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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

MATERNIDADE, CONSCIENCIA E ESPIRITUALIDADE

Maternidade, consciência e espiritualidade
“Cuidar das coisas implica ter intimidade, senti-las dentro, acolhê-las, respeitá-las, dar-lhes sossego e repouso. Cuidar é entrar em sintonia com, ausculta-lhes o ritmo e afinar-se com ele”

Leonardo Boff, Saber Cuidar, Pg 96

Mãe. Esta palavra foi por muitos a primeira palavra dita. Segundo o Dicionário Aurélio significa: “mulher ou qualquer fêmea que deu a luz um ou mais filhos. Fonte, origem.”

Mãe é fonte, é origem. Mãe está no início. Com a Mãe estabelecemos nossa primeira relação. Ainda no ato da fecundação, desde o início, o feto, a pessoa, se banha no mundo anímico da mãe.

Desde o início, mesmo quando muitas ainda não sabem que carregam outra pessoa no ventre, não existe limite entre o que é mãe e o que é feto. Tudo o que é de um chega ao outro, sempre. A gravidez se desenvolve e a mãe passa a ter consciência da existência de outro indivíduo, nomeia e “separa”, mas para o outro o sentimento de unidade continua. A primeira grande separação acontece no parto, mas a verdadeira separação entre mãe e filho é um processo que se desenrola ao longo de toda a vida e só acaba com a morte de um. Mas, talvez, nem mesmo lá.

O filho da barriga, “sangue do nosso sangue”, foi formado a partir das células da mãe e do pai, embalado ao ritmo da mãe e alimentado pelos sentimentos da mãe... Isso cria uma impressão de mundo. Desde já, o bebê, a pessoa, interage e é formado física e psiquicamente. Desde já vive sua história. Desde já vive e vive com.

Segundo Gary Yontef em Processo, Diálogo e Awereness: awereness, que eu vou traduzir aqui como consciência, é acompanhada de aceitação. Esta aceitação é o processo de conhecimento do próprio controle, é a escolha e a responsabilidade pelo próprio sentimento e comportamento. Diz ainda que sem isso a pessoa pode estar vigilante, mas não a ponto de discriminar o poder que tem e o que não tem. Uma awereness, ou consciência, funcionalmente completa equivale à responsabilidade. Ser responsável é ter a capacidade de ser “resposta-hábil”, ter a habilidade nas respostas com relação ao meio. A maternidade/paternidade traz a responsabilidade de educar uma criança e educar é como olhar no espelho. Tudo o que você é, de bom e de mau, de útil e descartável, aparece nele, na criança. A consciência a partir do momento em que estamos com uma criança pode nos levar a percepção de que esta é uma oportunidade maravilhosa de se conhecer melhor e de se transformar. Um convite para uma auto-educação baseada no amor e na confiança, baseada em um sentimento de unidade e na capacidade de se colocar no lugar do outro.

Mas o fato é que a maioria das crianças hoje é gerada por mulheres que vivem em um ambiente com alto nível de estresse, tanto físico como emocional, e depois são criadas por terceiros, pela escola, pela televisão, etc. Que qualidade de sentimento estas crianças absorvem? E quando imitam, quem são os modelos? As crianças imitam o caos do ambiente em que foram concebidas e em que vivem.

Os pais, quando enxergam este caos (crianças nervosas, mandonas, doentes, medrosas, medicadas, com dificuldade de aprendizagem) não se implicam. Não se vêem. Levam a criança para os melhores especialistas e delegam, mas uma vez, a responsabilidade e a consciência a terceiros estranhos.

Se pensarmos na população de baixa renda, o caos e a falta de consciência são ainda maiores.

Existe uma sutil, mas determinante diferença entre ser mãe/pai e ter um filho. Chegamos, mas uma vez, a tão famosa dicotomia ter e ser. Famosa, mas muito pouco sentida. Talvez a dimensão espiritual possa apontar para uma maneira especial de vivenciar o fato de trazer uma pessoa ao mundo.

Estou falando de um “estado de graça” – graça aqui como agradecimento. Nas épocas matriarcais a gravidez ocupava o ponto central da vida como garantia da continuidade da comunidade. Hoje ela é tratada como doença ou com negligência.

Quando um homem fecunda uma mulher - estou me limitando a seres humanos, mas podem generalizar - algo de mágico acontece, algo que não se explica. Não são somente células que de repente passam a se multiplicar organizadamente. É um ser vivo! Uma pessoa e sua história. Quero chamar atenção para o respeito e a veneração que devemos sentir ao lidarmos com este período da vida, onde absolutamente tudo é absorvido sem críticas, sem filtro. Uma mulher grávida não gera sozinha. Toda a comunidade está junto com ela e também gera esta criança. As mulheres grávidas precisam de tolerância, de compaixão, de carinho, precisam de espaços onde possam trocar experiências, onde possam ver e sentir o belo e o bom da vida. Mulheres grávidas precisam estar livres e bem acompanhadas.

A maternidade vivida ativamente transforma a mulher e o homem envolvidos com ela. Uma criança recém chegada traz consigo uma energia difícil de classificar e descrever. É uma energia tão forte e mágica que reagimos a ela. Nossa sociedade reage à mágica da chegada controlando, limpando, medicando, ensinando, negando. Mas quando temos a humildade de deixar que essa energia nos guie, podemos sentir uma pontinha da magnitude da vida e agradecer. O momento do parto e os primeiros momentos de vida de uma pessoa marcam o ápice deste processo. É o momento onde os limites físicos entre mãe e filho se instauram, mas é ao mesmo tempo o momento do encontro. O primeiro e mais belo dos encontros. Como diz o ditado popular: a primeira impressão é a que fica. Quando somos recebidos com tortura, seguimos torturando e sendo torturados pela vida a fora. Quando somos recebidos com amor e ternura não precisamos nos defender, nem resistir. Percebo que os bebês que nasceram naturalmente e tiveram seu momento de encontro com suas mães respeitado, são pessoas receptivas e ao mesmo tempo são donas de seus corpos. Colocam limites clara e amorosamente. São pessoas que não foram invadidas e agredidas logo que chegaram e por isso não temem o contato com o outro. É de pessoas assim que o mundo precisa.

Existe uma responsabilidade enorme implicada na escolha de ser mãe/pai hoje em dia. Vivemos um momento da história de humanidade onde não sabemos se daqui a vinte anos haverá água potável, não sabemos se a vida na terra ainda será possível. Portanto temos a responsabilidade de trazer uma pessoa para um mundo totalmente incerto.

Ao mesmo tempo, a geração que acaba de chegar terá como tarefa primordial limpar a sujeira que o século XX deixou. Então, precisamos assumir a responsabilidade de colocar na Terra pessoas diferentes, pessoas que já nasçam em e com um novo paradigma, onde o altruísmo, o sentimento de unidade, o holísmo e o pensamento sistêmico sejam naturais. E essa transformação começa em nós. Sabemos hoje que somos apenas uma parte de um enorme organismo vivo que se chama Terra. A Mãe-Terra está doente e nós somos os responsáveis por tudo, pelo fim e pelo recomeço. Pensando assim posso transformar este mundo.

Cada um de nós pode descobrir a sua maneira de contribuir para um mundo melhor, mais justo, menos violento, mais belo. Transformando hoje o máximo que minha responsabilidade alcança, tanto no micro (nossas relações familiares e cotidianas...) como no macro (através do trabalho, ou em busca por uma causa...) durmo em paz.

Ao convidar conscientemente uma alma nova para este mundo, ao recebê-la de maneira amorosa e respeitosa estamos contribuindo para uma humanidade fraterna como diz minha querida Eleanor Madruga Luzes.
(Texto escrito em 2005 para uma palestra no Instituto Gestalt em Figura no Rio de Janeiro)

Flor de Lótus - Lendas e beleza

 

 

Lendas egípcias da flor de lótus

A flor de Lótus é uma planta sagrada no Egito Antigo, onde é retratada no interior das pirâmides e nos antigos palácios do Egito. Segundo uma lenda, a flor está relacionada à criação do mundo e o umbigo do Deus Vishnu, onde teria nascido uma brilhante flor de lótus e desta teria surgido outra divindade, o Brahma, o criador do cosmo e dos homens. Outra lenda egípcia diz que o deus do sol Horus, nasceu também de uma flor de Lótus.

Lenda da flor de lótus no hinduísmo

Na Índia, uma pequena lenda conta a historia de sua criação: Um dia, reuniram-se para uma conversa, à beira de um lago tranquilo cercado por belas árvores e coloridas flores, quatro lendários irmãos. Eram eles o Fogo, a Terra, a Água e o Ar.
Como eram raras as oportunidades de estarem todos juntos, comentavam como haviam se tornado presos a seus ofícios, com pouco tempo livre para encontros familiares. Mas a Água lembrou aos irmãos que estavam cumprindo a lei divina, e este era um trabalho que deveria lhes trazer o maior dos prazeres.
Assim, aproveitaram o momento para confraternizar e contar, uns aos outros, o que haviam construído – e destruído – durante o tempo em que não se viam. Estavam todos muito contentes por servirem à criação e poderem dar sua contribuição à vida, trabalhando em belas e úteis formas.
Então se lembraram de como o homem estava sendo ingrato. Construído ele próprio pelo esforço destes irmãos, não dava o devido valor à vida. Os irmãos chegaram a pensar em castigar o homem severamente, deixando de ajudá-lo. Mas, por fim, preferiram pensar em coisas boas e alegres.
Antes de se despedir, decidiram deixar uma recordação ao planeta deste encontro. Queriam criar algo que trouxesse em sua essência a contribuição de cada um dos elementos, combinados com harmonia e beleza. Sentados à beira do lago, vendo suas próprias imagens refletidas, cada um deu sua sugestão e muitas ideias foram trocadas. Até que um deles sugeriu que usassem o próprio lago como origem.
Que tal um ser vivo que surgisse da água e se crescesse em direção ao céu? Uma vegetal, talvez? Decidiram-se, então, por uma planta que tivesse suas raízes rente à terra, crescesse pela água e chegasse à plenitude do ar. Ofereceram, cada um, o seu próprio dom. A Terra disse: “darei o melhor de mim para alimentar suas raízes”.
A Água foi a próxima: “Fornecerei a linfa que corre em meus seios, para trazer-lhe força para o crescimento de sua haste”. “E eu lhe cercarei com minhas melhores brisas, dando-lhe minha energia e atraindo sua flor”, disse o Ar. Então o Fogo, para finalizar o projeto, escolheu o que de melhor tinha a oferecer: “ofereço o meu calor, através do sol, trazendo-lhe a beleza das cores e o impulso do desabrochar”.
Juntos, puseram-se a trabalhar, detalhe a detalhe, na sua criação conjunta. Quando finalizaram sua obra, puderam se despedir em alegria, deixando sobre o lago a beleza da flor que se abria para o sol nascente. Assim, em vez de punir o ser humano, os quatro irmãos deixaram-lhe uma lembrança da pureza da criação e da perfeição que o homem pode um dia alcançar.
Assim que os quatro elementos se separaram, a Lótus reinou no lago com sua beleza imaculada. Essa é a lenda sobre a origem desta incrível flor – pura e bela, por mais difíceis que as condições sejam e mesmo nas mais difíceis e obscuras circunstâncias.


Read more: http://www.japaoemfoco.com/a-lenda-da-flor-de-lotus/#ixzz2M9eLsWxF

O SIGNIFICADO DA PALAVRA SARAVÁ


O SIGNIFICADO DA PALAVRA SARAVÁ

Nós, umbandistas, adotamos o mantra SARAVÁ, pois segundo seu estudografosonométrico (estudo da escrita e do som), encontramos o porquê dautilização desse magnífico cumprimento:

Em priscas eras, os primeiros sacerdotes do AUMBHANDHAN possuíam umapalavra sagrada de reconhecimento – YAÔAVA – entre os adeptos dareligião primeva, e que seria uma maneira de guardar ou velar a mantrasagrado – AUMBHANDHAN – que era profundamente secreto, pois só apronunciavam em certas épocas do ano, em cerimônias especiais.


Nota do autor: O vocábulo ternário UM – BAN – DA, em sua vibraçãointerna e real, significa a própria “LEI MAIOR DIVINA”, regendo oritmo do nonágeno: Fogo, Terra, Ar, Água, Mineral, Vegetal, AnimalEtérico humano e Magnético Telúrico, esse denominado de “Nove caminhosde evolução e vivenciação terrena”, e também do desenvolvimento da“Filosofia, Ciência, Religião e Arte, pela atividade da magia em todosos recantos do Universo”.


A palavra Umbanda é síntese vibratória e divina, como poderá ser constado a seguir. Ela é conhecida desde osVedas e demais escolas iniciáticas do passado, mas foi esquecida naletargia das línguas mortas. Ela deturpou-se na sua divinamusicalidade e perdeu sua intimidade espiritual elevada de um“mantran“ cósmico.

Etimologicamente o vocábulo Umbanda, provém doprefixo “AUM” e do sufixo “BANDHAN”, ambos do sânscrito, cuja raizencontra-se nos livros Upanishads e nos Vedas indianos, há algunsmilênios.


A palavra “AUM” é de alta significação espiritual. É opróprio símbolo sonoro significativo da Trindade do Universo,representando Espírito, Energia e Matéria; Pensamento Original, Amor eAção; ou ainda, Pai, Filho e Espírito Santo.

A palavra “BANDHÔsignifica movimento incessante, força emanada de Deus, incitando noindivíduo, o despertar angelical. Em conseqüência, o prefixo AUM e osufixo BANDHAN, constituíram a palavra AUM-BANDHAN, que pronunciadacomo um mantran, aproxima-se da sonorização OM-BANDAM, que na altaespiritualidade podemos traduzir como “O CONJUNTO DAS LEIS DE DEUS” -“A INCESSANTE EVOLUÇÃO DO ESPÍRITO”. Portanto, YAÔAVA, era a saudação utilizada em substituição da palavrasagrada AUMBHANDHAN.

YAÔ: simboliza o poder masculino atuante na Natureza.

AVA: simboliza o poder feminino na Natureza. Juntado-se YAÔ com AVA, teremos YAÔAVA como a manifestação de Deus na Natureza. Originariamente, YAÔAVA era EVOÉ, que se pronunciava EVAUÉ.

Essa palavra era composta de quatro letras sagradas, representativas doquaternário cósmico, assim pronunciadas: YOD – HÊ – VAU – HÉ.

Representa também, Deus manifestado em união eterna com a Natureza. YOD (YAÔ) – poder masculino. HÊ – VAU – HÉ (AVA) – poder feminino.

De tudo isso, devido as deturpações sofridas, chegamos ao SARAVÁ, quenão é somente ou simplesmente um “salve irmão”, mas sim o cumprimentoque significa o sentido altamente filosófico, metafísico e oculto dosfenômenos do Universo Manifestado por Deus, e é o véu que oculta osagrado mantra cósmico maior – AUMBHANDHAN.

De forma simples, podemos também dizer que SARAVÁ é um fixador da LuzAstral em movimento, como também um dissipador da Luz Astral emrepouso, pois ele pode fixar ou dissipar vibrações em nosso campoastral, físico e mental.

Assim temos um cumprimento que significa: “QUE OS PODERES DE DEUS PAIE DA MÃE TERRA ESTEJAM COM VOCÊ”. Desta forma, ao emitir este mantra ou saudação, não só estamossaudando as Entidades Espirituais como também estamos pedindo a elasque nos iluminem astral e fisicamente, e que nos limpem das energiasnegativas que estiverem acumuladas em nosso campo astral e espiritual.


Por isso, pela simplicidade e facilidade de entendimento, utilizamos àpalavra SARAVÁ na saudação a todas as entidades. Portanto: SA— (Força, Senhor) —RA— (Reinar, Movimento) —VÁ (Natureza, Energia). Saravá significa então força que movimenta a natureza. Esse termo é,portanto, um mantra que pode fixar ou dissipar determinadas vibrações,não sendo, portanto aconselhável pronunciá-lo sem a devidanecessidade.
Algumas introspecções sobre o SARAVÁ:

• Eleva a consciência, lembrando que todos os seres e toda aexistência são sagrados.
• Revela que a nossa divindade interior respeita a divindade dentro dos outros.
• Extrai o ego por um instante, inspira à reflexão nas realidades maisprofundas, aliviando a relação entre os povos. Seria difícil ofenderou gerar a sensação de animosidade em alguém quando oferecemos oSARAVÁ.
• O SARAVÁ é um gesto de amizade e da bondade, também dosagradecimentos ou do reconhecimento especial.
• O gesto verdadeiro de SARAVÁ é acompanhado de leve curvar da cabeçae dos ombros. Este é um gesto que diminui nosso sentido do ego,exigindo alguma humildade para oferecê-lo. O gesto tem um efeito sutilno sistema da aura.
• SARAVÁ é uma forma de proteger a pureza.
• SARAVÁ um gesto encantador, gracioso e belo.


Trecho extraído do livro: "O ABC do Servido Umbandista - autor: PaiJuruá

Mediunidade e Umbanda


Toda a pessoa que escuta esta frase: “Você tem que vestir branco, e precisa desenvolver a sua mediunidade”. Pronto! Aí vem o medo e ao mesmo tempo a ansiedade, imaginando-se vestido de branco e já incorporando “seus guias”, ele julga que após poucas semanas já estará apto a “trabalhar” dando “consulta”… Será que é só colocar o médium “novo” no meio da gira e girar? Ou será que ele precisa primeiro de atenção, carinho, ajuda e esclarecimento neste momento único e delicado de transição dos seus valores religiosos, e principalmente de doutrina, acrescido de tempo e humildade de ambos os lados, seja do dirigente para com o filho pequeno (que nasce para a espiritualidade) e precisa ser cuidado com amor. Ou por parte do filho que precisa de conhecimento e isto só é conseguido através do estudo, movido pela paciência, humildade e fé, pois só assim conseguirá de fato ser um filho de fé da Umbanda Sagrada. Como as giras de desenvolvimento fazem parte deste processo mediúnico comentarei sobre os recursos rituais: atabaques, cantos, defumações, danças, roupa branca, etc…
Defumações: descarregam o campo mediúnico e sutilizam suas vibrações, tornando-o receptivo às energias de ordem positiva. Ela é essencial para qualquer trabalho num terreiro, pois certas cargas se juntam (agregam) ao nosso corpo astral durante nossa vivência cotidiana, ou seja, pensamentos e ambientes de vibração pesada, rancores, preocupações, pensamentos negativos, etc, tudo isso produz (ou atrai) certas formas-pensamento que se aderem ao nosso campo eletromagnético, bloqueando transmissões energéticas. Pois bem, a defumação tem o poder de desagregar estas cargas, através dos elementos ar, fogo e vegetal que a compõe, pois interpenetra o campo astral, mental e a aura, tornando-os novamente “libertos” de tal peso para produzirem seu funcionamento normal. Palmas: Se cadenciadas e ritmadas, criam um amplo campo sonoro cujas vibrações agudas alcançam o centro da percepção localizada no mental dos médiuns. Com isso, os predispõem a vibrarem ordenadamente, facilitando o trabalho de reajustamento de seus padrões magnéticos.
Cantos: a Umbanda recorre aos cantos ritmados que atuam sobre alguns plexos, que reagem aumentando a velo­cidade de seus giros. Com isso, captam muito mais energias elétricas, que sutilizam rapidamente todo o campo mediúnico, facilitando a incorporação. Os pontos cantados são uma das primeiras coisas que afloram a quem vai a um terreiro de Umbanda pela primeira vez. Os pontos cantados são, dentro dos rituais, um dos aspectos mais importantes para se efetuar uma boa gira. São louvações e orações cantadas, para chegada dos Orixás e guias, também para descarga e limpeza fluídica, bem como para a subida dos Orixás e guias. Um verdadeiro ponto cantado nos atinge lá dentro do coração e da emoção, nos trazendo paz, fé, pela pureza e firmeza desses pontos maravilhosos.
Atabaque: As vibrações sonoras têm o poder de adormecer o emocional, estimulando a sensibilidade, modificando as irradiações energéticas, atuando sobre o padrão vibratório do médium, após esta mudança o mentor aproveita esta facilidade e adentra no campo eletromagnético, igualando-se ao padrão e fixando-o no mental de seu médium, direcionadamente. Em pouco tempo o médium, entra em sintonia magnética para a incorporação. Existem vários tipos de toques: • suaves e cadenciados (renovação afetiva e amorosa); • vibrantes (descarrega); • sons alegres (predispostos ao bom humor).
Danças: A Umbanda recorrem às “danças rituais” pois, durante seu transcorrer, os médiuns se desligam de tudo e se concentram intensamente numa ação onde o movimento cadenciado facilita seu envolvimento mediúnico. Nas “giras” (danças rituais), as vibrações médium-mentor se ligam de tal forma, que o espírito do médium fica adormecido, já que é paralisado momentaneamente. No princípio, o médium sente tonturas ou enjôos, mas estas reações cessam se a entrega for total e não houver tentativa de comandar os movimentos, já que seu mentor quem o comandará. Nada é por acaso. Se o ritual de Umbanda optou pelo uso de atabaques, cantos e danças ritual, há todo um comando pelos senhores do alto dando amparo e sustentação.
Roupa Branca: O branco é a cor de Oxalá, que é o regente da Fé, da religiosidade dos seres da pureza, da humildade, da benevolência, da paciência da fraternidade da união e da caridade… O simbolismo da veste branca é bem visível, além de permitir uma uniformidade na apresentação do corpo mediúnico. Mas, se alguém se veste de branco e assume o grau de médium, dele também se exige que purifique seu íntimo, reformule seus conceitos a respeito da religiosidade e porte-se de acordo com o que dele esperam os Orixás Sagrados, pois estes que o ampararão daí em diante. O fato é que a Umbanda como uma religião possui seus próprios rituais ,suas próprias característica, e suas práticas. Desenvolver a mediunidade não significa dar algo a quem não está habilitado para recebê-lo, mas sim, em habilitar alguém a assumir conscientemente o dom com o qual foi ungido. Saravá Umbanda!
MÔNICA BEREZUTCHI

Hino da Umbanda


Hino da Umbanda


Nascido em 05 de Agosto de 1907 em Monção, Portugal, José Manuel Alves já em sua terra natal era ligado a Música, tendo dos 12 aos 22 anos tocado clarineta na Banda Tangilense, em sua cidade natal. Com pouco mais de 20 anos, em 1929, vem para o Brasil, indo residir no interior do estado de São Paulo.

Cego de nascença, José Manuel Alves foi, no início da década de 60, em busca de sua cura. Foi procurar a ajuda do Caboclo das Sete Encruzilhadas, entidade do médium Zélio de Morais, fundadores da Umbanda. Embora não tenha conseguido sua cura porque, segundo consta, sua cegueira era de origem cármica, José Manuel Alves ficou apaixonado pela religião e, ainda em 1960, fez o Hino da Umbanda para mostrar que esta Luz Divina, que vem do Reino de Oxalá, não é para ser vista com os olhos físicos, que voltarão ao pó, mas sim com olhos do espírito, no encontro da mente com o coração …

O Hino foi apresentado ao Caboclo das Sete Encruzilhadas que gostou tanto do mesmo que resolveu apresentá-lo como Hino da Umbanda no 2º Congresso de Umbanda em 1961, sendo oficializado na 1ª Convenção do CONDU-Conselho Nacional Deliberativo de Umbanda em março de 1976.

Para a Umbanda, e para vários Terreiros compôs diversos pontos gravados por diversos intérpretes, como por exemplo, “Saravá Banda” gravado em 1961 por Otávio de Barros, “Prece a Mamãe Oxum” gravado em 1962 pela cantora Maria do Carmo. Além destes temos: “Pombinha branca” (com Reinaldo Santos), “Ponto de Abertura” (com Terezinha de Souza e Vera Dias), “Ponto dos Caboclos”, “Prata da Casa”, “Prece a Mamãe Oxum”, “Xangô Rolou a Pedra”, “Xangô, Rei da Pedreira”, “São Jorge Guerreiro”, “Saravá Oxóssi”, “Homenagem à Mãe Menininha” (c/ Ariovaldo Pires), Saudação aos Orixás, além do Hino da Umbanda.
http://filhosdegaia.wordpress.com/hino-da-umbanda/






Axé, Saravá meus irmão!!!
Maria Elisete Shalom...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Metafisica da Coluna .... Entenda o que a dor da coluna quer dizer.....









COLUNA VERTEBRAL:O QUE ELA DIZ EM SUAS DORES

Quase todos nós conhecemos as dores e os desconfortos da coluna vertebral.




O que poucos de nós sabemos são quais os aspectos emocionais se expressam ou se escondem nestes sintomas.




Afinal, quais são as prováveis relações emocionais que acometem a coluna vertebral?
A coluna vertebral relaciona-se com a estrutura da personalidade.




É por assim dizer o eixo central do ego, que é a parte da personalidade que faz contato com o mundo externo. P




roblemas de coluna indicam desequilíbrios ou dificuldades na formação da personalidade ou conflitos no relacionamento com as pessoas ou com o mundo que nos cerca.
A coluna trás em suas partes, determinados aspectos prováveis de relação mente e corpo relacionados a cada região.




A região cervical relaciona-se à flexibilidade e amplitude de perspectivas.




As duas primeiras vértebras relacionam-se mais com as dificuldades que temos na formação dos nossos conceitos e as duas últimas, a ressentimentos, e da mesma forma as primeiras torácicas.

Na altura da sétima cervical, em muitas pessoas ocorrem materializações relacionadas a ressentimentos, situações emocionais do passado mal resolvidas evidenciando saliências nesta área corpórea.




Pessoas inflexíveis e de padrão de comportamento rígido tendem a calcificações na região cervical.




A retificação da lordose anatômica cervical relaciona-se ao excesso de exigência sobre si mesmo e perfeccionismo.




A hiperlordose cervical relaciona-se ao medo, sobretudo sustos na infância, tristeza e dificuldade de acreditar na própria felicidade.




Algumas exceções acontecem em pessoas que querem ocultar o medo e “levantam o nariz”, como popularmente é referido para descrever a postura de arrogância.




A escoliose cervical muitas vezes relaciona-se a uma tristeza do passado que “murcha” a pessoa, “caindo” a cabeça para um dos lados.




As patologias da região cervical estão mais relacionadas à inflexibilidade e à tentativa de controlar tudo, ou de racionalizar tudo; no entanto, às vezes elas são conseqüentes a conflitos que relacionam-se a outras áreas, sobretudo da coluna dorsal.

A região dorsal ou torácica relaciona-se à postura diante da vida, especialmente diante do emocional.




Problemas na região dorsal indicam dificuldade de posicionamento, sobretudo diante das emoções.




As calcificações na dorsal estão relacionadas a tristezas profundas.




Os casos de hipercifose ( acentuação da cifose) evidenciam um esconder-se do mundo, um encolher-se diante dos fatos que não sabemos como administrar.




Já os casos de retificação (perda da curvatura anatômica) relacionam-se a um excesso de exigência sobre si mesmo.
A escoliose (curvatura lateral) da região dorsal em muitos casos relaciona-se ao “encurvar-se” diante de fatos que “não sei como”, ou “não posso mudar”, ou “sou forçado a aceitar”.




É muito comum acontecer na adolescência, porque o jovem não sabe como se portar.




Não é mais criança, nem adulto.




Para algumas coisas, os pais e a sociedade o tratam como adulto; para outras, como criança, e isso gera uma confusão muito difícil de esclarecer.




As pessoas “retas”, retificadas nesta região, sofrem muito com a necessidade de ostentar o que não são.

Já os hipercifóticos em geral são tristes e assumiram que a vida é triste mesmo, e nada se pode fazer para mudar.




As patologias da região dorsal, em geral, relacionam-se à tristeza, por a pessoa não viver as emoções de forma equilibrada, especialmente nos casos de hipercifose.




Os casos de retificação relacionam-se mais ao perfeccionismo.




Ocorrem em geral nas pessoas que foram muito cobradas e que acabaram se cobrando muito, especialmente a perfeição.
A região lombar está relacionada ao “ter” na vida.




Problemas na lombar relacionam-se em geral a perdas, ou medo de perdas, ou de não conquistar, tanto no aspecto material, quanto emocional.




A hiperlordose lombar, muitas vezes relaciona-se aos aspectos acima referidos, e em alguns casos relaciona-se à repressão sexual.




É uma tentativa de “esconder” o sexo, que acontece sobretudo nas mulheres.




A famosa “bundinha arrebitada” em muitos casos esconde uma repressão sexual e uma necessidade de ser dominada, ou ainda uma supervalorização da estética diante das emoções.

A retificação lombar também pode ocorrer pelos motivos citados acima, e pelo perfeccionismo.




Já a escoliose lombar pode relacionar-se à rejeição intra-uterina, por patologia congênita óssea, o que às vezes também acontece na sétima cervical.




Algumas pessoas que sofreram rejeição, especialmente de sexo, apresentam estas patologias congênitas nesta região.




As patologias da região lombar geralmente relacionam-se a medos, ou à situação de muita cobrança, interna e externa, relacionadas a questões com conotações emocionais.

A região sacral está relacionada à sexualidade.




Problemas na região sacral relacionam-se a conflitos relacionados a sexualidade, sobretudo traumas e repressão.




Nos casos de meninas que são esperadas meninos, é muito comum encontrarmos uma materialização sobre o sacro e dores na região.




Estas mulheres, em geral, apresentam dificuldade nos relacionamentos íntimos, dificuldade de engravidar, cólicas menstruais, suscetibilidades a problemas no aparelho reprodutor (útero, ovários, seios etc.) frigidez e tendência homossexual conflitiva.




(Condição sexual homossexual que só acontece porque a pessoa não se permite ter o que quer, no caso uma relação heterossexual).

Homens com esse tipo de conflito materializam menos sobre o sacro, mas também manifestam problemas com a sexualidade, tanto com os relacionamentos, como no que diz respeito à suscetibilidade a problemas no aparelho reprodutor, inclusive em muitos casos sendo estéreis e tendo tendência homossexual conflitiva.

É muito importante destacar que as dores do isquiático (ciático) também estão relacionadas aos problemas de coluna da região lombar e sacral.




Correspondem aos medos de seguir em frente, inseguranças diversas e dificuldade de adaptação as situações de vida, especialmente aquelas que requerem mudança de comportamento ou que transformam nossa rotina.
Não são apenas os problemas de coluna, mas todas as articulações relacionam-se à nossa capacidade de nos “articular” na vida, ou seja, capacidade de relacionamento político.




Problemas nas articulações relacionam-se à rigidez e à dificuldade de superar situações difíceis.




Incluem-se nesse contexto todas as “ites” que afetam as articulações e que estão relacionadas a situações desagradáveis a que a pessoa se submete mesmo não gostando, por não saber como resolver.

Quando nos referimos a “articular-se” na vida, estamos enfocando nossa capacidade de relacionarmo-nos equilibradamente sem machucar o outro nem nos deixarmos machucar, respeitando os limites de cada um, inclusive os próprios.




Viver é relacionar-se de forma equilibrada; do contrário, é muito difícil termos uma perspectiva feliz e saudável.




Portanto, a forma como nos relacionamos é fundamental para o nosso equilíbrio.




Essa maneira equilibrada de viver constrói-se a partir da espiritualidade e do amor, que sempre deve começar pelo amor por si mesmo.




O equilíbrio sempre parte do respeito mútuo entre as pessoas, o que em nossas relações é fundamental.




A capacidade de se “articular” é muito importante para o êxito ser alcançado, tanto no trabalho, quanto nas relações mais próximas, e consiste na flexibilidade e maleabilidade que precisamos ter para não desrespeitarmos os outros e nem a nós mesmos.

Para ser infeliz e desamado, ninguém nasce.




Se, nascemos dentro de uma perspectiva negativa, é porque temos a esperança de reversão.




A vida é incompatível com a tristeza e a falta de amor.








Portanto, “articular-se” é relacionar-se dentro da interdependência saudável que rege o universo com respeito pelo outro e por si mesmo, sem toda a rigidez que se relaciona à maioria dos problemas articulares.





Desculpem a repetição, mas no que se refere ao inconsciente, que assimila bem o que for repetido, esta repetição é produtiva: precisamos melhorar nossas relações, para que possamos mudar o mundo.


http://saintgermanchamavioleta.blogspot.com.br/2013/02/metafisica-da-coluna-entendo-o-que-dor.html


CUIDADOS HOLÍSTICOS DE SAÚDE

 
 
 
SAI RAM, ouvintes, temos o prazer de ter conosco o Dr. Ramanathan Iyer. Ele esteve conosco antes e muitos de vocês devem ter ouvido nossa conversa com ele sobre suas experiências como médico, especialmente servindo no hospital de Swami. Hoje, eu o chamei para discutir a relação corpo-mente, especialmente com referência à saúde, de modo que ele possa nos dizer o que devemos e o que não devemos fazer sobre nosso corpo e como devemos lidar com nossa mente para controlar e disciplinar o corpo. Dr. Iyer, acho que fiz uma introdução um pouco longa. Assim, deixe-me passar-lhe o microfone de modo que o senhor possa proceder à sua fala de abertura.
Muito obrigado, senhor. Para iniciar, eu ofereço meus mais reverentes Pranams aos Pés de Lótus de meu Bem-Amado Mestre, Bhagavan Sri Sathya Sai Baba. Sai Ram a todos os ouvintes da Radio Sai Global Harmony. Trata-se de um assunto que provoca muita reflexão.
Gostaria de dirigir minha atenção intuitivamente, se todos nós olharmos para trás, em algum ponto no tempo tínhamos aquele elemento de controle mental sobre o corpo. Infelizmente, o ambiente e as circunstâncias nos treinaram de tal modo que nos esquecemos convenientemente da influência da mente sobre o corpo.
O senhor diz que antigamente tínhamos controle da mente sobre o corpo. O senhor pode explicar isso melhor, porque não está muito claro para mim. Quando foi isso? Quando aconteceu? Como perdemos esse controle?
Os Vedas são nossas escrituras antigas; elas vêm expondo isso desde tempos imemoriais. Infelizmente, o modo como a ciência moderna assumiu achou que, dissecando cada órgão, ela chegará a uma descoberta. Eu mesmo sou um praticante da ciência moderna, não sou contra ela. O que eu digo é que eles poderiam ser bem-sucedidos, numa larga escala, em quase todos os sistemas de órgãos, exceto no cérebro. Até hoje, será que alguém neste mundo pode me dar uma definição abrangente do que é a mente? A seguir, o gênesis do pensamento: vocês podem escrever páginas e páginas, mas podem reduzir o pensamento a simplesmente uma série de eventos eletro-bioquímicos? Se fosse assim, poderíamos realmente modular o pensamento.
O senhor disse que os videntes védicos entendiam a profunda conexão entre a mente e o corpo, seu relacionamento, etc. Eu estou certo em assumir que um pouco desse conhecimento foi formalmente codificado no que nós chamamos de Ayurveda? Posso solicitar-lhe que nos dê uma introdução sobre Ayurveda, porque muitas pessoas podem não saber do que se trata?
O próprio nome Ayurveda nos diz do que se trata. Ayur, como você sabe, em Sânscrito significa vida ou longevidade. Assim, ela é o Veda da longevidade. Eles nunca falaram de Oushadhi Sastra (sistema médico) ou de Bhaishaja Vijnan (ciência da medicina). Um ramo dela foi um sistema de medicina que tinha uma abordagem bastante holística. O médico de Ayurveda era chamado de Vaidya. Quando uma pessoa entrava, a partir desse momento em diante começava o processo de diagnóstico. O modo como a pessoa vem e se senta e apresenta suas queixas, isso é analisado. E não termina com a moderna espécie de perguntas: “Qual é o seu problema?” “Senhor, eu sinto dor de barriga” “O que mais?” “Eu tive desinteria.” “Okay, deite-se.” Verifica a pulsação, a pressão sanguínea, a temperatura e receita antibióticos por três dias. E acaba aí. Em algum ponto na história da Ayurveda, eles tinham um excelente domínio do conhecimento sobre como interpretar a pulsação periférica.
O que o senhor quer dizer com pulsação periférica?
A pulsação radial, o que nós, gente moderna, usa para calcular somente o ritmo cardíaco.
É o que a gente sente perto do pulso?
Sim. A pulsação tomada no pulso. Eles tinham uma ciência já desenvolvida bastante avançada exclusivamente baseada na análise da pulsação.
E disso eles podiam tirar um bocado de conclusões.
Um bocado no sentido de que eles tinham conhecimento dos distúrbios dos assim chamados três humores no corpo. O que eles chamavam Vata-Pitta-Kapha (vento-cólera-calma). Se a gente observa pela terminologia da bioquímica atual, você vê o corpo inteiro como um todo. Um desses elementos predomina em cada um dos sistemas. E eles achavam que a maioria das doenças surgia de um desequilíbrio de um desses humores.
O moderno sistema de medicina, do modo como ele evoluiu atualmente, tem suas maravilhosas vantagens. Não estou negando isso de modo algum. O que eu digo é que ele é analítico demais; não é holístico.
Primeiro, nossos povos antigos podiam se ligar muito intimamente com a natureza. Segundo, eles sabiam como colocar todas as faculdades, os Indriyas (sentidos) em uso eficaz. Isto é o que o homem antigo fazia. Hoje, com nosso progresso adiantado, nós nos tornamos muito artificiais, nós não estamos conscientes dos tesouros que carregamos.
Bem, deixe-me esclarecer bem este ponto, a maioria dos meus confrades profissionais estão sob a impressão de que é a pílula que eles receitam que está fazendo milagres. A partir de minhas próprias inferências e observações intuitivas, esta não é a realidade. O que eu digo é se você dissolve uma pílula, toma os Bhasmas (cinzas de metais) da Ayurveda ou as pílulas da homeopatia cobertas de açúcar ou qualquer outro sistema de remédio que você tenha, qualquer sistema de remédio apenas facilita ao corpo sua recuperação. Se um paciente pega uma infecção, pode o médico alegar que ele deu o antibiótico correto e adequado, que é por isso que ele ficou curado? O que o médico não consegue compreender é que o antibiótico foi somente um auxílio para o sistema imunitário da própria pessoa.
É possível que vocês tenham visto, esses eram os tempos dos médicos de família. Eu vi meu próprio avô, que foi um dos médicos de gerações. Para qualquer queixa relacionada à saúde na família, a primeira pessoa a ser abordada era o médico da família. Esse era o relacionamento médico-paciente. Esse tipo de relacionamento era mais firme do que o laço familiar, porém isso parou de existir atualmente.
Eu devo entender que o elemento humano é mais importante do que os antibióticos, que apenas ajudam o sistema já construído por Deus dentro do corpo?
Sim. Se você me permite, vou citar um pequeno acontecimento que houve na varanda. Numa tarde de domingo, Bhagavan saiu, eu estou falando daqueles tempos – em torno de 1995-96. Ele costumava se divertir provocando os médicos. Ele juntou seis ou sete em torno de Si na varanda e começou. Eu testemunhei isso e estava sentado a poucos centímetros de Seus Pés de Lótus. De vez em quando, Ele me dava uma olhada e começou a falar sobre dieta. E Ele começou a dizer: “Hei, vocês médicos receitam proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais. Vejam, este corpo come apenas um Ragi Roti e toma um copo de água pura. Nenhum leite, nenhum chá, nenhum chocolate maltado, nem bebida de cereais, nada disso, e eu sou capaz de fazer mais trabalho físico que vocês. Vocês fazem menos da metade do que eu faço.” Foi assim que a coisa começou.
Assim, aconteceu que um paciente procurou um médico e aparentemente o paciente sofria de alguma forma de doença terminal. E o preocupado médico disse a verdade ao paciente e à família de modo direto. Eles, por sua vez, vieram chorando e é como Bhagavan entrou nisso. Bhagavan deu uma declaração que até hoje ressoa nos meus ouvidos cada vez que eu vejo alguém com uma doença terminal. Bhagavan disse: “Vocês são todos médicos altamente formados, próximos mesmo de Deus. Vocês sabem que este homem, em sua atual condição, não consegue viver por mais de duas horas. Apesar de saber disso, você deve dizer ao paciente que o examinou e que ele não precisa se preocupar porque você lhe deu um remédio e tudo ficará bem.
Não se surpreendam se ele viver por mais dois meses. Porém, se você lhe diz que sua condição é muito ruim, que é um caso sem esperança, e a expressão do seu rosto muda, o paciente não irá sobreviver mais do que duas horas. Nos próximos 15-20 minutos, o paciente já terá partido.” Você pode ver o rosto emotivo de Bhagavan, um dos melhores atores do mundo, eu diria.
Essa fé parece ser um fator muito, muito importante.
É por isso que eu rezo e todas essas coisas ajudam. Algo similar já está acontecendo de modo diferente nos hospitais de Bhagavan, aqui e em Whitefield. Quando temos os bhajans todos os dias, isso produz uma espécie de vibração calmante entre os pacientes. Ninguém força os pacientes e os parentes também se juntam a esses cânticos; eles vêm voluntariamente.
O senhor deveria explicar este bhajan em benefício dos ouvintes.
Apenas cânticos congregacionais.
Isso não é feito nas alas do hospital, não é?
Nós temos bhajans nas alas. Todos os pacientes da ala, algumas enfermeiras se estiverem livres e um ou dois membros Seva Dal, que são enviados, também se juntam. É uma prática regular, é meu décimo-segundo ano, toda noite quando entro na ala do hospital eu escuto os bhajans ressoando. De tal forma, que eu acabei me viciando nisso. As pessoas podem rir de mim quando eu afirmo isso sendo um médico, mas eu lhe digo que isto tem uma, profunda influência na recuperação dos pacientes. Isto acontece independente de qual seja a religião que o paciente professe.
Por favor, tenha a bondade de me dar licença, preciso de alguns minutos para a prática da Sandhya Vandana (oração diária) que nos foi ofertada, de geração a geração, mas que atualmente se tornou um ritual superficial.
Eu sei disso, mas muitas pessoas não sabem que existe um ritual desses. Eu sei porque minha mãe costumava dizer, se você não obedecer, não vai comer!
Veja como ele foi tão belamente projetado. Primeiramente, era uma oferenda de obediência ao deus Sol ao amanhecer, ao meio-dia quando o Sol está no seu zênite e ao anoitecer. O Sol é vida, se não há Sol, não há vida. A ciência disse que se o Sol decidir desaparecer, o mundo inteiro desaparecerá. Os antigos compreendiam isso e davam um significado esotérico para isso. A existência decisiva da vida neste planeta é Sol. Isto é o que Sandhya Vandana ordenava. Todos os dias você entoa alguns mantras onde você reza ao deus Sol para iluminar o seu intelecto. Infelizmente, hoje ninguém diz a você o significado dos mantras Sandhya Vandana. Quando você chega ao último Sloka do Sandhya Vandana, ele ensina o não-dualismo ou Advaita, com um exemplo muito, muito simples. Akashat Patitam Toyam Sagaram Pratigachhati (o oceano é o destino final da água que cai do céu). Este é um fato que todos conhecem. Infelizmente, hoje as pessoas desconhecem esse tesouro tão rico.
Em resumo, o que o senhor está dizendo é que Sandhya Vandana é uma boa disciplina mental. Também, por causa de Pranayama, é um bom exercício de respiração, controle corpo-mente codificado sob a forma de oração.
Vocês devem ter visto a Vata Vriksha, a famosa árvore que Bhagavan plantou há muito tempo em um Guru Purnima. Está perto de um museu. Lá há um cartaz: Meditação é observar a respiração. Eu li isso uma vez e tenho estado refletindo a respeito desde então. Nós fazemos pranayama, o que envolve inalação, retenção e exalação. Quando você está fazendo isso, finalmente você tem controle sobre o sistema nervoso autônomo. Se você ganhar controle sobre o sistema nervoso autônomo, 99% das doenças param de existir.
Agora eu gostaria de mudar o assunto e fazer-lhe uma pergunta sobre o que, algumas vezes, é referido como doença psicossomática. O que é isso?
Psique, como a ciência moderna entende, é, de modo muito rudimentar, a mente. Somático afetando o sistema do corpo, a estrutura do corpo. Nós estamos novamente voltando à relação mente-corpo. Atualmente, só umas poucas doenças são categorizadas como psicossomáticas, em que vocês devem ter visto algumas pessoas que são agitadas, nervosas, que estão sempre no limite da paciência, quando até mesmo pequenos aborrecimentos podem colocá-los fora de seu equilíbrio. Diz que essas pessoas ficam com hipertensão, adquirem hiper acidez, úlcera gástrica, ataque cardíaco, etc. Em seguida, dizem, que é basicamente um problema psicossomático. Dê um tranquilizante para ele se acalmar.
O estado de espírito tem uma profunda influência sobre o sistema imunológico. Se você disser, Yoga, Pranayama, Sandhya Vandana ou outros Mantras e Bhajans, eles estão todos indiretamente influenciando a mente; eles harmonizam o nosso sistema imunológico.
Já que o senhor trouxe o ângulo espiritual depois de nossa longa conversa, deixe-me terminar no mesmo tom. Esta tarde eu estava ouvindo um programa de rádio transmitido da América do Norte. Era muito interessante, sobre uma senhora de mais ou menos 50 anos que tinha ficado paralítica na idade de 17 anos.
Ela estava mergulhando, a água era rasa, ela teve uma lesão que afetou seu sistema nervoso, o que resultou em deixá-la tetraplégica ou algo parecido. Ela não podia mover nenhum dos quatro membros, mas tornou-se uma espécie de celebridade, depois de alguns anos vivendo uma existência vegetativa e sofrendo de depressão. Ela estava falando sobre como a transformação veio até ela.
Ela disse: "De repente, descobri Deus. Eu não tinha nada, descobri que poderia emprestar de Deus tanto quanto eu quisesse. Ele estava dentro de mim." Ela estava, o tempo todo, falando sobre a fé em Deus, ela estava em êxtase. Ela disse: "Olha, há pelo menos seis pessoas que me ajudam com as funções do corpo e me sinto exausta demais. Então, digo o mesmo, Deus, eu não posso ficar assim. Eles têm feito tanto por mim. Dê-me um pouco de Seu sorriso. Quero sorrir para eles." Diz ela que isso lhe dá energia e continuou no mesmo tom.
Ela vai a programas de rádio, etc. Ela fundou uma grande sociedade para ajudar pessoas com necessidades especiais. Fez parte de um comitê que aprovou uma nova Lei no Congresso para prestar auxílio às pessoas com necessidades especiais. Porém, o entrevistador lhe fez uma pergunta: “A senhora culpa Deus pelo que lhe aconteceu? A senhora acha que foi amaldiçoada?
Ela disse: “Não. Acho que Deus me deu minha vida ao me dar esta deficiência.” Como? “Olhe, minha vida passou a ter um propósito. Agora sou capaz de ajudar tantas pessoas. Se eu não tivesse passado por isso, minha vida teria sido inútil. Eu não acho que seja um sofrimento. Eu agradeço a Deus por isto.” Eu fiquei perplexo. Toda a nossa sabedoria dos Vedas estava codificada nesta senhora que não pertence à nossa cultura. Porém, seu coração está no lugar certo.
Exatamente. A questão é de compreensão ampla [realização]. Quem dirá que perder completamente o movimento dos membros é uma bênção de Deus?
E é o que Swami diz no Gita Vahini: “Acolha a miséria. A miséria é uma amiga porque irá ajudá-lo a descobrir Deus.” Isto é precisamente o que aconteceu com essa senhora.
Para esta senhora, foi sua própria autorrealização.
Ela compreendeu que Deus está dentro dela porque ela está retirando força de dentro de si mesma todo o tempo. Não é de alguma outra pessoa. De repente, o Gita se tornou vivo para mim quando ouvi isso.
Se você observar, a ênfase no Gita é sempre sobre internalização, em vez de externalização. A busca de hoje é toda externalização. Quando ocorre a internalização, então tudo o que você está vendo, você verá a partir de uma perspectiva muito ampla.
As assim chamadas doenças da sociedade moderna existem totalmente em consequência da externalização. Se nós utilizarmos a técnica da internalização, independente de nossa casta, cor, credo, nacionalidade, limites geográficos, não importa quem ou o que somos, nós não conseguimos contar as bênçãos que temos.
Nós não compreendemos completamente as nossas bênçãos. Nós só contamos o que não temos. Aliás, esta senhora aprendeu a pintar usando seus dentes para segurar o pincel. Ela expôs seu trabalho em muitas mostras em New York e Washington. A sua coragem é fenomenal.
Recentemente, Stephen Hawking estabeleceu um grande ideal.
É notável. Antes disso, Helen Keller.
Excelente! Aquela coragem, ou seja lá como você chame isso, a coisa interior. A coisa básica é que eles puderam internalizar, o que a maioria de nós é incapaz de fazer.
Bem. Obrigado, doutor, em meu nome, da Radio Sai e de nossos numerosos ouvintes em todo o mundo. Jai Sai Ram.
Muitíssimo obrigado. Jai Sai Ram
Cortesia: Radio Sai Global Harmony.

MÃE DIVINA





Minha mãe minha rainha
Foi ela que me entregou
Para mim ser jardineiro
No jardim de belas flores
No jardim de belas flores
Tem tudo que procurar
Tem primor e tem beleza
Tem tudo que Deus me dá
Todo mundo recebe
As flores que vêm de lá
Mas ninguém presta atenção
Ninguém sabe aproveitar
Para zelar este jardim
Precisa muita atenção
Que as flores são muito fina(s)
E não podem cair no chão
O jardim de belas flores
Precisa sempre aguar
Com as prece(s) e os carinhos
Ao nosso pai universal

- Mestre Irineu-






OM - BHUR BHUVA SWAH
TAT SAVITUR VARENAYAM
BHARGO DEVASYA DHIMAHI
DHIYO YO NAH PRACHODAYAT

Em um mundo melhor,
a lei natural é a do amor.
Em uma pessoa melhor,
sua natureza também é amorosa.
O amor é o princípio
que cria e sustenta as relações humanas,
O amor espiritual leva ao silêncio,
e esse silêncio tem o poder de unir,
orientar e liberar as pessoas.
E mais, quando o seu amor é aliado à fé,
cria uma forte estrutura para a iniciativa e a ação.
Lembre-se: o amor é um catalisador para mudanças,
desenvolvimento e conquistas.

Por Brahma Kumaris






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