Pesquisa

terça-feira, 26 de abril de 2016

A música e a cultura do brincar


Quando a televisão entrou na sala de casa, a música foi embora. Deixou a roda que era formada pelas crianças no quintal, nunca mais foi tomar banho de chuveiro, saiu da cozinha à beira do fogão. Para a educadora Lydia Hortélio, pesquisadora da cultura da infância, a tecnologia da telinha apagou o brilho da música que existia nas famílias. Se hoje existe uma obrigatoriedade da iniciação musical nas escolas, ela não vê com bons olhos. A professora Lydia é a convidada especial do “IX Encontro de Educação Musical da Unicamp”, que nesta edição discute o tema “Educação musical e tradições populares no Brasil”.
Realizado até de 18 a 20 de abril em salas do Instituto de Artes (IA), auditório da Adunicamp, Centro de Convenções e Faculdade de Educação (FE) o evento foi organizado por docentes e discentes do curso de licenciatura em Música da Unicamp e trouxe além da professora, outros convidados como Alberto Tsuyoshi Ikeda, professor aposentado da Unesp, em São Paulo, e Lucilene Silva, coordenadora do Centro de Formação de Educadores Brincantes da OCA- Escola Cultural. Os convidados participam de workshops, oficinas, mesas-redondas, comunicações orais e apresentações artísticas. A abertura, por exemplo, foi com o coral de mulheres Açucena.
Para os alunos, vale muito. “É a oportunidade para os alunos entrarem em contato com diversas pessoas que atuam na rede de ensino ou músicos profissionais, pesquisadores da área de música enfim, é uma troca de informação muito rica”, afirmou a aluna Patrícia Patrícia Kawaguchi César que é da organização.
De acordo com a coordenadora geral do encontro, Adriana Mendes, a escolha do tema do encontro surgiu a partir do contato de alunos do curso que começaram a atuar em escolas com a arte do maracatu. “Imagine jovens de um contexto urbano como é Campinas, aprendendo o maracatu e envolvidos de corpo e alma no tema. Nós achamos isso muito interessante e digno de um debate, pois há toda uma discussão por detrás dessa vivência com o preconceito contra as africanidades”.
Outro ponto que motivou a escolha do tema das tradições populares, acrescenta a coordenadora, é a constante transformação por que passa a cultura popular e o acesso especialmente à música da infância, as brincadeiras e cantigas das crianças. “Nós percebemos que muitos alunos chegam à universidade sem terem brincado, sem terem tido acesso aos jogos e brinquedos da infância, sem saber cantar uma canção. Como serão professores sem isso?”, questiona Adriana.
Esta tem sido a preocupação da professora Lydia Hortélio, que conversou mais detalhadamente com o Portal Unicamp, antes de começar suas oficinas. Baiana que passou a infância no município de Serrinha, a musicóloga e educadora, com 83 anos, muito respeitada na área, ainda se dedica à pesquisa da cultura do brincar e a música da infância. Ela foi a idealizadora da organização não governamental “A Casa das Cinco Pedrinhas” dedicada à pesquisa e documentação da cultura da criança. Falando um vocabulário regional, ela explicou porque acredita que a televisão foi tão nociva e, ao mesmo tempo, como pode ser otimista em relação ao futuro.
Portal Unicamp – A senhora acredita que está havendo um retorno, ou mais interesse em relação aos temas da cultura popular?
Lydia Hortélio – A cultura do brincar está voltando. Quando eu comecei, em 1979, eu não tinha companheiros e hoje tem muita gente. A situação é clamorosa, é uma lástima, nas escolas não tem cultura da criança. Não tem Brasil, décadas de televisão desmontaram este país. Eu conheci outro Brasil em que a gente se reunia pra cantar, havia cantor de banheiro.
PU – As pessoas não cantam mais?
Lydia Hortélio – Não. Os adultos não cantam e as mães não sabem sequer uma cantiga de ninar.
PU – Os alunos que chegam à universidade e serão professores também não tiveram essa experiência na infância...
Lydia Hortélio – A situação é essa mesma, por outro lado tenho muita esperança, é o ponto da virada. Esse encontro aqui, por exemplo, é um sinal significativo, muita gente interessada, mesmo porque isso está no corpo da gente se você chama, vem a vontade de cantar de dançar, de dar a mão para a roda. É muito natural entre nós. Eu faço pesquisa na zona rural, no sertão da Bahia. Recentemente fui ver um grupo de meninos do grupo de extensão da Filarmônica de Serrinha, tocando flauta doce. Eu tinha feito uma pesquisa naquele lugar mesmo, onde havia três bandas de pífano. Vi os meninos com a flauta doce e fiquei um pouco chocada. Acabaram aquelas festas. Antes era assim: tinha a festa e tinha as rezas no terreiro de casa. As mulheres cantavam, as mães levavam um bebê no braço e dois dependurados na barra da saia e todo mundo cantava. Havia uma educação musical espontânea, os meninos cresciam naquele tecido musical da comunidade.
PU – Hoje você vem para a escola e é preciso uma lei que obrigue a educação musical e ainda assim ela não existe.
Lydia Hortélio – Não existe porque as professoras não sabem cantar uma cantiga. São meninas que nasceram depois da televisão, as professorinhas de hoje. Se você encontra uma pessoa mais velha ou se encontrar professoras leigas, aqui é mais difícil, mas lá no nordeste tem muito, elas sabem muito e fazem a alfabetização cantando e ainda escrevendo as cantigas que sabem cantar. É uma exceção. Mas ainda assim vejo com muita alegria esse encontro aqui e esse entusiasmo dessa moçada para aprender a música da infância. O repertório é vastíssimo. No lugar de onde eu venho eu comecei a levantar a música da infância, há 40 anos. Já levantei mais de 600 brinquedos com música lá no meu município. Eu dividi o século 20 em quatro partes e de 25 em 25 anos fui buscar informantes. Você não avalia a riqueza. Eu não tenho notícia se existe outro município no Brasil que tenha feito isso. Seria uma maravilha. Imagine que, com a diversidade étnica, num lugar o acento é mais indígena, em outro lugar é mais africano, em Santa Catarina, no Sul, é mais ibérico. A riqueza de música que tá aí calada... Esperando que a gente tire o verso.
PU – A senhora sugere que a criança tem isso naturalmente, de querer cantar e entrar na roda, mas precisa ter alguém que facilite o processo. Esse é o papel do professor?
Lydia Hortélio – A gente deixou que a televisão tomasse o lugar da gente. Hoje tem os aparelhinhos (eletrônicos) com toda música que não corresponde às estruturas da infância, música de adulto. E não é a melhor música de adulto que chega.
PU – Qual é o risco para o futuro das crianças? 
Lydia Hortélio – Eu não sei dar receita para ninguém, mas eu sou apaixonada por música. Eu preciso de música pra viver, eu canto muito naturalmente mais do que eu falo. É mais fácil eu cantar. Então quando a mãe, o pai ou a tia estão perto do menino, o que a gente passa é esse gosto pelo cantar e ele canta também. Como professor de música, querendo ensinar, a criança toma distância, não quer. O que ela quer é alegria, e se a gente chega com a alegria da música a gente conquista o menino. Eu acho que cada um, no lugar em que está, pode fazer alguma coisa. O que eu não acredito é numa educação musical na escola, quando vem um professor uma vez na semana. É muito pouco, o menino não ouve música, não canta e de oito em oito dias vem um professor que, durante uma hora “de relógio” quer ensinar. É o professor de classe, ele é que tem que cantar. Porque que não se pode cantar numa aula de matemática, me diga por que não? Só a escola diz não, e a escola não está com nada. A alegria é necessária no Brasil. É preciso ter infância. Essa é a direção, eu acho.

http://www.unicamp.br/unicamp/ju/653/musica-e-cultura-do-brincar

domingo, 24 de abril de 2016

Você energiza tudo aquilo que dá atenção


Somos criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia pelo o que pensamos e sentimos!
 
O funcionamento de nossas células está diretamente ligado aos pensamentos que criamos, sendo constantemente modificados por eles.
 
A qualidade do funcionamento de nossas células é diretamente proporcional a qualidade das ondas de pensamentos que criamos.
 
E a qualidade das ondas de pensamentos que criamos está ligado a eles se forem produzidos por baseados no medo, ou no amor.
 
Se foi produzida baseada no medo, foi produzida pelo ego; suas ondas são baixas e distorcem as ondas harmônicas que entram em contato.
 
Se foi produzida baseada no amor, então foi produzida por um ego subjugado pela auto-aceitação divina, alinhado à produção de energia magnética do coração, servindo somente à essas ondas cardíacas e sendo instruído pela consciência superior.
 
Um surto de depressão, por exemplo, pode arrasar seu sistema imunológico; apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá-lo tremendamente.
 
A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida.
 
A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse.
 
Quem está deprimido por causa da perda de um emprego, projeta tristeza por toda parte no corpo – a produção de neurotransmissores por parte do cérebro é reduzido, o nível de hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuropeptídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até suas lágrimas contêm traços químicos diferentes das lagrimas de alegria.
 
A boa notícia é que todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa mudar o seu foco de atenção e a fonte de produção de suas ondas de pensamento, permitindo que sua consciência superior opere em seu sistema através do amor, usando o ego somente como o seu instrumento de apoio.
 
Acessar a consciência superior e alia-la às ondas de energia cardíaca, para manifestar o funcionamento e a imunidade biológica que realmente você deseja ter, é o primeiro passo para começar a refinar e purificar a saúde em todos os seus 4 corpos.
 
Você quer saber como esta seu corpo hoje? Lembre-se então do que pensou ontem!
 
Quer saber como estará seu corpo amanhã? Então olhe seus pensamentos hoje!
 
Lembre-se:
 
Ou você abre seu coração agora, ou algum cardiologista o fará por você!
 
Deepak Chopra
http://pensopositivo.com.br/voce-energiza-tudo-aquilo-que-voce-da-atencao/
Compartilhar

quarta-feira, 20 de abril de 2016

LISTA “MATRICARIA” DE FILMES E DOCUMENTÁRIOS SOBRE MULHERES

lista
Mapeamos em nosso canal no facebook alguns dos filmes e documentários mais interessantes sobre mulheres e o feminino. Dentre todos listados temos alguns com temáticas sobre:Sororidade entre mulheres, empoderamento feminino, sexualidades e diversidade Sexual, combate ao racismo, feminismo e luta pelos direitos, espiritualidade feminina, saberes ancestrais, relação mães e filhas, conexão mulher e natureza, entre outros. Uma ótima oportunidade de reunir as amigas em um cineclube e realizar alguns debates e partilhas. Sugira um filme ou conte pra gente como foi o seu encontro, adoraríamos ouví-la.
PS: Agradecemos a contribuição de todas as mulheres que fizeram suas recomendações no Fb. 
* * *
Filmes:
“Clube da felicidade e da sorte”
“Colcha de retalhos”
“Fonte das mulheres”
“Tomates verdes e fritos”
“A vida secreta das abelhas”
“Frida”
“As sulfragistas”
“E agora, onde vamos?”
“Azul é a cor mais quente”
“A flor do deserto”
“A cor púrpura”
“A casa dos espíritos”
“Papisa Joana”
“Ágora”
“O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”
“Chocolate”
“Abençoe-me Última A Curandeira”
“A margem do rio sagrado”
“Kama Sutra”
“A Excêntrica Família de Antônia”
“O Sonho de Wadjda”
“Flores raras”
“O sorriso da Monalisa”
“O sabor da magia”
“ShirleY Valentine”
“Rainha Nzinga”
“Como água para chocolate”
“Preciosa”
“As cinco da tarde”
“Malena”
“Grandes olhos”
” Histórias Cruzadas”
“Orgulho e preconceito”
“Minha vida em cor de rosa.”
“O mistério da ilha (The secret of roan inish)”
“Livre”
“O Olmo e a gaivota”
“As Brumas de avalon”
“Comer, rezar e amar”
“Garota interrompida”
“Beleza roubada”
“Orlando”
“Caramelo”
“As horas”
“Thelma e Louise”
“Tudo sobre minha mãe””
“A antropóloga”
” Revolução em Dagenham”
“Cisne negro”
“A Festa de Babete”
“Panne e tulipanni”
“Persépolis”
“Cidade do silêncio”
“La Belle Verte”
“Carol”
“Bagdá Café”
“Uma noite em Roma”
“Flores de Aço”
“Terra Fria”
“E agora, para onde vamos?”
“Além da liberdade”
“Aos 13”
“A dupla vida de Veronique”
“A fraternidade é vermelha”
“A liberdade é azul”
“A Teta Assustada”
“O segredo de Vera Drake”
“Jovens Bruxas”
“De magia a sedução”
“Magia Além das Palavras: A História de J.K. Rowling”
“Erin Brockovich”
“O segredo de Mary Reilly”
“Delta de Vênus”
“A História de Papusza”
“Para sempre Lilya”
“Meninos não choram”
“A Verdadeira História de Lena Baker”
“O Silêncio de Melinda”
“Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres” (todos)
“Acima das nuvens”
“O milagre de Anne Sulivam”
“A Ponte de Madson”
“Olga”
“L’Apollonide – Os Amores da Casa de Tolerância”
“Lucia e o Sexo”
“Jovem aloucada”
“Dançando no escuro”
“Camile Claudel”
“Wetlands”
“Coco Chanel”
“Revolução em Dagenham”
“A casa de Alice”
“Boutika a rainha da era do bronze ”
“Nas montanhas dos gorilas”
“A garota dinamarquesa”
“A Letra Escarlate”
“Geração Roubada”
“Ex Machina”
Infantis/juvenis:
“Princesa Mononoke”
“A encantadora de baleias”
“Malévula”
“Valente”
“Mulan”
“Frozen”
“A máscara da ilusão”
“Coraline”
“Labirinto”
“O mágico de Oz”
“Alice no país das maravilhas”
“A viagem de chihiro”
Documentários:
“Yorimatã – Luhli e Lucina”
“Elena”
“Luna en ti”
“The moon inside you”
“Renascimento do Parto”
“Pachamama”
“Margaret Mee e a Flor da Lua”
“A tenda vermelha”
“As Hiper Mulheres”
“Vandana Shiva – O Tempo e o Modo”
“A Voz das Avós – No Fluir das Águas”
“Criando Raízes: A Visão de Wangari Maathai”
“Maria Sabina, Mujer espiritu”
“O aborto dos outros”
“Vovó Leontina”
“Estamira”
“Resgate do feminino sagrado”
“Girl Rising”
“The Business of Being Born”
“Benzedeiras”
“Noivas de cordeiro”
“Fim do Silêncio”
“Mulheres da Terra”
“Placenteras”
“O corpo é meu”
“Femme, mulheres curando o mundo”
“Mercedes Sosa, a voz da América Latina”
“Mãe das mães – Sabedoria da terra”
“Clitóris Prazer Proibido”
Para saber mais sobre o mundo dos filmes produzidos por mulheres no Brasil, conheça o Femina:
https://www.facebook.com/FEMINA-Festival-Internacional-de-Cinema-Feminino-123802987642215/
http://matricaria.com.br/cineclube/lista-matricariafilmesedocumentarios/


BÊNÇÃOS DA LUA CHEIA

BÊNÇÃOS DA LUA CHEIA


BÊNÇÃOS DA LUA CHEIA
CRIANDO E RECEBENDO BÊNÇÃOS 
NA LUA CHEIA EM 21 DE ABRIL
Mensagem de Selácia
20 de Abril de 2016

Luas Cheias podem ser momentos poderosos de crescimento pessoal, avanços e celebrações. Em momentos como o 21/22 de Abril, você pode perceber que as energias estão mais intensas e ampliadas. As emoções, talvez, normalmente ocultas, tendem a se manifestar. Você pode estar excessivamente alegre e com muita raiva, tudo em um dia.


FOCO NA LUA CHEIA

Há um foco nas coisas ao redor deste momento, trazendo à consciência detalhes sobre as coisas. Os Insights podem ser profundos – seja a partir de sonhos, meditação, indagação simples interna ou observação. Soluções podem chegar a você, aparentemente do nada, ajudando-o a fazer mudanças de vida ou a curar situações difíceis.

Muitas pessoas sentem uma expansão da energia por vários dias de antecedência e posteriormente. Embora seja comum sentir uma opressão quando as coisas ficam intensas, não se esqueça das bênçãos deste ciclo mensal. Agora, em particular, com tudo o que está acontecendo, pode ser muito útil se concentrar nas bênçãos potenciais que você pode criar e receber nesta Lua Cheia.

DICAS DE BÊNÇÃOS DA LUA CHEIA

Aplicar estas dicas ao longo dos próximos dias pode ajudá-lo a criar as energias e os resultados ideais. Quando você está no fluxo ideal, você é um melhor ímã para as bênçãos.

VOCÊ: Para receber as bênçãos disponíveis, mantenha-se na cena. Você está no comando de suas criações, afinal, e isto inclui o gerenciamento de sua própria energia, de modo que você esteja aberto e disponível para receber do universo. Como um agente de mudanças divino, lembre-se do seu papel no comando da criação da energia positiva. Esforce-se continuamente para incorporar este papel mais plenamente.

ESPAÇO: Insights e avanços podem vir mais facilmente quando o seu espaço interior e exterior está limpo e organizado. Mesmo um insight importante que você não teve antes poderá levá-lo a imensas bênçãos em sua vida!

Administre o seu espaço interior com tranquilidade regular, meditação e contemplação. Estes estados são mais facilmente acessados quando você desliga a sua mente desgovernada dos seus pensamentos repetitivos sobre o passado e o futuro. Gerencie o seu espaço exterior com uma associação de organização e de escolhas das circunstâncias de como você passa o seu tempo.

Saiba que você escolhe quem e o que permite durante o tempo pessoal – consciente ou inconscientemente. Mesmo uma escolha inconsciente de permitir distrações desnecessárias é uma escolha e pode afetar a sua capacidade de ficar tranquilo.

JANELAS: Use a potência desta Lua Cheia para se beneficiar das janelas de oportunidades. Em momentos assim, estas janelas podem se abrir amplamente, assim você pode desejar estar desperto para elas. Tenha em mente que algumas oportunidades podem ser algum tipo de lição disfarçada – algo que a sua alma quer que você veja ou supere para alcançar a próxima janela que tem bênçãos surpreendentes.

 Quando você considera as coisas desta maneira, até a janela introdutória é uma bênção. Em outras circunstâncias, sua janela pode realmente estar associada a uma imensa bênção por si mesmo, surgindo de recentes lutas que agora estão sendo transformadas em uma dádiva maravilhosa. Outras janelas de oportunidade poderão surgir ainda como um relâmpago.

Bênçãos como estas são, muitas vezes, perdidas, porque a pessoa não estava presente e não esperava que algo acontecesse. Como um exemplo, um homem pode encontrar a sua companheira de alma quando sair com amigos, mas não ligar os pontos.

Considerando os fatores acima, faça o melhor possível para estar conscientemente no comando de si mesmo e do ambiente ao longo dos próximos dias. Isto parece muito fácil, é claro, mas na prática é, na verdade, uma habilidade a desenvolver.

Confie que você está codificado como um agente de mudanças divino para se tornar um mestre de tais habilidades. Saiba que você tem recursos abundantes para criar bênçãos e ser uma bênção para o mundo.

Por favor, respeite os créditos ao compartilhar
DE CORAÇÃO A CORAÇÃO - http://www.decoracaoacoracao.blog.br
DE CORAÇÃO A CORAÇÃO - https://lecocq.wordpress.com
www.Selacia.com
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br
Grata Regina!

LUZ!
STELA

sábado, 16 de abril de 2016

Ancient Mother - Mãe antimadoga, ouço teu chamado


Ancient mother, I hear you calling, 
(Mãe antiga, ouço teu chamado)
Ancient mother, I hear your song,
(Mãe antiga, ouço tua canção)

Ishtar, Cerridwenn, Hecate, Inanna
Isis, Artemis, Sophia, Athena
Coatilicue, Aphrodite, Mielikki, Astarte
Gaia, saraswati, kali
Pele, Paso wee, Demeter, Parvati
Hera, Akewa, Diana, Nidaba
Chicomecoatl, Lilith, Shekhina, Morgana
Maya, Izanami, Shakti

Daniel Goleman: "Temos de ensinar nossas crianças a ter empatia pelos outros e pelo mundo"



O psicólogo e pesquisador de Harvard fala sobre a importância de crianças desenvolverem o foco em suas próprias emoções e do efeito de suas ações nas outras pessoas e no mundo

O psicólogo Daniel Goleman (Foto: divulgação)



Estudos mostram que nossa mente divaga cerca de 50% do tempo. De acordo com a neurociência, os circuitos cerebrais para  desenvolvemos a autocontrole e a empatia são desenvolvidos ao longo da infância e da adolescência. Por essa razão, o psicólogoDaniel Goleman, autor de Inteligência Emocional e pesquisador de Harvard, e o professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Peter Senge, se uniram para escrever Foco Triplo: uma nova abordagem para a educação (editora Objetiva). Nele, defendem que a escola e a sociedade devem ajudar as crianças e os jovens a desenvolverem o foco em diferentes esferas para que elas estejam aptas a viver bem no mundo moderno e a tomar decisões que ajudem a preservar esse mundo. Daniel Goleman conversou comÉPOCA sobre o novo livro.
ÉPOCA - O senhor tem um trabalho consolidado no mundo do trabalho e de carreira. Por que o senhor decidiu escrever agora sobre educação para crianças e adolescentes?
Daniel Goleman - Alguém com menos de 18 anos provavelmente nunca conheceu um mundo sem internet. Crianças de até 10 anos nunca viveram num mundo sem aparelhos portáteis por perto. Essas crianças e jovens crescem um mundo diferente, que continuará a mudar à medida que a tecnologia evolui. Escrevemos esse livro - eu e o Peter Senge - pensando em falar das habilidades que temos de ensinar para essa nova geração para ajudá-la a viver bem nesse mundo.
ÉPOCA - O que são os três tipos de foco?
Goleman - 
São o foco em si mesmo, o foco nos outros e o foco no mundo.
ÉPOCA - O senhor pode explicá-los?
Goleman -
 O foco interno trata de prestar atenção a si mesmo, em seu mundo interior para nos conectarmos com nossas aspirações e propositivos. O segundo tipo de foco trata-se da importância de sintonizarmos com outras pessoas, de termos empatia e sermos capazes de compreender a realidade alheia e de nos relacionar com essas realidades sob a perspectiva do outro. Peter Senge fez um trabalho incrível explicando o foco externo. É ele que dará para a criança a habilidade de perceber os sistemas e como eles se relacionam entre si, seja dentro da família, da escola, de uma empresa e do mundo como um todo. É muito mais do que levá-los a perceber o modo simplista "A causa B", mas levá-los gradativamente a perceber que muitas vezes não há uma resposta certa ou errada.
ÉPOCA - De que forma a educação pode ajudar crianças e jovens a ter foco?
Goleman -
 Há uma variedade ampla de conceitos, ferramentas e estratégias pedagógicas para desenvolver e aperfeiçoar essas habilidades nas crianças. O problema é que na maioria das escolas que visitamos as crianças não tinham acesso a esse tipo de ensino.
ÉPOCA - O senhor pode dar exemplos de como ensinar ou treinar o foco nas crianças?
Goleman - 
Há exercícios muito simples que se mostraram altamente eficazes nessa tarefa. Um deles, adotado há anos numa escola primária de New Haven, consiste em organizar as crianças numa roda de conversa no início da aula e dar espaço para cada criança dizer como se sente naquele dia. Essa simples atitude faz com que os alunos criem o hábito de autoconsciência. Nomear as emoções com precisão ajuda as crianças a ter mais clareza acerca do que ocorre em seu íntimo. Esse é um fator essencial tanto para se tomar decisões lúcidas como para administrar as decisões ao longo da vida.
Um outro exercício que se mostrou muito eficaz foi o “amiguinhos da respiração”. Nele, cada criança de segundo ano (entre 7 e 8 anos de idade)  leva um bichinho de estimação para a classe, deita-se no chão e coloca o boneco em cima da barriga. A tarefa é respirar e observar o bichinho enquanto conta de 1 a 4. Depois, expira e observa o animal enquanto volta a contar de 1 a 4. É um exercício simples de foco que mobiliza a atenção das crianças daquela faixa etária de maneira eficiente. Ficou comprovado que o número de conflitos e a bagunça aumentou no dias em que a seção de respiração não ocorria. Esses são dois exemplos que mostram que não é preciso dinheiro extra, tecnologia nem um conhecimento extraordinário para educar nesse sentido.
ÉPOCA -É possível ensinar as crianças a ter empatia?
Goleman -
 Sim, a escola pode ensinar a criança a  cultivar carinho e compaixão. Não se trata apenas de fazer o exercício mental de se colocar no lugar do outro. Diz respeito a de fato estar pronto para ajudar. Há experimentos que mostram que expor as crianças e jovens a conteúdos que enfatizem a importância disso já surtem efeitos. Num estudo feito em Princeton, estudantes de teologia receberam a missão de dar um sermão, pelo qual seriam avaliados. Metade deles se preparou para dar o sermão do Bom Samaritano, que conta a história de um homem que parava para a ajudar um estrangeiro na beira da estrada. Depois de um tempo de preparação, cada um dos estudantes se dirigia a um prédio diferente para dar o sermão. No caminho, passavam por um homem curvado e gemendo. Os pesquisadores queriam saber se o estudante pararia para ajudar, mesmo estando sob a pressão do tempo (tinham de chegar no horário) e da avaliação iminente.
Entre aqueles que estudaram o Bom Samaritano, o número de estudantes que se ofereceu a ajudar o homem foi 50% maior do que entre os que receberam sermões aleatórios.
ÉPOCA - O senhor fala da importância de ensinar empatia às crianças na era do Dilema do Antropoceno. Pode explicar?
Goleman - 
O “Dilema do Antropoceno” é a forma como os antropólogos falam da nossa era, em que um espécie - no caso, nós mesmos - são hoje parte de como todo o sistema da Terra funciona. O dilema é o seguinte: nossos cérebros foram desenhados para sobreviver em eras geológicas mais antigas, não na nova realidade do Antropoceno. O alarme do nosso cérebro nos desperta quando reconhece ameaças imediatas. Ocorre que as mudanças atuais de nosso planeta são críticas, mas são microscópicas demais para nossos sistemas perceptivos. Como não percebemos imediatamente as consequências negativas de nossos hábitos diários em maior escala, é fácil ignorá-las ou simplesmente fingir que não ocorrem. Para tomar decisões melhores, e é urgente que as novas gerações o façam, precisamos aprender a pensar sobre esses sistemas. Isso tem relação direta com nossa capacidade de desenvolver a empatia e o foco no mundo.
http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2016/03/daniel-goleman-temos-de-ensinar-nossas-criancas-ter-empatia-pelos-outros-e-pelo-mundo.html

"Calma e paciência que o nenê nasce fácil''



Foto e texto: Cláudia Rodrigues
Keretxu Miri, índia guarani de 77 anos de idade, que habita uma aldeia no Espírito Santo, fala de sua experiência como parteira
No universo civilizado, principalmente no ocidente, o parto virou um mito, tanto para as gestantes quanto para a classe médica. As mulheres estão desaprendendo a parir, a amamentar e cuidar dos filhos e os médicos estão cada vez mais preocupados em ganhar tempo e menos habilidosos para auxiliar um trabalho que é muito mais da parturiente do que deles. Atrás de toda a parafernália técnica da ciência e da medicina, está algo que podemos chamar de burrice emocional. Sabemos pilotar um computador, dirigir carros; podemos comprar berços que balançam sozinhos, chupetas coloridas que distraem os bebês, mas por que afinal temos tanta dificuldade em colocar filhos no mundo? Será que não podemos mesmo unir o saber tecnológico à sabedoria primitiva?
O depoimento de uma índia, que faz partos desde que se conhece por gente, resgata o labirinto em que nos perdemos: o do excesso de pressa e preocupação.
   "O sangue não pode subir e a cabeça ficar quente. A mulher precisa ficar calma e esperar a hora que ela vem" 
    Keretxu Miri não esquece a primeira vez que tomou conhecimento de como as crianças vêm ao mundo. Foi por volta de 1930, em algum lugar entre o Rio Grande do Sul e o Espírito Santo. Os índios Guarani fizeram, a pé, o trajeto entre os dois estados, em busca da terra prometida. Levaram muitos anos para chegar a Santa Cruz, no Espírito Santo, o local que hoje habitam. Durante o percurso não foram poucos os partos. "Lembro bem quando meu pai avisou que teríamos que parar porque minha mãe ia ganhar nenê", conta Keretxu.
    Era noite alta, mas quem já estava dormindo acordou para ajudar. O pai de Keretxu fez um 'rancho de palha de pindó' - palmeira doce - em volta de uma árvore para proteger mãe e filho do frio. "Todos os índios foram cuidar da floresta para não deixar nada de ruim acontecer com a minha mãe e o nenê, que nasceu antes do sol raiar". A tribo ficou acampada três dias e depois seguiu em frente com a mãe de Keretxu carregando, à moda indígena, a pequena Euá.
    Naqueles anos 30, a tribo andava por caminhos, estradas, mas também no meio da mata, perto das cachoeiras, procurando a terra prometida. Sempre havia algum português, italiano, alemão ou japonês  que já era dono das terras.  No meio do caminho chegaram a achar que a terra prometida era em Santos, São Paulo, onde viveram seis anos.  "Era bonito lá em Santos, mas os brancos queriam briga de novo, como no Rio Grande, e então seguimos caminho", revela Keretxu Miri, que não entende, depois de 77 anos de vida, porque os brancos brigam tanto para tirar o ouro da terra. Ela fala que Inhanderu - Deus - é justo com todos. "Inhanderu ajudou o homem branco e ajudou o índio, e fez a Terra para que todos  os viventes pudessem viver aqui, mas Inhanderu não gosta de briga; briga faz mal, faz adoecer, então índio vai embora, mas vai em paz, mesmo nas mãos de Juruá - os brancos".
        Um galo cantou, uma criança chorou e Keretxu Miri ficou silenciosa por longos minutos, antes de voltarmos ao nosso assunto; os partos. O galo pulou de cima da mesa, a criança ganhou o colo da mãe  e um raio de sol atingiu os olhos de Keretxu Miri. Ela me olhou e disse:  "A moça quer saber de parto, mas parto não tem segredo, não posso mentir, mas também o que é sagrado é sagrado", disse com simplicidade.
        Ela conta que sagrado é o getapaãurá, a tesoura de madeira que corta o cordão umbilical e também as ervas (chás calmantes e levemente anestésicos) que acalmam a mulher para o parto. Nada disso pode ser filmado ou fotografado, mas Keretxu conta alguns dos 'segredos'. Detalhe: ela sempre faz questão de, entre uma e outra informação, pontuar que só se aprende vendo, observando e pensando antes de fazer. "O pensamento é muito importante e olhar com os olhos. Não dá para contar, é simples, é bom, não é problema receber o nenê", revela com sinceridade, os olhos brilhando, a expressão sorridente e calma. Receber o nenê, como diz a velha parteira, é uma das maiores dificuldades no mundo civilizado, tanto em função do tempo, quanto por deficiência de escola, já que nossos médicos não estudam psicologia e entendem pouco de uma das coisas que parteiras como Keretxu mais entendem: o universo emocional, que é inexoravelmente primitivo. Índias ou brancas, amarelas ou negras; na hora do parto a mulher vira uma leoa, um bicho que dá conta de "se livrar da dor" expelindo o bebê. Caso contrário, é cirurgia na certa.
        SEGREDOS -  Apesar de afirmar convicta que o parto não tem segredo, Keretxu explica que o 'nervoso' da mãe e até do pai pode atrasar o momento final do parto, a hora da expulsão. "Quando a mãe fica nervosa, o sangue sobe para a cabeça e o nenê não vem". Mal sabe ela que esta afirmação contém mais ciência do que ela imagina. O Dr. Elsworth Baker, americano que trabalha com gestantes ocidentais há mais de vinte anos, revela no livro O Labirinto Humano, que "quando a parturiente enrijece o queixo, recolhe os ombros, segura os punhos e a respiração, isso a faz apertar o soalho pélvico, o fluxo sangüíneo fica preso na metade superior do corpo e isso dificulta a descida do bebê". Segundo o médico, a tensão e a ansiedade excessiva na mulher, que não se sente capaz de parir, podem elevar a níveis alarmantes os batimentos cardíacos do feto, o que acabará exigindo uma intervenção cirúrgica, a menos que mãe seja acalmada em suas preocupações e estimulada a se entregar para a situação que se apresenta, relaxando e recebendo as informações enviadas pelo seu próprio corpo.
      Keretxu Miri, que não sabe contar com precisão quantos partos fez na vida, afirma pacientemente que existem poucas providências a ser tomadas quando inicia o trabalho de parto. "Quando a mulher percebe que está chegando a hora, só precisa falar com Nhanderu e continuar normal, trabalhar um pouco e esperar com paciência que o nenê vem".  Keretxu fala também que se o pai ajuda em casa nesse dia, preparando a comida, limpando e arrumando, isso ajuda a mulher a ficar calma, mas se o pai está nervoso é mau sinal. "Quando o pai e a mãe estão em briga o espírito da criança quer fugir e ela pode enfraquecer e morrer dentro da barriga ou depois de nascida", revela com uma sabedoria que pode assustar os brancos mais desavisados.
        A velha índia, anciã da tribo Tekoa Porã, fala com simplicidade, sem qualquer traço de orgulho, que nunca teve problemas com os partos que fez. "Sei de ouvir falar. Minha mãe contava que o principal do parto era acalmar a mãe para o nenê poder sair. Ela já tinha visto mãe morrer e criança também por causa do nervoso" conta, sem tentar esconder a resignação diante da vida e depois acrescenta: "Meus olhos nunca viram nenhuma mãe e nenhuma criança morrer de parto". Eu pergunto se é sorte, ela responde que não, que é Nhanderu que a ensina a acalmar as mulheres que precisam.
       Depois explica que algumas índias têm medo e por isso vão ganhar seus bebês nos hospitais. "Acho que cada um faz a sua escolha, se a pessoa tem um medo que eu não consigo acalmar, não vou usar a força, deixo na vontade dela", conta, sublinhando que nenhuma das mães e das crianças que atendeu precisou ir para o hospital. "Existem mulheres que querem fazer coisa errada na hora do parto e isso pode atrapalhar para o nenê sair", afirma, explicando que as coisas erradas para o dia do parto são comer, falar demais, não sentir e não pensar. "Quando a mulher fica assim, ela não fala com Nhanderu, fica sem paz no coração e a cabeça esquenta" pontua. O Dr. Hélio Bergo, obstetra e homeopata, especialista em partos naturais, aconselha suas pacientes a ficarem com elas mesmas. "Durante o trabalho de parto é importante que a mulher preste atenção aos ritmos do corpo ao invés de fugir assustada para uma solução externa", afirma, endossando a sabedoria primitiva da parteira.
        O DIA 'D' - No dia de um parto, Keretxu Miri fica com Nhanderu. "Eu rezo, peço para Nhanderu proteger aquela mãe e aquela criança e Nhanderu me ajuda", relata tranqüila. Pergunto se ela conhece manobras para partos complicados e ela diz que não há nada complicado, que é só observar. "Se a mulher está muito nervosa a gente faz um chá. O bom é o caaminí ou então o capíía - chás com propriedades calmantes - e é importante que ela não coma nada de açúcar e nada de sal. O chá do mato amarguinho e mais nada, recomenda. Para acalmar é preciso também conversar, aconselhar e é isso também que Keretxu Miri faz. “Eu vou lá e falo com calma, que é assim mesmo, que não dá para fugir e então a pessoa se acalma e o nenê vem", conta, sem o menor estrelismo.
       Ela explica que, para facilitar o trabalho de parto, é bom ficar sentada ou agachada segurando alguma coisa bem firme no chão e que não adianta ficar fugindo, não querendo passar por aquilo. "Mas tem mulheres que preferem deitar na cama para ganhar os bebês. Não tem problema, a pessoa é que escolhe como se sente melhor" pondera, desmistificando a idéia de que toda a índia dá à luz agachada.
       Depois que o bebê consegue girar e sair, é hora de amarrar o cordão com uma linha feita de algodão, fabricada na aldeia e depois é a vez de cortá-lo, com o getapaãurá, uma tesoura de madeira, também feita pela tribo. "Tudo tem que estar bem limpinho", ressalta.
        Os primeiros meses, principalmente os três primeiros depois que a criança nasce, segundo Keretxu Miri, devem ser de muito cuidado e a mulher não deve comer carne de galinha, de boi e nem de peixe. "Só mais a canjiquinha cozida, bem leve e com bastante caldo até o umbiguinho cair, depois pode voltar a comer, mas sem exagero nos primeiros meses", aconselha para evitar cólicas ao bebê, mais uma vez evidenciando que o segredo das índias para conviver bem com a gravidez, com o parto e a criação dos filhos é calma, muita calma.
        Aí está. Palavra de índia que já pariu muitos filhos e já ajudou a nascer outros tantos. Em tempos de pressa, providências e precauções, urge a necessidade da palavra de uma especialista, de uma doutora do pensamento que sente, do sentimento que pensa. 
Unindo saberes 
Não somos índias, não passamos boa parte do dia acocoradas na beira do rio lavando roupas, não plantamos mais e nossa vida é mesmo apressada e cheia de estresse. Estamos então condenadas a colocar nossos filhos no mundo somente através de intervenções cirúrgicas?
É claro que não. As japonesas modernas, as chinesas e as européias do norte também trabalham o dia inteiro, vivem sob estresse e mesmo assim conseguem parir a maioria dos filhotes sem maiores neuras. O que elas têm que nós brasileiras, campeãs mundiais de cesarianas, não temos?
Várias coisas. Em primeiro lugar, apoio da sociedade médica. No Brasil a exceção à regra é o parto normal e não a cirurgia, mas é sempre bom lembrar que o velho ditado que afirma que quando um não quer dois não fazem, é muito válido.
     A mulher que deseja parto normal, na atual conjuntura social e cultural do país, necessita procurar um profissional que tenha feito mais partos naturais do que cirúrgicos. Não é exatamente como encontrar agulha no palheiro, mas é quase e neste caso não convém usar panos quentes. A maioria das clínicas privadas do país tem um índice muito alto de cirurgias e portanto é preciso checar esse detalhe. Tomadas essas duas providências - escolha do médico e de uma clínica ou hospital humanista- é hora de dar um mergulho profundo no corpo e aí temos chances iguais ou até maiores do que as índias e outros povos primitivos.
      Não podemos plantar grama e muito menos lavar roupa na beira do rio todos os dias, mas contamos com profissionais especializados que podem ajudar a gestante na preparação para o parto. Técnicas e vivências corporais como tai chi chuan, ioga, natação, bioenergética, biodinâmica e muitas outras estão à disposição das futuras mamães que, apesar de civilizadas, desejam aprender como chegar ao ponto final de um corpo de gestante: o desencadeamento do parto.
       Só para garantir, vale lembrar dos conselhos da velha índia: sentir, pensar, não comer, falar pouco e esperar com calma, muita calma para a cabeça não esquentar e o "nervoso" não atrapalhar.
http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com.br/2016/04/calma-e-paciencia-que-o-nene-nasce-facil.html

MÃE DIVINA





Minha mãe minha rainha
Foi ela que me entregou
Para mim ser jardineiro
No jardim de belas flores
No jardim de belas flores
Tem tudo que procurar
Tem primor e tem beleza
Tem tudo que Deus me dá
Todo mundo recebe
As flores que vêm de lá
Mas ninguém presta atenção
Ninguém sabe aproveitar
Para zelar este jardim
Precisa muita atenção
Que as flores são muito fina(s)
E não podem cair no chão
O jardim de belas flores
Precisa sempre aguar
Com as prece(s) e os carinhos
Ao nosso pai universal

- Mestre Irineu-






OM - BHUR BHUVA SWAH
TAT SAVITUR VARENAYAM
BHARGO DEVASYA DHIMAHI
DHIYO YO NAH PRACHODAYAT

Em um mundo melhor,
a lei natural é a do amor.
Em uma pessoa melhor,
sua natureza também é amorosa.
O amor é o princípio
que cria e sustenta as relações humanas,
O amor espiritual leva ao silêncio,
e esse silêncio tem o poder de unir,
orientar e liberar as pessoas.
E mais, quando o seu amor é aliado à fé,
cria uma forte estrutura para a iniciativa e a ação.
Lembre-se: o amor é um catalisador para mudanças,
desenvolvimento e conquistas.

Por Brahma Kumaris






Encontre mais músicas como esta em Portal Arco Íris-Núcleo de Integração e Cura Cósmica