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sábado, 24 de março de 2012

ÁRIES - Primeiro Trabalho:A Captura das Éguas Antropófagas

De quando em quando, deparamo-nos com um grande portal, isto é, ficamos diante de um novo ciclo de nossa vida, na superfície da Terra ou em outros níveis de existência. É inútil, entretanto, forçar a entrada nesses portais: cabe-nos atravessá-los, se quisermos, quando estão abertos diante de nós, o que só acontece quando realmente estamos prontos para a nova etapa. Aplica-se aqui o mesmo princípio que se observa nas leis imutáveis, segundo o qual "quando o discípulo está pronto, o Instrutor aparece". Por conseguinte, os portais mencionados neste livro simbolizam sempre a possibilidade de ingresso em novas fases da vida, em novos campos de experiência. Nas histórias aqui mencionadas, encontraremos também Mestres, Instrutores e outros símbolos igualmente vitais para a nossa evolução e para a da humanidade como um todo. Coloquemo-nos diante de tudo isso com simplicidade, para não confundirmos as etapas percorridas por Hércules em nível de personalidade com as outras, que dizem respeito ao Hércules consciente, com sua alma já liberta das influências da vida material. Dizemos, genericamente, que há três tipos de indivíduos e que, por intermédio deles, podemos distinguir também três estágios evolutivos das almas. O primeiro tipo é o dos que ainda não despertaram para a existência da alma, ou eu superior; o segundo é o dos que estão abertos para essa realidade e se comportam como seres em evolução; e o terceiro é o dos que vivem conscientemente à luz dessa alma e sabem, portanto, que são seres reencarnantes.
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As histórias que se seguem têm seu início na fase em que podemos tornar-nos "luzes vacilantes", isto é, quando não somos mais seres humanos meramente instintivos, "centelhas obscuras". Nessa etapa, já autoconscientes, podemos desenvolver a vontade de evoluir e controlar nossa natureza terrestre ou humana. Como veremos, todas essas histórias partem do princípio de que Hércules, que representa cada um de nós, concorda em submeter a própria natureza humana a uma harmonização com a parte mais profunda de seu ser. Daí por diante, a evolução não permanece mais em seu ritmo natural, como o da vida que as pessoas, em sua maioria, comumente levam. Ao contrário, ocorre uma espécie de reviravolta: passamos a assumir as crises como aulas, como fatores de aprendizagem, e não mais como situações indesejáveis das quais gostaríamos de, em vão, esquivar-nos. Tendo claras essas premissas, entremos sem receios pelo portal que se apresenta aberto diante de nós. Posso testemunhar que são inúmeras as ajudas interiores que recebemos durante todo o trajeto. Se vivermos cada uma dessas histórias conscientemente, fazendo ao Instrutor que está sempre disponível no centro de nossa consciência todas as perguntas necessárias, e se no decorrer delas não desperdiçarmos energia em chorar ou em rememorar fatos passados, experimentaremos grandes transformações em nós mesmos.
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AS ÉGUAS DEVORADORAS DE HOMENS
Diante da alma de Hércules, o primeiro grande portal está aberto. Desafiante, a voz do Instrutor incita-o a seguir em frente a que ingresse no caminho. Isso significa o início de uma série de encarnações sobre a Terra, após tantas outra, de obscuridade, em nível semiconsciente. Agora, um novo ciclo começa, com Hércules já desperto para a evolução. O herói precipita-se com coragem, sem esconder uma vaidosa confiança e a certeza de sair-se bem.
Nas terras pantanosas além do portal, um estranho ser, temido por todos, exerce grande domínio. É perigoso caminhar por ali, uma vez que tal ser cria cavalos e éguas selvagens, extremamente violentos. Todos temem esses animais, porque dizimam o que vêem pela frente, não poupando nem mesmo pessoas. Eles matam e destroem todo o trabalho realizado com o esforço humano. As crias desses animais nascem cada vez mais fortes, selvagens e maléficas, e aquele senhor prepotente nada faz para desenvolver nelas qualidades menos agressivas. Quando Hércules inicia essa encarnação, primeira de uma série ainda caracterizada por graus elevados de ilusão, o Instrutor encarrega-o de capturar as éguas e de pôr fim àqueles atos maléficos. A ordem que ele recebe é a de libertar aquelas terras e os que nelas vivem. Hércules tem um amigo, até então inseparável, e conta com ele para ajudá-lo a realizar essa tarefa. De fato, o amigo fiel segue-lhe os passos por onde quer que vá, e, juntos, arquitetam um plano inteligente — os animais, por mais fortes que sejam, não têm a inteligência do homem. Desse modo, acabam encurralando as éguas e, após laçá-las uma a uma, o herói festeja alegremente o sucesso alcançado. Chega, então, o momento de conduzi-las a um lugar onde se tornem inofensivas, libertando aquela região de tantas ameaças e desastres. A essa altura, Hércules acredita que sua tarefa esteja praticamente resolvida, sendo de somenos importância o restante a ser feito. Chama seu ajudante, encarrega-o de conduzir os animais selvagens para além do portal e, com visível orgulho pelo que realizara, afasta-se dali. O amigo, atendendo-o prontamente, dá início àquela última fase, considerada por Hércules como a mais simples. Ele, porém, não tem a mesma força do herói. Pelo contrário, é frágil e de pouca agilidade. Além do mais, teme a tarefa, embora não o demonstre; na verdade, não tem a mesma capacidade de Hércules para prender as éguas, amarrá-las e conduzi-las a seu destino. Assim, quando tenta transportar os animais capturados, estes, em conjunto, se voltam contra ele, matando-o. Em seguida, mais ferozes do que nunca, espalham-se pelas terras de onde estavam sendo retirados. O Trabalho volta, então, à estaca zero.
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De fato, Hércules aprende uma grande lição e torna-se um pouco mais sábio e humilde. Um tanto desencorajado pelo impacto da morte do amigo, recomeça a busca das éguas. Novamente consegue capturá-las, conduzindo-as a um local de onde não podem escapar. Resta, no entanto, o corpo sem vida do amigo como testemunha de uma ação irrefletida. O Instrutor vem em seu auxílio. Examinando a situação, envia os animais capturados para um lugar de paz; o povo dá graças a Hércules e o tem como um libertador, enquanto o corpo do amigo fiel jaz ali, bem à vista de todos. Tristeza e entusiasmo são próprios daquelas terras e daqueles pântanos. "Aproveite a lição desta tarefa", diz o Instrutor, depois de tudo passado. Hércules ouve-o atentamente, pois começa a ter consciência do serviço a ser prestado aos homens em geral. Por essa amostra, vê o que o espera no futuro. Mas a experiência não termina ali. Em seguida, o Instrutor diz-lhe que "O Trabalho, sim, foi feito" — perceber o empenho com que Hércules se dedicara — "porém, malfeito". As palavras do Instrutor calam fundo na alma do herói, e é nessa situação que a voz interna volta a ser ouvida — desta vez para dizer que ele prosseguisse, que não parasse por causa do acontecido. Impulsionando-o, a voz indica-lhe o segundo portal onde um novo Trabalho o aguarda. Antes, porém, de partir, Hércules põe-se a refletir sobre a tarefa recentemente concluída.
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Na história de Hércules, o pântano, dominado pelo prepotente senhor, simboliza a mente humana, que a esta altura do processo começa a desenvolver-se enquanto elemento que pensa, que raciocina. Não nos esqueçamos de que ela absorveu durante várias encarnações o egoísmo, a crítica, a crueldade e a tendência à tagarelice. As éguas devastadoras equivalem a tais aspectos dessa mente, aspectos que dão origem aos conceitos, às teorias e às idéias mais concretas e óbvias do homem, de modo especial às que se encaixam e se afinam com a mentalidade vigente na sociedade organizada, enfim com o mundo das terras pantanosas — terras que podem tornar-se férteis e saudáveis quando libertas de suas imperfeições. Essas éguas, que existem em todos nós e correspondem a aspectos mentais que implicam devastação e crítica, são passíveis de transmutação e de desenvolvimento, quando inspiradas pelo "lugar de paz"— para onde devem ser levadas. De fato, no final do episódio, o Instrutor envia os animais para lá.
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Durante épocas seguidas, as éguas estiveram soltas: a mente foi cruel e devastadora por não ter ainda contato com o lugar pacífico que existe além dela, o da sabedoria. Ela levou o homem a devastar primeiro seu próprio corpo físico com hábitos inadequados, e depois a própria Natureza terrestre. Levou-o a devastar seus relacionamentos, por meio, principalmente, das "éguas" da tagarelice. Todavia, a mente superior, com sua visão conjunta, inclusiva e amorosa, é mais potente do que o poderio da separatividade e da crítica, simbolizado nessa primeira história pelo senhor das terras pantanosas, mencionado no começo da descrição do Trabalho. Esse senhor equivale ao princípio mental humano, ainda não evoluído.
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Extraído do livro HORA DE CRESCER INTERIOMENTE, Trigueirinho.
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Diomedes, o filho de Marte, o deus da guerra, possui um grande número de éguas reprodutoras. Estas andavam à solta, devastando os campos, causando grandes danos e alimentando-se da carne dos seres humanos. Ninguém estava a salvo delas e o terror instalara-se pela vizinhança. Além disso, estas éguas estavam procriando um vasto número de cavalos de batalha, e Diomedes estava muito preocupado com as conseqüências dessa situação. Euristeu, o Rei, ordenara a Hércules que as capturasse. Muitas tentativas haviam sido feitas com esse propósito, mas as éguas escapavam sempre depois de matar os cavalos e homens enviados contra elas. Mas Hércules, tendo aprisionado as éguas, confiou-as a Abderes para que as contivesse, enquanto ele, pavoneando-se, seguia adiante, sem se dar conta da força das éguas ou de sua selvageria. Antes que pudesse tomar medidas para evitá-lo, as éguas voltaram-se contra Abderes e o pisotearam até a morte, e mais uma vez escaparam, e novamente devastaram os campos. Assim, Hércules teve que recomeçar seu trabalho, e depois de denodados esforços, mais uma vez conseguiu capturar as éguas. Este primeiro trabalho, portanto, começou com um fracasso parcial, como acontece tão freqüentemente ao aspirante inexperiente e impetuoso. Assim é a história: breve, dramática e encorajadora.
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Referências nos livros de simbologia nos dão conta de que o cavalo representa a atividade intelectual. O cavalo branco simboliza a mente iluminada do homem espiritual; por isso encontramos no Livro das Revelações que o Cristo aparece montado num cavalo branco. Cavalos negros representam a mente inferior, com suas idéias falsas e errôneos conceitos humanos. As éguas reprodutoras, como encontradas no primeiro trabalho, indicam o aspecto feminino da mente dando nascimento a idéias, teorias e conceitos. O pensamento-forma fazendo a tendência da mente é aqui simbolizado, manifestando as idéias concebidas e que são deixadas à solta sobre o mundo, devastando destruindo quando emanadas da mente inferior, mas construindo e salvando quando vindo da alma.
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O significado da prova está agora evidente. Hércules tinha que começar no mundo do pensamento para obter o controle mental. Há muito tempo as éguas do pensamento vinham produzindo cavalos guerreiros e, através do pensamento errado, da palavra errada e de idéias errôneas devastam os campos. Uma das primeiras lições que todo principiante tem que aprender é o tremendo poder que ele exerce mentalmente, e a extensão do mal que ele pode causar no meio que o circunda através das éguas reprodutoras de sua mente. Ele tem, pois, que aprender o uso correto de sua mente e a primeira coisa a fazer é capturar o aspecto feminino da mente e providenciar par a que não mais cavalos guerreiros sejam gerados. Qualquer um com pretensões a tornar-se um Hércules pode facilmente provar ser possuidor destas devastadoras éguas reprodutoras: basta que dedique um dia inteiro a prestar cuidadosa atenção aos seus pensamentos e às palavras que profere, as quais são sempre resultado do pensamento. Rapidamente descobrirá que o egoísmo, a maldade, o amor ao falatório e à crítica constituem grande parte do seu pensamento e que as éguas de sua mente estão constantemente sendo fertilizadas pelo egoísmo e ilusão. Em lugar destas éguas darem nascimento a idéias e conceitos originados no reino da alma, e em lugar de serem fertilizadas a partir do reino espiritual, tornam-se eles os geradores do erro, da falsidade e da crueldade, que têm sua origem nos aspectos inferiores da natureza humana. Hércules compreendeu o mal que as éguas estavam causando. Galantemente correu em socorro de sua vizinhança. Estava determinado a capturar as éguas reprodutoras, mas superestimou-se. Ele realmente conseguiu cercá-las e capturá-las mas não percebeu a potência e a força que elas possuíam, tanto que as entregou a Abderes, o símbolo de seu eu inferior pessoal para guardar. Porém, Hércules, a alma, e Abderes, a personalidade, em uníssono eram necessárias para guardar esses devastadores cavalos. Sozinho, Abderes não tinha força suficiente, e o que vinha acontecendo às pessoas das redondezas, aconteceu a ele: foi morto. Este é um exemplo da grande lei: pagamos em nossas próprias naturezas o preço pelas palavras incorretamente proferidas e pelas ações mal-julgadas. Novamente a alma, na pessoa de Hércules, teve que lidar com o problema do pensamento errôneo, e somente quando ele se torna um aspirante unidirecionado no signo de sagitário e nesse signo mata os Pássaros Devoradores de Homens, é que consegue realmente atingir o controle total dos processos de pensamentos de sua natureza. O significado prático do poder do pensamento nos é muito bem, transmitido pelas palavras de Thackeray: "Semeai um pensamento e colhereis uma ação. Semeai uma ação e colhereis um hábito. Semeai um hábito e colhereis o caráter. Semeai o caráter e colhereis o destino".
Extraído do livro OS TRABALHOS DE HÉRCULES. Alice Bailey
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Sugestão para aplicação prática desse estudo:
A - Trabalho com a humildade: durante a realização de cada tarefa, procurar perceber se ela está sendo bem feita ou de que forma poderia ser melhor realizada; procurar também descobrir uma forma nova de realizar a tarefa.
B- Trabalho com o pensamento: vigiar continuamente os pensamentos egoístas, maldosos e críticos e "conduzi-los para um lugar de paz", ou seja, substitui-los por pensamentos que representem a virtude oposta , isto é, pensamentos altruístas, amorosos e construtivos.
http://reocities.com/HotSprings/9292/herc1.htm

Guia cabalístico para os 12 primeiros dias do mês lunar de Áries




Áries é o primeiro mês do ano. A Cabala ensina que o primeiro mês tem energia de semente. Assim como a semente determina como será a árvore inteira, o mês de Áries controla os 12 meses seguintes. Cada um dos 12 primeiros dias de Áries controla um mês do ano. O primeiro dia de Áries controla o mês inteiro de Áries. O segundo dia controla o segundo mês, que é Touro. O terceiro dia controla o terceiro mês, Gêmeos. E assim por diante. No calendário cabalístico os dias começam no anoitecer da véspera. Em 2012 o mês de Áries começa ao anoitecer do dia 23 de março. O último dos doze dias é 04/04.

Áries tem um grande ego. É regido por Marte, o planeta da guerra. No mês de Áries, é preciso constantemente olhar para dentro e travar batalha contra o ego, o desejo de receber para si mesmo. Através de controlar o ego durante os doze primeiros dias de Áries você dá um grande passo para eliminar o caos da sua vida nos próximos doze meses.

A Cabala ensina que em cada mês do ano todos nós ficamos sob a influência da energia do signo que rege aquele mês. Sendo que cada um dos 12 dias iniciais de Áries controla um mês, a ideia em cada dia é ir contra o "ego" específico daquele mês. Principalmente, o Zohar diz que nesta época são determinados todos os conflitos e guerras do ano. O mais importante é não se envolver em conflitos externos. Briga, só contra seu ego.

Dicas para cada dia:
Dia 1 – Áries:
É impossível controlar tudo. Abrir mão do controle lhe dará verdadeiro controle. Evite conflitos. Não seja intempestivo, pese as consequências das suas ações.

Dia 2 – Touro:
Deixe a teimosia de lado. Exercite o desapego. E saia da sua zona de conforto. Pode estar tudo bem para você, mas procure alguém ao seu redor que possa usar sua ajuda. E ajude.

Dia 3 – Gêmeos:
Foque sua energia no aqui e agora. Dê tudo de si no que está fazendo neste instante. E tenha perseverança para ir até o fim.

Dia 4 – Câncer:
O passado já passou, deixe o passado para trás. Confie na Luz. Sinta o amor que existe ao seu redor. Não precisa ter medo, tudo é pelo bem.

Dia 5 – Leão:
Use seu poder de liderança de forma generosa. Um bom líder não precisa usar a força para dominar os outros.

Dia 6 – Virgem:
Toda vez que perceber que está criticando mentalmente outra pessoa, pare e transforme sua crítica num desejo de Luz para a outra pessoa.

Dia 7 – Libra:
Saia de cima do muro. Quando estiver num momento de indecisão, faça sua escolha com convicção e entre em ação logo de uma vez.

Dia 8 – Escorpião:
Quando sentir um vazio ao olhar para fora e ver o que os outros tem e você não, deseje ainda mais a eles, e volte sua atenção a todo o bem que existe na sua vida e dentro de você.

Dia 9 – Sagitário:
Antes de falar, pense se suas palavras não irão ferir os sentimentos da outra pessoa. Faça um esforço para ser mais sensível.

Dia 10 – Capricórnio:
Dê valor ao que você tem, especialmente as coisas não materiais. Entenda que o material é passageiro. O que permanece é o espiritual.

Dia 11 – Aquário:
Para que o mundo mude, em primeiro lugar você precisa mudar a si mesmo. Lembre-se que suas qualidades vêm da Luz, e que você está aqui para ser um canal.

Dia 12 – Peixes:
Sinta a dor das pessoas ao seu redor, e não a sua própria. Toda vez que se pegar no papel de vítima, assuma responsabilidade.



Áries é o primeiro mês do ano, energeticamente. Tem uma energia de semente que nos permite controlar o ano inteiro. Cada um dos doze primeiros dias do mês lunar de Áries controla e influencia um mês do ano. Ter consciência disto nos ajuda a assumir as rédeas do nosso destino.

Por: Shmuel Lemle em 22/03/12

quinta-feira, 22 de março de 2012

Alex Polari - “O mundo só vai mudar quando a gente perceber que somos mais do que matéria... somos luz”

Desde moleque, Alex Polari quer fazer revolução. Primeiro, como militante político na ditadura. Foi perseguido, torturado e preso por nove anos. Solto, descobriu na ayahuasca uma missão ainda maior: mudar a sociedade, e a si mesmo, através de um despertar espiritual. Um dos líderes da maior comunidade do Santo Daime no mundo, com raízes que se estendem do Acre à Holanda, ele anuncia: “O mundo só vai mudar quando a gente perceber que somos mais do que matéria... Somos luz”

Hoje a Holanda é um país de igrejas vazias. Praticamente 70% da população não se associa a nenhuma religião. Metade desse número se diz ateia. Sem párocos ou paróquias, toda cidade tem de capelas a catedrais disponíveis para locação. Festas, reuniões políticas, feiras, exposições, aulas, peças de teatro tomam hoje o lugar de missas e pregações. Mas não naquela noite, quando um templo com mais de 300 anos de idade nos arredores de Amsterdã foi alugado para servir como uma improvável... igreja.
Do lado de fora, neve densa. Onze graus negativos. Debaixo da abóbada, cerca de 150 pessoas, a maioria grisalha, arrumadinha, vestindo branco, espera o convidado de honra. Quando ele chega, um pouco atrasado, dezenas de holandeses se aproximam. Alguns beijam sua mão, muitos fazem questão de saudá-lo em português: “Padrinho”. Alex Polari sorri tímido, um tanto acostumado, um tanto desconfortável no papel de clérigo. Enquanto ele vai tomando seu lugar no altar, uma senhora fleumática espalha um incenso amazônico pelo recinto. Quase sem sotaque, puxa o coro: “Defuma, defumador, essa casa de Nosso Senhor...”. Foi a primeira canção, abrindo mais de cinco horas de cantoria na sessão de Santo Daime.
Alex Polari serviu o chá, tocou o chocalho e puxou o hinário de cura no centro da roda de pessoas. Mas não foi à Holanda apenas para conduzir o trabalho daquela noite. Ele saiu do Céu do Mapiá, comunidade daimista fincada no Acre, para depor em um tribunal em Amsterdã. Depois de dez anos de uma frágil, porém estável, legalidade, um promotor resolveu pedir a proibição do Santo Daime no país. Como representante institucional e internacional da igreja, Polari teve que explicar, pela enésima vez, por que a bebida não é uma droga, mas um sacramento. Não é um alucinógeno, mas um enteógeno (termo para substâncias que “despertam o divino interior”). Que o chá, comprovadamente, não representa risco à saúde pública, ao contrário, tem poder de cura. E que banir a bebida por conta de um alcaloide proibido (o DMT, no caso) é infringir um direito tido como universal nas democracias modernas: a liberdade religiosa.
Muito antes de se tornar um líder espiritual, aliás, Alex Polari de Alverga já precisou depor muitas vezes. Mas sob condições muito diferentes... Foi preso, violentamente torturado, durante a ditadura brasileira. Ele integrava o VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), um dos movimentos de esquerda da luta armada. Participou de assaltos a bancos e sequestrou o embaixador alemão Ehrenfried Von Holleben, antes de cair nas mãos do regime militar em 1971. Viu seu amigo Stuart Angel, filho da estilista Zuzu Angel, ser morto na cadeia na sua frente. Tinha 20 anos de idade. Foi solto aos 29.
“Foram anos de profunda reflexão”, ele conta, “em que descobri que não adiantaria lutar por uma transformação social sem uma transformação pessoal, interna. Quando saí eu buscava um caminho diferente.” Um ano depois, em 1981, o caminho apareceu. Foi com um amigo ao Acre para conhecer um obscuro grupo religioso que utilizava um chá psicoativo como sacramento. Bebeu, foi tomado pelos hinos e pelo efeito do chá e teve uma revelação. Viu a história do universo desdobrar-se em sua mente. Vislumbrou o caminho da evolução à dimensão espiritual da vida. Quando aterrissou de volta, era outro. “Minha vida mudou completamente. Tive certeza de que ali era meu lugar.”
Ele foi um dos primeiros a fundar um grupo daimista fora da floresta. Já em 1982 mantinha uma comunidade em Mauá (RJ) e visitava sempre a igreja no Acre. Seu padrinho, o mestre Sebastião, foi o fundador do Cefluris (Centro Eclético da Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra), até hoje a maior e mais reconhecida divisão da igreja do Santo Daime. Sebastião batizou sua igreja com o nome de seu padrinho, o mitológico mestre Irineu, fundador da doutrina do daime da qual as outras linhagens se originaram. Foi de Irineu a revelação original que ecoa até hoje, do Acre a Amsterdã. Quando teve contato, em 1931, com a ayahuasca em um contexto xamânico, viu no poder da bebida a presença do espírito santo. E fez uma releitura cabocla, sincrética, da história de Jesus. Nas palavras de Alex Polari, “nossa igreja é um tipo de cristianismo visionário”.
Alex tornou-se logo peça-chave na difusão e no reconhecimento do daime como uma religião no Brasil. Estudado, articulado politicamente, acompanhou todas as comissões oficiais que foram ao Acre investigar o tal chá que provocava visões e arrebanhava cada vez mais gente fora da floresta. Aprendeu a doutrina, a conduzir trabalhos, a cozinhar o chá, a falar em nome da igreja, a defendê-la diante de juízes e a ser um rosto público de uma malcompreendida religião. Tornou-se, ele também, um padrinho.
Padrinho Sebastião, mentor de Alex
Arquivo CEDOC/ CEFLURIS


Padrinho Sebastião, mentor de Alex
Aos 62 anos, com três filhos, dois netos, a mesma esposa de quando deixou o cárcere, segue cada vez mais ocupado em sua missão. É um dos líderes da comunidade do Céu do Mapiá no Acre, cuida de um complexo projeto de agricultura orgânica e sustentável na floresta, conduz sessões, cozinha daime, ajuda como pode a população carente local e viaja para dar apoio às igrejas do Cefluris que se espalham pelo mundo. Apesar de tudo isso, garante não fazer proselitismo de sua igreja. “É uma experiência tão forte, tão reveladora, que precisa ser parte de uma escolha, de uma busca pessoal”, ele explica. Sua missão, na verdade, não é arrebanhar fiéis. Mas garantir a existência de um contexto institucional e seguro para que a experiência espiritual visionária esteja disponível ao ser humano. Isso, para ele, transcende e muito sua religião. É, talvez, uma questão de sobrevivência da espécie.
“Nossa cultura fragmentou, compartimentou demais o conhecimento. Acabamos nos iludindo demais com nossos egos e ficamos no escuro sem uma conexão com o divino, com o sentimento de totalidade”, ele reflete. “É preciso não apenas compreender isso, mas buscar essa reconexão. Porque, no fundo, não vejo uma saída para essa crise planetária fora de uma transformação espiritual.”
Ele diz isso um dia depois da sessão em Amsterdã. Ainda sob o impacto de uma visão que tive sob a força do daime, ficou difícil duvidar: de olhos fechados, e contorcido em cólicas, vi um oceano fractal e revolto que invadia a Terra. Algo me dizia que, enquanto a humanidade destrói o mundo esperando Jesus, quem vai voltar, no fundo, será Noé, para resgatar o que for possível. Abri os olhos e vi aqueles senhores e senhoras branquinhos, venerando um retrato de Irineu, um homem negro, tendo epifanias coletivas com hinos compostos no fundo da Amazônia, em uma igreja sem padre na Holanda. Havia um contraste perfeito, uma retomada arcaica no berço do capitalismo em pleno 2012. Eu me sentia mareado em uma arca da salvação interior. E vendo o capitão Polari ali no meio, de olhos fechados, balançando seu chocalho, eu entendi: por trás da barba e da farda branca, o ex-guerrilheiro ainda quer a revolução.
“Não vejo uma saída para a crise planetária fora de uma transformação espiritual”
Na época em que você era militante político, você já tinha uma busca espiritual?
Acho que não. Só daquele tipo de olhar para um céu estrelado e perguntar de onde vim, para onde vou, etc. Eu vim de uma família católica, mas quando entrei para a luta política isso se perdeu. Começou mais ou menos devagar, em 1966, 67. Mas quando chegou o AI-5, em 1968, foi o grande momento de ruptura. Nessa época eu buscava no exterior a causa das injustiças e da luta por mudanças na sociedade.
Como foi esse período?
Minha geração viveu um momento muito profundo e muito duro da história. Éramos jovens, idealistas e libertários. Era o sonho revolucionário do mito de Che Guevara, maio de 68, primavera de Praga. E também do sonho hippie, do LSD, da liberdade sexual, Marcuse, Reich, tudo isso. Eu escolhi o caminho da militância e entrei de cabeça na luta armada, até o começo de 1971, quando fui preso. Vi companheiros desaparecer no cárcere... mas não queria estender muito nisso. Porque hoje é uma coisa que vejo mais como uma experiência, não acho que é mais o cerne da questão.
Mas você não vê uma ponte entre sua luta política, a cadeia e seu caminho espiritual? Sim, pois foi um processo de reflexão profunda. Primeiro pelo lado de toda aquela opressão social que de repente foi exercida diretamente sobre mim. Passei dos 20 aos 29 anos preso. Fui torturado. Vi um amigo ser assassinado na minha frente. Depois um processo para entender a inviabilidade das nossas teses, rever os velhos mitos da esquerda. Mas havia naquela luta política um prenúncio de um caminho espiritual, pois houve uma entrega, um sacrifício verdadeiro de se oferecer em nome de uma causa. E me trouxe o entendimento de que não dava para lutar simplesmente pelas questões políticas, mas que havia a necessidade de uma transformação interior. Tanto que quando saí da prisão não me reinseri na sociedade, de onde havia parado.
Nunca mais buscou um caminho de ativismo político?
Tive uma ou outra reunião, fui em uns encontros na época da fundação do PT. Mas preferi ir para outro lado. Eu já havia conhecido, durante as visitas de amigos nos últimos dois anos na cadeia, a Sônia, minha esposa até hoje. Quando saí, jé éramos casados e tínhamos um filho pequeno, o Thiago. Nessa busca por uma vida diferente no campo, mais alternativa, mudamos para Mauá.
Quando conheceu o Daime? Logo no ano seguinte, em 1981, uma coisa fortuita mesmo, quando um amigo trouxe um pouco da Amazônia. Tomei em Mauá, fora da igreja, na natureza. Foi uma coisa forte, parecida com ácido e com outras experiências que já havia tido. Depois um amigo me falou de uma comunidade liderada por um velho patriarca de barbas que tomava ayahuasca. No ano seguinte fui ao Acre para ter contato com o povo de lá. Foi quando senti a força mesmo.
“Foi como se eu tivesse visto todo o filme da história da humanidade, da vida, dos minerais, do big bang... estava pasmo”
E como foi essa experiência? Tomei a bebida. Sentia aquela corrente de pessoas, a música, o canto, a vibração dos maracás... Foi quando eu sentei em uma cadeira de balanço. Aí abriu uma admiração muito forte. Senti que estava em outro lugar, como os índios dizem, “o salão dourado”. De repente aquela cadeira era como uma cabine de uma nave espacial. E foi como se eu tivesse entrado em um buraco negro e visto todo o filme da história da humanidade, da vida, dos animais, dos minerais, do big bang... Estava pasmo e, ao mesmo tempo, sentindo uma bem-aventurança, uma grandeza muito forte.
O que mudou internamente? Em um certo sentido aquela visão me transformou. Voltei um outro homem. Um ex-guerrilheiro que toma um chá e canta hinos em louvor a Jesus, Maria e José... acharam que eu tinha pirado. Mas descobri que na espiritualidade não há limite pra nada. Tudo isso ajuda a dar uma quebrada no ego, dá humildade e faz você entender que tudo é possível de alguma maneira. Passei a me considerar um cristão universalista e tenho muita gratidão por como isso me foi passado espiritualmente, como isso me trouxe aonde estou hoje. A mensagem do Jesus histórico, independente da construção teológica, eu vejo como algo profundo no sentido de acessar nossa consciência superior. Quando ele sugere que o reino dos céus está dentro das pessoas mesmo. O sentido maior do ensinamento dele era esse chamado urgente, muito semelhante à urgência dos tempos de hoje.
Com Sebastião, seu mentor
Com Sebastião, seu mentor
E depois?
Eu percebi que eu era dali. Que não iria mais arredar o pé. Ali conheci o padrinho Sebastião e comecei a me envolver, voltar mais para a Amazônia, levar daime para Mauá. E fizemos uma comunidade por lá. Começou a chegar muita gente... construímos escola, uma estrutura de agricultura orgânica, e fundamos uma igreja do Santo Daime, uma das primeiras fora da Amazônia. Foi algo muito bonito.
Você estava presente no momento em que o Daime chegou à mídia e ao conhecimento do poder público. Como foi essa “recepção”?
Houve diferentes momentos. O primeiro foi em 1985, nosso sacramento foi proibido sob o pretexto que era droga, continha DMT, etc. Neste mesmo ano foi criado um grupo de estudo e tivemos a sorte de ter gente muito correta, inteligente e aberta nessa comissão, e a bebida foi liberada em 86. Tivemos ainda novos questionamentos ao longo dos anos. Só em 2006 o governo e cientistas estabeleceram a regulamentação definitiva do uso religioso do nosso sacramento. Hoje, as igrejas do exterior estão nessa luta, como aqui na Holanda.
Que tipo de argumento usam hoje em dia contra o daime? O argumento é sempre o risco à saúde pública. Algo que não faz o menor sentido. Há décadas nós já comprovamos que não existe risco algum dentro de um contexto religioso. Há um volume enorme de pesquisas nesse sentido. O que ocorre, na prática, é que tentam limitar o direito universal da liberdade religiosa por falta de informação. Não reconhecem uma tradição milenar de uso dessa substância para fins espirituais.
Mas o medo das instituições, muito mais do que a questão religiosa ou química, não é o da alteração da consciência?
Sem dúvida... Na nossa sociedade atual isso é uma questão fundamental. Perdemos contato com esse tipo de prática que, em outras culturas, foi parte integrante do saber das grandes civilizações do passado.
Você não fala somente da ayahuasca? A ayahuasca está em evidência, mas o uso religioso de psicoativos faz parte da humanidade. Se você pesquisar, vai descobrir a importância dos mistérios de Eleusis, por exemplo. Toda a nata do pensamento grego partilhava experiências de alteração da consciência através de uma bebida psicoativa. Boa parte da base do saber ocidental deriva disso. Nos textos sagrados dos vedas é clara a presença do soma, um sacramento que muitos acreditam ser cogumelos mágicos. Se você buscar, vai encontrar algo em todos os continentes e tradições. Ritos desse tipo sempre estiveram entre os humanos e foram, em boa parte, responsáveis pelo que chamamos de religião e cultura. Mas nossa sociedade atual foi se afastando cada vez mais desse tipo de conhecimento. Quem sabe esse não foi o fruto proibido, a maçã da Eva?
A que você atribui essa desconexão da sociedade moderna em relação a esse tipo de espiritualidade? O Ocidente de um modo geral enveredou muito pela estrada da revolução industrial, do racionalismo, da ciência. Claro que isso tudo teve uma importância muito grande para o desenvolvimento humano. Mas essa noção racionalista criou um mundo extremamente compartimentado, fragmentado. Essas divisões duras nos afastam da noção de que há uma unidade no universo. É exatamente nesse ponto que a experiência visionária se torna tão fundamental. Porque traz à tona, de maneira clara, esse sentimento de totalidade, de pertencimento, que é tão importante ao ser humano.
Essa desconexão foi o que abriu o caminho para o culto ao ego que domina nossa cultura hoje?
Eu acho que o domínio do ego é o coroamento, o reconhecimento da cisão absoluta entre a entidade que chamamos de indivíduo e o sentimento de totalidade, que caracteriza a espiritualidade mais profunda. Isso, para mim, é a causa do vazio existencial. E havia até uma filosofia para dar base a isso. Começaram a acreditar que nosso aprimoramento científico nos levaria, inclusive, a uma evolução moral e espiritual. Mas a primeira grande invenção dessa cultura foi o acúmulo de capital, todas as conquistas imperiais, a aliança entre as empresas coloniais e a igreja sedenta por uma uma nova fronteira de evangelização.
É como se a ciência tivesse se colocado como uma força oposta à espiritualidade? Sim, mas é preciso entender que, quando surgiu esse pensamento, ele tinha um sentido humanista, de questionar a religiosidade dogmática, obscurantista. Acontece que na história recente essa tendência se intensificou. O reducionismo científico e o fundamentalismo religioso são duas partes de uma mesma moeda que limita e coloca a nossa realidade numa camisa de força. Nesses últimos três séculos essa foi a tônica. E não precisa mais ser assim. Eu vejo que, hoje em dia, há um caminho inverso. De certos ramos da ciência que buscam uma reaproximação com o espírito a partir das descobertas recentes. A mecânica quântica, por exemplo, dá novos insights espirituais sobre a realidade mais profunda do universo. E coincide muito com o tipo de conhecimento que sempre esteve disponível às culturas ancestrais que mantinham contato com esse tipo de experiência com as plantas de poder. Quando você vê de perto, essas doutrinas tão antigas estavam falando coisas tão modernas... São ideias arcaicas que trazem respostas atuais.
Uma resposta para o que, exatamente? Para esse dilema enorme da nossa cultura, da nossa espiritualidade... Essa necessidade de estar sintonizado com o planeta e achar soluções. Temos um sistema cuja lógica é não ter lógica, nem levar em conta os anseios da humanidade que ele deveria servir. Os recursos se esgotam, e a infelicidade aumenta. Fazemos maravilhas tecnológicas, mas tudo indica que se algo não mudar em nossa consciência, o barco pode afundar. Então a resposta que essas experiências oferecem é um caminho para aprofundar a consciência, pois parece que este estado ordinário da mente não está sendo suficiente. E essa experiência direta com o divino oferece não só mais clareza sobre a realidade, mas também um chamado, um aviso para o estado das coisas.
“O domínio do ego é o coroamento da cisão entre o indivíduo e a espiritualidade mais profunda”
Pensando então nesse aviso, no “estado das coisas”, você acha que superar a mentalidade cartesiana, materialista, está se tornando não só uma questão espiritual, mas de sobrevivência da espécie? Hoje se fala muito do colapso, de uma espécie de apocalipse, de fim do mundo. Mas, antes de se manifestar fisicamente com vulcão, tsunami, acho que o apocalipse começa de forma psíquica. A quantidade de sofrimento, de depressão, de vazio existencial... são sinais de alguma coisa. Dificilmente nós vamos achar uma solução para a crise planetária fora de uma revolução espiritual.
Você não enxerga mais uma solução política, cultural, simplesmente?
Eu acredito que todas as outras formas de ler o mundo faliram no último século. Primeiro no pensamento crítico em relação ao capitalismo, porque não tinha uma perspectiva espiritual. Muita gente, eu inclusive, apostou todas as fichas na perspectiva de que a luta de classes fosse o motor da história. Que a classe proletária surgida como um rebento desse processo de acumulação de capital tivesse disposição de encarnar o processo de evolução social. Essas esperanças não se tornaram tão generosas e acabaram criando problemas e injustiças muito semelhantes aos que queríamos abolir. Depois dessa esperança de luta social, acho que teve um outro investimento. Como se a gente tivesse passado da luta de classes para uma fé na psicanálise, na libertação da libido e da sexualidade. Como se isso, enfim, fosse a resposta.
Arquivo Pessoal
 Alex assinando seu alvará de soltura em 1980
Alex assinando seu alvará de soltura em 1980
Como se a revolução fosse acontecer através do indivíduo?
É, a revolução da psicanálise e a compreensão do papel dos instintos poderiam servir como uma nova utopia, um novo mito para definir o ser humano e as grandes forças orientadoras da psique. Eu acho que isso já é, de alguma forma, um prenúncio do que acredito ser a questão fundamental: a consciência. Mas mesmo dentro dessa visão, nossas neuroses, psicoses, sociopatias aumentaram... Claro que conquistas inegáveis vieram disso. Tanto da luta socialista quanto da libertação sexual. Mas também não nos mostrou a chave do enigma, da transformação mais profunda do sistema. Não gerou um ser humano novo ou um caminho que parecesse realmente promissor.
Mas esse ser humano novo não é um processo em construção?
Sim, mas para seguir evoluindo é preciso dar um novo passo.
E que passo é esse? Achar um caminho pra reunificar ética, espiritualidade e política. Como gestar isso dentro de um sistema apresentando pane? Como gerar uma coisa viável que não possa ser cooptada pelo capitalismo? Me preocupa que o destino do planeta possa estar na mão de tanta gente que não tem a mínima estatura espiritual para enfrentar as suas responsabilidades históricas. O Obama, se você observar, tem um brilhozinho, mas é um executivo desse sistema todo. Ele é uma metáfora de tudo que a gente tá falando. Da impossibilidade de resolver a coisa dentro dessa mentalidade materialista.
“A consciência é a base onde todo o universo se constrói. E não precisa tomar daime para descobrir isso”
É como se o capitalismo não fosse um sistema, mas uma mentalidade, a impressão de que a lógica do lucro e do acúmulo são leis naturais?
Exato. Isso acontece porque tudo está organizado através de trocas comerciais, de mão de obra, em uma engrenagem que não pergunta nada sobre quais são as necessidades humanas ou naturais. E isso virou a base de nossa sobrevivência cotidiana, mas está nos condenando coletivamente. Eu acho que essa insanidade é sensibilizatória, e que ninguém mais consegue acreditar que o mundo possa dar certo, que estejamos caminhando em uma direção construtiva. E a gente fica num ponto bastante preocupante, pois até a ciência de ponta está começando a soar como profecias apocalípticas.
Mas você acredita que estamos perto de um colapso físico? Eu também fico nessa dúvida e tem dias que fico mais apocalíptico, outros menos. Realmente não sei quanto tempo a gente tem antes de achar uma solução viável para sustentar nossa espécie neste planeta. Todos que estão pensando na questão ambiental, ou procurando um novo paradigma econômico, uma nova práxis social, uma nova ética... se encontram, na minha opinião, em uma nova visão espiritual da realidade.
Que visão é essa? Isso é complicado de responder, porque o caminho espiritual é, quase que por definição, algo pessoal. Mas precisamos ter o reconhecimento de que o que chamamos de realidade é uma construção da consciência pensante. E não se iludir e não ter apego a esse falso eu. E aprender a operá-lo muito bem dentro dessa vida, mas preparando seu espaço próprio de pesquisa e investigação para se preparar para a morte. Isso não depende necessariamente de uma religião, mas precisa implicar em uma ética nova, uma nova prática social verdadeiramente altruísta. Mas se dar conta disso, experimentar de fato essa realidade mais profunda, pode ser o trabalho de uma vida toda.
Por que dá tanto trabalho perceber que isso aqui é mais do que mera matéria?
A abordagem da investigação materialista oferece certa lógica. A matéria parece tão organizada, tão lógica, previsível, que existe uma naturalidade em assumir que todo o resto, que não pode ser visto, medido, seja um subproduto. Ou que, simplesmente, não existe. Daí vem a ideia de que a consciência e a vida surgem a partir da matéria, como se fosse uma geração espontânea. Isso é uma concepção que tomou conta do mundo, mas corresponde apenas a um estágio do pensamento e da cultura.
Uma ideia especialmente sedutora para essa era do ego, não?
Dá uma importância enorme ao indivíduo, que se torna um evento raro, insubstituível no universo.
Exatamente. É a desculpa de que o homem precisa para se declarar o píncaro da evolução. Mas isso não resiste a uma investigação honesta de quem está à procura de entender a essência da sua existência. Quem aprende a aquietar a mente, a afastar os pensamentos ordinários, consegue sentir uma realidade mais profunda e que existe de fato. Está lá. E entende que todo o resto é uma ficção construída em pensamentos, e se torna uma realidade sofisticada, palpável. Mas que não tem base. Pois a vida é uma coisa muito mais sutil. Na verdade, a própria matéria parece emergir da consciência. Ela está em tudo, é a base em que todo o universo se constrói. E não precisa nem tomar daime para descobrir isso. Culturas milenares, no mundo todo, já haviam percebido isso de muitas formas.
Mas isso se dá quase sempre dentro de um nível pessoal. Como isso se torna um sistema social de fato? O apego no nível pessoal se torna uma espécie de egoísmo coletivo. Todos precisam se defender uns dos outros, competir, acumular. É o caminho oposto para tornar nossa sociedade viável. A descoberta da consciência como o novo motor da história é o fato mais relevante do nosso tempo. Eu vejo a consciência como base que permeia tudo. Dela emana tudo, inclusive nossa existência. Se nossa mente reinvindica uma existiencia independente, é porque ignora esse fato. Nos identificamos tanto com nosso corpo, pensamentos, que achamos que somos algo separado do todo. Certamente precisamos manter uma identidade própria, mas quando nos aferramos demais a ela e a nossos desejos, isso traz grandes problemas. Essa é a fronteira: uma luta interior que possa trazer uma verdadeira transformação das sociedades. Quando a gente se ilumina por dentro, nosso olhar para fora se torna mais compassivo e altruísta.
De algum modo é como se estivéssemos, de fato, esperando a segunda vinda de Cristo para nos salvar? Acredito que o que muita gente está esperando já chegou. A segunda vinda, para mim, é essa revelação interna, o retorno do Cristo de cada um, essa espiritualidade enteógena, a experiência de sentir a divindade, a centelha sagrada que habita dentro da gente. E isso talvez seja a luz que precisamos para enfrentar o que vier por aí.
O daime tem esse poder? Isso é o centro da nossa história, uma experiência espiritual direta. Tem momentos de revelação que às vezes um iogue trabalha a vida inteira, ou várias encarnações, para alcançar. Mas o mais difícil é o compromisso, como você precisa destilar toda aquela experiência espiritual, decupar as metáforas para trazer aquilo pra vida prática, mostrar na sua vida que aquilo tem uma validade, provar isso na sua família, amigos... isso é a espiritualidade. Os mestres fundadores dessa religião, sem nenhuma sofisticação intelectual, sem saber o que era sinapse, física quântica, serotonina, perceberam uma coisa valiosíssima. Que, uma vez em contato com essa realidade transcendental, podemos trazer para a vida prática de uma pessoa. Pode ser um intelectual da Europa ou um caboclo no meio da mata amazônica. Uma mesma linguagem, uma mesma mensagem simples, e que pode significar uma maneira melhor de viver a sua vida, em sociedade, em família, com a natureza.
Vocês buscam novos adeptos? Tem quase que uma norma na frase de um padrinho nosso: “Convidar é um erro fraternal”. A ayahuasca traz uma experiência muito profunda, um contato com uma dimensão do ser a que não estamos acostumados ou até fugimos dela... A pessoa precisa estar voluntariamente em busca disso para honrar sua experiência.
O daime tem o potencial de se tornar uma das grandes religiões do mundo?
O Santo Daime nunca será uma religião de massas. Mas isso não impede de que possa dar uma contribuição à humanidade. Considero o daime uma religião genuinamente cristã e universalista. E que oferece uma possibilidade de dentro de qualquer outra tradição. Muita gente se apropria do sacramento porque ele iluminou ainda mais a fé que a pessoa já tinha. Temos muçulmanos, hindus, rabinos que participam de nossas cerimônias.
Como você está vendo essa expansão rápida da ayahuasca no mundo, do chamado xamanismo urbano, o nascimento de outras cosmologias a partir de experiências com DMT?
Eu acredito que essa medicina tem algo a dizer para o mundo hoje. Mas são dois processos. Um é o crescimento das tradições religiosas ligadas ao uso da ayahuasca. O outro lado é a experiência psiconáutica de gente curiosa. A busca, de toda forma, é válida. Eu ainda acho que dentro de um contexto religioso é mais seguro para a maioria das pessoas. E é a forma original.
Bruno Torturra
Alex logo após conduzir o trabalho de cura na igreja holandesa
Alex logo após conduzir o trabalho de cura na igreja holandesa
Mas para muita gente a própria ideia de igreja, de doutrina, é algo a ser superado nessas experiências visionárias
Sei que existe, da parte de muita gente, uma certa aversão à parte institucional, à ideia de igreja. Entendo e até concordo em parte. A experiência histórica de religiões institucionalizadas não são de todo boas... Mas, principalmente no nosso caso, existe uma necessidade muito grande de manter uma instituição oficial para poder dialogar com o poder oficial e garantir uma legitimidade, e ajudar a garantir que o sacramento siga acessível a todos, mesmo os que não se identificam necessariamente com nosso formato de ritual. Por isso é tão importante valorizar esse interesse recente pelo estudo das vias enteógenas, essa investigação científico espiritual da natureza profunda da consciência. Somos uma espécie muito recente, o neocórtex cerebral tem apenas 500 mil anos. A própria marcha da evolução aponta que a consciência é o campo de batalha. O importante é que se difunda essa experiência de contato direto com Deus. Só vai fazer bem para o mundo.
Mas isso soa um pouco etéreo, metafísico demais para resolver problemas tão práticos, não?
Acredito mesmo que, para encontrar uma alternativa prática, temos que abrir a mente e o coração para essas transformações. Até porque todos os outros paradigmas de realidade faliram. Claro que tem gente que está esperando uma nave espacial chegar para salvar todo mundo. Penso que nossa nave já está pousada no meio da floresta. Do meu ponto de vista, a espiritualidade é na prática, dentro da sua vida interior e no trabalho social. É pensar grande e agir pequeno. É o nosso laboratório do futuro. Em um raio de alguns quilômetros, dá mesmo para transformar as coisas.
Como é esse trabalho? Eu mesmo tenho me dedicado também nesses últimos 20 anos à agricultura sustentável. Temos feito um trabalho de ponta lá, até como forma de buscar essa saída econômica viável, de produzir alimentos e manejar a floresta de modo a mantê-la de pé. A gente trabalha com agricultura de praia, como no começo da agricultura, no Eufrates, no Nilo. Quando o rio enche, o sedimento fertiliza a terra, e nas vazantes você planta todo tipo de cultura nas margens. E tem uma produtividade quase similar à da agricultura mecanizada fertilizada, totalmente natural e a baixo custo. Estamos esperando uma política pública que incentive isso. Conseguimos algumas fundações ligadas a irmãos nossos, da irmandade internacional. Em 2007 e 2008, com a Fundação Banco do Brasil, a gente fez um grande projeto pra criar polos de beneficiamento. A outra parte do projeto é trabalhar com sistemas agroflorestais, replantando a floresta com muitas espécies comestíveis. Adensando a mata original e inserindo outras espécies. É a única saída que vejo para a Amazônia.
“Na selva você ganha uma dimensão direta da salvação: é não pisar em cobra, plantar macaxeira, fazer farinha...”
É a tal ponte entre política e espiritualidade? É curioso, foi dentro do Daime que resgatei minha herança de animal político em um sentido mais pleno. A experiência da militância era muito abstrata, sem contato com a realidade social concreta. Essa minha descoberta espiritual também foi a minha descoberta da Amazônia, do povo brasileiro, ribeirinho, do calor humano, da miséria. Se tornou não só um laboratório de reflexão espiritual como um trabalho social grande. Não é fácil sobreviver na contramão do sistema, fazer uma comunidade sustentável no meio da Amazônia, num lugar de dificílimo acesso. Mas nossa comunidade espiritual, a do padrinho Sebastião, parece menos um ashram do que um canteiro de obra. Todo mundo trabalhando sem parar, rezando, tomando daime, fazendo mutirão. Na selva você ganha uma dimensão muito direta da salvação: tomar cuidado com cobra, plantar macaxeira, fazer farinha. É como o padrinho Sebastião falava: “Povo de Deus, acampado em seus lugares, sempre atento”.
Existe uma receita para a iluminação? O padrinho Sebastião também dizia: “tem que unir o positivo com o negativo para haver luz”. Isso é uma lei da iluminação, seja para acender uma lâmpada, quando liga um interruptor, seja para nos iluminar espiritualmente. Tem que trabalhar sua anima, seu inconsciente, seu lado escuro, e colocar ele em contato com seu Eu Superior. Daí vem a luz...

http://revistatrip.uol.com.br/revista/208/paginas-negras/alex-polari.html#1


segunda-feira, 19 de março de 2012

Egito - IMAGENS SAGRADAS






















A Vóz das Avós - No Fluir das águas







Danças Circulares


A dança e o canto são as mais antigas formas de expresssão do homem, que movido por um poder transcendente tenta formular suas experiências e compreensão da Vida utilizando seu próprio corpo como instrumento.


Por toda a história os seres humanos sempre dançaram e cantaram. A dança simbolizava a comunhão entre os membros da comunidade e celebrava momentos especiais de suas vidas: as mudanças de estações, o plantio, a colheita, a alegria, a tristeza, o medo, o amor, o poder da morte, o reaparecimento da nova vida.


Dançar é movimentar o corpo de forma ritmada, é conquistar harmoniosa e musicalmente o espaço. Os gestos transmitem e atraem poder, liberam e transformam energia, influenciam psicologicamente os indivíduos e os mantém em contato constante com o seu Centro.


As danças circulares resistem ao tempo por sua força de manifestação de vida. Dançar na roda é redescobrir e celebrar nossa unidade primordial. De mãos dadas, movimento, canto e respiração ritmados equilibram a energia grupal.


Dançar é deixar-se tocar pela totalidade das quatro esferas da existência: física, emocional, mental e transcendente. É conectar-se com uma imensa alegria e cura profunda, para o próprio ser e todas suas relações.

O trabalho com as danças segue diversos caminhos:


Danças da Paz Universal

Pesquisadas pelo americano Samuel Lewis. Coreografias associadas a palavras sagradas e cantos de várias tradições: sufismo, cristianismo, zoroastrismo, budismo, hinduísmo, judaísmo, nativos americanos. Em destaque as vivências da Oração Cósmica - O Pai Nosso em Aramaico e as Danças da Mandala de Tara.


Danças Sagradas e Meditativas

Pesquisadas pelos alemães Bernard e Maria-Gabrielle Wosien, a partir das rodas antigas tradicionais de diversos povos de todo o planeta e implantadas na Comunidade de Findhorn, Escócia.
Danças Brasileiras

Pesquisa e resgate de danças étnicas e folclóricas, feitos por um grande número de estudiosos/dançarinos.


Danças das Plantas Curativas e dos Florais de Bach

Pesquisadas pela letoniana Anastasia Geng. A partir da percepção/conexão com as energias do Reino Vegetal, constitui-se num trabalho de integração e auto-cura.


Danças Circulares dos nossos tempos

Coreografias inspiradas por diversos pesquisadores/dançarinos como Gabrielle Wosien, Friedel Kloke-Eibl, Laura Shannon, Mandy de Winter, Peter Vallance, Ray Price, Gwyn Peterdy, Pablo Scornik, Dagmar Hahn, entre outros também importantes.

http://www.simplicidade.net.br/marge/dancas.html

domingo, 18 de março de 2012

Nada Te Turbe - Lindooo!!!



Nada te turbe, nada te espante:


Nada te perturbe; nada te espante;


Quien a Dios tiene nada le falta.


Quem tem a Deus nada lhe falta


Nada te turbe, nada te espante:


Nada te perturbe;nada te espante;


Sólo Dios basta.


Apenas Deus basta


2ª voz


Todo se pasa, Dios no se muda,


tudo passa; Deus não muda,


La paciencia todo lo alcanza.


A paciência tudo consegue.


Quem a Deus tem,


nada lhe falta.


Só Deus é suficiente.


clic aqui para ouvir e salvar Permanea%20em%20Silncio.mp3
Linda mensagem com o fundo musical "Nada Te Turbe" de Santa Teresa de Ávila (1515-1582) , interpretação: Calenda Maia.



Nada te perturbe; nada te espante
Maria Elisete Shalom...

Eu te compreendo...


Eu te compreendo...


Eu sei das tuas tensões, dos teus vazios e da tua inquietude. Eu sei da luta que tens travado à procura de Paz. Sei também das tuas dificuldades para alcançá-la. Sei das tuas quedas, dos teus propósitos não cumpridos, das tuas vacilações e dos teus desânimos.

Eu te compreendo... Imagino o quanto tens tentado para resolver as tuas preocupações profissionais, familiares, afetivas, financeiras e sociais. Imagino que o mundo, de vez em quando, parece-te um grande peso que te sentes obrigado a carregar. E tantas vezes, sem medir esforços.

Eu conheço as tuas dúvidas, as dúvidas da natureza humana. Percebo como te sentes pequeno quando teus sonhos acalentados vão por terra, quando tuas expectativas não são correspondidas. E essas inseguranças com o amanhã? E aquela inquietação atroz em não saberes se amanhã as pessoas que hoje te rodeiam ainda estarão contigo? De não saberes se reconhecerão o teu trabalho, se reconhecerão o teu esforço. E, por tudo isto, sofres, e te sentes como um barco sozinho num mar imenso e agitado.

E não ignoro que, muitas vezes, sentes uma profunda carência de amor. Quantas vezes pensastes em resolver definitivamente os teus conflitos no trabalho ou em casa. E nem sempre encontraste a receptividade esperada ou não tiveste força para encaminhar a tua proposta. Eu sei o quanto te dói os teus limites humanos; e o quanto às vezes te parece difícil uma harmonia íntima. E não poucas vezes, a descrença toma conta do teu coração.

Eu te compreendo... Compreendo até tuas mágoas, a tristeza pelo que te fizeram, a tristeza pela incompreensão que te dispensaram, pelas ingratidões, pelas ofensas, pelas palavras rudes que recebeste. Compreendo até as tuas saudades e lembranças. Saudade daqueles que se afastaram de ti, saudade dos teus tempos felizes, saudade daquilo que não volta nunca mais... E os teus medos? Medo de perderes o que possuis; medo de não seres bom para aqueles que te cercam; medo de não agradares devidamente às pessoas, medo de não dares conta; medo de que eles descubram o teu íntimo; medo de que alguém descubra as tuas verdades e as tuas mentiras; medo de não conseguires realizar o que planejaste; medo de expressares os teus sentimentos, medo de que te interpretem mal.

Eu compreendo esses e todos os outros medos que tens dentro de ti. Sou capaz de entender também os teus remorsos, as faltas que cometeste; o sentimento de culpa pelos pequenos ou grandes erros que praticaste na tua vida. E sei que, por causa de tudo isso; às vezes te encontras num profundo sentimento de solidão. É quando as coisas perdem a cor, perdem o gosto e te vês envolto numa fina camada de indiferença pela vida. Refiro-me àquela tua sensação de isolamento, como se o mundo inteiro fosse indiferente às tuas necessidades e ao teu cansaço. E nesse estado, és envolvido pelo tédio e cada ação ou obrigação exige de ti um grande esforço. Sei até das tuas sensações de estares acorrentado, preso; preso às normas, aos padrões estabelecidos, às rotineiras obrigações: "Eu gostaria de... mas eu tenho que trabalhar, tenho que ajudar, tenho que cuidar de, tenho que resolver, tenho que!...". Eu te compreendo... Compreendo os teus sacrifícios.

E a quantas coisas tens renunciado, de quantos anseios tens aberto mão!... E sempre acham que é pouco... Pouca coisa tem feito por ti e tua vida, quase toda ela, tem sido afinal dedicada a satisfazer outras pessoas. Sei do teu esforço em ajudar as outras pessoas e sei que isso é a semente de tuas decepções. Sei que, nas tuas horas mais amargas, até a revolta aflora em teu coração. Revolta com a injustiça do mundo, revolta com a fome, as guerras, a competição entre os homens, com a loucura dos que detêm o poder, com a falsidade de muitos, com a repressão social e com a desonestidade. Por tudo isso, carrega um grau excessivo de tensões, de angústia e de ansiedade. Sonhas com uma vida melhor, mais calma, mais significativa. Sei também que tens belos planos para o amanhã. Sei que queres apenas um pouco de segurança, seja financeira ou emocional, e sei que lutas por ela.

Mas, mesmo assim, tuas tensões continuam presentes. E tu percebes estas tensões nas tuas insônias ou no sono excessivo, na ausência de fome ou na fome excessiva, na ausência de desejo para o sexo ou no desejo sexual excessivo. O fato é que carregas e acumulas tensões sobre tensões: tensões no trabalho, nas exigências e autoritarismos de alguns, nas condições inadequadas de salário e na inexistência de motivação, nos ambientes tóxicos das empresas, na inveja dos colegas, no que dizem por trás. Tensões na família, nas dependências devoradoras dos que habitam a mesma casa; nos conflitos e brigas constantes, onde todos querem ter razão; no desrespeito à tua individualidade, no controle e cobrança das tuas ações. Eu te compreendo, e te compreendo mesmo. E apesar de compreender-te totalmente, quero dizer-te algo muito importante. Escuta agora com o coração o que te vou dizer:

Eu te compreendo, mas não te apoio! Tu és o único responsável por todos estes sentimentos. A vida te foi dada de graça e existem em ti remédios para todos os teus males. Se, no entanto, preferes a autocomiseração ao invés de mobilizares as tuas energias interiores, então nada posso te oferecer. Se tu preferes sonhar com um mundo perfeito, ao invés de te defrontares com os limites de um mundo falho e humano, nada posso te oferecer.

Se tu preferes lamentar o teu passado e encontrar nele desculpas para a tua falta de vontade de crescer; se optastes por tentar controlar o futuro, o que jamais controlarás com todas as suas incertezas; se resolveste responsabilizar as pessoas que te rodeiam pela tua incompetência em tratar com os aspectos negativos delas, em nada posso te ajudar. Se tu trocaste o auto-apoio pelo apoio e reconhecimento do teu ambiente, então nada posso te oferecer. Se tu queres ter razão em tudo que pensas; se queres obter piedade pelo que sentes; se queres a aprovação integral em tudo que fazes; se escolhestes abrir mão de tua própria vida, em nome do falso amor, para comprares o reconhecimento dos outros, através de renúncias e sacrifícios, nada posso te oferecer. Se tu entendeste mal a regra máxima "Amar ao próximo como a ti mesmo", esquecendo-te de amar a ti mesmo, em nada posso te ajudar.

Se não tens um mínimo de coragem para estar com teus próprios sentimentos, sejam agradáveis ou dolorosos; se não tens um mínimo de humildade para te perdoares pelas tuas imperfeições; se desejas impressionar os outros e angariar a simpatia para teus sofrimentos; se não sabes pedir ajuda e aprender com os que sabem mais do que tu; se preferes sonhar, ao invés de viver, ignorando que a vida é feita de altos e baixos, nada posso te oferecer. Se tu achas que pelo teu desespero as coisas acontecerão magicamente; se usas a imperfeição do mundo para justificar as tuas próprias imperfeições; se queres ser onipotente, quando de fato és simplesmente humano; se preferes proteção à tua própria liberdade; se interiorizaste em ti desejos torturadores; se deixaste imprimirem-se em tua mente venenosas ordens de: "Apressa-te!", "Não erres nunca!", "Agrade sempre!"; se escolheste atender às expectativas de todas as pessoas; se és incapaz de dar um não quando necessário, em nada posso te ajudar. Se tu pensas ser possível controlar o que os outros pensam de ti; se tu pensas ser possível controlar o que os outros sentem a teu respeito; se tu pensas ser possível controlar o que os outros fazem; se queres acreditar que existe segurança fora de ti, repito:

Eu te compreendo, mas, em nome do verdadeiro Amor, jamais poderia apoiar-te! Se recusas buscar no âmago do teu ser respostas para os teus descaminhos, se dás pouca importância a teus sussurros interiores; se esqueceste a unidade intrínseca dos opostos em nossa vida terrena; se preferes o fácil e abandonastes a paciência para o Caminho; se fechaste teus ouvidos ao chamado de retorno; se perdeste a confiança a ponto de não poderes entregar tua vida à vontade onipotente de Deus; se não quiseste ver a Luz que vem do Leste; se não consegues encontrar no íntimo das coisas aquele ponto seguro de equilíbrio no meio de todas as tormentas e vicissitudes; se não aceitas a tua vocação de Viajante com todos os imprevistos e acidentes da Jornada; se não queres usar o tempo, o erro, a queda e a morte como teus aliados de crescimento, realmente nada posso fazer por ti.

Se aspiras obter proteção quando o que precisas é Liberdade; se não descobriste que a verdadeira Liberdade e a autêntica Segurança são interiores; se não sabes transformar a frase "Eu tenho que..." na frase "Eu quero!"; se queres que o fantasma do passado continue a fechar teus olhos para a infinidade do teu aqui e agora; se queres deixar que o fantasma do futuro te coloque em posição de luta com o que ainda não aconteceu e, provavelmente, não chegará a acontecer; se optaste por tratar a ti mesmo como a um inimigo; se te falta capacidade para ver a ti mesmo como alguém que merece da tua própria parte os maiores cuidados e a maior ternura; se não te tratas como sendo a semente do próprio Deus; se desejas usar teus belos planos de mudar, de crescer, de realizar, como instrumentos de auto-tortura; se achas que é amor o apego que cultivas pelos teus parentes e amigos; se queres ignorar, em nome da seriedade e da responsabilidade, a criança brincalhona que habita em ti; se alimentas a vergonha de te enternecer diante de uma flor ou de um por de sol; se através da lamentação recusas a vida como dádiva e como graça, não posso te apoiar.

Mas, se apesar de todo o sono, queres despertar; se apesar de todo o cansaço, queres caminhar; se apesar de todo o medo, queres tentar; se apesar de toda acomodação e descrença, queres mudar, aceita então esta proposta para a tua Felicidade: A raiz de todas as tuas dificuldades são teus pensamentos negativos. São eles que te levam para as dores das lembranças do passado e para a inquietação do futuro. São esses pensamentos que te afastam da experiência de contato com teu próprio corpo, com o teu presente, com o teu aqui e agora e, portanto, distanciando-te de teu próprio coração. Tens presentes agora as tuas emoções? Tens presente agora o fluxo da tua respiração? Tens presente agora a batida do teu coração? Tens agora a consciência do teu próprio corpo? Este é o passo primordial. Teu corpo é concreto, real, presente, e é nele que o sofrimento deságua e é a partir dele que se inicia a caminhada para a Alegria.

Somente através dele se encaminha o retorno à Paz. Jamais resolverás os teus problemas somente pensando neles. Começa do mais próximo, começa pelo corpo. Através dele chegarás ao teu centro, ao teu vazio, àquele lugar onde a semente germina. Através da consciência corporal, galgarás caminhos jamais vistos, entrarás em contato com os teus sentimentos, perceberás o mundo tal como é e agirás de acordo com a naturalidade da vida. Assume o teu corpo e os teus sentimentos, por mais dolorosos que sejam; assume e observa-os, simplesmente observa-os. Não tentes mudar nada, sê apenas a tua dor. Presta atenção, não negues a tua dor. Para que fingir estar alegre se estás triste? Para que fingir coragem se estás com medo? Para que fingir amor se estás com ódio? Para que fingir paz se estás angustiado? Não lutes contra teus sentimentos, fica do teu próprio lado, deixa a dor acontecer, como deixas acontecer os bons momentos. Pára, deixa que as coisas sejam exatamente como são.

Entra nos teus sentimentos sem os julgar, não fujas deles, não os evites, não queira resolvê-los escapando deles - depois terás de te encontrar com eles novamente, é apenas um adiamento, uma prorrogação. Torna-te presente, por mais que te doa. E, se assim fizeres, algo de muito belo acontecerá! Assim como a noite veio, ela também se irá e então testemunharás o nascer do dia, pois à noite o sol escurece até a meia-noite e, a partir daí, começa um novo dia.

Se assim fizeres, sentirás brotar de dentro de ti uma força que desconhecias e te sentirás renovado na esperança e a vida entrando em ti. Se assim fizeres, entenderás com o coração que a semente morre mesmo, totalmente, antes de germinar e que a morte antecede a vida. E, se assim fizeres, poderei dizer-te então que: Eu te Compreendo e que, assim, tens todo o meu apoio! E verás com muita alegria que, justamente agora, já não precisas mais do meu apoio, pois o foste buscar dentro de ti e o encontraste dentro da tua própria dor! A CAUSA É INTERIOR.

O homem traz a semente de sua vida dentro de si mesmo. O que quer que lhe aconteça, acontece por sua própria causa. As causas externas são secundárias; as causas internas são as principais. Existe a possibilidade de uma transformação... E que só você pode conseguir, basta querer...


Este texto não é nenhuma corrente, mas se lá no fundo de seu coração não houve qualquer sentimento que o conduza a pensar em compreender melhor tudo e todos, desculpe-me, tu deves ter lido de forma equivocada. Refaça a leitura, porque o produto que o texto pretende atingir será benéfico para teu coração...


Carlos Henrique Mascarenhas Pires

sexta-feira, 16 de março de 2012

SERRANDO O TRONCO DO MEU EGOÍSMO



A pessoa deve atingir um estado em que sente que é parceira do Criador: eu faço a metade do trabalho e ele faz a outra metade. Metade para mim e metade para Ele. É como uma serra com duas alças que duas pessoas seguram, cada uma na sua vez puxa para seu lado: uma vez a primeira pessoa e depois a outra pessoa, e assim elas serram o tronco.

A pessoa também deve sentir que elas atuam alternadamente: uma vez ela atua e outra vez o Criador. Claro, eu não faço o trabalho com minhas próprias forças. A força vem do Alto. O Criador executa a ação e o pedido vem de mim. Então, novamente uma ação por parte Dele e um pedido de mim. Assim, nós nos completamos cada vez.

O melhor estado é quando a pessoa sente que pode executar essa rotação sem parar. Isso significa que nós estamos realmente trabalhando “face a face”, e que o “cavalo e o seu cavaleiro” estão trabalhando juntos como um todo, de tal forma que a pessoa começa a sentir cada vez mais como será a força que ela está prestes a receber, e o que exatamente ela deve dar de sua parte.

Afinal, nós elevamos uma oração (MAN) até o mundo de Ein Sof (Infinito), até o último acoplamento antes do Gmar Tikkun (o fim da correção), que é o acoplamento de “Rav Pealim Mekabtziel” no qual todas as orações anteriores se reúnem. Em cada degrau da escada espiritual, a oração torna-se mais esclarecida e precisa, mais detalhada e clara, porque a pessoa entende e sente mais. Isto é toda a realização.

Ela não sente nenhuma vergonha, porque dá a sua parte e por isso é parceira do Criador, na adesão. Assim, ela supera os “juízes e guardas” que a rejeitam e seduzem, e torna-os seus assistentes. Ela já sente suas ações como assistência.

Nós podemos descrever isso como se a pessoa e o Criador trabalhassem juntos no desejo de receber. A pessoa sente que está em conjunto com o Criador acima deste desejo, ou que o desejo está entre eles, que a pessoa está de um lado e o Criador está no outro lado, e entre eles está o desejo de receber que os separa. A pessoa não vê o desejo como o seu próprio. A primeira coisa é se desconectar do desejo egoísta e receber acima dele, estar separada dele.

Então, nós já devemos ver o ego que nos separa, que está entre os amigos, a pessoa e o Criador, como nosso obstáculo comum. Portanto, nós trabalhamos nisso juntos, quando nos conectamos com o Criador ou os amigos a fim de trabalhar juntos contra o ego que nos perturba, sem tentar apagá-lo porque não podemos conseguir sem ele, mas eu espero estar acima dele.


O Fim do Affair com o Egoísmo

Para nos ajudar a identificar a intenção, para receber ou para doar, condições especiais foram dadas: Cada um vê a si mesmo existindo num mundo grande inanimado, vegetativo, animado, e na natureza humana.

Quando a intenção de receber se aproxima da superfície da consciência, uma pessoa torna-se desesperada pela vida. Ela pode ainda não perceber, mas, na realidade, seu desespero foi evocado pela intenção egoísta. Tudo é avaliado em relação à intenção, e tudo é revelado em pensamentos.

Precisamos analisar claramente e ver o mal do egoísmo e reconhecer que a realidade altruísta, que está em oposto a ele, pode acabar sendo bom. É por isso que, de repente, acabamos em um grupo, que nos é dado por este motivo. Ninguém pensou ou planejou o seu ingresso, estudar e trabalhar em estabelecer uma conexão com os amigos. No entanto, desde que a nossa intenção egoísta se exauriu, chegou a hora para elucidar o quão má ela é. E então nós nos encontramos entre as pessoas, que se esforçam para a mesma coisa: Elas também querem descobrir sobre o que a nossa vida é. E não há nada como a vida na intenção egoísta. E mesmo que a realização venha mais tarde, a análise da situação já começou.

Como resultado, essas pessoas estão reunidas por uma raiz, que criou a nossa existência egoísta, ela nos reúne de modo que teríamos nossas vidas em ordem. Ela nos aproxima (também no espaço) de acordo com a similaridade de qualidades, isto é, as nossas intenções. Não importa onde vivemos e o que fazemos, nos tornamos perto da nossa análise da intenção e, então, de repente, nos familiarizamos com o outro.

Começamos a reconhecer uns aos outros em todo o lugar só por nossa intenção de receber, e ficamos juntos apenas em conformidade com isso. Todos os amigos são selecionados acima e chegam a esta fase final de desenvolvimento no nosso mundo, aproximando-se da linha, onde se torna claro que o caso do amor com o egoísmo chegou ao fim, é impossível continuar nesse caminho, chegou a hora de mudar o vetor e passar para um tipo diferente de existência, a intenção de doar.

Assim nós sentimos a necessidade disso, a mesma raiz preparou adequadamente: De repente, todas as nossas ações mostram o quão más elas são, o mundo parece quebrado, e estamos quebrados entre nós.

A crise agarra a humanidade inteira, e nós, como sua parte interna:
Para as massas, isto se manifesta como uma deterioração das condições de vida. Elas simplesmente não podem viver como antes, embora elas ainda não sejam capazes de descobrir a causa dos eventos. As pessoas querem continuar a usar os seus vizinhos e elas são incapazes de fazer isso. Isso também as faz reconhecer o mal, mas até agora, instintivamente, e não sob a forma da intenção egoísta: elas não conseguem atingir as coisas nas condições dadas, e não conhecem a receita para o sucesso.

Além disso, há o nosso grupo, onde os amigos reconhecem a razão: eles não estão conseguindo por causa da intenção. Pessoas, que identificam a intenção como a causa de todos os males, são chamadas de “cabeça”, enquanto as pessoas, que são simplesmente infelizes, são chamadas de “o corpo.” O grupo se torna a “cabeça” de toda a humanidade.

Desta forma, junto com seus amigos, o homem descobre a sua quebra e juntos descobrem a razão para isso. E o mundo, que também descobre o rompimento, gradualmente recebe a realização do mal deste grupo: o entendimento do porquê as coisas são do jeito que são. Desta forma, o grupo e o mundo se conectam entre elas.

Na realidade, eles são inicialmente ligados, e eles estão apenas gradualmente começando a perceber isso. Em breve, vamos descobrir o quanto as pessoas precisam da nossa análise, que revela o quão mal a intenção é egoísta, porque elas são incapazes de fazê-la por conta própria. Nosso objetivo é revelar este conhecimento para o mundo, em outras palavras, para proporcionar a educação integral.



 
Texto1:Da Lição Diária de Cabalá 21/02/12, Escritos do Rabash - Publicado em 22/02/2012
Texto2:Da Convenção de Arava Arvut Lição# 1, 23/2/12 - Publicado em 4/03/2012

MÃE DIVINA





Minha mãe minha rainha
Foi ela que me entregou
Para mim ser jardineiro
No jardim de belas flores
No jardim de belas flores
Tem tudo que procurar
Tem primor e tem beleza
Tem tudo que Deus me dá
Todo mundo recebe
As flores que vêm de lá
Mas ninguém presta atenção
Ninguém sabe aproveitar
Para zelar este jardim
Precisa muita atenção
Que as flores são muito fina(s)
E não podem cair no chão
O jardim de belas flores
Precisa sempre aguar
Com as prece(s) e os carinhos
Ao nosso pai universal

- Mestre Irineu-






OM - BHUR BHUVA SWAH
TAT SAVITUR VARENAYAM
BHARGO DEVASYA DHIMAHI
DHIYO YO NAH PRACHODAYAT

Em um mundo melhor,
a lei natural é a do amor.
Em uma pessoa melhor,
sua natureza também é amorosa.
O amor é o princípio
que cria e sustenta as relações humanas,
O amor espiritual leva ao silêncio,
e esse silêncio tem o poder de unir,
orientar e liberar as pessoas.
E mais, quando o seu amor é aliado à fé,
cria uma forte estrutura para a iniciativa e a ação.
Lembre-se: o amor é um catalisador para mudanças,
desenvolvimento e conquistas.

Por Brahma Kumaris






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