é o mais importante e também o mais difícil de cumprir. 

É tão importante que apenas com esse primeiro compromisso você será capaz de transcender ao nível de existência que chamo de céu na Terra.



O primeiro compromisso é ser impecável com sua palavra.

Parece simples, mas é extremamente poderoso. Por que sua palavra? A palavra é o poder que você tem de criar. Sua palavra é o dom que vem diretamente de Deus. O Livro do Gnesis, na Bíblia, falando da criação do universo, diz: No início havia o Verbo, e o Verbo era com Deus, e o Verbo era Deus". Mediante a palavra você expressa seu poder criativo. É por meio da palavra que você manifesta tudo. Independentemente de qual língua você fale, sua intenção se manifesta por intermédio da palavra. O que você sonha,o que você sente e o que você realmente é será manifestado mediante a palavra.

A palavra não é apenas um som ou um símbolo escrito.

A palavra é força; é o poder que você possui de expressar-se e comunicar-se, de pensar, e, portanto, de criar os eventos em sua vida. Você pode falar. Que outro animal no planeta pode falar? A palavra é a mais poderosa ferramenta que você possui como ser humano; é a ferramenta da magia. Porém, como uma espada de dois gumes,sua palavra pode criar o sonho mais belo ou destruir tudo ao seu redor.Uma das lâminas é o mau uso da palavra, que cria um verdadeiro inferno. A outra lâmina é a impecabilidade da palavra, que apenas cria beleza, amor e o céu na Terra. Dependendo de como é usada, a palavra pode libertar você ou pode escravizá-lo mais do que imagina.Toda a magia que você possui está baseada em sua palavra: Sua palavra é magia pura, e o mau uso dela e magia negra.

A palavra é tão poderosa que uma única pode mudar ou destruir as vidas de milhões de pessoas. Alguns anos atrás, um homem, na Alemanha, pelo uso da palavra, manipulou todo um país formado de pessoas inteligentes. Ele as conduziu a uma guerra mundial usando apenas o poder de sua palavra. Convenceu os outros a cometerem os piores atos de violência. Ativou ou o medo das pessoas com a palavra e, como uma grande explosão em cadeia, aconteceram assassinatos e guerra pelo mundo inteiro. Pelo mundo afora, seres humanos destruíram outros seres humanos porque tinham medo uns dos outros. A palavra de Hitler, baseada em crenças e compromissos gerados pelo medo, será lembrada por muitos séculos.

A mente humana é como um terreno fértil onde sementes estão sendo plantadas continuamente.As sementes são opiniões,idéias e conceitos.Você planta uma semente,e a mente humana é tão fértil! O único problema é que,freqüentemente,também é fértil para as sementes do medo. A mente do ser humano é fértil, mas apenas para as sementes para as quais é preparada. O que é importante é saber para que tipo de semente nossa mente é fértil, e então prepará-la para receber as sementes do amor.

Vamos tomar o exemplo de Hitler: ele enviou todas aquelas sementes de medo e elas germinaram e conseguiram provocar destruição em massa. Percebendo o enorme poder da palavra, precisamos compreender que tipo de poder sai de nossas bocas. Um temor ou duvida plantados em nossas mentes pode gerar um drama infinito de eventos. A palavra é como um encantamento, e os seres humanos usam a palavra como feiticeiros, colocando impensadamente encantamentos uns nos outros.

Cada ser humano é um mágico, e podemos colocar alguém sob encantamento com nossas palavras ou libertar alguém de um encantamento. Lançamos encantamentos a todo instante com nossas opiniões. Um exemplo: vejo um amigo e lhe dou uma opinião que acabou de passar por minha mente. Digo: "Hum ... estou vendo no seu rosto aquela cor dos que vão ter câncer". Se ele me ouvir e concordar. irá desenvolver câncer em menos de um ano. Esse é o poder da palavra.

Durante nossa domesticação, nossos pais e irmãos deram suas opiniões sobre nós sem ao menos pensar. Acreditamos nessas opiniões e vivemos com medo dessas opiniões, como não ser bom em natação, ou no esporte, ou em escrever. Alguém dá sua opinião e diz: "Veja, aquela menina é feia!” A menina escuta, acredita que é feia e cresce com a idéia de que é feia. Não importa quão bonita ela seja; enquanto mantiver esse compromisso consigo mesma, irá acreditar que é feia. Esse é o encantamento que a atinge.

Ao captar nossa atenção,a palavra pode entrar em nossa mente e alterar todo um conceito para melhor ou para pior. Outro exemplo: você pode e acreditar que é estúpido e por ter acreditado nisso até onde vai sua lembrança. Esse compromisso pode ser capcioso, levando você a fazer muitas coisas para provar que é estúpido. Você pode dizer a si mesmo: "Gostaria de ser esperto, mas devo ser estúpido ou não teria feito aquilo". A mente vai em centenas de direções diferente e poderíamos passar dias tendo a atenção atraída apenas por aquela crença, em sua própria estupidez.

Então, um dia alguém prende sua atenção e, usando a palavra, diz que você não é estúpido. Você acredita no que aquela pessoa está dizendo e faz um novo compromisso. Como resultado disso, você não se sente nem age mais como estúpido.Um encantamento inteiro é quebrado apenas pelos poderes do mundo. De forma análoga.se você acredita ser estúpido e alguém prende sua atenção e diz: "É verdade, você é a pessoa mais estúpida que eu já conheci", o acordo será reforçado e vai se tomar ainda mais forte.

Agora vamos examinar o significado da palavra impecabilidade. Impecabilidade quer dizer "sem pecado".Impecável vem do latim peccatu, que significa "pecado". O prefixo im é igual a "sem"; portanto, impecável é "sem pecado", As religiões falam sobre pecado e pecadores, mas vamos compreender o que realmente significa pecar.
Um pecado é uma coisa que você faz e que vai contra você mesmo, Tudo o que sente, em que acredita ou diz que vai contra você mesmo é um pecado. Você vai contra você mesmo quando se julga ou se culpa por alguma coisa. Estar sem pecado significa exatamente o oposto, Ser impecável não é ir contra a sua natureza. Quando você é impecável assume responsabilidade por seus atos, mas não julga nem culpa a si mesmo.

Desse ponto de vista, todo o conceito de pecado muda de alguma coisa moral ou religiosa para algo pertencente ao senso comum. O pecado começa com a rejeição de você mesmo, Auto-rejeição é o maior de todos os pecados que você pode cometer. Em termos religiosos, a auto-rejeição é um "pecado mortal", que leva à morte. Impecabilidade, por outro lado, leva à vida.

Ser impecável com sua palavra é não usá-la contra você mesmo. Se eu o vir na rua e o chamar de estúpido, parece que estou usando a palavra contra você. Na realidade, estou usando minha palavra contra mim mesmo, pois você vai me odiar por isso, e o seu ódio não é bom para mim. Portanto, se eu ficar zangado e com minha palavra mandar todo o veneno emocional para você, estou usando minha palavra contra mim.

Se amo a mim mesmo, irei expressar esse amor em minha interação com você, e então serei impecável com a palavra, porque aquela ação irá produzir uma reação análoga. Se eu amo você, então você irá me amar. Se eu insultá-lo, você irá me insultar. Se eu demonstrar gratidão por você, você terá gratidão por mim. Se eu for egoísta com você, você será egoísta comigo. Se eu usar a palavra para colocar um encantamento em você, você irá colocar um encantamento em mim.

Ser impecável com a própria palavra é o emprego correto de sua energia; significa usar sua energia na direção da verdade e do amor por você. Se você fizer um compromisso com você mesmo de ser impecável com sua palavra, com apenas essa intenção a verdade irá se manifestar por seu intermédio e limpar todo o veneno emocional que existe em seu interior. Mas firmar esse compromisso é difícil porque aprendemos a fazer exatamente o oposto. Temos aprendido a mentir como hábito de comunicação com os outros, e, mais importante, conosco. Não somos impecáveis com a palavra.

O poder da palavra é usado de forma completamente errada no inferno. Usamos a palavra para amaldiçoar, culpar, encontrar remorso, destruir. Claro, podemos usar no sentido correto, mas não com muita freqüência. Na maior parte do tempo usamos a palavra para espalhar nosso veneno pessoal - para expressar raiva, ciúme, inveja e ódio. A palavra é magia pura - o presente mais poderoso que temos como seres humanos - e a usamos contra nós mesmos. Planejamos vingança. Criamos o caos no mundo. Usamos a palavra para criar ódio entre raças diferentes, entre pessoas diferentes, entre famiias, entre nações. Fazemos mau uso da palavra com muita freqüência, e esse mau uso é nossa forma de criar e perpetuar o sonho do inferno. O mau uso da palavra é como empurramos uns aos outros para baixo e nos mantemos em estado de medo e dúvida. Como a palavra é a mágica que os seres humanos possuem e o mau uso da palavra é magia negra, estamos o tempo todo usando magia negra sem saber que nossa palavra produz magia.

Havia uma mulher, por exemplo, que era inteligente e tinha um ótimo coração. Ela possuía uma filha a quem adorava e amava muito. Uma noite ela voltou para casa depois de um dia mim no trabalho, cansada, cheia de tensão emocional e com uma terrível dor de cabeça. Ela queria paz e sossego, mas sua filha estava cantando e pulando alegremente. A filha estava inconsciente de como a mãe se sentia, encontram-se em seu próprio mundo, em seu próprio sonho. A menina sentia-se maravilhosa, saltava e cantava cada vez mais alto, expressando sua alegria e seu amor. Cantava tão alto que piorava a dor de cabeça de sua mãe, e num determinado momento a mãe perdeu o controle. Irritada, olhou para a menina e disse: "Cale a boca! Você tem uma voz horrível. Não pode ficar quieta?".

A verdade é que, naquele momento, a tolerância da mãe para qualquer coisa era nula. Mas a filha acreditou no que a mãe disse, e naquele instante fez um compromisso consigo mesma. Depois disso, não cantou mais, porque acreditava que a própria voz era feia e iria incomodar qualquer um que a ouvisse. Mostrou-se tímida na escola e, quando lhe pediam que cantasse, ela recusava. Até mesmo falar com os outros tomou-se difícil para ela. Tudo mudou nessa menina por causa do novo compromisso: ela acreditava dever suprimir suas emoções para ser aceita e amada.

Sempre que escutamos uma opinião e acreditamos nela, fazemos um compromisso que se torna parte do nosso sistema de crenças.

Quantas vezes fazemos isso com nossos próprios filhos?
Damos a eles esse tipo de opinião, e nossos filhos carregarão essa magia negra por anos e anos a fio. As pessoas que nos amam fazem magia negra conosco, mas não se dão conta. Por isso precisamos perdoá-las; não sabem o que fizeram.

Outro exemplo: você acorda de manhã sentindo-se muito feliz. Sente-se tão bem que permanece por uma ou duas horas em frente ao espelho, embelezando-se. Bem, um de seus melhores amigos diz: "O que aconteceu com você? Está horrivel!. Olhe só esse vestido que está usando; é ridículo". Pronto, isso é o suficiente para colocar você a caminho do inferno. Talvez seu amigo só tenha dito isso para magoar ,você. E conseguiu. Emitiu a opinião com todo o poder da palavra dele como apoio. Se você aceita a opinião, ela se torna um compromisso e você coloca todo o seu poder nessa opinião. Essa opinião se torna magia negra.

Esses tipos de encantamento são difíceis de quebrar. A única coisa que pode quebrar um encantamento é fazer novo compromisso baseado na verdade. A verdade é a parte mais importante de ser impecável com sua palavra. Por um lado do fio da espada estão as mentiras, que criam magia negra, e do outro está a verdade, que possui o poder de quebrar o encantamento da magia negra. Apenas a verdade pode nos libertar.
Observando as reações diárias dos seres humanos, imagine quantas vezes atiramos encantamentos uns nos outros com nossa palavra. Com o tempo, essa interação se toma a pior forma de magia negra, e a chamamos de mexerico ou fofoca.

Fofocar é praticar magia negra em seu pior aspecto, porque é puro veneno. Aprendemos como fofocar firmando um compromisso. Quando éramos crianças, escutávamos os adultos ao nosso redor mexericando o tempo todo, dando abertamente suas opiniões sobre outras pessoas. Eles chegavam até a emitir opiniões sobre pessoas que não conheciam. O veneno emocional era transferido com as opiniões e aprendíamos que essa era uma forma normal de comunicar-se.

Mexericar tornou-se a forma principal de comunicação na sociedade humana. Tomou-se a forma de nos aproximar uns dos outros, porque nos faz sentir melhor ao ver que outros se sentem tão mal quanto nós. Existe uma antiga expressão que diz: “A miséria gosta de companhia”, e as pessoas que sofrem no inferno não querem ficar sozinhas. O medo e o sofrimento são uma parte importante no drama do planeta;são a maneira de o sonho do planeta nos manter abaixados.

Fazendo a analogia da mente humana com o computador, as fofocas poderiam ser comparadas aos vírus. Um vírus de computador é um programa escrito na mesma linguagem que todos os outros códigos de programas, porém carrega uma intenção danosa. Esse código é introduzido no interior do programa do seu computador quando você menos espera, e sem o seu conhecimento. Depois que esse código foi introduzido, seu computador não funciona direito, ou simplesmente não funciona porque os códigos se confundem tanto com as mensagens conflitantes que param de produzir os resultados esperados.

As fofocas humanas funcionam exatamente da mesma forma. Por exemplo, você está começando uma nova aula com um professor, e aguarda isso há muito tempo. No primeiro dia de aula, você se encontra com alguém que já cursou aquela matéria, que lhe diz :”Ah, aquele professor é um sujeito pernóstico. Ele não faz idéia sobre o que está falando e, cuidado já ouvi dizer que é tarado!".Você imediatamente se impressiona com aquelas palavras e com o código emocional da pessoa quando disse isso, mas não está consciente das motivações dela para lhe dizer aquilo. Essa pessoa poderia estar irritada por não ter conseguido passar, ou simplesmente fazendo uma suposição baseada em medo e preconceito; mas como você aprendeu a ingerir informações como uma criança, alguma parte do seu ser acredita na fofoca e você vai assistir à aula.

Enquanto o professor fala, você sente o veneno se formando em seu espírito e não percebe que está vendo o professor através dos olhos da pessoa que fez a fofoca. Então você começa a falar para as outras pessoas na classe da mesma forma: um pernóstico e tarado. Você odeia a aula, e logo decide desistir. Culpa o professor, mas a verdadeira culpada é a fofoca. Toda essa confusão pode ser causada por um único vírus de computador. Um pequeno trecho de desinformação pode interromper a comunicação entre pessoas, infectando cada indivíduo, que passa a contagiar outros. Imagine que cada vez que os outros fofocam com você, inserem um vírus de computador em sua mente, fazendo com que pense menos claramente. Depois imagine que, num esforço para limpar a própria confusão e conseguir alívio do veneno, você fofoca e espalha esses vírus para mais alguém.

Agora, imagine esse padrão caminhando numa corrente infinita entre todos os seres humanos da Terra. O resultado é um mundo cheio de pessoas que podem apenas receber informações através dos circuitos entupidos com um vírus contagioso e venenoso. Uma vez mais, esse vírus venenoso é o que os toltecas chamam de mitote, o caos de milhares de vozes diferentes, todas tentando falar ao mesmo tempo na mente.

Ainda pior são os feiticeiros ou "hackers de computador", os que intencionalmente espalham o vírus. Recorde a época quando você ou algum seu conhecido estava zangado com outra pessoa e desejava se vingar. Para buscar a vingança, você disse alguma coisa para ou sobre a pessoa com a intenção de espalhar veneno e fazer com. que essa pessoa se sentisse mal consigo mesma. Quando crianças, fazemos isso sem pensar, mas quando crescemos nos tornamos muito mais calculistas em nossos esforços para rebaixar outra pessoa. Então mentimos para nós mesmos e dizemos que essa pessoa recebeu um castigo justo para seus malfeitos.

Quando enxergamos o mundo através de um vírus de computador, é fácil justificar o comportamento mais cruel. O que deixamos de perceber é que o mau uso de nossa palavra está nos enterrando cada vez mais no sonho do inferno.

Por anos a fio recebemos fofocas e opiniões do outros, mas também da forma como usamos a palavra conosco. Falamos conosco constantemente, a maior parte do tempo dizendo coisas como: "Puxa, estou gordo. Estou feio. Estou ficando velho, estou perdendo os cabelos. Sou estúpido, nunca entendo nada. Jamais serei bom o suficiente, e nunca serei perfeito". Está vendo como usamos nossa palavra contra nós mesmos? Precisamos começar a compreender o que a palavra é e o que a palavra faz. Se você compreender o primeiro compromisso, Ser impecável com sua palavra, você começa a perceber todas as mudanças que podem acontecer em sua vida. Primeiro, na forma como você lida consigo mesmo, e, depois, na forma como lida com outras pessoas, especialmente aquelas a quem ama mais.

Considere quantas vezes você mexericou sobre a pessoa que ama para conquistar o apoio de outros para o seu ponto de vista. Quantas vezes você capitulou a atenção dos outros e espalhou veneno sobre quem ama mais, a fim de tornar sua posição correta? Sua opinião não é nada além do seu ponto de vista.Não é necessariamente verdadeira. Sua opinião deriva de suas crenças,do seu próprio ego e do seu próprio sonho. Criamos todo esse veneno e o espalhamos aos outros,de forma que possamos imaginar certos em nosso ponto de vista.

Se adotarmos o primeiro acordo e nos tornarmos impecáveis em relação a nossa palavra, qualquer veneno emocional será limpo de nossa mente e de toda a comunicação em nossos relacionamentos pessoais, incluindo nosso animal de estimação, cão ou gato.

A impecabilidade no mundo também irá conferir imunidade em relação a alguém colocando um encantamento em você. Você apenas receberá a idéia negativa se sua mente for um terreno fértil para essa idéia. Quando você se toma impecável em relação a sua palavra, sua mente não mais se constitui em terreno fértil para as palavras que formam a magia negra. Ao invés disso, é um terreno fértil para palavras que venha do amor. Você pode medir a impecabilidade de sua palavra pelo seu nível de amor próprio.

Quanto você ama a si mesmo e como se sente consigo são diretamente proporcionais à qualidade e integridade de sua palavra. Quando você é impecável com suas palavras, sente-se bem, feliz e em paz.

Você pode transcender o sonho do inferno apenas firmando o compromisso de ser impecável com sua palavra. Neste instante estou plantando essa semente em sua cabeça. Se ela vai ou não crescer, depende de quão fértil sua mente é para as sementes do amor. Cabe a você firmar esse compromisso com você mesmo:”Sou impecável com minha palavra". Cuide dessa semente e, à medida que ela germinar em. sua mente, irá gerar mais sementes de amor para substituir as sementes de ódio. Esse primeiro compromisso irá mudar o tipo de sementes que brotam de sua mente.

Ser impecável com a própria palavra. Este é o primeiro compromisso que você deve fazer se quiser ser livre, se quiser ser feliz, se quiser transcender o nível de existência que é o inferno. Use a palavra para espalhar o amor. Use magia branca, começando com você mesmo. Diga a si próprio quão maravilhoso você é, como é grande. Diga a si mesmo como gosta de você. Use a palavra para quebrar todos os pequenos compromissos que o fazem sofrer.

É possível. É possível porque eu fiz isso, e não sou melhor do que você. Não, somos exatamente a mesma coisa. Temos o mesmo tipo de cérebro e o mesmo tipo de corpo; somos humanos. Se eu fui capaz de quebrar esses compromissos e criar novos compromissos, então você pode fazer a mesma coisa. Se posso ser impecável com minha palavra, por que você não pode? Apenas esse compromisso pode mudar toda a sua vida. A impecabilidade da palavra pode levar à liberdade pessoal ao sucesso e à abundância; pode facilmente dissolver todo o medo e transformá-lo em alegria e amor. Imagine só o que você pode criar com a impecabilidade da palavra. Com a impecabilidade da palavra, você pode transcender o sonho do medo e viver uma vida diferente. Pode viver no céu no meio de milhares de pessoas que vivem no inferno, porque você é imune a esse inferno. Você pode atingir o reino do céu apenas com este compromisso: seja impecável com sua palavra.

Don Miguel Ruiz









Maria Elisete 
Shalom...

DOMESTICAÇÃO E O SONHO DO PLANETA - Os quatro compromissos -. Don Miguel Ruiz

DOMESTICAÇÃO E O SONHO DO PLANETA

O que você está vendo e ouvindo neste momento não passa de um sonho. Você está sonhando neste momento.

Está sonhando com o cérebro acordado.



Sonhar é a principal função da mente, e os sonhos da mente duram vinte e quatro horas por dia. Sonhamos quando o cérebro está acordado e também sonhamos quando o cérebro está adormecido. A diferença é que quando o cérebro está acordado, existe uma moldura material que nos faz perceber as coisas de forma linear. Quando vamos dormir, não temos essa moldura, e o sonho possui a tendência de mudar constantemente.

Os seres humanos não estão sonhando o tempo todo. Antes que nascessemos, os que anteriormente a nós criaram um grande sonho externo que denominamos sonho da sociedade ou sonho do planeta. O sonho do planeta é um sonho coletivo de bilhões de sonhos pessoais menores, que, juntos, formam o sonho da família, o sonho da comunidade, o sonho de uma cidade, o sonho de um país, e, finalmente, o sonho de toda a humanidade. O sonho do planeta inclui todas as regras da sociedade, suas crenças, suas leis, suas religiões, suas diferentes culturas e formas de ser seus governantes, escolas, eventos sociais e feriados. nascemos com a capacidade de aprender como sonhar, e os seres humanos que viveram antes de nós nos ensinaram sonhar da forma que a sociedade sonha. O sonho exterior adormecido. A diferença é que quando o cérebro está acordado, existe uma moldura material que nos faz perceber as coisas de forma linear. Quando vamos dormir, não temos essa moldura, e o sonho possui a tendência de mudar constantemente.

O sonho exterior possui tantas regras que, quando um novo ser humano nasce, captamos a atenção da criança e apresentamos as regras à mente dela. O sonho exterior usa papai e mamãe, as escolas e a religião para nos ensinar a sonhar.

A atenção é a capacidade que possuímos de discriminar e nos focalizar apenas no que desejamos perceber. Podemos perceber milhões de coisas ao mesmo tempo, mas, usando nossa atenção, podemos segurar qualquer delas no primeiro plano de nossa mente. Os adultos ao redor de nós capturam nossa atenção e colocaram informações em nossas mentes mediante a repetição. Essa é a forma pela qual aprendemos tudo o que sabemos.

Utilizando nossa atenção, aprendemos uma realidade inteira, um sonho inteiro. Aprendemos como nos comportar em sociedade, em que acreditar e em que não acreditar, o que é bom e o que é mau, o que é bonito e o que é feio, o que é certo e o que é errado. Tudo já estava lá - todo esse conhecimento, todas as regras e conceitos sobre como comportar-se no mundo.

Quando você estava na escola, sentava-se numa cadeira pequena e colocava sua atenção no que o professor estava ensinando. Quando você ia à igreja, colocava sua atenção naquilo que o padre ou o pastor dizia. É a mesma dinâmica com pais e mães, irmãos e irmãs: todos tentam capturar sua atenção. Aprendemos também a capturar as atenções de outros seres humanos e desenvolvemos certa necessidade" de atenção que pode se tomar extremamente competitiva'; As crianças competem para ter a atenção dos pais dos professores, dos amigos. "Olhe para mim! Veja o que estou fazendo! Ei, estou aqui." A necessidade de atenção se toma muito forte e continua pela vida adulta. O sonho exterior captura nossa atenção e nos ensina em que acreditar, começando com a linguagem que utilizamos. A linguagem é o código para o entendimento e a comunicação entre os seres humanos. Cada letra, cada palavra em cada linguagem é um acordo. Chamamos a isso de página de um livro; a palavra página é um acordo que entendemos. Uma vez que se compreenda o código, nossa atenção é capturada e a energia é transferida de uma pessoa para outra.

Não foi sua escolha falar português. Você não escolheu sua religião e valores morais - eles já existiam antes de você nascer. Nunca tivemos a oportunidade de escolher em que acreditar ou não acreditar. Nunca escolhemos nem ao menos o menor desses acordos. Não escolhemos ao menos nosso próprio nome.

Quando crianças, não tivemos oportunidade de escolher nossas crenças, mas concordamos com a informação que nos foi passada sobre o sonho do planeta por intermédio de outros seres humanos. A única maneira de armazenar informações é por acordo. O sonho exterior pode captar nossa atenção, mas se não concordarmos, não armazenamos essa informação. Assim que concordamos, acreditamos, e isso é chamado de fé. Ter fé é acreditar incondicionalmente.

Foi assim que aprendemos quando crianças. Crianças acreditam em tudo o que os adultos dizem. Concordamos com eles, e nossa fé é tão forte que o sistema de fé controla todo o nosso sonho de vida. Não escolhemos essas crenças, e poderíamos nos ter rebelado contra elas, mas não tivemos força suficiente para realizar essa rebelião. O resultado é ceder às crenças com nosso consentimento.

Chamo esse processo de a domesticação de seres humanos.




E por intermédio dessa domesticação aprendemos como viver e como sonhar. Na domesticação de seres humanos, a informação do sonho exterior é conduzida para o sonho interior, criando nosso sistema de crenças. Primeiro a criança aprende o nome das pessoas e das coisas: mamãe, papai, leite, garrafa. Dia a dia, em casa, na escola, na igreja e na televisão, nos dizem como viver, que tipo de comportamento é aceitável. O sonho exterior nos ensina a ser um ser humano. Temos um conceito completo sobre o que é uma "mulher" e o que é um "homem". Também aprendemos a julgar: julgamos a nós mesmos, julgamos as outras pessoas, julgamos os vizinhos.

As crianças são domesticadas da mesma forma que domesticamos um cão, um gato ou qualquer outro animal. Para ensinar um cachorro precisamos punir e dar recompensas a ele. Treinamos nossos filhos, aos quais amamos tanto, da mesma forma que treinamos qualquer animal doméstico: com um sistema de castigos e recompensas. Dizem-nos: "Você é um bom menino" ou "Você é uma boa menina" quando fazemos o que mamãe e papai querem que a gente faça. Quando isso não acontece, somos "meninos maus" ou "meninas más".

Nas oportunidades em que fomos contra as regras, nos puniram; quando agimos de acordo com elas, ganhamos uma recompensa. Fomos castigados muitas vezes por dia e recompensados muitas vezes por dia. Logo ficamos com receio de sofrer o castigo e também com receio de não ganharmos a recompensa. A recompensa é a atenção que conseguimos de nossos pais, ou de outras pessoas como irmãos, professores e amigos. Logo desenvolvemos necessidade de captar a atenção de outras pessoas para conseguir a recompensa.

A recompensa provoca uma sensação boa, e continuamos fazendo o que os outros querem que a gente faça para obter a recompensa. Com medo de ser punidos e medo de não ganhar recompensa, começamos a fingir ser o que não somos apenas para agradar aos outros, só para ser suficientemente bons para outras pessoas. Tentamos agradar a mamãe e papai, tentamos agradar aos professores na escola, tentamos agradar à Igreja, e com isso começamos a representar. Fingimos ser o que não somos porque temos medo de ser rejeitados. O medo de sermos rejeitados torna-se o medo de não sermos suficientemente bons. Mais tarde, acabamos por nos tornar alguém que não somos. Tornamo-nos cópias das crenças de mamãe, das crenças de papai, das crenças da sociedade e das crenças religiosas.

Todas as nossas tendências normais são perdidas no processo da domesticação. E quando somos grandes o suficiente para que nossa mente compreenda, aprendemos a palavra não. Os adultos dizem "Não faça isso, não faça aquilo". Nós nos rebelamos e dizemos "Não!". Rebelamo-nos porque estamos defendendo nossa liberdade Queremos ser nós mesmos, mas somos pouco, e os adultos são grandes e fortes. Depois de um certo tempo, ficamos com medo porque sabemos que todas as vezes em que fizermos algo errado, seremos castigados.

A domesticação é tão forte que num ponto determinado de nossa vida não precisamos mais que ninguém nos domestique'. Não precisamos da mamãe ou do papai, da escola ou da Igreja para nos domesticar. Somos tão bem treinados que passamos a ser nosso próprio treinador. Somos um animal autodomesticado. Agora podemos domesticar a nós mesmos de acordo com a mesma crença no sistema que nos forneceram, usando as mesmas técnicas de punição e recompensa. Punimos a nós mesmos quando não seguimos as regras de acordo com nosso sistema de crenças; recompensamos a nós mesmos quando somos "bonzinhos" ou "boazinhas" o sistema de crenças é como o Livro da Lei que regula nossa mente. Sem questionar, o que estiver escrito no Livro da Lei é nossa verdade. Baseamos todos os nossos julgamentos segundo o Livro da Lei, mesmo que esses julgamentos e opiniões venham contra nossa própria natureza. Mesmo leis morais como os Dez Mandamentos são programadas em nossas mentes no processo de domesticação. Um a um, todos esses compromissos passam a constar no Livro da Lei, e esses compromissos regem nosso sonho.

Existe algo em nossa mente que julga a tudo e a todos, incluindo o tempo, o cão, o gato ... tudo. O Juiz interno usa o que está escrito no Livro da Lei para julgar o que fazemos e o que não fazemos, o que pensamos e o que deixamos de pensar, mais tudo o que sentimos e deixamos de sentir. Tudo vive sob a tirania desse Juiz. Todas as vezes que fazemos alguma coisa que vai contra o Livro da Lei, o Juiz diz que somos culpados, que precisamos ser punidos e que deveríamos nos envergonhar. Isso acontece muitas vezes por dia, dia após dia, ao longo de todos os anos em que vivermos.

Existe outra parte de nós que recebe os julgamentos, e essa parte chama-se: a Vítima. A Vítima carrega a culpa, a responsabilidade e a vergonha. É a parte de nós que diz: "Coitado de mim, não sou bom o suficiente, não sou inteligente o suficiente, não sou atraente, não sou digno de amor, pobre de mim". O grande Juiz concorda e diz: "Sim, você não é bom o suficiente". E tudo isso é baseado num sistema de crenças que não chegamos a escolher. Essas crenças são tão fortes que mesmo anos mais tarde, depois que fomos expostos a novos conceitos e tentamos tomar nossas próprias decisões, descobrimos que essas crenças ainda controlam nossas vidas.

O que quer que vá contra o Livro da Lei irá fazer você experimentar uma sensação estranha no plexo solar, que é chamada medo. Quebrar as regras do Livro da Lei abre seus ferimentos emocionais, e sua reação cria veneno emocional. Porque tudo que está no Livro da lei tem de ser verdade, qualquer coisa que desafie aquilo em que você acredita irá produzir uma sensação de insegurança. Mesmo que o Livro da Lei esteja errado, ele faz com que você se sinta seguro.

É por isso que precisamos de um bocado de coragem para desafiar nossas próprias crenças. Ainda que saibamos não haver escolhido nenhuma dessas crenças, também é verdade que terminamos por concordar com todas elas. A concordância é tão forte que mesmo que a gente entenda o conceito de que não são nossas verdades, sentimos a culpa e a vergonha que ocorrem se formos contra essas regras.

Assim como o governo possui o Livro de leis que regula o sonho da sociedade, o nosso sistema de crenças possui o Livro da lei. que regulamenta nosso sonho pessoal. Todas essas leis existem em nossa mente, acreditamos nelas, e o Juiz dentro de nós baseia tudo nessas regras. O Juiz decreta e a Vítima sofre a culpa e o castigo.Mas quem disse que existe justiça nesse sonho? A verdadeira justiça é pagar uma vez apenas por cada erro. A injustiça verdadeira é pagar mais de uma vez por cada erro.

Quantas vezes pagamos por um erro? A. resposta é: milhares de vezes. O ser humano é o único animal na Terra que paga milhares de vezes pelo mesmo erro. O resto dos animais paga apenas uma vez pelo erro cometido. Não nós. Temos uma memória poderosa. Cometemos um erro, julgamos a nós mesmos, descobrimos que somos culpados e castigamos a nós mesmos. Se a justiça existe, então foi o suficiente; não precisamos nos castigar outra vez. Mas cada vez que lembramos, julgamos a nós mesmos outra vez, nos declaramos culpados outra vez e punimos a nós mesmos outra vez, e outra, e outra ainda. Se tivermos uma esposa ou marido, ela ou ele também ajudarão a lembrar de nosso erro, de forma que nos julgamos, condenamos e castigamos ainda outras vezes. É justo isso?

Quantas vezes fazemos nosso cônjuge, nossos filhos e nossos pais pagar pelo mesmo erro? A cada vez que lembramos um erro, culpamos a eles novamente e enviamos todo o veneno emocional produzido pela injustiça, depois fazemos com que eles paguem outra vez pelo mesmo erro. Isso é justiça? O Juiz na mente está errado porque o sistema de crenças, o Livro da Lei, está errado. Todo o sonho é baseado em leis falsas. Noventa e cinco por cento das crenças que temos armazenadas em nossas mentes não passam de mentiras, e sofremos porque acreditamos nessas mentiras.

No sonho do planeta, é normal que os seres humanos sofram, vivam com medo e criem dramas emocionais. O sonho exterior não é agradável; é um sonho violento, um sonho de medo, um sonho de guerra, um sonho de injustiça. O sonho pessoal dos seres humanos pode variar, mas de forma global, geralmente é um pesadelo. Se observarmos a sociedade humana, encontramos um lugar muito difícil de viver porque é regido pelo medo. Através do mudo, vemos os seres humanos a sofrer, sentir raiva,vingar-se, viciar-se e provocar violência nas ruas, gerando uma tre¬menda quantidade de injustiça. Pode existir em níveis diferentes em vários países ao redor do mundo, mas o medo controla nosso sonho exterior.

Se compararmos o sonho da sociedade humana como a descrição do inferno fornecidas por quase todas as religiões do mundo,descobrimos que são a mesma coisa. As religiões dizem que o inferno é um local de punição,de medo,dor e sofrimento,um lugar onde o fogo queima a gente. O fogo é gerado por emoções que vem do medo. Sempre que sentimos raiva,ciúmes,inveja ou ódio,experimentamos um tipo de fogo queimando em nosso interior. Estamos vivendo um sonho do inferno.

Se você considera o inferno um estado de espírito, então ele se encontra ao nosso redor. Os outros podem nos prevenir de que se não fizermos o que eles dizem que devemos fazer,iremos para o inferno. Más notícias! Já estamos no inferno,incluindo as pessoas que nos dizem isso. Nenhum ser humano pode condenar o outro ao inferno porque já estamos nele. É verdade que outros podem nos colocar num inferno ainda mais profundo.Mas apenas se nós permitimos que isso aconteça.

Cada ser humano possui seu sonho pessoal,e assim como o sonho da sociedade,geralmente é regido pelo medo.

Aprendemos a sonhar o inferno em nossa própria vida, em nosso sonho pessoal. Os mesmos medos se manifestam de formas diferentes para cada pessoa, claro, mas experimentamos a raiva, o ciúme, o ódio, a inveja e outras emoções negativas. Nosso sonho pessoal também pode se tomar um pesadelo constante, onde sofremos e vivemos em estado de medo. Porém, não temos necessidade de sonhar um pesadelo. É possível fabricar um sonho agradável.

Toda a humanidade busca a verdade, a justiça e a beleza.

Estamos numa busca eterna pela verdade porque apenas acreditamos nas mentiras que possuímos armazenadas na mente. Estamos procurando justiça porque no sistema de crenças que adotamos não existe justiça. Procuramos pela beleza porque, não importa quão bela é uma pessoa, não acreditamos que essa pessoa tenha beleza. Continuamos procurando sem parar, quando tudo já está em nosso interior. Não existe verdade a encontrar. Sempre que voltamos nossas cabeças, o que vemos é a verdade, mas com os compromissos e crenças que temos na mente, não temos olhos para enxergar essa verdade.

Não enxergamos a verdade porque somos cegos. O que nos cega são as crenças falsas que temos em nossas mentes. Temos a necessidade de estar certos e de tornar os outros errados. Confiamos no que acreditamos, e nossas crenças nos predispõem ao sofrimento. É como se vivêssemos no meio de um nevoeiro que não permite enxergar um palmo além do nariz. Vivemos num nevoeiro que nem ao menos é real. Esse nevoeiro é um sonho seu sonho pessoal da vida - aquilo em que você acredita todos os conceitos que possui sobre quem você é, todos os compromissos que assumiu com os outros com você mesmo e até com Deus.

Toda a sua mente é um nevoeiro que os toltecas chamam de mitote.Sua mente é um sonho em que mil pessoas conversam ao mesmo tempo e ninguém entende o outro. Essa é a condição da mente humana - um grande mitote. Ccom esse grande mitote você não consegue enxergar o que realmente é. Na Índia,eles chamam o mitote de Maya o que significa “ilusão”. É a noção pessoal do “eu sou”. Tudo em que você acredita sobre si mesmo, sobre o mundo, todos os conceitos e programas que você tem na mente, todos formam o mitote. Não conseguimos ver quem realmente somos; não conseguimos perceber que não somos livres.

Por isso , os seres humanos resistem à vida. Estar vivo é o maior medo que os homens possuem.A morte não é o medo que temos; nosso maior medo é assumir o risco de estar vivo - o risco de estar vivo e expressar o que somos na realidade. Simplesmente sermos nós mesmos é o maior medo dos seres humanos. Aprendemos a viver nossa vida tentando satisfazer as exigências de outras pessoas. Aprendemos a viver pelos pontos de vista de outra pessoa, por causa do medo de não sermos aceitos e de não sermos bons o suficiente para outras pessoas.

Durante o processo da domesticação , formamos uma imagem do que é a perfeição para tentarmos ser bons o suficiente. Criamos uma imagem de como devemos ser para sermos aceitos por todos. Especialmente tentamos agradar aos que nos amam, como mamãe e papai, irmãos e irmãs maiores, os sacerdotes e os professores. Tentando ser bons para eles, criamos uma imagem de perfeição,mas não nos encaixamos nessa imagem.Criamos essa imagem, mas essa imagem não é real.Nunca iremos ser perfeitos sob esse ponto de vista. Nuca!

Não sendo perfeitos, rejeitamos a nós mesmos. E o nível de auto-rejeição depende de quão efetivos foram os adultos ao quebrar nossa integridade. Depois da domesticação, não se trata mais de sermos bons O suficiente para outras pessoas. Não podemos perdoar a nós mesmos por não sermos o que desejamos ser, ou melhor, o que acreditamos que desejamos ser. Não podemos perdoar a nós mesmos por não sermos perfeitos.

Sabemos que não somos quem deveríamos ser e, portanto, nos sentimos falsos, frustrados e desonestos. Tentamos nos esconder de nós mesmos, e fingimos ser quem não somos. O resultado é que nos sentimos autênticos e usamos máscaras sociais para evitar que os outros percebam isso. Temos medo de que alguém mais repare que não somos quem pretendemos ser. Julgamos igualmente os outros de acordo com nossa imagem de perfeição, e, normalmente, eles não correspondem às nossas expectativas.

Desonramos a nós mesmos só para agradar a outras pessoas. Chegamos a fazer mal ao nosso corpo físico apenas para ser aceitos pelos outros. Você vê adolescentes tomando drogas apenas para evitar serem rejeitados por outros adolescentes. Eles não sabem que o problema é não aceitar a si mesmos. Rejeitam a si mesmos porque não são o que fingem ser. Desejam ser de uma certa forma, mas não são, e por isso carregam a vergonha e a culpa. Os seres humanos punem a si mesmos interminavelmente por não serem quem acreditam quem acreditam que devem ser.Tornam-se autodestrutivos,e usam também outras pessoas para fazerem mal a si mesmos.

Mas ninguém nos pode fazer mal com tanta eficiência quanto nós mesmos,e o Juiz , a Vitima e o sonho social são responsáveis por isso. É verdade, encontramos pessoas que dizem que o marido ou a esposa, mãe ou pai as fazem sofrer, mas você sabe que nos prejudicamos muito mais do que isso. A forma como julgamos a nós mesmos é o pior juiz que jamais existiu. Se cometermos um erro na frente de outras pessoas, tentamos negar o erro e encobrir tudo.Assim que ficamos sozinhos, entretanto, o Juiz se torna forte, e a sensação de culpa assume proporções enormes; sentimos-nos estúpidos, ou maus, ou indignos.

Durante toda a sua vida ninguém fez você sofrer mais do que você mesmo. E o limite desse auto-sofrimento é exatamente o limite que você ira tolerar nos outros.Se alguém faz você sofrer um pouco mais do que você mesmo, provavelmente você se afastará dessa pessoa.Se alguém faz você sofrer menos do que você costuma fazer,você com certeza ira permanecer no relacionamento e tolera-lo infindavelmente.

Se você se impõe sofrimentos grandes demais, pode até tolerar alguém que bate em você, humilha-o e o trata como sujeira. Por quê? Porque em seu sistema de crenças você diz: "Eu mereço. Essa pessoa está me fazendo um favor por estar comigo. Não sou digno de amor e respeito. Não sou bom o suficiente".

Temos necessidade de ser aceitos e de se amados por outros, mas não podemos aceitar e amar a nós mesmos. Quanto mais gostarmos de nós mesmos, menos iremos experimentar o auto-sofrimento. O auto-sofrimento vem da auto-rejeição,e a auto-rejeição vem de ter uma imagem sobre o que significa ser perfeito e não atingir nunca esse ideal. Nossa imagem de perfeição é o motivo pelo qual rejeitamos s nós mesmos;é por isso que não aceitamos a nós mesmos da maneira que somos e não aceitamos os outros da forma que são.



PRELÚDIO DE UM NOVO SONHO
Existem centenas de compromissos que você firmou consigo mesmo, com as outras pessoas, com seu sonho de vida, com Deus, com a sociedade, com seus pais, com seu cônjuge, com seus filhos. Contudo, os compromissos mais importantes são os que você fez consigo mesmo. Nesses compromissos você diz a si mesmo quem você é, como se sente, no que acredita e como se comportar. O resultado é o que você chama de sua personalidade. Nesses compromissos você diz: "Isso é o que sou. Isso é aquilo em que eu acredito. Posso fazer certas coisas e outras coisas, não. Essa é a realidade, aquela é a fantasia; isso é possível, aquilo é impossível"

Um único compromisso não representa tanto problema, porém temos muitos compromissos que nos fazem sofrer, que nos fazem fracassar na vida. Se você quer viver uma vida de alegria e realização, é preciso encontrar a coragem de quebrar esses compromissos baseados no medo e reclamar seu poder pessoal. Os compromissos que vêm do medo exigem que gastemos um bocado de energia, mas os compromissos que derivam do amor nos ajudam a conservar energia e ainda ganhar energia extra.

Cada um de nós nasce com uma determinada quantidade de poder pessoal, que podemos reconstruir a cada dia depois que descansarmos. Infelizmente gastamos todo o nosso poder pessoal em primeiro lugar para criar esses compro¬missos, e depois para mantê-las. Nosso poder pessoal é dissipado por todos os compromissos que criamos, e o resultado é que nos sentimos sem poder. Temos poder suficiente para sobreviver a cada dia, porque a maior parte é usada para manter os compromissos que nos atrelam ao sonho do planeta. Como podemos mudar todo o sonho de nossa vida quando não temos poder para mudar nem sequer o menor compromisso?

Se conseguirmos perceber que são os compromissos que nos regulam a vida, e não gostamos do sonho de nossa vida, precisamos alterar os compromissos. Quando, finalmente, estivermos prontos para mudar esses compromissos, existem quatro acordos poderosos que nos ajudarão a que¬brar aqueles acordos que vêm do medo e drenam nossa energia.

A cada vez que se quebra um acordo, todo o poder que você usou para criá-lo retoma a você. Se você adotar esses quando novos acordos, eles irão criar poder pessoal suficiente para alterar todo o seu sistema antigo de compromissos.

Você precisa de muita força de vontade para adotar os Quatro Compromissos - mas se você conseguir começar a viver sua vida com esses compromissos, a transformação em sua vida será impressionante. Você verá o inferno desaparecer perante seus olhos. Ao invés de viver um sonho de inferno, você estará criando um novo sonho-seu sonho pessoal do céu.




Maria Elisete 
Shalom...

terça-feira, 19 de abril de 2011

Belíssima herança de Jesus, o Pai Nosso



Belíssima herança de Jesus, o Pai Nosso.




“Ó fonte da manifestação, Pai-Mãe do Cosmo.




Focaliza tua luz dentro de nós, torne-a útil.



Estabelece teu reino de unidade agora.



Que teu desejo uno atue com os nossos, tanto na plenitude da luz como em todas as formas.



Dá-nos o que precisamos cada dia em pão e percepção.



Solta as amarras dos erros que nos prendem, na mesma medida em que soltamos os elos que mantemos da culpa dos outros.



Não deixe que coisas superficiais nos iludam mas livra-nos de tudo que nos aprisiona.



De Ti nasce a Vontade que tudo governa, o Poder e a Vida para realizar a melodia que tudo embeleza e de idade em idade tudo renova.



Amém.”







Quando Jesus nos alerta:



“Não junteis tesouros na terra”, ele está indicando que devemos procurar os tesouros do céu, os tesouros da alma e não aquilo que é terreno.



Essa é uma das muitas passagens da Bíblia que é mal compreendida.



Muita gente acha que Jesus estava pregando “façam como as aves do céu e os lírios do campo, não se preocupem em absoluto com a vida no mundo, deixem que Deus dará”.



Mas Deus nos colocou neste mundo com uma série de deveres e obrigações.



Devemos agir e Ele nos recompensará de acordo com o nosso esforço.



O que Jesus está chamando a nossa atenção é a questão da ênfase, da prioridade.



Será que todos nós, mesmo aspirantes que somos, estamos absolutamente convictos que as prioridades que damos ao nosso tempo, à nossa atenção está de acordo com a nossa aspiração espiritual?



Jesus está chamando exatamente a atenção para isso.



Ênfase e prioridade entre as coisas terrenas e as coisas espirituais.



“Guardai-vos dos falsos profetas porque vêem a vós disfarçados de ovelhas mas por dentro são lobos ferozes, pelos seus frutos os conhecereis.



Por acaso colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos cardos?



Do mesmo modo, toda árvore boa dá bons frutos mas a árvore má dá frutos ruins.



Uma árvore boa não pode dar frutos ruins, nem uma árvore má dar bons frutos.



Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo.



É pelo seus frutos, portanto, que os reconhecereis”.



Esse é um dos três últimos blocos de ensinamentos que foram mantidos como parte do Sermão da Montanha.



Obviamente, Jesus estava chamando a atenção para o perigo, em todas as eras, dos falsos profetas, a terminologia no tempo de Jesus;



em nossos tempos seriam os falsos gurus.



Como existem muitos gurus oferecendo-se para ser nossos guias, acenando com iniciações nessa ou naquela técnica espiritual, Jesus nos alerta, pelos frutos os conhecereis.



Uma das chaves para reconhecermos os verdadeiros gurus é a pureza de coração.



Quem espera ganhar algum benefício, aqueles que pedem uma contribuição para a igreja, uma contribuição para manter o movimento.



Alerta! O alarme deve estar soando.



Mas, pior ainda, é quando verificamos que a vida desses gurus não reflete aquilo que eles pregam.



Demonstram uma atitude de intolerância, de desrespeito ao próximo.



Esses, provavelmente são falsos gurus.



“Pelos frutos os conhecereis”.



“Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos céus.



Mas, sim, aquele que pratica a vontade de meu Pai que está nos céus”.



Esse é mais um ensinamento em que Jesus faz o contraste, tendo antes chamado nossa atenção para os falsos gurus, agora ele chama a atenção para os falsos discípulos.



Esses são os discípulos que vivem da boca para fora, dizendo que não só estão cumprindo os mandamentos, os preceitos, os ensinamentos, mas que têm poderes, que fizeram curas, exorcizaram, que fizeram milagres.



Jesus disse que só aquele que pratica a vontade de seu pai, aquele que já se distanciou do seu pequenino eu, que está inteiramente desapegado e que escuta a voz do silêncio, esse sim é seu discípulo.



Nesse caso, também, pelos frutos serão conhecidos.



E quem é que precisa conhecer os frutos do discípulo?



Somente o Pai celeste que vê em segredo.



Portanto, nossas obras não precisam ser reconhecidas externamente pelos outros, ninguém precisa anunciar que fez isso ou fez aquilo.



E finalmente, o último slide:



“Assim, todo aquele que ouve essas minhas palavras e as põe em prática será comparado a um homem sensato que construiu a sua casa sobre a rocha.



Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, mas ela não caiu, porque estava alicerçada na rocha.



Por outro lado, todo aquele que ouve essas minhas palavras, mas não as pratica, será comparado a um homem insensato que construiu a sua casa sobre a areia.



Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram os ventos e deram contra aquela casa e ela caiu.



E foi grande a sua ruína.”



Nesse caso, tanto o homem sábio como o insensato conheciam os ensinamentos de Jesus.



Qual era a diferença?



O insensato conhecia os ensinamentos mas não os cumpria.



Os sábios não só conheciam os ensinamentos como os cumpriam.



Por isso, quando caiu a chuva, sopraram os ventos e vieram as enxurradas, quando chegaram as provações que todos os discípulos têm que enfrentar, eles não estavam fortalecidos pela prática espiritual e sucumbiram.



Essas provações foram representadas nos Evangelhos, pelas tentações de Jesus no deserto.



Até mesmo um discípulo avançado passa por tentações, simbolizadas pelas enxurradas e os ventos.



Aquele que tem sempre os ensinamentos divinos em mente, e procura viver de acordo com eles, tem simbolicamente sua casa alicerçada na rocha.



Mas os intelectuais da espiritualidade, que conhecem todos os ensinamentos, que leram um monte de livros, que falam sobre essa e aquela versão do ensinamento, mas demonstram um conhecimento meramente intelectivo, que não entrou no coração, nem se tornou uma expressão de sua vida, esses estão construindo sua casa na areia.



E sempre enfrentam a ruína e sempre estão sofrendo.



Esse ensinamento é especialmente importante para nós que já lemos muitos livros e ouvimos muitas palestras.



Não podemos nos contentar com o mero conhecimento do ensinamento, devemos coloca-lo em prática em nossa vida.



Para todo aquele que teve tantas oportunidades de conhecer os ensinamentos de grandes Mestres de diferentes tradições, é especialmente relevante uma outra passagem encontrada mais adiante no



Evangelho segundo Mateus, com a qual eu gostaria de concluir esta palestra:



“A quem muito foi dado, muito será exigido.”



Palavras do Senhor.





(...parte da Palestra apresentada na sede da Sociedade Teosófica... transcrita por Lúcia Ribeiro Dantas)



Maria Elisete Shalom...

segunda-feira, 18 de abril de 2011