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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Trate seus filhos como gostaria de ser tratado e você não irá errar


Por Valéria Amado
Trate os seus filhos como você gostaria de ser tratado. Apague seus medos, dê nome a essas emoções que eles não sabem expressar, dê a eles o seu tempo de presente, realize seus sonhos e faça com que eles sintam que são as pessoas mais valiosas do mundo.
É curioso como atualmente muitas mães e muitos pais veem a criança com um pouco de medo. Eles leem manuais de educação, procuram estar instruídos nas mais recentes teorias e buscam resposta para cada problema na internet ou com os amigos (que também são pais ou não), conhecidos como verdadeiros gurus em questões parentais. Estes pais se esquecem de ouvir algo muito mais valioso do que tudo isso: seu instinto natural.
O instinto de uma mãe ou a capacidade natural de um pai na hora de intuir as necessidades dos seus próprios filhos é, sem dúvida, a melhor estratégia para educá-los. Os filhos chegam ao mundo com uma bondade inata, por isso merecem ser tratados com respeito para salvaguardar esta nobreza do coração, atendendo com naturalidade e sem medo cada acontecimento que o dia a dia nos traz.

Os filhos devem ser tratados com afeto e sem medos

Existem mães e pais que têm medo de fracassar em seus papéis como progenitores. Eles pensam que pode ser uma tragédia não poder dar a eles a melhor festa de aniversário, não encontrar vagas para eles na melhor escola da cidade ou não poder comprar para eles a mesma roupa de marca que seus amiguinhos usam no colégio. Eles aspiram, de algum modo, oferecer aos seus filhos aquilo que eles próprios não tiveram.
É claro que cada um é livre para escolher como educar um filho, mas muitas vezes esquecemos como são as crianças e tudo o que acontece no seu interior. Nos obstinamos em pensar em tudo o que devemos oferecer a eles sem descobrir primeiro do que eles realmente precisam: nós mesmos.
  • Uma criança não é um adulto em miniatura, é uma pessoa que precisa entender o mundo através de você e com a sua ajuda.
  • Uma criança age sempre por necessidades e não por manipulação ou malícia como os adultos. Temos que ser intuitivos diante dessas demandas.
  • Uma criança deve, acima de tudo, ser tratada com afeto. Nossos filhos não precisam de roupas de marca ou jogos eletrônicos para brincarem sozinhos. Eles precisam do seu tempo, do seu exemplo, dos seus abraços de boa noite e da sua mão para segurar ao atravessar a rua.

A criação autorregulada: compreender e acompanhar

A criação autorregulada é nutrida diretamente com as teorias do apego formuladas pelo psiquiatra Wilhelm Reich. Atualmente elas voltaram a ser comentadas porque exaltam uma série de conceitos-chave mediante os quais é possível se conectar muito melhor com a infância, com seus tempos, com suas necessidades.
O interessante desta abordagem é que entende-se a autorregulação como sinônimo de vida, da necessidade de fazer contato pela primeira vez com a nossa própria complexidade pessoal para entender que a criança também tem suas próprias necessidades, seus próprios conflitos gerados, por vezes, por uma sociedade que não compreende a infância e nem a criança.

Mãe-e-filha

Chaves para uma criação autorregulada

A criação autorregulada nos diz que uma criança que foi tratada com respeito na sua infância e que também viu como seus pais respeitavam todos aqueles que os rodeavam será um adulto respeitoso.
Mas como podemos alcançar essa conquista? Como a criação autorregulada nos ensina a criar adultos felizes para o mundo?
  • Uma criança deve se sentir compreendida e acompanhada em todos os momentos. Se a frustração aparece, ela deixa de se sentir adaptada, integrada.
  • É preciso educar com um apego saudável baseado no amor e na proximidade. Desta forma, pouco a pouco essa criança se sentirá segura para dar seus próprios passos para alcançar a independência.
  • A voz de uma criança deve ser escutada em todos os momentos, porque elas também devem ser levados em conta quando riem e quando choram, quando exigem ou quando sugerem.
  • A criação autorregulada também nos fala do tempo, de não iniciar o aprendizado intelectual até a criança fazer 7 anos, para proporcionar uma infância de descobrimentos através de brincadeiras.
A interação com os ambientes em que a criança está inserida através dos cinco sentidos e das relações com seus iguais mediante a alegria também nos oferece um modo interessante de favorecer seu desenvolvimento psicossocial. No entanto, e seja qual for a abordagem que escolhermos para criar nossos filhos, não devemos nos esquecer de algo tão simples como tratá-los com essa fórmula mágica certeira e infalível: o amor.
TEXTO ORIGINAL DE A MENTE É MARAVILHOSA

http://www.asomadetodosafetos.com/2016/10/trate-seus-filhos-como-gostaria-de-ser-tratado-e-voce-nao-ira-errar.html

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Criança das estrelas



Criança das estrelas choca mãe ao falar línguas estranhas: ”Algo importante vai acontecer nos próximos cinco anos neste planeta”


26 DE OUTUBRO DE 2016 CRISTAIS, ESPIRITUAL, NOVA ERA, PREPARE SE, REFLITA
Eu recebi o seguinte e-mail sobre uma criança de nove anos de idade, do Norte da Europa que fala sobre sua capacidade de “curar” e fala através de línguas estranhas.

Ela também dá sua perspectiva sobre Deus e sua missão: “Pobre de nós, crianças pobres que vêm para ser voluntários; temos um momento tão difícil pela frente, uma luta real. Estou aqui para ajudar a minha família ‘acordar, “todo mundo está dormindo.”
A mãe de Cathy diz: “Minha filha de nove anos de idade fala línguas das estrelas. Eu vivo no norte da Europa e tenho quatro filhos. No momento da minha primeira gravidez, uma ‘voz’ me disse que meus filhos não eram meus. Eles só viriam através de mim. Estas crianças não pertencem a ninguém. Foi apenas recentemente que eu me tornei ciente de que havia coisas como extraterrestres. Cathy tem habilidades de cura e ditou algumas palavras de cura em uma linguagem ET para purificar a água. Ela diz que as línguas das estrelas são de um lugar fora do universo.
Cathy recebe mensagens em línguas ET e entende o que eles estão dizendo para ela. Ela diz que eles são importantes.

Dr. Ohlson (Ph.D.) é um cientista sueco que está estudando o caso atualmente tem algo a nos dizer:
“Como cientista, as formações em espiral que eu tenho trabalhado com em minha pesquisa de água, como a energia de carga de volta na água, ajuda a cura recarrega e fortalece o campo energético, a aura. Cura funciona em um nível celular, se você acredita ou não.

Masaru Emoto, o ex-cientista japonês, demonstrou em numerosos testes científicos, a natureza cristalina da água e como ela pode ser programada, purificada e transformada por frequências através de certos tipos de música, oração e intenção humana.

Deus: Uma Perspectiva Diferente

A mãe de Cathy continua:
“Cathy não usa a palavra Deus como ela diz que é mal utilizada. Ela o chama de ‘ser’ que reside na ‘luz do dia. ” É um ‘Extra-terrestre‘ “.
“Deus não é um homem ou uma mulher. Ele não tem gênero. Este Ser semeou a semente de Luz e Amor, e é onde a luz e os anjos vivem.O conhecimento:
Cathy falou através de um intérprete no Skype:
“O que eles ensinam nas escolas é impreciso.
As crianças são programadas, os professores apenas empurram as chaves. As crianças já contêm a aprendizagem que precisamos, mas eles não permitem que as crianças desenvolvam e terminem porque nós temos que parar e fazer outra coisa.
A informação dada na escola são rígidas. Os programas escolares são como um vírus, que destrói o que temos dentro de nós e nós somos como o computador e quando crescemos nós perdermos o acesso a informações que tínhamos no início.
Mas a educação é apenas uma das maneiras que isso acontece. Nosso núcleo interno pode ser destruído por muito estresse, em função de várias tarefas, menos sono e mais ansiedade. Estamos deliberadamente destruídos. “

O Potencial da Humanidade
“Tudo é possível.”
“As pessoas precisam saber o que podemos fazer qualquer coisa que desejamos. Quando as crianças brincam usando a sua imaginação, não é só imaginação.
“O que eles estão imaginando pode ser uma realidade. O que neste momento que chamamos de imaginação pode ser realidade. Precisamos acreditar, então teremos essa capacidade. Quando redescobrirmos o que podemos fazer, podemos alcançar o nosso potencial. “
A humanidade tem que acreditar em si mesmo:
“É difícil, porque antes de tudo, nós não acreditamos que, em seguida, se acreditamos, mas ainda tem dúvidas, isso nos impede de alcançar esse potencial. Temos que estar em um ponto dentro de nós mesmos para entrar em contato com a nossa verdade real, a fim de alcançar este objectivo.
“Há um certo tempo, vamos alcançá-lo, e se uma pessoa faz, ele vai se espalhar para outras pessoas, e este é o caminho que vai começar. Mas em que momento eu não posso dizer. ”
Cathy compartilha porque as crianças das estrelas vieram a este planeta neste momento:
“As crianças vieram para nos mostrar o caminho. Elas são os únicos para iniciar o processo, ajudando o resto da humanidade para despertar “.
Os seres em contato com ela, como Emenoke, não vivem em outro planeta. Eles estão localizados no ‘limite do universo’ na Luz Branca.
 “O ‘orbe luz” é enviado para nos proteger. “Meu irmão mais novo tem uma esfera azul que o protege “.
Maria: “Você disse que ele também será um professor ˗ de que maneira?”

Cathy: “Ele vai ser meu professor, como eu vou ser, e ele vai ser educada em casa para que ele irá reter o conhecimento verdadeiro.”
M: “Como muitas crianças estrelas estão lá?”
C: “Quarenta ou cinquenta por cento de pessoas de uma centena, mas muitos se perdem e apenas vinte por cento vão se lembrar quem eles são.”
“Temos de acordar”!
M: “Como podemos acordar?”
C: “Temos de aumentar a nossa energia e nós não temos a energia necessária porque ela é roubada de nós. “
M: “Como podemos proteger a nossa energia?”
C: “No momento, só temos (0,5%) da nossa energia. Precisamos ter (1,5%).
Como podemos começar a aumentar a nossa energia? Cathy diz:
Não fique com raiva sobre coisas pequenas.
Não falam em telefones móveis por um longo tempo.
Não coma açúcar branco.
Não assista TV.
Não utilize microondas.
Não use internet sem fio.
 “Algo importante vai acontecer nos próximos cinco anos neste planeta. Os pais têm que nos ouvir. Precisamos educar os pais. “
Cathy me disse que seu propósito aqui na Terra é fazer com que sua família acordasse e para proteger seu irmão mais novo, porque ele é importante para a humanidade.
Cathy então diz:
“Maria tem orelhas grandes. Ela ouve. A maioria dos adultos não. “

FONTE | dica do leitor Eduardo N Ribeiro

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O Começo da Vida (Dublado)

Um dos maiores avanços da neurociência é a descoberta de que os bebês são muito mais do que uma carga genética. Convidamos todos a refletir: estamos cuidando bem dos primeiros anos de vida? Se mudamos o início da história, mudamos a história toda.
https://youtu.be/1zFLgMJMH9c

http://www.downloadlivre.net/o-comeco-da-vida-nacional

Namastê

terça-feira, 26 de abril de 2016

A música e a cultura do brincar


Quando a televisão entrou na sala de casa, a música foi embora. Deixou a roda que era formada pelas crianças no quintal, nunca mais foi tomar banho de chuveiro, saiu da cozinha à beira do fogão. Para a educadora Lydia Hortélio, pesquisadora da cultura da infância, a tecnologia da telinha apagou o brilho da música que existia nas famílias. Se hoje existe uma obrigatoriedade da iniciação musical nas escolas, ela não vê com bons olhos. A professora Lydia é a convidada especial do “IX Encontro de Educação Musical da Unicamp”, que nesta edição discute o tema “Educação musical e tradições populares no Brasil”.
Realizado até de 18 a 20 de abril em salas do Instituto de Artes (IA), auditório da Adunicamp, Centro de Convenções e Faculdade de Educação (FE) o evento foi organizado por docentes e discentes do curso de licenciatura em Música da Unicamp e trouxe além da professora, outros convidados como Alberto Tsuyoshi Ikeda, professor aposentado da Unesp, em São Paulo, e Lucilene Silva, coordenadora do Centro de Formação de Educadores Brincantes da OCA- Escola Cultural. Os convidados participam de workshops, oficinas, mesas-redondas, comunicações orais e apresentações artísticas. A abertura, por exemplo, foi com o coral de mulheres Açucena.
Para os alunos, vale muito. “É a oportunidade para os alunos entrarem em contato com diversas pessoas que atuam na rede de ensino ou músicos profissionais, pesquisadores da área de música enfim, é uma troca de informação muito rica”, afirmou a aluna Patrícia Patrícia Kawaguchi César que é da organização.
De acordo com a coordenadora geral do encontro, Adriana Mendes, a escolha do tema do encontro surgiu a partir do contato de alunos do curso que começaram a atuar em escolas com a arte do maracatu. “Imagine jovens de um contexto urbano como é Campinas, aprendendo o maracatu e envolvidos de corpo e alma no tema. Nós achamos isso muito interessante e digno de um debate, pois há toda uma discussão por detrás dessa vivência com o preconceito contra as africanidades”.
Outro ponto que motivou a escolha do tema das tradições populares, acrescenta a coordenadora, é a constante transformação por que passa a cultura popular e o acesso especialmente à música da infância, as brincadeiras e cantigas das crianças. “Nós percebemos que muitos alunos chegam à universidade sem terem brincado, sem terem tido acesso aos jogos e brinquedos da infância, sem saber cantar uma canção. Como serão professores sem isso?”, questiona Adriana.
Esta tem sido a preocupação da professora Lydia Hortélio, que conversou mais detalhadamente com o Portal Unicamp, antes de começar suas oficinas. Baiana que passou a infância no município de Serrinha, a musicóloga e educadora, com 83 anos, muito respeitada na área, ainda se dedica à pesquisa da cultura do brincar e a música da infância. Ela foi a idealizadora da organização não governamental “A Casa das Cinco Pedrinhas” dedicada à pesquisa e documentação da cultura da criança. Falando um vocabulário regional, ela explicou porque acredita que a televisão foi tão nociva e, ao mesmo tempo, como pode ser otimista em relação ao futuro.
Portal Unicamp – A senhora acredita que está havendo um retorno, ou mais interesse em relação aos temas da cultura popular?
Lydia Hortélio – A cultura do brincar está voltando. Quando eu comecei, em 1979, eu não tinha companheiros e hoje tem muita gente. A situação é clamorosa, é uma lástima, nas escolas não tem cultura da criança. Não tem Brasil, décadas de televisão desmontaram este país. Eu conheci outro Brasil em que a gente se reunia pra cantar, havia cantor de banheiro.
PU – As pessoas não cantam mais?
Lydia Hortélio – Não. Os adultos não cantam e as mães não sabem sequer uma cantiga de ninar.
PU – Os alunos que chegam à universidade e serão professores também não tiveram essa experiência na infância...
Lydia Hortélio – A situação é essa mesma, por outro lado tenho muita esperança, é o ponto da virada. Esse encontro aqui, por exemplo, é um sinal significativo, muita gente interessada, mesmo porque isso está no corpo da gente se você chama, vem a vontade de cantar de dançar, de dar a mão para a roda. É muito natural entre nós. Eu faço pesquisa na zona rural, no sertão da Bahia. Recentemente fui ver um grupo de meninos do grupo de extensão da Filarmônica de Serrinha, tocando flauta doce. Eu tinha feito uma pesquisa naquele lugar mesmo, onde havia três bandas de pífano. Vi os meninos com a flauta doce e fiquei um pouco chocada. Acabaram aquelas festas. Antes era assim: tinha a festa e tinha as rezas no terreiro de casa. As mulheres cantavam, as mães levavam um bebê no braço e dois dependurados na barra da saia e todo mundo cantava. Havia uma educação musical espontânea, os meninos cresciam naquele tecido musical da comunidade.
PU – Hoje você vem para a escola e é preciso uma lei que obrigue a educação musical e ainda assim ela não existe.
Lydia Hortélio – Não existe porque as professoras não sabem cantar uma cantiga. São meninas que nasceram depois da televisão, as professorinhas de hoje. Se você encontra uma pessoa mais velha ou se encontrar professoras leigas, aqui é mais difícil, mas lá no nordeste tem muito, elas sabem muito e fazem a alfabetização cantando e ainda escrevendo as cantigas que sabem cantar. É uma exceção. Mas ainda assim vejo com muita alegria esse encontro aqui e esse entusiasmo dessa moçada para aprender a música da infância. O repertório é vastíssimo. No lugar de onde eu venho eu comecei a levantar a música da infância, há 40 anos. Já levantei mais de 600 brinquedos com música lá no meu município. Eu dividi o século 20 em quatro partes e de 25 em 25 anos fui buscar informantes. Você não avalia a riqueza. Eu não tenho notícia se existe outro município no Brasil que tenha feito isso. Seria uma maravilha. Imagine que, com a diversidade étnica, num lugar o acento é mais indígena, em outro lugar é mais africano, em Santa Catarina, no Sul, é mais ibérico. A riqueza de música que tá aí calada... Esperando que a gente tire o verso.
PU – A senhora sugere que a criança tem isso naturalmente, de querer cantar e entrar na roda, mas precisa ter alguém que facilite o processo. Esse é o papel do professor?
Lydia Hortélio – A gente deixou que a televisão tomasse o lugar da gente. Hoje tem os aparelhinhos (eletrônicos) com toda música que não corresponde às estruturas da infância, música de adulto. E não é a melhor música de adulto que chega.
PU – Qual é o risco para o futuro das crianças? 
Lydia Hortélio – Eu não sei dar receita para ninguém, mas eu sou apaixonada por música. Eu preciso de música pra viver, eu canto muito naturalmente mais do que eu falo. É mais fácil eu cantar. Então quando a mãe, o pai ou a tia estão perto do menino, o que a gente passa é esse gosto pelo cantar e ele canta também. Como professor de música, querendo ensinar, a criança toma distância, não quer. O que ela quer é alegria, e se a gente chega com a alegria da música a gente conquista o menino. Eu acho que cada um, no lugar em que está, pode fazer alguma coisa. O que eu não acredito é numa educação musical na escola, quando vem um professor uma vez na semana. É muito pouco, o menino não ouve música, não canta e de oito em oito dias vem um professor que, durante uma hora “de relógio” quer ensinar. É o professor de classe, ele é que tem que cantar. Porque que não se pode cantar numa aula de matemática, me diga por que não? Só a escola diz não, e a escola não está com nada. A alegria é necessária no Brasil. É preciso ter infância. Essa é a direção, eu acho.

http://www.unicamp.br/unicamp/ju/653/musica-e-cultura-do-brincar

sábado, 16 de abril de 2016

Daniel Goleman: "Temos de ensinar nossas crianças a ter empatia pelos outros e pelo mundo"



O psicólogo e pesquisador de Harvard fala sobre a importância de crianças desenvolverem o foco em suas próprias emoções e do efeito de suas ações nas outras pessoas e no mundo

O psicólogo Daniel Goleman (Foto: divulgação)



Estudos mostram que nossa mente divaga cerca de 50% do tempo. De acordo com a neurociência, os circuitos cerebrais para  desenvolvemos a autocontrole e a empatia são desenvolvidos ao longo da infância e da adolescência. Por essa razão, o psicólogoDaniel Goleman, autor de Inteligência Emocional e pesquisador de Harvard, e o professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Peter Senge, se uniram para escrever Foco Triplo: uma nova abordagem para a educação (editora Objetiva). Nele, defendem que a escola e a sociedade devem ajudar as crianças e os jovens a desenvolverem o foco em diferentes esferas para que elas estejam aptas a viver bem no mundo moderno e a tomar decisões que ajudem a preservar esse mundo. Daniel Goleman conversou comÉPOCA sobre o novo livro.
ÉPOCA - O senhor tem um trabalho consolidado no mundo do trabalho e de carreira. Por que o senhor decidiu escrever agora sobre educação para crianças e adolescentes?
Daniel Goleman - Alguém com menos de 18 anos provavelmente nunca conheceu um mundo sem internet. Crianças de até 10 anos nunca viveram num mundo sem aparelhos portáteis por perto. Essas crianças e jovens crescem um mundo diferente, que continuará a mudar à medida que a tecnologia evolui. Escrevemos esse livro - eu e o Peter Senge - pensando em falar das habilidades que temos de ensinar para essa nova geração para ajudá-la a viver bem nesse mundo.
ÉPOCA - O que são os três tipos de foco?
Goleman - 
São o foco em si mesmo, o foco nos outros e o foco no mundo.
ÉPOCA - O senhor pode explicá-los?
Goleman -
 O foco interno trata de prestar atenção a si mesmo, em seu mundo interior para nos conectarmos com nossas aspirações e propositivos. O segundo tipo de foco trata-se da importância de sintonizarmos com outras pessoas, de termos empatia e sermos capazes de compreender a realidade alheia e de nos relacionar com essas realidades sob a perspectiva do outro. Peter Senge fez um trabalho incrível explicando o foco externo. É ele que dará para a criança a habilidade de perceber os sistemas e como eles se relacionam entre si, seja dentro da família, da escola, de uma empresa e do mundo como um todo. É muito mais do que levá-los a perceber o modo simplista "A causa B", mas levá-los gradativamente a perceber que muitas vezes não há uma resposta certa ou errada.
ÉPOCA - De que forma a educação pode ajudar crianças e jovens a ter foco?
Goleman -
 Há uma variedade ampla de conceitos, ferramentas e estratégias pedagógicas para desenvolver e aperfeiçoar essas habilidades nas crianças. O problema é que na maioria das escolas que visitamos as crianças não tinham acesso a esse tipo de ensino.
ÉPOCA - O senhor pode dar exemplos de como ensinar ou treinar o foco nas crianças?
Goleman - 
Há exercícios muito simples que se mostraram altamente eficazes nessa tarefa. Um deles, adotado há anos numa escola primária de New Haven, consiste em organizar as crianças numa roda de conversa no início da aula e dar espaço para cada criança dizer como se sente naquele dia. Essa simples atitude faz com que os alunos criem o hábito de autoconsciência. Nomear as emoções com precisão ajuda as crianças a ter mais clareza acerca do que ocorre em seu íntimo. Esse é um fator essencial tanto para se tomar decisões lúcidas como para administrar as decisões ao longo da vida.
Um outro exercício que se mostrou muito eficaz foi o “amiguinhos da respiração”. Nele, cada criança de segundo ano (entre 7 e 8 anos de idade)  leva um bichinho de estimação para a classe, deita-se no chão e coloca o boneco em cima da barriga. A tarefa é respirar e observar o bichinho enquanto conta de 1 a 4. Depois, expira e observa o animal enquanto volta a contar de 1 a 4. É um exercício simples de foco que mobiliza a atenção das crianças daquela faixa etária de maneira eficiente. Ficou comprovado que o número de conflitos e a bagunça aumentou no dias em que a seção de respiração não ocorria. Esses são dois exemplos que mostram que não é preciso dinheiro extra, tecnologia nem um conhecimento extraordinário para educar nesse sentido.
ÉPOCA -É possível ensinar as crianças a ter empatia?
Goleman -
 Sim, a escola pode ensinar a criança a  cultivar carinho e compaixão. Não se trata apenas de fazer o exercício mental de se colocar no lugar do outro. Diz respeito a de fato estar pronto para ajudar. Há experimentos que mostram que expor as crianças e jovens a conteúdos que enfatizem a importância disso já surtem efeitos. Num estudo feito em Princeton, estudantes de teologia receberam a missão de dar um sermão, pelo qual seriam avaliados. Metade deles se preparou para dar o sermão do Bom Samaritano, que conta a história de um homem que parava para a ajudar um estrangeiro na beira da estrada. Depois de um tempo de preparação, cada um dos estudantes se dirigia a um prédio diferente para dar o sermão. No caminho, passavam por um homem curvado e gemendo. Os pesquisadores queriam saber se o estudante pararia para ajudar, mesmo estando sob a pressão do tempo (tinham de chegar no horário) e da avaliação iminente.
Entre aqueles que estudaram o Bom Samaritano, o número de estudantes que se ofereceu a ajudar o homem foi 50% maior do que entre os que receberam sermões aleatórios.
ÉPOCA - O senhor fala da importância de ensinar empatia às crianças na era do Dilema do Antropoceno. Pode explicar?
Goleman - 
O “Dilema do Antropoceno” é a forma como os antropólogos falam da nossa era, em que um espécie - no caso, nós mesmos - são hoje parte de como todo o sistema da Terra funciona. O dilema é o seguinte: nossos cérebros foram desenhados para sobreviver em eras geológicas mais antigas, não na nova realidade do Antropoceno. O alarme do nosso cérebro nos desperta quando reconhece ameaças imediatas. Ocorre que as mudanças atuais de nosso planeta são críticas, mas são microscópicas demais para nossos sistemas perceptivos. Como não percebemos imediatamente as consequências negativas de nossos hábitos diários em maior escala, é fácil ignorá-las ou simplesmente fingir que não ocorrem. Para tomar decisões melhores, e é urgente que as novas gerações o façam, precisamos aprender a pensar sobre esses sistemas. Isso tem relação direta com nossa capacidade de desenvolver a empatia e o foco no mundo.
http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2016/03/daniel-goleman-temos-de-ensinar-nossas-criancas-ter-empatia-pelos-outros-e-pelo-mundo.html

domingo, 3 de abril de 2016

7 FILMES INFANTIS QUE ABORDAM CONSCIÊNCIA E CONSERVAÇÃO AMBIENTAL

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Acho que essa lista é essencial para crianças, mas diz muito sobre adultos. Diz muito sobre o mundo em que vivemos e nossa intensiva campanha em destruí-lo. Narra com histórias lúdicas o obvio: sem natureza, como sobreviver? E temos em doses divertidas e sensíveis a ilustração de quão contraditório e cego pode ser o ser humano, destruindo vida em busca de uma “vida melhor”.
Então antes de adentrar em qualquer assunto, como sempre, aconselho que você reserve uma tarde, faça algo gostoso para comer e sente com seu filho para ver algum destes títulos. Mais importante que apresentar lições e conteúdo de qualidade para crianças, dar o exemplo tem sido o melhor dos métodos.
Não basta apenas falar “Preservar o meio ambiente é importante, queridx, por favor, veja esse filme”, é necessário inserir o hábito da conservação e restauração do meio ambiente em nossa rotina. Como garantir um futuro melhor para nossos filhos? Mostrando na prática que a mudança é possível. Sim, podemos transformar nossas práticas em algo positivo.
Temos aqui lindas imagens, com animais, árvores, aventuras e a maior lição de todas: precisamos valorizar a vida, e não só a nossa.
E muito me espanta que num país que possuí a maior área da Floresta Amazônica, tribos intocadas e uma diversidade de fauna e flora de colocar continentes no chão, se produza tão pouco conteúdo infantil abordando tais temas. Alô indústria! Vamos falar de coisa boa, vamos falar de meio ambiente!
Então segue mais uma lista da nossa coluna semanal #conteúdodequalidade. Boa diversão 
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1. O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida
Acho que vi esse filme no mínimo umas 100 vezes no último 1 ano. Helena é completamente doida por esse filme e houve épocas que ela via o filme ad infinitum e nós vivíamos cantando a música. Era Let It Growwwww 24 por dia – sim, é muito parecido com a do Frozen e chiclete com o mesmo potencial.
Mas para nós é o melhor filme infantil para discutir destruição, conservação e restauro do meio ambiente, e ainda tem pitadas geniais de como a indústria se beneficia e distorce nosso senso do que é correto. O filme é baseado no livro do Dr. Seuss, que foi um cartonista e desenhista americano responsável por personagens como O Gato de Cartola, Grinch e Lorax. Procurem livros dele, é fantástico!
No filme temos Ted, um menino com ótimas intenções: conseguir um beijo da garota que gosta, mas ela é uma ativista [yey!] e completamente apaixonada pela história das Trúfulas, árvores que foram extintas antes dos jovens personagens nascerem. Então acompanhamos a busca de Ted pela última Trúfula e o retorno ao passado de Thneedville, a cidade feita de plástico onde as árvores são mantidas com pilhas.
Retornamos na história do filho rejeitado que busca a aprovação da mãe. Um dia ele resolve partir em busca de um futuro melhor – leia-se: impressionar a família – e descobre uma linda floresta de Trúfulas; no primeiro momento ele fica maravilhado, mas já vai logo tirando o machado e cortando uma das lindas árvores para fazer um “lindo” e super prático tecido. Nessa chega Lorax, o Guardião da Floresta, que entra de forma triunfal para colocar nosso Umavez-ildo no lugar. Só que a ambição humana é implacável e isso fica muito evidente durante o filme, que tem músicas fantásticas, uma animação linda e um dos melhores roteiros que já vi.
O estúdio que criou O Lorax para os cinemas, Illumination Entertainment, é o mesmo do Meu Malvado Favorito, então corre e vai lá ver.
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2. Nausicaä do Vale do Vento
Esse filme é uma das obras primas de Hayao Miyazaki, diretor e roteirista japonês responsável pelo Studio Ghibli, lugar onde nascem os filmes mais lindos do mundo. Se você nunca ouviu falar em nenhum desses dois nomes, corra procurar sobre e veja todos os filmes com seus filhos.
Dias de Fogo é um evento conhecido por ter destruído o ecossistema da Terra e a civilização humana. Os que restaram do grande evento de esforçam em conseguir sobreviver, já que o clima e as condições são áridas e a população teve que recorrer a tecnologia para se manter, isolados em pequenos impérios.
Nausicaä é uma princesa de um pequeno império no Vale do Vento, que além de tentar conter as investidas de outros reinos, também estuda uma floresta chamada Mar da Corrupção, cheia de plantas, fungos e insetos gigantes, onde o ar é tóxico e tem devastado todo o planeta com seus danos. Ao contrário do restante da população, Nausicaä se sente fascinada pela floresta e acredita que ela possuí belezas, mesmo depois dos danos terem causado a morte de quase toda a sua família.
É uma história linda sobre o quão nocivo podem ser os danos causados pelos seres humanos na natureza, mas que nem tudo está perdido. E foi a primeira produção do Hayao Miyazaki, já que enquanto a Disney lançava sua Branca de Neve, os japoneses do outro lado do mundo mostravam que meninas podiam ser cientistas e voar!
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3. WALL-E
Eu choro com esse filme, eis a realidade. É a animação que vi mais vezes sem ser coagida pela minha filha.
É uma animação da Pixar [amamos eles] e foi dirigido pelo mesmo diretor de Procurando Nemo, que também aconselhamos ver.
A história se passa num futuro distante onde a Terra está destruída e soterrada em lixo. Tudo isso aconteceu por nosso cultura consumista, que engoliu, processou e vomitou até que o planeta estivesse sem recursos naturais e com tranqueiras empilhadas sobre tudo; e claro que isso aconteceu com a ajuda de uma megacorporação, a Buy-n-Large , que também foi a responsável pela retirada da população humana da Terra até ela se “restabelecer”. Nossa sociedade começou a viver em naves no espaço, sedentários, se alimentando de porcarias, até que se viram impossibilitados de caminhar. É chocante ver em uma animação nossa sociedade espelhada de forma tão honesta. Realmente chega a causar angústia, pois parece [ou será] que esse é o nosso futuro.
Nós começamos a acompanhar a rotina de WALL-E, um robô coletor de lixo que vive na Terra, sozinho, sendo fofo. Até que um dia chega a EVA, outro robô, mas nesse caso ela foi enviada para buscar vida na Terra… e calha que WALL-E tem surpresas. E assim começa a aventura, com nosso robô fofo correndo atrás da super high tech.
É minha produção preferida da Pixar, não só por colocar todas as métaforas de forma genial, mas porque eles conseguiram criar um personagem que não fala nada além do próprio nome e “EVA” e mesmo assim é expressivo e carismático. WALL-E é o aluno nerd do fim da classe que você quer abraçar – e de quebra ele ajuda a salvar a humanidade.
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4. Minúsculos [Minuscule – La vallée des fourmis perdues]
Essa linda e bem escrita produção francesa não fala diretamente sobre o impacto humano no meio ambiente, mas conta a história de uma guerra entre formigas com riqueza bélica, tática e de humor quando uma cesta de piquenique é abandonada.
Um casal saí correndo quando a mulher entra em trabalho de parto e deixa toda a comida do piquenique no local, gerando a trama dessa animação que dura poucos minutos, não tem nenhum diálogo, mas deixa nosso coração cheio de ensinamentos de trabalho em equipe, generosidade e como decisões humanas podem impactar na vida de outros seres, mesmo sendo “apenas” formigas.
Nossa Joaninha-macho que toma partido na guerra é acolhida de forma muito divertida pelo grupo e se vê engolida por forças mais potentes que seus curtos braços. É um daqueles filmes para se assistir junto com a família e além de se deliciar com uma arte realmente bem produzida, ver uma versão dos filmes com formigas muito bem feita e didática quando discutida.
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5. O Mundo dos Pequeninos
Esse filme é do diretor Hiromasa Yonebayashi, que fez uma linda adaptação do livro The Borrowers, da escritora Mary Norton, que publicou a história dessas pequenas pessoas em 1952.
O filme conta a história de Arrietty e sua família, pequenos seres que parecem pessoas normais, mas com 10cm de altura, e que vivem no assoalho de uma casa em Tóquio.  Com a chegada de Sho, um garoto doente, uma amizade um tanto inusitada nasce entre eles. Durante toda a história a sensação é que os Barrows são seres da natureza, talvez uma releitura das “fadas”, mas que se viram forçados a habitar pequenos lugares a medida que a civilização domesticava animais e se espalhavam em locais intocados. Mas infelizmente eles não estão seguros nem dentro da própria casa, já que quando um dos adultos descobrem que a casa pode estar sendo habitado pelos “pequenos intrusos” começa uma guerra em busca de extinguir Arrietty e sua família.
É um filme muito lindo, com uma histórica tocante e com uma narrativa que foge da fórmula americana. Deixa ainda mais a sensação de que os intrusos são os seres humanos, já que forçam todos os seres a se habituarem com seus gostos e sonhos, e nunca o contrário, aceitando a ordem natural da natureza.
ONCE UPON A FOREST, Cornelius, Russell, Abigail, Edgar, Michelle, 1993, TM and Copyright (c)20th Century Fox Film Corp. All rights reserved.
6. Era uma Vez na Floresta
Esse filme foi a minha infância, mas apesar de sempre ver Ferngully em vários lugares como filme que discute conservação do meio ambiente, esta obra incrível dirigida por Charles Grosvenor nunca está em lado algum.
Abgail, Edgar e Russel vivem felizes numa floresta, tal como um rato, uma toupeira e um ouriço devem viver. Eles são amigos e seguem sua rotina como sempre, até que um dia um homem chega na floresta espalhando gases tóxicos e adoece Michelle, amigas deles. Então começa a busca do três amigos, junto com o Tio Cornelius, de uma forma de salvar Michelle e a floresta.
É um daqueles filmes antigos, de 93, que contam fábulas de uma forma simples e divertida. Até hoje não entendo porque se fala tão pouco nesse filme, mas recomendo para todo mundo.
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 7. Princesa Mononoke
Mais um do Hayao Miyazaki! E esse é meu filme preferido dele, porque temos um japão onde os seres humanos convivem com deuses da natureza e suas forças que trazem destruição para florescer a vida.
Somos apresentados ao Príncipe Ashitaka, que após matar o terrível deus-Javali se vê amaldiçoado pelo mesmo. Angustiado, ele foge da mesma aldeia que lutou tanto para defender e nesse longo caminho acaba por conhecer San, a Princesa Mononoke.
Numa aldeia está sendo travada uma luta e do lado dos deuses-animais está San, que foi adotada e criada por uma tribo de deuses-lobos. Seu ódio pelos seres humanos que estão destruindo a natureza é enorme e ela com o tempo foi se esquecendo do seu lado humano, até o seu encontro com Ashitaka.
E nisso a história se desenvolve, entre uma guerra entre a civilização que quer se estabelecer e a natureza, e seus protetores, que lutam incansavelmente contra a destruição.
Colocamos aqui os filmes que acreditamos que não são abordados com frequência, mas recomendamos também:
Irmão Urso, Vida de Inseto, Reino Escondido, Tainá – Uma Aventura da Amazônia, Mogli – O Menino Lobo, Procurando Nemo, Rio [1 e 2] e A Fuga das Galinhas.
Via Não pule da janela – naopuledajanela.com.br


http://vivagreen.com.br/blog/7-filmes-infantis-que-abordam-consciencia-e-conservacao-ambiental/

terça-feira, 29 de março de 2016

10 dicas para montar a primeira biblioteca do seu bebê




“Quando meu pai lia para mim, eu me encostava sobre ele e me tornava parte de seu peito e de seus braços. Eu acredito que as crianças que são abraçadas e sentam no colo de seus familiares – sendo deliciosamente acariciadas – sempre associarão a leitura com os corpos dos seus pais, com o cheiro deles. E isso os tornará leitores para sempre. Porque esse perfume e essa ligação duram a vida inteira.”
Maurice Sendak , autor do clássico “Onde vivem os monstros”(Cosac Naify)
Assim que recebem a notícia de que um bebê está chegando, os pais logo começam a preparar o ninho: desde a participação em cursos sobre parto e cuidados com o recém-nascido, até mesmo a compra do enxoval e de outros itens básicos para garantir o bem-estar dos pequenos.
Nesse cenário de espera, os livros ocupam um lugar privilegiado, pois além de apresentar a beleza da palavra e das imagens, o momento de leitura pode contribuir para a construção de vínculos, aproximando – desde cedo – pais e crianças em torno da literatura.
No entanto, é importante lembrar que ler para um bebê não significa tentar alfabetizá-lo, nem investir para que possa escrever mais rápido e melhor, nem mesmo trata-se de ensiná-lo a nomear as cores ou distinguir os nomes dos animais. Ler para os bebês pode ser uma grande oportunidade para criar experiências estéticas de desenvolvimento da sensibilidade, da criatividade, da inteligência e da imaginação não somente para os pequenos, mas para os adultos também.
Ainda assim, mesmo sabendo da importância de apresentar os livros desde cedo às crianças,  é comum que existam muitas dúvidas sobre esse tema, tais como: bebês devem ganhar apenas livros de pano e de banho? A partir de que idade podemos iniciar a leitura de obras com texto? Que títulos são os mais adequados para esse público? Pensando nisso, A Taba preparou uma lista de dicas para ajudar pais e educadores a montar a primeira biblioteca dos bebês.
Confira e clique sobre os links para conhecer os títulos indicados por nossa equipe:

1. Para os bebês, no início, o livro é apenas um brinquedo que deve ser explorado como outro qualquer. Quando entram em contato com esse objeto, é comum que queiram morde-lo, sacudi-lo e observá-lo de diferentes maneiras. Por isso, em um primeiro momento, os livros de pano, de banho e cartonados podem ser uma ótima porta de entrada para a formação desses leitores. Mas, não é preciso investir muito neles. Um ou dois volumes com esse formato são suficientes.
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2. Evite títulos com imagens estereotipadas e que simplesmente associam um desenho ao nome de determinado objeto. Lembre-se que os livros podem ser um excelente campo para que os pequenos possam experimentar a arte. Para isso, adquira obras que contenham imagens que possam ampliar o repertório estético dos pequenos, com ilustrações criadas a partir de diferentes projetos gráficos e literários, os chamado livros-álbum.Vicente Muñoz Puelles3. Tornar-se pai ou mãe pode ser uma excelente oportunidade para voltar à infância, relembrando as cantigas, canções e parlendas que fazem parte das suas memórias. Livros com esse tipo de texto permitem que os adultos e crianças possam resgatar a cultura oral brasileira, criando momentos de cumplicidade entre as gerações.
Margaret Tarrant4.Quando aprendem um novo comportamento ou realizam algo que lhes proporciona prazer, os bebês adoram fazê-lo muitas vezes. Por isso, livros com histórias cuja estrutura apresenta elementos de repetição costumam agradar os pequenos. Além disso, como possuem frases e trechos que aparecem muitas vezes, esses textos são facilmente memorizados, tornando as crianças capazes de ler, mesmo sem saber ler convencionalmente.
Noemí Villamuza5.Pesquisam revelam que desde a vida intrauterina os bebês são capazes de escutar e reconhecer a voz dos pais. Essa atenção à entonação, ao ritmo e à sonoridade das palavras se mantém, especialmente na primeira infância, quando começam a falar e se aproximar da palavra escrita. Talvez isso explique porque as crianças muito pequenas apreciam tanto as histórias rimadas.
08124bd142630c4f4cc7c05c7b21f1706. Contos de acumulação, ou seja, histórias que possuem uma estrutura que se repete, na qual novos elementos vão sendo incluídos a cada página, são uma ótima pedida para os pequenos. Isso porque esse tipo de narrativa permite que as crianças – pouco a pouco – memorizem os trechos lidos, participando ativamente do momento da leitura.
charlotte gastaut7.Toda boa biblioteca precisa ter livros de poemas. Bebês adoram metáforas e estão muito atentos aos jogos de linguagem, ao ritmo e a sonoridade presentes na comunicação humana.
Rommel Joson8. Outro gênero que não pode faltar são os contos de fadas. Por sua alta qualidade artística e sua permanência através dos tempos, esses textos aproximam as crianças da cultura universal por meio de uma linguagem rica e elaborada que não poupa a inteligência dos leitores.
Anuska Allepuz9. Lembre-se: muito mais do que a quantidade de livros, aposte na qualidade e na disponibilidade do acervo. Para formar um leitor, é preciso dar acesso a um repertório de qualidade. Se você tem dificuldade em escolher bons títulos, os Clubes de Assinatura (como o da Taba), que possuem um serviço sério de curadoria, podem ser uma ótima pedida.
09 assinatura_taba_setembro1510. Por último, de nada adianta uma linda bebeteca cheia de livros, se junto com ela não houver um adulto disponível para estar ao lado, acompanhando, emprestando sua voz e seu colo, repletos de afeto e fazendo do momento da leitura algo que possa ficar guardado na memória e no coração dos pequenos.
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A Taba acredita que quando nasce um bebê, pode também nascer uma comunidade de leitores!
*Consulte-nos para conhecer as condições especiais e adquirir uma biblioteca básica para seu bebê ou para sua instituição. Escreva para contato@ataba.com.br