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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Pílula Anticoncepcional: você nem o planeta precisam dela.



Hoje em dia a pílula ainda é promovida como uma forma de “controlar nossa vida”. Enquanto o verdadeiro sentido de “ter o controle” procede de conhecer como funciona nosso corpo, valorizando as mudanças rítmicas mensais como oportunidades de auto-conhecimento e cuidado consigo mesma, assim como o acesso às profundas fontes de poder que o ciclo nos revela. Esse "controle" é nosso, não cabe a algo e nem a ninguém (anticoncepcionais e indústria farmacêutica) que não a nós mesmas. Isso sim é verdadeira liberdade sobre nossos corpos.

Sobre os efeitos das pílulas anticoncepcionas:
"Infelizmente muitos médicos não informam suficientemente os efeitos secundários, nem as contraindicações. Às vezes dizem algo a respeito mas de forma muito rápida. Existem alguns médicos que não são partidários da pílula, porem são eles poucos e dispersos. Falar contrariamente à pílula no âmbito sanitário é visto como um suicídio profissional.” Alexandra Pope
Levamos 50 anos de uso, abuso e mitificação da pílula anticonceptiva.
- 50 anos medicando com hormônios sintéticos e alterando o sistema endócrino de mulheres saudáveis.
- 50 anos ocultando e mentindo sobre os efeitos secundários da pílula nas mulheres, no meio ambiente e na sociedade.
- 50 anos politizando a pílula anticonceptiva como bandeira de um tipo de feminismo deixando de lado outras formas de evitar a gravidez eficazes, inócuas e respeitosas com o corpo feminino.
- 50 anos, somando-se a séculos anteriores, estigmatizando e desinformando sobre o verdadeiro valor físico-psíquico da menstruação e o poder que sua conexão oferece às mulheres.
- 50 anos insultando a nossa natureza e à quem estamos unidas mediante os ciclos sagrados.
Porém isso, começando pelo monopólio de informação oficial a respeito, está acabando e cada vez mais especialistas estão questionando esses medicamentos e mais e mais mulheres abrem os olhos para conhecer e fazer justiça a seu corpo.
A australiana Alexandra Pope, autora de “The wild gene” e co-autora de “The pill: are you sure it´s for you?” 'converteu-se' em uma especialista sobre o poder do ciclo menstrual e o caminho desde a menarca até a menopausa.
Segundo Alexandra Pope os efeitos secundários da pílula anticoncepcional são muitos. Depressão, mudanças de humor, perda da libido, aumento de peso, etc. Afeta em geral a saúde, incluindo o debilitamento da função imunológica, devido a disfunção nutricional que provoca no nosso organismo. As mulheres que tomam a pílula e outros contraceptivos hormonais podem experimentar vários desses efeitos ao mesmo tempo. A pílula também afeta a fertilidade. Depois de deixar de tomá-la a menstruação pode demorar muito em voltar e atrasar bastante a concepção. Menos comuns, porém mais sérios, são os efeitos secundários como a osteoporose, trombose, câncer de mama e do colo do útero.
Outra consequência bem séria e pouco discutida se deve ao fato da pílula provocar a estrogenização do meio, já que seus resíduos hormonais são impossíveis de filtrar e os resíduos que ficam na água passam para a cadeia trófica, principalmente pela urina.
A pílula e outras forma de anticoncepção hormonal com estrógenos como a anticoncepcional de emergência (DIAD), o emplastro e o anel, foram especialmente desenvolvidos para transtornar o funcionamento natural do sistema endócrino da mulher. No entanto, também atua como desregulador endócrino quando é vertido no meio ambiente através das águas residuais. Esta demonstrado que esses produtos químicos afetam tanto a fauna marinha como os humanos. A exposição a esses disruptores estrogênicos do sistema endócrino durante um ciclo vital inteiro tem causado em algumas famílias de peixes uma incapacidade reprodutiva completa em somente uma geração. A agência de Meio Ambiente Britânica estudou 10 rios durante um período de 5 anos. Os estudos mostram que o estrógeno na urina, procedente da pílula, que havia chegado aos peixes através das águas residuais, afetava a 50% dos peixes do sexo masculino ao produzir óvulos em seus testículos e muitos haviam desenvolvido também órgãos reprodutivos femininos. Além disso se observaram efeitos no comportamento; por exemplo, nos ratos, expostos antes e depois de nascer, mostravam comportamentos anormais em sua vida adulta. Temos evidências para afirmar que a exposição a estrógenos no meio ambiente pode ter efeitos adversos nos humanos. Por exemplo, o dramático decréscimo do número e qualidade de esperma, o aumento na incidência de câncer de mama e de próstata, a puberdade prematura, e o aumento na incidência de endometriose.
(entrevista com Alexandra Pope)
O que acontece com o hormônio ethinylestrodiol?
Um dos principais temas de investigação recentes é o impacto no meio ambiente de alguns dos mais recentes anticonceptivos hormonais. O adesivo e o anel de alguns dos mais recentes anticonceptivos pode provocar maiores riscos ambientais depois de ser descartados que pelos próprios estrógenos na urina. Um adesivo usado e despejado no lixão ou enviado ao riacho pode danificar a fauna pois continua desprendendo o hormônio ethinylestrodiol. Como vimos, os anticonceptivos hormonais podem ter efeitos que vão mais além da própria mulher individual que os utiliza.
Quem ganha com a implantação global da pílula?
As empresas farmacêuticas. (óbvio) É um produto muito rentável para elas. Para os médicos também é muito rentável. Simplesmente receitam o mesmo quando se acaba. Para as mulheres que demonstram preocupação receitam outra marca de pílula e pronto. Infelizmente muitos médicos não informam suficientemente os efeitos secundários nem as contraindicações. Às vezes dizem algo, porém de forma muito rápida.
A pílula confunde o organismo feminino?
O ciclo menstrual da mulher é um sistema muito sofisticado que muda constantemente. Responde ao meio interno e externo e nos informa mensalmente como manejarmos nossas vidas. A pílula suprime esse ciclo e, além dos muitos efeitos secundários mencionados antes, têm um efeito mortal em nossa capacidade de saber o que acontece com nossa vida a nível físico e emocional. Mascara os sintomas de problemas de saúde confundindo-nos. Pode ser que não detectemos sinais de problemas de saúde ou assuntos emocionais tão rapidamente como quando temos um ciclo normal. Também distorce a passagem pela menopausa, privando-nos de um dos momentos psico-espirituais mais importantes na vida de uma mulher.
PÍLULA E FEMINISMO: Esclarecendo conceitos
Porque tantas vezes, quando alguém ataca a pílula, os setores feministas se sentem igualmente atacados?
Suponho que nos referimos aqui às atitudes antifeministas e patriarcais. Hoje em dia a pílula se considera sinônimo de anticoncepção. Desafortunadamente, existe uma grande ignorância sobre outras formas anticonceptivas, assim que quando se questiona a pílula parece que estamos questionando a própria anticoncepção, dai a reação. É muito triste que não anime às mulheres a conhecer o funcionamento de seu próprio ciclo menstrual, negando-se assim a oportunidade de experimentar o método anticonceptivos mais poderoso, o conhecimento de sua própria fertilidade. Com esse conhecimento as mulheres tem verdadeiro controle sobre os seus corpos e a capacidade de escolher desde sua posição de poder. Assume-se hoje em dia que as mulheres são incapazes de manejar sua fertilidade por si mesmas e tem que ser controladas pela medicina. Essas idéias pertencem ao século XIX, não ao século XXI. Temos que modificar as atitudes negativas sobre a menstruação e resgatar nosso ciclo menstrual ou ciclo fértil como recurso exclusivamente feminino que, uma vez compreendido, proporciona não somente ferramentas anticonceptivas como também um método de auto-conhecimento e controle pessoal.
A entrevista com Alexandra Pope foi publicada na The Ecologist.
Para maiores informações visite: http://www.wildgenie.com/alexandra_pope_fs.html


Veja também:
Alternativa ao uso de pílulas anticoncepcionais parte 1 - Método Billings
Alternativa ao uso de anticoncepcionais parte 2 - Sagrado Feminino

Grande Espírito


 
 
Grande Espírito, Terra, Ar, Fogo e Mar
Estás em tudo e dentro de mim


O Grande Espirito está em todos os lugares do Universo...

Jay Jagan Mata


Jay Jagan Mata
Jai Jagan-mata, Jagan Mata
Jai Jagan-mata, Jagan Mata
Man Pai, Mam Pai
Jagan Mata

sábado, 16 de novembro de 2013

Tome refúgio na Mãe Terra

 
 
Tome refúgio na Mãe Terra
 
Nossa sociedade não está muito saudável. Por isso, muitos estão doentes e nós precisamos de cura e nutrição. Temos nos embriagado com venenos. Nossa mente tem  muitos venenos como a ganância, ódio, raiva e desespero. Nosso corpo também tem muitos venenos, porque não sabemos como consumir.
 
A Mãe Terra tem a capacidade de curar a si mesma e tem a capacidade de nos ajudar a nos curarmos se soubermos nos refugiarmos nela. Quando o Buda estava ensinando seu filho Rahula, ele falou sobre a Terra como tendo as virtudes da paciência e equanimidade. Paciência e serenidade são as duas grandes virtudes do planeta Terra. Se necessário, a Mãe Terra pode gastar um milhão ou dez milhões de anos para curar a si mesma. Ela não está com pressa. Ela tem o poder de renovar a si mesma. Temos que ver isso. Se estudarmos a história da Terra, saberemos que ela teve muita paciência.
 
Quando andamos, estamos conscientes de que a Terra está segurando os nossos passos. Mas a Mãe Terra não está logo abaixo de nós, sob os nossos pés, a Mãe Terra está dentro de nós. Pensar que a Mãe Terra é apenas o ambiente fora de nós, ao nosso redor, está errado. A Mãe Terra está dentro de nós. Nós não precisamos morrer para voltar para a Mãe Terra. Já estamos na Mãe Terra. É por isso que nós temos que aprender a nos refugiarmos nela. Essa é a melhor maneira de nos curarmos e nos alimentarmos.
 
A meditação andando é uma das maneiras de curar. A meditação andando é bem sucedida quando sabemos como permitir que a Terra esteja em nós e ao nosso redor. Só esteja consciente de que somos a Terra. Nós não temos que fazer muito, não temos que fazer coisa alguma para obter a cura e nutrição. É como no ventre de nossa mãe, quando nós não tínhamos que respirar, não tínhamos que comer, porque nossa mãe respirava por nós e comia por nós. Nós não precisávamos nos preocupar com nada. É possível se comportar da mesma maneira agora.
 
Quando você se sentar, permita que a Mãe Terra sente-se por você. Quando você respirar, permita que a Mãe Terra respire por você. Quando você andar, permita que a Mãe Terra caminhe por você. Não faça nenhum esforço. Permita que ela faça isso. Ela sabe como fazê-lo.
 
Quando você está sentado, permita que o ar entre nos seus pulmões. Deixe o ar sair dos pulmões. Nós não precisamos tentar inspirar. Nós não precisamos tentar expirar. Nós só permitimos que a natureza, que a Terra, inspire e inspire por nós. Nós apenas sentamos e apreciamos a inspiração e a inspiração. Não há "você" que está inspirando e expirando. A inspiração e a expiração acontecem por si só. Experimente.
 
Nós permitimos que o nosso corpo relaxe totalmente, sem lutar ou mesmo se esforçar. Comporte-se como o feto no útero da mãe. Permita que a sua mãe faça tudo por você, respirar, comer, beber. Isso é possível se você souber como se refugiar na Mãe Terra. Ela é uma grande bodhisattva, ela é a mãe de todos os budas, todos os bodhisattvas, todos os santos. Shakyamuni é seu filho. Jesus Cristo também é seu filho. Nós também somos seus filhos e filhas, e temos que aprender a nos refugiar nela e permitir que ela continue a fazer tudo por nós.
 
Nós não precisamos fazer nada. Apenas permita-se estar sentado, deixe a sessão de meditação acontecer. Se você não se esforçar para se sentar, o relaxamento virá. E sabe de uma coisa? Quando ocorre um relaxamento, a cura começa a acontecer. Não há cura sem relaxamento. Relaxamento significa não fazer nada, não tentar.
 
Assim, enquanto acontece a inspiração, não é você que está inspirando. Enquanto acontece a expiração, você apenas se diverte. Você diz, "Cura está ocorrendo; cura está ocorrendo". Permita que o seu corpo se renove, para se curar, para ser nutrido. Esta é a prática da não prática.
 
Se observarmos, veremos que a Mãe Terra tem o poder, a capacidade de curar-se e curar-nos. Você acredita neste poder, o poder que vem de sua própria observação, da sua própria experiência e não de algo que as pessoas te dizem e te pedem para acreditar. A Mãe Terra pode renovar-se, pode transformar-se, pode curar-se, e pode nos curar. Isso é um fato. Se reconhecermos esse fato, a fé está lá, e poderemos tomar refúgio. Nós nos permitimos ser curados pela Mãe Terra. Ao sentarmos, temos a cura. Enquanto caminhamos, temos a cura. Enquanto respiramos, nós temos a cura. Nós não temos que fazer nada. Apenas nos rendemos à Mãe Terra e ela vai fazer tudo.
 
Quando a respirando está acontecendo - eu não quero dizer quando você está inspirando - você diz, "nutrição está ocorrendo; nutrição; nutrição." Permita-se ser nutrido. Você é alimentado pelo ar, você é alimentado pela luz do sol, porque o ar está te respirando, te penetrando. E o sol também penetra em você. Pai Sol e a Mãe Terra estão lá 24 horas por dia para nós. Mesmo durante a noite, o sol está presente, de outro modo, congelaríamos. Assim como a Mãe Terra, o Pai Sol também está em nós, não só lá em cima, fora de nós. Quando escrevi "O Sol meu coração", eu tive o insight, a visão, de que o sol é o meu coração fora de mim.
 
Se conhecemos a prática da não-prática, não temos de lutar ou brigar, a fim de praticar. Você pode acreditar que precisa de um monte de remédio, muitos exercícios para se curar. Mas o único exercício que pode curá-lo é o exercício do não-exercício. Permita-se relaxar e liberar toda a tensão em seu corpo, todas as preocupações e o medo de sua mente, porque essas coisas estão te impedindo de se curar. Deixe ir, libere, refugie-se completamente na Terra e no Sol, e permita-se ser curado. Faça isso nas quatro posições: sentado, deitado, andando, de pé. Permita que a Mãe Terra e o Pai Sol penetrem em você, agindo por você para que você possa curar-se.
 
É nossa experiência que a cura não é possível, sem soltar, relaxar. Então, quando você sentar, sente de tal maneira que você não tenha que tentar, você simplesmente desfruta profundamente de sua sessão. Nada para fazer, nenhum lugar para ir. Eu só aproveito minha sessão. Meia hora sentando-se assim, você tem meia hora de cura. Você gosta de cada inspiração. Não é você quem está fazendo a inspiração e expiração. Você não tem que fazer uma inspiração e uma expiração. Isso vai acontecer por si só.
 
A inspiração não precisa de um eu, a fim de acontecer. Eu não tenho que respirar, a respiração simplesmente acontece por si só. Eu só desfruto. Se eu sei como aproveitar a respiração, a respiração se torna mais agradável. A qualidade da respiração vai aumentar, porque eu não tento interferir e forçá-la.
 
Assim, a sessão deve ser natural, sem esforço. A respiração também e a caminhada também. Não tente caminhar, basta permitir-se andar. A caminhada acontecerá sem você. Só estar lá e desfrutar, porque se houver desapego e relaxamento, cada passo é a cura,  cada passo é nutritivo. Nenhuma cura é possível, sem relaxamento e desapego.
 
Devemos praticar esta coisa simples, a fim de sermos curados e para ajudar a curar a nossa sociedade e o mundo. Se você fizer isso por uma hora, terá uma hora de cura. Se você fizer isso por um dia, haverá um dia de cura. Isto é possível. Torne a prática agradável, torne-a curativa e nutritiva. Tudo o que você fizer, não tente, não faça nenhum esforço. Refugie-se na Mãe Terra. Ela saberá como fazê-lo. Ela continua a fazê-lo para você, assim como no tempo em que você estava no ventre de sua mãe.
 
Fonte:Palestra de Dharma de Thich Nhat Hanh
 
Maria Elisete Shalom...

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Curar é Simples


Os desgastes da vida moderna

As condições físicas e psíquicas da época presente são pouco favoráveis à saúde. Pela sua constituição genética atual, nosso corpo físico poderia durar cerca de 150 anos. Entretanto, seu tempo médio de vida tem sido muito menor que isso.

Três fatores na civilização moderna são especialmente responsáveis pelo desgaste do corpo físico: o uso dos produtos químicos, a alimentação e os hábitos inadequados, densos demais para o atual desenvolvimento da consciência, e as tensões que sofremos - tanto externas, quanto emocionais e mentais. Esses fatores são tão disseminados que é praticamente impossível não ser tocado por eles.

Se todos estão diante desses fatores que abalam o organismo, como então obter e proporcionar às pessoas saúde e equilíbrio?

Treinamento para a cura

Vivemos simultaneamente em vários níveis de consciência. As desarmonias são próprias do nível físico, do emocional e do mental. Além desses três bem conhecidos, há os chamados supramentais, que não são afetados por nada de negativo e onde temos a maior parte do ser.

Tendo como referência os níveis em que a humanidade em geral está polarizada, consideram-se níveis superiores ou supra-humanos os que se encontram além do mental pensante. Abarcam o mundo intuitivo, o espiritual e outros ainda mais elevados.

Esses planos de consciência superiores guardam em si as energias e o propósito da evolução do homem. Neles temos a possibilidade de reconhecer a tarefa que nos cabe, de desenvolver a sabedoria que nos leva a colaborar com o bem geral.

Com a energia dos níveis supramentais, uma situação desarmoniosa que se tenha estabelecido no nível físico, no emocional ou no mental pode ser transformada.

Portanto, para termos condições de ajudar a quem se encontra em dificuldade, precisamos aprender a focalizar a consciência nos níveis isentos de desarmonias. Se, por exemplo, ficamos excessivamente dedicados ao corpo físico ou presos a algum problema emocional ou pensamento negativo, necessitamos mudar tal situação. Para isso, basta transmitir ao nosso eu externo a idéia de que ele não é apenas um envoltório da consciência, mas um templo vivo, que contém a essência imaterial do ser. Essa perspectiva pode elevá-lo, enobrecê-lo e, conseqüentemente, transformá-lo.

As condições físicas, emocionais e mentais se equilibram quando a atenção que damos ao eu externo é apenas a necessária para organizar nossa vida material e para usar de maneira evolutiva a energia dos sentimentos e a dos pensamentos. Quanto mais estáveis em níveis superiores ficarmos, mais damos oportunidade para fatos inusitados e evolutivos sucederem nos níveis concretos. Assim polarizados nas esferas harmoniosas do nosso ser, tornamo-nos aptos a ajudar ao próximo e a nós mesmos.

Ouvir o outro

Se alguém nos procura para tratar de seus problemas, só o ajudamos verdadeiramente quando nos conectamos com níveis superiores àqueles em que os ditos problemas se localizam. Se, em vez disso, ficamos no mesmo plano desses problemas, nenhuma ajuda real podemos prestar. O encontro pode servir para um desabafo, mas não resolve de fato a situação da pessoa, que precisa é de mudar de plano de consciência. Sem essa espécie de reorientação e, portanto, de cura, a pessoa pode parecer momentaneamente mais tranqüila após o contato conosco, mas novos problemas não tardarão a surgir em sua vida.

Ouvindo o outro com atenção e simultaneamente concentrando-nos nos níveis supramentais, é realizado um trabalho profundo e oculto: as energias positivas do inconsciente da pessoa são mobilizadas e começam a atuar. Durante o encontro, nada parece estar acontecendo, mas depois ela se dá conta de uma mudança em seu interior mesmo sem saber a que atribuí-la (daí a importância de se ficar simplesmente na presença de um mestre, sem fazer nada).

Tenhamos presente que não seria bom querer conduzir o que acontece no interior de quem nos pede ajuda. Não precisaríamos sequer conjecturar sobre o que fazer, nem alimentar a idéia de auxiliá-lo a todo custo. A ajuda real e durável é possível quando damos inteira atenção à pessoa, porém mantendo-nos focalizados em um nível superior. Não se trata de correspondermos ao que ela espera, ou de buscarmos contentá-la emocionalmente, mas de mantermos a consciência em um nível elevado durante o contato com ela, contato que tanto pode ser externo quanto subjetivo.

Se nos mantivermos nessa atitude, a pessoa inexplicavelmente vai-se liberando do que a faz sofrer. É que seu apelo chega até nós, mas não é retido pela nossa atenção excessiva, julgamento ou crítica; não nos envolvemos com o que está sendo dito e não reagimos. Assim, não criamos novos conflitos, e a energia positiva que liberamos retorna à pessoa.

Em outras palavras, quando alguém nos pede ajuda, abre em sua consciência um espaço. Se a energia positiva do nosso ser preenche esse espaço, a negatividade expelida, se tentar retornar, encontra-o ocupado.

A liberdade da alma

Não somos nós que curamos alguém, mas é o próprio doente que se auto-cura. É ele que emite o apelo e é ele que recebe a estimulação para transformar-se. Se não fizesse esses dois movimentos, nenhuma ajuda poderia ocorrer.

Além disso, quando mantemos a consciência num nível elevado, a pessoa a ser ajudada acompanha-nos nessa ascensão se tem afinidade conosco; recebe, assim, a energia curativa dos planos superiores.

O elo dessa pessoa conosco pode ser um sentimento de amor mais ou menos puro, mais ou menos egoísta. O tipo de sentimento, todavia, não é o mais importante. Ele é só o recurso de que o outro dispõe para nos seguir nessa escalada. Se esse sentimento faz com que esteja disposto a elevar-se conosco, basta que estejamos imparciais.

Deixemos sua alma livre para fazer seu próprio trabalho interno, pois ela tem a visão do destino. Quanto aos resultados da nossa ajuda, não nos compete analisar: não nos cabe avaliar o que ocorre no interior de uma alma. Também, atenção excessiva ao conflito da pessoa pode fazer com que ela volte a cair e, então, seu problema reaparecerá com mais vigor.

A ânsia em ajudar, em querer que alguém se transforme, está no mesmo nível emocional e mental dos problemas que ele apresenta e, portanto, não lhe é útil. Devemos aprender a nos colocar no ponto mais elevado que pudermos, e deixar sua alma livre.

A energia da cura

A cura vem de níveis de consciência que estão além de todo o mal. Nada do plano físico, do plano emocional ou do mental tem verdadeiro poder de cura.

A energia da cura não é nenhum remédio e tampouco nada de mágico. Mas quando das esferas supramentais desce ao mundo material, harmoniza tudo o que encontra.

Para dar um exemplo diríamos que, se alguém escorrega e de imediato se conecta com os níveis supramentais, pode evitar o tombo. Aquele rapidíssimo instante de conexão é capaz de mudar a situação que havia sido armada para produzir a queda.

O mesmo ocorre com outras situações de dificuldade ou perigo, tais como assaltos, exposições a vírus, acidentes em geral, mal-estares e fatos de ordem moral: conectando-nos com a realidade de um nível em que nada disso está acontecendo, a vibração daquele nível flui, instala-se em nós e o perigo se afasta porque não encontra afinidade com a nova condição criada.

Ao nos conscientizarmos desses processos simples de cura, algo muda em nossa vida. E, se nos abrirmos para essa mudança, encontraremos neste mesmo mundo em que estamos, tão caótico, muita harmonia.

Quando alguém dirige a atenção para além dos seus limites formais e se dá conta da própria essência, passa a viver em estado de cura e vem a compreender que ela nada mais é que o ajuste da matéria à realidade interna, a um padrão mais alto de perfeição.

A cura nasce do silêncio naquele que, tendo-se esvaziado, se volta para o Alto e se deixa preencher pelo que lá encontra.

Fonte: Síntese de palestra de Trigueirinho
 
 ॐ ♥♥♥ ॐMaria Elisete Shalom...

O Corpo Físico na Cura



O corpo, morada do Espírito


O corpo físico é uma parte do nosso ser que chegou a elevado grau de perfeição. Tem uma consciência evoluída, conforme demonstra seu funcionamento complexo e preciso. Se o considerarmos a morada do Espírito, como de fato é, passa a ser tratado por nós com a dignidade que lhe devemos. Transmitir essa convicção ao corpo é o principal trabalho de cura que devemos proporcionar-lhe.

Podemos levar a toda célula a informação de que é depositária da essência de um eu espiritual perfeito e íntegro; e, se mantivermos essa afrimação bem presente em nossa consciência, o corpo terá saúde, ainda que dentro dos limites apresentados pela lei do carma material.

Para fazer esse trabalho, não são necessários artifícios complicados; basta termos a firme convicção de que o corpo hospeda o nosso ser interior e, como seu tabernáculo, tem a categoria de um templo.

Se não reputarmos o corpo algo sagrado, qualquer recurso que buscarmos para sua cura - exercícios, alimentação, repouso ou tratamentos - poderá ser paliativo. Quando o levamos, porém, a adquirir a consciência de que é instrumento do ser interior, ele mesmo nos indica com clareza o que precisa. Podemos então despreocupar-nos de seu funcionamento e apenas ficar atentos aos nossos hábitos, pois o corpo sabe manter-se em equilíbrio se não for por nós desarmonizado (porém, somos especialistas nisso...).

A vida sem desgastes

Há quem tente controlar o peso ou mudar o funcionamento do corpo. Mas isso é dispensável, pois ele sabe o que tem a manifestar, segundo suas capacidades. Qualquer imposição, seja concreta, seja mental, pode desregular suas funções e desvirtuar a finalidade para a qual foi criado.

Após ter assimilado nossa mensagem de que é a morada da alma, o corpo prescinde de interferências. Mas teremos sempre uma tarefa para com ele: não desgastá-lo inutilmente com hábitos, vícios ou imposições. Para isso precisamos ter discernimento no que fazemos. Quando nos movemos, por exemplo, usamos a vontade, dado que o corpo não faria isso automaticamente. Se esse movimento não for coerente com o que devemos viver, se não contribuir para melhorar as coisas que dizem respeito a nós e aos demais, não precisaria ter sido feito. Movimentos supérfluos são mero desgaste para o corpo físico. Se, entretanto, nossos gestos não são gratuitos, geram uma energia que o corpo vai usufruir.

A fadiga e a desvitalização ocorrem quando desenvolvemos atividades sem o intuito de contribuir para a evolução geral. Desde que essa meta espiritual esteja presente, percebemos melhor as reais necessidades do corpo e não experimentamos desânimo nem falta de forças.

A reposição de energia

Canalizar a atenção, concentrar a mente, o sentimento e a ação física na meta evolutiva é o que mais repõe as energias despendidas pelo corpo, e não, conforme se acredita, o lazer vazio de conteúdo. Como a maioria das pessoas não está consciente disso, sofre desgastes contínuos que culminam em doenças e, com o tempo, em decrepitude.

A vida comum cria obstáculos para que as pessoas se restaurem. Um deles é o uso que normalmente se faz tanto do corpo físico, quanto do corpo emocional e do corpo mental. Se usamos o físico apenas em seu próprio nível de atividades concretas sem colocá-lo a serviço de algo maior, com o tempo ficaremos cansados, doentes e desvitalizados. O mesmo ocorre com o corpo emocional. Se o empregamos para expressar afetos desorganizados e desejos sem controle, logo estaremos em crise, instáveis e inseguros. Também a mente, se utilizada sem propósitos amplos, acaba por desgastar-se. Passa a tomar como suas as idéias que lhe foram impostas e não chega a reagir segundo as leis internas da vida espiritual.

Outro obstáculo ao fluir de energias nos corpos humanos é a matança de animais. Enquanto a humanidade for capaz de provocar o sofrimento e a morte prematura de seres de outros reinos da natureza, estará sujeita a doenças. O massacre de animais gera carma negativo, que é compensado por meio de enfermidades nos corpos humanos.

Para pessoas mais evoluídas, a carne deixou de ser fonte de alimentação adequada. O seu uso introduz no organismo substâncias e vibrações características de um reino que ainda não tem controlados aspectos instintivos que no ser humano já deveriam estar transcendidos.

Quem se alimenta de carne faz-se conivente com a matança de animais e agrega ao seu próprio corpo substâncias que geram, por exemplo, agressividade. Torna, portanto, mais difícil o restauro feito por energias de cura, uma vez que se mantém vinculado a uma das causas principais das doenças.

As fontes de sustentação do corpo

Ao nos conectarmos com os níveis espirituais, vamos prescindindo do lazer comum. Ele se torna desnecessário à reposição de energia ao corpo. Cessa a busca de divertimentos e de distrações, e a vida passa a ser dedicada ao serviçõ impessoal e universal. Se nossa ação altruísta visa ao bem geral, começamos a obter sustentação de outras fontes de energia, invisíveis e mais potentes. Com base nessas premissas, está escrito na Bíblia que "não só de pão vive o homem".

A maioria das pessoas se utiliza das sensações e do contentamento da personalidade para restaurar as forças. Essa fonte de sustentação é das mais externas, e quem se vale unicamente dela depende muito dos outros e vive em função de coisas materiais, portanto incertas.

Mas há quem não seja tão dependente dessa fonte e viva do contato com as forças do universo. Embora essas forças também sejam externas, abrangem planos mais sutis que os materiais. As pessoas que se encontram nessas condições não estão interessadas só em coisas físicas. Já descobriram a meta espiritual e dedicam-se a ela. Têm menos necessidade de sensação, de agitação, de alimento físico, e aos poucos deixam de depender de pessoas e de coisas para estarem bem. À medida que se definem pela meta evolutiva, começam a libertar-se de fontes de energia densas.

E há, ainda, pessoas no caminho espiritual que começam a usufruir uma terceira fonte, situada no nível profundo do próprio ser. Ao descobrirem esse manancial abundante, as comportas da vida plena se abrem para elas, e não lhes falta energia. A cura começa então a fluir nessas pessoas, e por meio delas chega às demais.

Nos dias de hoje, quem se dedica ao desenvolvimento interior e assume também externamente um ritmo de vida condizente está, na realidade, dispondo-se a participar de uma transformação em que seu corpo será o cadinho de uma química excelsa e sagrada. Energias suprafísicas darão novas qualidades às partículas que o compõem, sutilizando a matéria.

Os segredos das células são então conhecidos para que se possa colaborar com elas, para que se possam oferecer ao corpo condições de despertar sua luz. Todavia, não seria viável curar a porção da matéria que compõe o corpo sem dar à matéria universal um tributo, e isso é feito quando o ser se doa por inteiro ao bem dos demais.

Aos que despertam está sendo entregue a tarefa de transmutar os elementos materiais do seu corpo em elementos-luz, de transformar a própria carne na expressão pura do Verbo imaterial que a criou.

Não é preciso esperar o advento da Nova Terra para dela participar. É possível auxiliar na sua manifestação cultivando desde já a receptividade e a adesão às novas leis e padrões de conduta que lhe são próprios.

Na realidade, a Nova Terra é um estado de consciência amadurecido e tão-somente aguarda o momento de aflorar em cada ser preparado pela entrega aos desígnios superiores, pela decisão de caminhar em direção à meta evolutiva e servir conforme o propósito universal.

Para os que aderem ao novo estado de consciência, a mudança será um passo natural, que darão sem resistências, vacilações ou oposições.

Essa nova vida, que tem também seu lado físico, penetra-lhes silenciosamente a consciência.

Fonte:
Síntese de palestra de Trigueirinho

ॐ ♥♥♥ ॐ
Maria Elisete Shalom...

MÃE DIVINA





Minha mãe minha rainha
Foi ela que me entregou
Para mim ser jardineiro
No jardim de belas flores
No jardim de belas flores
Tem tudo que procurar
Tem primor e tem beleza
Tem tudo que Deus me dá
Todo mundo recebe
As flores que vêm de lá
Mas ninguém presta atenção
Ninguém sabe aproveitar
Para zelar este jardim
Precisa muita atenção
Que as flores são muito fina(s)
E não podem cair no chão
O jardim de belas flores
Precisa sempre aguar
Com as prece(s) e os carinhos
Ao nosso pai universal

- Mestre Irineu-






OM - BHUR BHUVA SWAH
TAT SAVITUR VARENAYAM
BHARGO DEVASYA DHIMAHI
DHIYO YO NAH PRACHODAYAT

Em um mundo melhor,
a lei natural é a do amor.
Em uma pessoa melhor,
sua natureza também é amorosa.
O amor é o princípio
que cria e sustenta as relações humanas,
O amor espiritual leva ao silêncio,
e esse silêncio tem o poder de unir,
orientar e liberar as pessoas.
E mais, quando o seu amor é aliado à fé,
cria uma forte estrutura para a iniciativa e a ação.
Lembre-se: o amor é um catalisador para mudanças,
desenvolvimento e conquistas.

Por Brahma Kumaris






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