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sábado, 26 de dezembro de 2015

26 FRASES IMPACTANTES QUE MOSTRAM A DIFERENÇA ENTRE RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE


Religião e Espiritualidade parecem a mesma coisa, ou que são próximas. Mas na realidade, elas podem até serem completamente antagônicas.
Essas 26 frases de autor desconhecido nos dá uma visão bem interessante entre religião e espiritualidade.
E o que inspirou nossa capa foi o texto que também amamos

Buda não era Budista,
Jesus não era Cristão,
Krishna não era Vaishnava,
Maomé não era Islamita,
Eles eram professores que ensinavam AMOR.
AMOR era a religião de cada UM.

Você concorda com as frases? Se sim ou não deixe seu comentário abaixo do post para entendermos também sua visão.
Frases-7Frases-9Frases-8Frases-12Frases-11Frases-10Frases-15Frases-14Frases-13Frases-16Frases-18Frases-17Frases-24Frases-20Frases-19Frases-26Frases-22Frases-21
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frase-dalai-lama-religiao-e-espiritualidadeFonteFrases

http://yogui.co/26-frases-impactantes-que-mostram-a-diferenca-entre-religiao-e-espiritualidade/

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

ENTENDENDO OS 72 NOMES DE DEUS

ENTENDENDO OS 72 NOMES DE DEUS

MOISÉS E O MAR VERMELHO

Para enterder os 72 Nomes de Deus devemos voltar em uma passagem bíblica muito conhecida, a abertura do Mar Vermelho, que foi a porta de entrada para a liberdade de um povo condenado à escravidão.

O personagem central é Moisés. Tudo nesta história possui um significado, uma lição de vida. O texto conta que quando um novo faraó subiu ao trono no Egito, há cerca de 3.500 anos, decretou que todo filho homem nascido de hebreus deveria ser morto.

A mãe de Moisés havia acabado de dar à luz e escondeu-o enquanto pôde. Mas quando percebeu que não seria mais possível ocultá-lo, deixou-o em uma pequena cesta às margens do rio Nilo. A filha do faraó encontrou o bebê e acabou criando-o com grande afeto, como se fosse seu próprio filho, com todo o conforto e acesso à educação.

Um dia, já crescido, Moisés resolveu sair do palácio e ver o que se passava fora dele e ao defender um escravo hebreu que era surrado violentamente por um egípcio, acabou matando o egípcio. E por isso teve que se afastar.

Durante o exílio, Moisés viveu em uma cidade vizinha. E foi lá que ele recebeu pela primeira vez a revelação de Deus. Moisés caminhava à luz do dia, em profundo estado meditativo, quando se deparou com uma sarça ardente. A sarça era um tipo de planta comum naquela região e um tipo de arbusto que pegava fogo com freqüência, devido ao forte calor. No entanto, o arbusto pegava fogo e jamais se consumia, mantendo-se ileso. E foi assim que Moisés pela primeira vez viu a face de Deus.

É interessante observar que a primeira revelação de Deus a Moisés se deu através de uma planta comum, em uma situação comum, quando ele olhava para baixo. Normalmente temos a idéia de que uma revelação de Deus deveria ser em uma grande aparição no céu, em uma noite magnífica. Mas Deus está em todo lugar, e para aquele que está preparado, tomado pela consciência da humildade, esta revelação pode vir a qualquer momento.

Naquele dia Moisés foi eleito para libertar os hebreus da escravidão. Ele questionou como poderia fazer aquilo, mas recebeu apenas como resposta do eterno: "Eu estarei contigo".E imbuído de confiança Moisés dirigiu-se ao faraó e por dez vezes pediu a libertação de seu povo. Mas o faraó jamais o atendia. E para cada negativa, uma diferente praga era enviada sobre aquela terra. 
Dez pragas relacionadas a cada uma das dez dimensões da árvore da vida.
O faraó mencionado no texto representa nosso ego exacerbado, que nos faz esquecer de que somos parte de um todo muito maior e nos impele no desejo de receber só para nós mesmos.
Foi então que, seiscentos mil hebreus partiram em retirada. No entanto, não tardou e o faraó, em um acesso de fúria, ordenou seus soldados a perseguirem os hebreus.

A Bíblia descreve então colunas de nuvens entre os hebreus. A palavra hebraica para nuvem é A V (letras ayin e beit). Como na língua hebraica as letras também representam números, esta palavra pode ser lida também como "72" (ayin = 70 e beit = 2). Descobriremos então que estas colunas eram, na verdade, os 72 nomes de Deus, poderosa ferramenta de meditação cabalística, que, usada por alguém como Moisés, poderia fazer qualquer milagre neste mundo.

E foi assim que Moisés "'abriu o mar". A tradução literal deste episódio revela que Moisés abriu o "mar do fim" (Iam Suf), que em hebraico é similar a dizer que ele abriu o "mundo infinito" (Ein Sof). Portanto, ele abriu naquele momento um receptor para o mundo infinito e nesta dimensão qualquer milagre é possível.
Embora repleto de parábolas, o significado mais profundo por trás de toda a história da travessia dos hebreus do Egito até a Terra Prometida se refere a uma situação de escravidão, à qual a grande maioria dos seres humanos está submetida.

Egito é uma palavra-código para um comportamento repetitivo e escravo, representado principalmente pelo desejo de receber só para si. É comum recebermos preciosos sinais do caminho que devemos tomar e, ainda assim, continuarmos a cair nas mesmas armadilhas, repetindo os mesmos padrões compulsivos, e nos afastando do caminho da luz.

Travessia do Deserto é o caminho longo, árduo e cheio de dificuldades que percorremos para sair deste estado de escravidão dos nossos egos e chegar a uma nova consciência.

Finalmente, a Terra Prometida, ou Sion, aponta para um estado elevado de consciência, no qual compreendemos o lugar que ocupamos na existência e atingimos a dimensão do amor. E neste estado não há espaço para o medo.

Mas esta história estava longe de acabar na abertura do mar, até porque fenômeno algum provoca uma real modificação na consciência das pessoas. Dias após um milagre que mudaria a história do mundo, a grande maioria do povo já estava insatisfeita, reclamando das condições do deserto, muitos questionando se a vida como escravos no Egito não era melhor.

Os hebreus caminhariam por quarenta anos no deserto. O número 40 aparece muitas vezes na Bíblia e se refere a uma maturidade necessária para se atingir o verdadeiro conhecimento. É preciso estar preparado para chegar à terra prometida. Na verdade podemos acessá-la a qualquer momento, mas para sustentá-la é necessário preparo.

Sair do mundo da escravidão significa mergulhar em um mundo desconhecido, para uma travessia muito longa e difícil, e somente com propósito e determinação podemos atravessar este deserto.

E é aqui que entra a Meditação nos 72 nomes de Deus.


O PROCESSO DE FORMAÇÃO DOS 72 NOMES
A tabela dos 72 nomes foi obtida pela permutação de três parágrafos da passagem citada acima, Êxodo 19; 20; 21.

PRIMEIRO VERSO

O anjo de Deus, que viajava adiante do exército de Israel, se retirou e se pôs atrás 
deles, o pilar de nuvem também se retirou de diante deles e se pôs atrás.


SEGUNDO VERSO

Ficando entre o campo dos egípcios e dos israelitas, assim havia nuvem e trevas
aquela noite, bloqueando toda visibilidade. Toda noite não puderam 
aproximar-se um do outro.


TERCEIRO VERSO

Moisés estendeu a mão sobre o mar. Durante toda noite, e Deus fez retirar o
mar por um forte de leste, transformando o mar em terra seca,
e as águas foram divididas.



CADA UM DOS 72 NOMES É OBTIDO DA SEGUINTE FORMA


A mesma fórmula é repetida 72 vezes, até que será formado o quadro completo dos 72 nomes de Deus. Para entender o processo pelo qual as 72 seqüências foram obtidas, é necessário que você fique atento ao fato de que na língua hebraica os textos são lidos da direita para a esquerda. No próximo quadro apresentaremos os 72 Nomes de Deus completo.



Bibliografia: THE 72 NAMES OF GOD - Yehudá Berg
O PODER DE REALIZAÇÃO DA CABALA - Ian Mecler
Tradução e Adaptação: Stéphanie Calderaro

http://www.conexaoamoreluz.com/2010/12/os-72-nomes-de-deus_16.html

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Deja que el amor abra tu corazon



“Quando o lótus espiritual do coração é nutrido pelo Amor, suas pétalas tornam-se brilhantes como o sol.” - Wagner Borges -



Namastê  Shalom...

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Amor, é disso que o mundo precisa...



Amor, é disso que o mundo precisa...
Namastê Shalom Emoticon heart

AMOR À TERRA



AMOR À TERRA


Mamãe Terra, Ela trata bem seus filhos
Mas os filhos não ligam importância
Dá o alimento, dá as curas, dá a força
E tanta beleza para se apreciar

Aprecie tudo o que Ela oferece
E a nós entrega com todo Vosso amor
Respire fundo e preste mais atenção
Veja o que você joga pelo chão
Muitos se dizem filhos da floresta
Mas bem poucos a ela têm amor
Até lixo lhe atiram sem respeito
Porque não ouvem o canto do beija-flor




Pra merecer esta morada é preciso
Ter respeito e viver em harmonia
Educação, humildade, gratidão
Porque tudo é sagrado, meu irmão
Lá no Céu, o Sol a Lua e as estrelas
É Deus em tudo e em todo lugar
Deus no vento, Deus na Terra, Deus no mar
Pra todos nós, louvar e respeitar



hinário Fluente Luz Universal Padrinho José Ricardo
“Respire fundo e preste mais atenção,
veja o que você joga pelo chão.”
AMOR À TERRA

Namastê

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Cosméticos que podem trazer prejuízos à saúde




O uso de cosméticos por mulheres e homens é tão antigo quanto o próprio surgimento da humanidade. A revolução industrial do século 19 trouxe aos consumidores destes produtos mais variedades de marcas e opções de aromas, texturas e uso específico para cada tipo de pele. Muitas pessoas, entretanto, não sabem como são feitos e a origem dos componentes dos cosméticos. Será que realmente todos eles fazem bem à pele? Na composição dos cosméticos usados diariamente por milhões de pessoas pode haver ingredientes potencialmente perigosos para a saúde. Há ingredientes em cosméticos que, quando em contato com a pele, podem trazer prejuízos ao consumidor como, por exemplo, irritações e alergias cutâneas, até mesmo doenças mais graves, como o câncer. Infelizmente, muitos destes cosméticos contém ingredientes que fazem mal à pele, porém eles estão disfarçados nos produtos que usamos todos os dias, sendo difícil sua identificação, pois os aromas e os corantes agradáveis distraem a atenção do consumidor. Recomendo procurar produtos com ingredientes próprios para o seu tipo de pele, isto é, eudérmicos. Veja abaixo, os ingredientes mais perigosos e observe-os atentamente antes de comprar e utilizar qualquer cosmético. Uréia: atravessa a placenta A uréia é, com certeza, um dos hidratantes mais utilizados em cosméticos, tanto pela sua eficácia, quanto pelo seu baixo preço. O que muita gente não sabe, no entanto, é que a uréia é proibida para mulheres grávidas. E o principal motivo desta proibição é que a uréia penetra profundamente na pele e tem até mesmo a capacidade de atravessar a placenta, podendo chegar até o feto em formação, trazendo ao bebê consequências ainda desconhecidas. A fim de controlar o uso de uréia nos cosméticos, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determina que todas as vezes que um produto tiver na sua composição a uréia em dosagens maiores que 3%, o mesmo deve conter no rótulo o seguinte alerta: “Não Utilizar Durante a Gravidez”. A ANVISA ainda resolveu proibir a fabricação de cosméticos que contenham em sua composição mais de 10% de uréia. Parabenos: se comportam como se fossem os hormônios femininos Conforme estudo realizado na Universidade de Reading, Reino Unido e publicado em janeiro de 2004 no Journal of Applied Toxicology, os conservantes Parabenos apresentam propriedades estrogênicas, ou seja, se comportam como se fossem o estrogênio, um hormônio feminino. Há no mundo dos cosméticos uma enorme utilização de produtos contendo Parabenos por gestantes, lactantes, crianças e pacientes sob tratamentos diversos como câncer, reposições hormonais e terapias crônicas. Hoje, o mercado possui preservantes naturais ou mais modernos que, até o momento, demonstraram segurança, permitindo aos formuladores o desenvolvimento de formulações mais seguras. O mesmo jornal publicou que o uso de parabenos em produtos cosméticos destinados à aplicação na área axilar (como desodorantes, por exemplo) deve ser reavaliado, pois estudos recentes levantaram a hipótese de que o uso dele nessa região pode estar associado ao aumento da incidência de câncer de mama, o que foi confirmado em teste realizado recentemente. Os parabenos podem ser identificados nas formulações dos cosméticos e desodorantes com diversas nomenclaturas: Parabens, Methylparaben, Ethylparaben, Propylparaben e Butylparaben. Conservantes liberadores de formol: podem aumentar a incidência de câncer de pele O formol faz muito mal para a pele, mas o que a grande maioria das pessoas não sabem é que muitos cosméticos utilizam na formulação alguns tipos de conservantes que produzem e liberam formol na pele. Além da já conhecida toxicidade do formol, um estudo realizado no Departamento de Dermatologia da Universidade de Debrecen, Hungria e publicado no periódico “Experimental Dermatology”, em maio de 2004, revelou que o formol pode contribuir para o aparecimento de câncer induzido pela radiação ultravioleta do sol. O consumidor pode se proteger destas substâncias observando cuidadosamente os rótulos traseiros das embalagens, procurando pelas seguintes substâncias: quatérnium-15, diazolidinil hora, imidazolidinil uréia e DMDM hidantoína. Propilenoglicol: risco de alergias O propilenoglicol é um produto utilizado como diluente de outras substâncias, sendo muito usado em uma ampla variedade de cosméticos. O perigo de seu uso está nos problemas de pele que este pode desencadear nas pessoas, como alergias e irritações. Um estudo realizado com 45.138 pacientes na Universidade de Göttingen, Alemanha e publicado no periódico “Contact Dermatitis”, em novembro de 2005, confirmou o potencial sensibilizante (potencial para causar alergias) do propilenoglicol, confirmado por um outro estudo realizado no Departamento de Dermatologia do Hospital Osaka Red Cross, Japão e publicado no periódico “International Journal of Dermatology”, também em 2005. Para saber se o seu produto cosmético contém propilenoglicol na composição, verifique a palavra propylene glycol no rótulo traseiro da embalagem. Óleo mineral e outros derivados do petróleo: responsáveis por diversos tipos de câncer Os derivados do petróleo, como por exemplo, os óleos minerais, estão presentes na maioria dos produtos cosméticos, devido sua propriedade emoliente, ou seja, hidratante para a pele. Entretanto, estudos recentes vêm associando esses componentes ao aumento da mortalidade por diversos tipos de câncer, como o de pulmão, esôfago, estômago, linfoma e leucemia. Isso se deve devido à presença de um composto chamado 1,4-dioxano, uma substância cancerígena, como relata estudos publicados nos periódicos “American Journal of Industrial Medicine” (Departamento de Epidemiologia, Escola de Saúde Pública, Los Angeles, CA outubro de 2005), “Contact Dermatitis” (Departamento de Dermatologia, Nagoya City University Medical School, Japão, abril de 1989) e “Regulatory Toxicology and Pharmacology” (outubro de 2003). Para identificar a presença desses componentes em seu produto cosmético, basta procurar no rótulo traseiro as palavras paraffin oil e mineral oil. Filtros solares com benzofenonas e derivados da cânfora: efeito estrogênico no organismo O uso diário de filtros solares é indispensável para evitar o envelhecimento e o câncer de pele, todos já sabem. Porém, poucas pessoas são informadas sobre os perigos que alguns componentes desses filtros geram para a saúde humana. Um estudo realizado no Departamento de Dermatologia do Hospital Bispebjerg, Copenhagen - Dinamarca e publicado no periódico “The Journal of Investigative Dermatology”, em 2004, apontou a presença de fotoprotetores no sangue e na urina, indicando que estes foram absorvidos pelo organismo. Para completar essa informação, outro estudo realizado na Universidade Utrecht, Holanda e publicado no periódico “Toxicology and Applied Pharmacology”, 2005 comprovou que esses compostos imitam o hormônio feminino estrogênio. Para maior segurança, no momento da compra de um fotoprotetor, procure nos rótulos as palavras benzophenone e/ou 3-(4-methyl-benzylidene). Corantes artificiais e essências alergênicas: Segundo estudo realizado pela Comissão Européia de Empresas e Indústrias Farmacêuticas, os corantes (substâncias responsáveis por colorir os produtos) e as essências (substâncias responsáveis pelo odor agradável), podem causar alergias na pele. Portanto, para quem sofre de alergia a cosméticos, dê preferência àqueles formulados sem corantes e com baixo teor de essências. Lanolina, ácido sórbico e bronopol: potencial alergênico para a pele A Comissão Européia de Empresas e Indústrias Farmacêuticas classifica vários componentes usados em formulações cosméticas como alergênicos (causadores de alergia) para a pele humana. Entre eles, é relevante citar a lanolina, uma substância obtida da lã do carneiro e comumente usada em produtos cosméticos como substância emoliente (hidratante), podendo causar alergias locais na pele de pessoas predispostas. Nos rótulos das embalagens, a lanolina é encontrada como lanolin. Outros componentes são o ácido sórbico, encontrado nos rótulos dos produtos cosméticos como sorbic acid e, por último, o bronopol, encontrado por esse nome mesmo. Foto 01Prof. Maurício Gaspari Pupo Coordenador da Pós-Graduação com MBA em Cosmetologia das Faculdades Unicastelo de São Paulo, Unigranrio do Rio de Janeiro e Metrocamp de Campinas. Diretor Técnico da Consulfarma Assessoria Farmacêutica, Editor da Revista de Cosmetologia “In Cosmeto” e Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da ADA TINA Cosméticos. http://cabeleireiros.com/artigos/alguns-cosmeticos-podem-trazer-prejuizos-a-saude

Mantra do coração


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

O potencial libertador da criança interna


"Em todo adulto espreita uma criança - uma criança eterna, algo que está sempre vindo a ser, que nunca está completo e que solicita cuidado, atenção e educação incessantes. Essa é a parte da personalidade humana que quer desenvolver-se e tornar-se completa" (Jung, O Desenvolvimento da Personalidade, p. 175)
Após um ano sem escrever no blog, volto, justo no mês do menino Jesus, motivada a falar do mesmo tema da última postagem: a criança interior que está soterrada dentro do adulto. Porém, por sentir ser incompleto falar da "criança ferida" sem considerar também a "criança divina", responsável pela nossa natureza criativa, abordarei "o moleque que mora no nosso coração" numa perspectiva um tanto diferente da do último texto.

Ficou claro no post "LibertAÇÃO: os complexos afetivos e a força de nos reimaginarmos como maiores que o nosso passado" que as experiências insatisfatórias da primeira infância são responsáveis por muitos dos transtornos na vida adulta. Todos nós carregamos dolorosas lembranças de cenas infantis traumáticas que contém uma intensa carga afetiva, um forte magnetismo e uma grande influência em nossas vidas adultas. É inegável a correlação entre trauma infantil, distorções futuras da realidade e sofrimento. É inegável, também, que para desfrutarmos de uma vida mais significativa e vivermos uma realidade menos distorcida por nossos complexos, devemos ouvir e acolher nossa criança interior negligenciada. Mas buscar o contato com ela não significa apenas investigar as teias psíquicas/emocionais que ligam as dificuldades atuais às cenas traumáticas da infância. O reencontro como nossa criança interior é, também, uma oportunidade para darmos vazão à natureza lúdica e espontânea da criança que ainda nos habita.

A parte infantil de nossa personalidade é dual. "O eu infantil é espontâneo, criativo, brincalhão, sensível, reativo emocional e fisicamente, e cheio de prazer, deslumbramento e amor. (...) Mas a criança também é egocêntrica, exigente, dependente, irresponsável, não discriminativa, caótica, imatura e supersticiosa" (Thesenga, O Eu sem Defesas, p. 79). Podemos ver o "eu criança" operando em nós, adultos, nessas duas facetas. Ele pode interferir tanto limitando percepções e escolhas quanto nos oferecendo novas e criativas formas de perceber e escolher.

Como tudo o que existe possui uma dupla face, é fato que o contato com nossa criança interna nos conduz tanto à revivência das dores, traumas e abandonos infantis, quanto à revivência de nossa inocência, espontaneidade, encantamento e criatividade. Trabalhar com nossa  criança interior exige de nosso eu adulto uma dupla habilidade: a de ser "aluno/aprendiz" e "professor/pai". Temos muito a ensinar e a aprender com nossa parte infantil. Podemos nos nutrir das energias criativas e espontâneas do eu criança e devemos ajudar no amadurecimento de seus aspectos não desenvolvidos, imaturos e egoístas.

Lowen, no livro Bioenergética, descreve o adulto como sendo uma pessoa consciente das possíveis consequências do seu comportamento e que assume responsabilidade sobre elas. Mas ressalta que só se é um adulto saudável, um ser humano integrado e verdadeiramente consciente, quando o senso de realidade e responsabilidade também incluem a necessidade e o desejo de intimidade e amor, a capacidade de ser criativo, a liberdade para se divertir e o espírito de aventura. Se o adulto "perde o contato com o sentimento de amor e intimidade que ele conheceu enquanto criança, com a imaginação criativa da infância, com suas brincadeiras e divertimentos e com o espírito de aventura e romance que marcou a sua juventude, ele será uma pessoa estéril, rígida e intratável" (Lowen, Bioenergética, p. 53).

A criatividade, a confiança, a espontaneidade, a simplicidade, a intuição e a capacidade de conceber a vida de forma mais positiva e lúdica são forças que nos habitam. Elas pertencem à parte infantil de nossa personalidade e dão suporte à nossa parte adulta. Como canta Milton, "toda vez que o adulo balança, toda vez que a tristeza me alcança, o menino vem pra me dar a mão..."


"...E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade, alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal"
                                                      


Recorrer à criança interior é buscar força renovada para lidar com às pressões externas e internas, é integrar a dimensão lúdica à vida adulta e resgatar a confiança em nosso potencial criativo. Se ignoramos ou obstruímos o acesso à nossa fonte criativa, tornamos a vida por demais concreta, dura e literal. Mas, se lançarmos mão dos recursos criativos de nossa criança interior poderemos encontrar saídas inusitadas para os inúmeros conflitos da vida cotidiana.

Esse poder criativo existe enquanto potencial em todos nós, mas é necessário, como escreve Brennan, um empenho consciente para que as orientações de nossa "criança sábia" possam emergir e transpor a mente racional, unilateral e obtusa, tão superestimada por nossa sociedade:
"Existe no interior de toda personalidade humana uma criança. (...) Essa criança interior é muito sábia. Sente-se ligada a toda a vida. Conhece o amor sem fazer perguntas. Mas é encoberta quando nos tornamos adultos e tentamos viver apenas de acordo com a nossa mente racional. Isso nos limita. Urge descobrir a criança interior para começar a seguir a orientação. Você precisa voltar à sabedoria amante, confiante, da sua criança interior para desenvolver a capacidade de recebê-la e segui-la. Todos ansiamos por liberdade - e através da criança a lograremos. Depois de conceder mais liberdade à sua criança, você poderá iniciar o diálogo entre a parte adulta e a parte infantil da sua personalidade. O diálogo integrará a parte livre e amante da sua personalidade com o adulto sofisticado" (Brennan, Mãos de Luz, p. 36).
Essa integração resulta em crescimento/desenvolvimento emocional e psicológico. Na psicologia junguiana, a criança, enquanto símbolo, guarda estreita relação com o processo de individuação. Por ser a portadora da força criativa capaz de promover a religação do ego com as orientações do Self, a criança é símbolo do desenvolvimento rumo à autonomia e à realização.


Para Jung, o símbolo da criança traz em si a ideia de potencialidade, de realização da potência. Em A Psicologia do Arquétipo da Criança, ele descreve os poderosos atributos da criança simbólica:
"é uma personificação de forças vitais, que vão além do alcance limitado da nossa consciência, dos nossos caminhos e possibilidades, desconhecidos pela consciência e sua unilateralidade, e uma inteireza que abrange as profundidades da natureza. Ela representa o mais forte e inelutável impulso do ser, isto é, o impulso de realizar-se a si mesmo" (Jung, Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo, p. 171, parágr. 289). 
A criança simboliza a união dos opostos, a síntese, a integração de conteúdos inconscientes. É um símbolo que interliga o passado e o futuro, o frágil e o poderoso, o tolo e o sábio... O arquétipo da criança tem, portanto, um efeito redentor, capaz de compensar ou corrigir as inevitáveis unilateralidades ou extravagâncias da consciência. Quando emerge num adulto, por exemplo num sonho, anuncia o nascimento de uma nova consciência, que contém a chave para abrir a porta de saída de um conflito, com o qual a mente consciente unilateral não estava sabendo lidar.
"Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão"
 A criança arquetípica, assim como outros motivos que também possuem a qualidade de perfeição (mandala, flores, pedras preciosas), carrega em si uma força libertadora, um convite para que façamos contato com nosso potencial de síntese, de unidade e de auto realização. Um convite para que nos inspiremos nas qualidades características desse arquétipo: sinceridade, pureza, autenticidade e abertura para o futuro.
"Um aspecto fundamental do motivo da criança é o seu caráter de futuro. A criança é o futuro em potencial. Por isso a ocorrência do motivo da criança na psicologia do indivíduo significa em regra geral uma antecipação de desenvolvimentos futuros (...) A vida é um fluxo, um fluir para o futuro e não um dique que estanca e faz refluir. Não admira portanto que tantas vezes os salvadores míticos são crianças divinas. Isto corresponde exatamente às experiências da psicologia do indivíduo, as quais mostram que a 'criança' prepara uma futura transformação da personalidade. No processo de individuação antecipa uma figura proveniente da síntese dos elementos conscientes e inconscientes da personalidade. É, portanto, um símbolo de unificação dos opostos, um mediador, ou um portador da salvação, um propiciador da completude" (Jung, Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo, p.165, parágr. 278).
A criança divina arquetípica que habita nossa psique, a criança real que um dia fomos e a criança ferida dentro de nós são, todas, portadoras de luz, amplificadoras da consciência. É estabelecendo contato com elas que reencontraremos o caminho da auto realização plena. Resgatá-las é tornar a brincar e a criar em nossas vidas, afinal, como bem escreveu a psicodramatista Rosa Cukier (Sobrevivência emocional: as dores da infância revividas no drama adulto), pior do que quebrar o braço na infância brincando de ser Deus, é decidir, por medo de se machucar de novo, parar de brincar de ser Deus! E essa "brincadeira", que nada tem a ver com megalomania, inflação psíquica ou prepotência, é, junguianamente falando, nossa missão de vida mais séria. "Brincar de ser Deus" é realizar, de forma leve, criativa e perseverante, nossa maisárdua tarefa: despir nossa essência divina de todas as camadas que encobrem nosso verdadeiro eu (Self).

Lanterns-3

Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus 
Mateus 18:3
 http://semeandojung.blogspot.com.br/

MÃE DIVINA





Minha mãe minha rainha
Foi ela que me entregou
Para mim ser jardineiro
No jardim de belas flores
No jardim de belas flores
Tem tudo que procurar
Tem primor e tem beleza
Tem tudo que Deus me dá
Todo mundo recebe
As flores que vêm de lá
Mas ninguém presta atenção
Ninguém sabe aproveitar
Para zelar este jardim
Precisa muita atenção
Que as flores são muito fina(s)
E não podem cair no chão
O jardim de belas flores
Precisa sempre aguar
Com as prece(s) e os carinhos
Ao nosso pai universal

- Mestre Irineu-






OM - BHUR BHUVA SWAH
TAT SAVITUR VARENAYAM
BHARGO DEVASYA DHIMAHI
DHIYO YO NAH PRACHODAYAT

Em um mundo melhor,
a lei natural é a do amor.
Em uma pessoa melhor,
sua natureza também é amorosa.
O amor é o princípio
que cria e sustenta as relações humanas,
O amor espiritual leva ao silêncio,
e esse silêncio tem o poder de unir,
orientar e liberar as pessoas.
E mais, quando o seu amor é aliado à fé,
cria uma forte estrutura para a iniciativa e a ação.
Lembre-se: o amor é um catalisador para mudanças,
desenvolvimento e conquistas.

Por Brahma Kumaris






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