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quinta-feira, 9 de junho de 2016

O Corpo Fala: Metafísica do Fígado

figado
Quando falamos no fígado, do ponto de vista energético, estamos falando do fígado propriamente, da vesícula biliar, dos olhos, dos ombros, dos joelhos, dos tendões, das unhas, dos seios, e todo o aparelho reprodutor feminino, desde ovários, trompas, útero e vagina. Por esse motivo, na MTC (medicina chinesa) se diz que o fígado é o órgão mais importante para a mulher, assim como o rim é para o homem.
A energia do fígado é responsável por manter o livre fluxo da energia total do corpo. Como o movimento do sangue segue o movimento da energia, dizemos que o fígado direciona a circulação do sangue e regula também o ciclo menstrual. Mas o papel mais importante, sem dúvida é sobre o equilíbrio emocional, é a energia do fígado quem vai nos fazer responder a todos os estímulos emocionais, 24 horas por dia sem parar; daí já se deduz o desgaste intenso ao qual é submetido este sistema, e pouquíssimas atitudes são tomadas para auxiliar o fígado nesta tarefa, pelo contrário a nossa cultura parece fazer tudo para impedir o equilíbrio. Como todas as emoções boas ou más passam pelo fígado, não devemos reprimi-las a todo momento. A repressão das emoções provoca um bloqueio da energia que vai levar à formação de calor no fígado. Este desequilíbrio energético pode se manifestar de várias formas. Dependendo da sua localização, podemos ter uma insônia, uma enxaqueca, uma precordialgia, uma hipertensão, uma gastrite, uma tensão pré menstrual, e por aí vai.
Os adoecimentos podem ser de dois tipos, por falta ou por excesso de energia, ou usando um termo mais técnico, por vazio ou plenitude. Em relação às emoções que lesam mais especificamente o fígado vamos ter, num quadro de plenitude, a raiva, mais exatamente a raiva reprimida e, num quadro de vazio, o pânico, que agora virou síndrome de pânico. Cabe aqui fazermos uma distinção entre sentimento e emoção. Os sentimentos geralmente fortalecem os órgãos e servem como mecanismos de defesa para o nosso organismo. Por exemplo, uma sensação de apreensão é diferente do medo. A primeira nos coloca num estado de alerta diante de uma certa situação, sem nos limitar em nada, nos protegendo dos perigos. O medo por sua vez nos limita e nos paralisa. A mesma coisa em relação a uma certa irritação que nos leva a reagir quando somos atacados ou nos sentimos lesados, que é diferente da raiva que tem um grau mais intenso. O importante é entender que todos os sentimentos atuam bem no organismo, tudo depende da intensidade e por quanto tempo.
Da mesma forma que o sal, o orégano e a pimenta são temperos usados na alimentação, os sentimentos são o tempero da nossa existência. A qualidade de nossa vida dependerá da quantidade e da forma com que serão usados.
Como já foi dito, o fígado rege praticamente todo o sistema reprodutor feminino e é responsável por alterações no seu funcionamento que vão desde alterações no ciclo menstrual, os cistos de ovário, miomas uterinos, corrimentos vaginais, prurido vaginal, alterações da libido, como frigidez e impotência. Em algumas doenças só a energia do fígado está em desarmonia, e em outras existe também desequilíbrio de outros órgãos.
O fígado rege as articulações do ombro e joelhos e também os tendões de modo geral. Assim sendo, as bursites e as dores nos joelhos sem causa aparente, são sinais de comprometimento da energia do fígado. As tendinites e os estiramentos freqüentes também estão neste grupo.
Os olhos são a manifestação externa do fígado, e suas patologias também vão nos indicar algumas alterações no fígado, as mais comuns são as conjuntivites, os olhos vermelhos sem processo inflamatório, os terçóis, os pontos brilhantes que aparecem no campo visual e outros.
As unhas são outra manifestação externa das condições do fígado, e as suas deformidades ou a presença de micose vão nos sugerir algum comprometimento na estrutura yin do fígado, ou desequilíbrio prolongado da energia do fígado.
Para concluir, o fígado comanda o funcionamento do sistema nervoso e é o responsável pelas alterações funcionais como as várias formas de epilepsia, as alterações no raciocínio, os desmaios e as perdas de consciência de modo geral, e as doenças degenerativas como o Parkinson.
Todo órgão está acoplado a uma víscera que, no caso do fígado, é a vesícula biliar, que em geral tem um papel secundário para o funcionamento do sistema. Resumidamente, a vesícula atua mantendo o nosso equilíbrio postural. Todos os quadros de tonturas, vertigens, labirintites estão ligados a ela. Rege a articulação têmporo-mandibular (ATM). Todas as tensões que ficaram retidas no fígado podem descarregar nesta região e produzir um quadro de ranger os dentes (bruxismo), que se manifesta mais freqüentemente durante o sono. A nível emocional a vesícula biliar comanda o nosso processo de decisão, e seus desequilíbrios vão se apresentar na forma de indecisões ou mesmo desorientações, perda de rumo.
A lágrima é a secreção interna que ajuda a aliviar o fígado. Deste fato vem a importância de não se reprimir o choro, embora nem sempre seja conveniente socialmente. Mas, pode acreditar, conter o choro faz mal à saúde.
Agora que já temos uma ideia de como é estar com a energia do fígado desequilibrada, vamos fazer alguma coisa para ajudar. O mais importante é a harmonia das emoções, isto é, as emoções não devem ser reprimidas. Nós devemos senti-las e deixá-las fluir, evitando o apego emocional. Depois, evitar os medicamentos químicos, as bebidas alcoólicas, os temperos picantes, se não puder evitar, usá-los com moderação. Na alimentação, optar pelas coisas de cor verde, e usar de preferência verduras cruas.

por Dr. Fábio Pisani |

http://despertarcoletivo.com/o-corpo-fala-metafisica-do-figado/

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Curcumina (Curry): O Tempero que Impede que o Flúor Destrua o seu Cérebro


O flúor é hoje encontrado em toda parte, desde antibióticos à água potável,  panelas antiaderentes, pasta de dente, tornando a exposição a esta substância tóxica inevitável. Mais uma razão para que a nova pesquisa comprovando que este tempero comum pode evitar danos do flúor seja tão promissora!
A neurotoxicidade do flúor tem sido objeto de debate acadêmico durante décadas, e agora é uma questão de controvérsia cada vez mais exaltada entre o público em geral também. Desde “teorias da conspiração” sobre ele ter sido usado pela primeira vez em água potável em campos de concentração russos e nazistas à lobotomia química em prisioneiros, de suas agora bem conhecidas propriedades de diminuir o QI, à sua capacidade de aumentar a  calcificação da glândula pineal  – o tradicional “assento da alma”- muitos ao redor do mundo, e cada vez mais nas regiões fortemente fluoretadas dos Estados Unidos, estão começando a se organizar em nível local e estadual  para derrubar este onipresente tóxico da água potável.
Agora, um novo estudo publicado na Pharmacognosy Magazine, intitulado “A curcumina atenua a neurotoxicidade induzida pelo flúor: Uma evidência in vivo“, adiciona suporte experimental para a suspeita de que o flúor é na verdade uma substância prejudicial ao cérebro, revelando ainda que um agente natural  derivado do Curry, o tempero natural, protege contra os vários efeitos danosos sobre a saúde associados com este composto tóxico.
O estudo é de autoria de pesquisadores do Departamento de Zoologia da Universidade College of Science, ML Sukhadia University, Udaipur, na Índia, que passaram a última década investigando os mecanismos pelos quais o flúor induz mudanças neurodegenerativas graves no cérebro de mamíferos, particularmente em células de hipocampo e córtex cerebral.
O estudo começa por descrever o cenário histórico sobre a preocupação com a toxicidade significativa e abrangente do flúor:
“O flúor (F) é provavelmente o primeiro íon inorgânico que chamou a atenção do mundo científico por seus efeitos tóxicos e agora a toxicidade do Flúor através da água potável é bem reconhecida como um problema global. Os relatórios do efeito sobre a saúde em matéria de exposição ao flúor também incluem vários tipos de câncer, atividades reprodutivas adversas, cardiovasculares e doenças neurológicas.
O estudo focou na neurotoxicidade induzida pelo flúor, identificando a excitoxicidade (estimulação do neurônio ao ponto de morte) e o estresse oxidativo como os dois principais fatores de neurodegeneração (degeneração dos neurônios). Tem sido observado que os pacientes com a condição conhecida como fluorose, manchas no esmalte dos dentes causadas por exposição excessiva ao flúor durante o desenvolvimento dos dentes, têm também mudanças neurodegenerativas associadas com uma forma de estresse oxidativo conhecido como peroxidação lipídica (rancidez). O excesso de peroxidação lipídica no cérebro pode levar a uma diminuição no conteúdo total de fosfolípido no cérebro. Devido a estes mecanismos conhecidos do fluoreto associado à neurotoxicidade e neurodegeneração, os pesquisadores identificaram o polifenol primário na especiaria cúrcuma (usado no Curry) – conhecido como curcumina – como um agente ideal que vale a pena ser testado como uma substância neuroprotetora. As pesquisas anteriores sobre a curcumina indicam que ele é capaz de se ativar como um antioxidante em três formas distintas pela proteção contra: 1) o oxigênio singlete 2) radicais hidroxila e 3) os danos dos radicais superóxidos. Além disso, a curcumina parece aumentar a produção de glutationa endógena no cérebro, um importante sistema de defesa antioxidante.
A fim de avaliar os efeitos neurotóxicos do flúor e provar o papel protetor da curcumina contra ela, os pesquisadores dividiram aleatoriamente os ratos em quatro grupos, por 30 dias:
1 - Controle (sem flúor)
2 - Flúor (120 ppm): o flúor foi dado na água de destilada e água potável, sem restrições.
3 - Flúor (120 ppm/30 mg/kg de peso corporal) + curcumina: uma dose oral de curcumina dissolvida em azeite junto com fluoreto na água potável
4 - Curcumina: (30 mg/kg de peso corporal)
A fim de determinar o efeito do tratamento, os pesquisadores mediram o teor de malondialdeído (MDA) nos cérebros dos diferentes ratos tratados. O MDA é um marcador bem conhecido do dano do stress/dano oxidativo.
Como era de esperar, o flúor (F) como único tratamento de grupo apresentou significativamente elevados níveis de MDA contra o grupo de controle tratado sem flúor. O grupo flúor + curcumina compreendeu níveis reduzidos de MDA comparado com o grupo que recebeu apenas flúor, demonstrando atividade neuroprotetora da curcumina contra a neurotoxicidade associada ao flúor.
O estudo concluiu que:
“Nosso estudo, portanto, demonstra que a dose única diária de 120 ppm de flúor resulta em aumentos muito significativos no POT [peroxidação lipídica, ou seja, a rancidez do cérebro], bem como alterações neurodegenerativas em neurônios de regiões selecionadas do hipocampo. A suplementação com curcumina reduz significativamente o efeito tóxico do flúor para perto do nível normal, aumentando a defesa antioxidante através da sua propriedade depuradora e proporcionando uma evidência de ter função terapêutica contra a neurodegeneração do stress oxidativo medido“.

Discussão
Isto está longe de ser o primeiro estudo a demonstrar as notáveis ​​propriedades de preservação cerebral da curcumina. Do ponto de vista da pesquisa primária isolada, há  mais de duzentos trabalhos de revisão por pares publicados, indicando que a curcumina é um agente neuroprotetor. Em nosso próprio banco de dados sobre a cúrcuma, temos 115 artigos que provam essa afirmação: a cúrcuma protege o cérebro. Temos também exposto estudos sobre a capacidade da cúrcuma em proteger e restaurar o cérebro:


Considerando os muitos insultos químicos que enfrentamos diariamente no mundo pós-industrial, a cúrcuma pode muito bem ser a erva mais importante do mundo, com mais de 600 aplicações na saúde baseadas em evidências.

Referências:
[I]  Bhatnagar M, P Rao, Saxena A, Bhatnagar R, Meena P, Barbar S. As mudanças  bioquímicas no cérebro e outros tecidos de ratos adultos jovens do sexo feminino a partir do flúor na sua água potável. Flúor. 2006; 39: 280-4. [lista de Ref]
[Ii]  Bhatnagar M, Sukhwal P, Suhalka P, Jain A, C Joshi, Sharma D. Os efeitos de flúor na água potável sobre os neurônios diaforase NADPH na parte frontal do cérebro de camundongos: Um possível mecanismo de neurotoxicidade do flúor. Flúor. 2011; 44: 195-9.

Sorrir amortece a ocasião: Jean-Yves Leloup nos encoraja a conservar o interior. Entenda!


Não há nada mais difícil do que manter a firmeza de espírito quando dissabores surgem pelo caminho. Ciente disso, Jean-Yves Leloup, no livro Uma Arte de Cuidar (ed. Vozes), nos encoraja a conservar a chama interior acesa mesmo nas adversidades.

Estudos sugerem que o simples fato de sorrir pode reequilibrar o sistema nervoso autônomo, que se torna menos sensível ao estresse. Pode aumentar o fluxo sanguíneo do cérebro e estimular neurotransmissores favoráveis – especialmente nas horas mais difíceis, defende o mestre Jean-Yves Leloup. Segundo ele, quando estamos deprimidos – a vida não é fácil todos os dias – é possível fazer um esforço para sorrir até mesmo sob as cinzas. “A propósito de um texto sobre as etapas da meditação, o sorriso de Buda não é falso, é um sorriso que vem através das provações, é uma vitória interior sobre o absurdo”, destaca. “Há ainda outros esforços conscientes para melhorar nossa atitude, que suscitariam respostas favoráveis ao organismo. 

Por exemplo falar lenta e docemente pode diminuir o ritmo cardíaco. Pode-se questionar o fundamento científico dessas afirmações, mas há alguns anos eu pude verificar tudo isso no Vietnã, um país onde os rios e a terra foram contaminados por todos os tipos de produto. Como pesquisadores, perguntávamos como um povo tão contaminado pode reagir de uma maneira tão positiva e sobreviver com alimentos que teriam, provavelmente, envenenado fatalmente outras pessoas? Ao viver entre eles, pude verificar a força do sorriso. São pessoas que sabem dizer não com um sorriso. Isso é algo interessante. Trata-se de saber lutar contra seu inimigo, reclamar justiça e ao mesmo tempo não se deixar contaminar pela raiva e pelo ódio”. Para o teólogo, dizer não com um sorriso protege o indivíduo e culmina num resultado mais assertivo. “Lembro-me de um estudo realizado com dois grupos de dirigentes de empresas, que se confrontavam com situações muito estressantes. 

Os dirigentes que mantiveram uma boa saúde tinham uma maneira diferente de considerar e enfrentar as conjunturas difíceis. Encaravam as mudanças boas e ruins como elementos inevitáveis da vida, que representavam, para eles, ocasiões de aquisição de novas experiências, ao invés de uma mera ameaça à segurança. Estamos diante de uma antiga palavra grega, Kairós. Existe Kronos, que é o tempo que devora seus fi lhos, que nos envelhece e destrói. Há também Kairós, que quer dizer, literalmente, a ocasião; fazer de tudo o que nos acontece uma ocasião favorável, para desenvolver a própria consciência, para tornar-se mais humano. É como um teste para verificar o que temos em nossas profundezas. Em algumas tradições espirituais, as provações não são consideradas somente ruins; são ocasiões para crescer conscientemente e também em paciência, que é uma forma elevada de amor. Quando falamos da Paixão de Cristo, nos referimos à paciência de Cristo e de como Ele transformou cada uma das provações que encontrou em uma ocasião para salvar a humanidade, para salvar o que havia de mais humano nele.”


domingo, 10 de abril de 2016

"Porque é importante e curador que a mulher limpe seu útero energeticamente

Pode parecer estranho para algumas que o útero precise limpar-se energeticamente, talvez para algumas limpar possa parecer assumir que esteja sujo ou impuro. Sem dúvidas, não é por estar sujo ou impuro, simplesmente porque o útero é muito importante de ser ressignifcado e incorporado a psique da mulher, pois por muito tempo nosso útero ficou relegado ao mundo de sofrimento e dor e limpar significa abrir espaço, liberar, soltar.
O ÚTERO É ALGO ALÉM DE UM ÓRGÃO? Com certeza, o útero é nossa matriz sagrada e nele habita um enorme potencial energético. É nossa “cuia” de onde nasce a vida e o prazer, é um reflexo de nosso coração feminino. O útero não é só o lugar onde se geram bebês, é este órgão que recebe nossas emoções ao longo de toda nossa vida de mulher.
Em nosso caso como mulheres, nosso centro de sensações existe ali, justamente em nosso baixo ventre, todas nós levamos muitas coisas até este lugar e por isso que neste centro geram-se uma série de problemas, que se não conseguimos sentir e liberar, a energia estaciona ali. Se pensarmos que é o espaço do feminino, pois é aí onde mais aparecem todos os problemas na mulher. Esses problemas podem ser gerados por temas específicos como uma vida insatisfatória ou cheia de dificuldades, preocupações no trabalho ou com o companheiro, vida sexual insatisfatória...Que muitas vezes terminam em sintomas desde dores até cistos, miomas, irregularidades hormonais. O útero por excelência recebe, mas tem também a capacidade de entregar, liberar e soltar, pois tudo na natureza tem a capacidade de contrair e relaxar-se, de receber e entregar, assim é a harmonia que nos rodeia.  Sem dúvida as mulheres não foram educadas sobre o poder de seu útero, mas ao contrário se censurou a capacidade de soltar, se incrustou medo de liberar e relaxar e os úteros esfriaram e deixaram de vibrar, palpitar, mover. As mulheres pararam de abrir suas vaginas para deixar seus bebês passarem, pararam de  deixar descer seu sangue menstrual usando  pílulas anticoncepcionais, absorventes descartáveis que absorvem todo o sangue. Resumindo a arte de “liberar” foi “violentada”, inclusive as mulheres livres que bailavam ao redor das fogueiras movendo livremente sua pélvis foram apontadas com dedos acusadores e queimadas por sua liberdade, por seu ato de soltar. As mulheres fortes e valorosas eram as mulheres que agüentavam e as mulheres com capacidade de decidir se julgou por “desobedientes”.
Gosto de sentir a energia que me rodeia, sem dúvida quando comecei a entender a energia do útero, não são do meu, mas também depois de observar as mulheres antes e depois de um trabalho energético em seu ventre, confirmei que o trabalho energético nos úteros cura e nos faz pular anos de terapia.
Com o tempo compreendi que o útero a energia psíquica. A energia psíquica é a energia dos processos da vida, Jung expressa essa terminologia e faz referencia de que a energia psíquica circula pela psique. Psique vem do grego psyché “para a alma humana”, é um conceito precedente a cosmovisão da antiga Grécia, que designava a força vital de um individuo. A energia psíquica compreendida como a dos processos da vida se pode transmitir no útero da mãe.
No útero da mulher cresce a vida dos homens e das mulheres, como mãe eu sou, entendi no corpo e na alma que o que se vive durante a etapa gestacional; sente-se, entende-se, incorpora-se, sonha-se, anseia-se e nosso bebê também sente tudo isso, é inegável a comunicação mãe-filho na fase gestacional. Ainda mais que a nossa psique habita nosso útero, quem sabe não por acaso Freud e seus colegas chegaram a conclusão de que a mulher que libera a energia psíquica estagnada ou bloqueada em seu útero, cura sua mente e porque não sua atitude diante da vida.
E o que me dizem da HISTERIA? A histeria feminina, também conhecida como paroxismo histérico, era uma doença diagnosticada pela medicina ocidental até meados do século XIX. Na época vitoriana foi o diagnóstico de um grande leque de sintomas, que incluíam desmaios, insônia, retenção de líquidos,  peso abdominal, espasmos musculares, respiração anormal, irritabilidade, enxaquecas, pedra de apetite e “tendência a causar problemas”. As pacientes diagnosticadas com histeria feminina recebiam um tratamento conhecido como “massagem pélvica” , estimulação manual dos genitais da mulher pelo médico até chegar ao orgasmo que, no contexto da época, era chamado “paroxismo histérico”,  considerando o desejo sexual reprimido das mulheres uma doença. Outro tratamento usado eram as lavagens vaginais.
Graças a esta “doença”, Freud começou a entender que havia algo além da consciência e começou a descobrira existência do inconsciente. E assim por  entrar nas vaginas e úteros das mulheres Freud terminou por afirmar que o que se conhecia como histeria feminina era provocado por um evento traumático, que tinha sido reprimido no inconsciente. Poderíamos então dizer que o inconsciente mora no útero? Quem sabe se Freud lesse isso me faria uma lavagem vaginal na mesma hora por ser desobediente, sem dúvida acredito que sim. Que em nossos úteros habita a memória, informação e energia em estado inconsciente e que liberando esta memória poderemos chegar À cura da energia feminina, individual e coletivamente.
Germaine Greer (acadêmica, escritora e locutora australiana reconhecida por ser uma das representantes feministas mais importantes do século XX) observou que alguns médicos acreditam que “...est femineo generis pars una uterus omnium morborum”, “o útero participa em todos os desequilíbrios das mulheres”. Daí que antigamente realizavam HISTERECTOMIAS nas mulheres que sofriam de HISTERIA ou tinham problemas psicológicos, depressões, angústias. Parecia que retirando o útero a mulher curava-se emocional e mentalmente. Sem dúvidas que a proposta deste texto é escutar seu útero e deixar que ele se expresse, liberar-lo, porém não liberar-lo de seu corpo, mas sim encarnar o útero novamente e curar o seu corpo desde dentro.
Estudei e pesquisei de forma pessoal que O ÚTERO ADQUIRE E RECOLHE MEMÓRIAS POR MEIO DE QUATRO ENERGIAS:
1 – Através da linhagem feminina ancestral: a informação vai se passada de útero para útero, pela unidade  mãe-filh@. Cada filha traz com ela sua mãe e a todas as mães que existiram antes dela. Registramos na fase da gestação as impressões e sentimentos de nossa mãe, podemos também nos reconhecer entre as mulheres de nossa linhagem feminino e encontrar muitas coisas em comum, inclusive sonhos e desejos, hábitos e caráter, mas sobretudo isso de receber energia de nossa linhagem feminina acontece pois nascemos do útero de uma mulher, de seu cálice, de sua matriz, do ligar de onde ela direciona suas emoções, mas também de onde ela sufoca seus sentimentos, por onde crescer do ventre de nossa mãe nos leva necessariamente a sentira nossa linhagem materna e em algum momento simpatizar, aprender e porque não curar-nos junto a elas.
2 – Pela impregnação energética: que acontece quando trocamos fluidos como: sêmen, fluido vaginal e desta forma ativa-se o detector das variações físicas ou químicas que acontecem internamente na pessoa com quem compartilhamos nossos fluidos. Quando acontece essa troca de fluidos, não só estamos assimilando esta informação química, que nos entrega esta troca, mas também estamos adquirindo este psiquismo celular de nossos companheir@s. E por essa “virtude” mais esperada das mulheres, de termos que guardar é que retemos este psiquismo celular d@ companheir@ que permitimos estar em nosso útero. Yogi Bhajan explicou que as experiências sexuais ficam expressas em nossas auras e nossa mente subconsciente. Cada um se impregna com uma intensidade diferente. As mulheres são muitos sensíveis e receptivas À qualidade penetrante do homem. Quando um homem penetra uma mulher, a aura dela permanecerá impressa durante 7 anos, de forma decrescente a medida que vai passando do dia da penetração. Se você se perguntar em que te influencia manter impresso em sua aura a penetração de seu companheiro? Siga lendo.
A impregnação ocorre da seguinte forma: recebemos, retemos, acumulamos informação de nossos parceiros sexuais e a sustentamos em nosso útero, isso ocorre em cada encontro sexual, abrigando essa freqüência em que transitou nosso parceiro. Em cada encontro quando o sêmen entra ou quando há um beijo e trocamos saliva, estamos compartilhando material genético, informação, energia que no oriente se entende que estes fluídos são a VIDA, neles há muita informação. Não por acaso, é destes fluídos(sangue, saliva,sêmen e muco vaginal) que se fazem os check-ups para saber como está o corpo físico.
De forma que se enxergarmos nosso úteros como bem elucidaram os médicos antigamente, como uma chave para a compreensão da psique feminina, então encontramos que o útero possui uma vibração e freqüência tão altas, que retém e recolhe informação da mesma forma que nosso cérebro. O que nos faz perceber que o que retemos em nossos úteros seja nosso ou não, passa diretamente a afetar nosso pensar e agir... dado que os hormônios se polarizam, liberamos mais testosterona que estrogênio e progesterona, nos masculinizamos, perdemos nosso rumo, surgem muitas dúvidas, nos sentimos incompreendidas, perdidas em alguns casos e tantas outras coisas que muitas nem chegam a entender porque estão assim e começamos a consultar centenas de terapeutas, psicólogos para que nos usem de bússola para nos encontrarmos...e a bússola sempre existiu, só que está escondida, por energias que não são nossas e que temos guardado e que estão muito interiorizadas em nós, em nosso espaço psíquico uterino, este entendimento nos leva a descobrir porque nos temos distanciado cada vez mais de nós mesmas, de nossa essência inata de curar e direcionar, de nossa essência feminina, da fidelidade à nossa alma.
3 – Pela emissão de energia: esta necessita de proximidade e tempo. Por exemplo, o que acontece quando se juntam as amigas 3 ou 4 dias em um mesmo local, começam a menstruar juntas. Isso acontece pela emissão uterina por proximidade entre mulheres. Como por dizer que este psiquismo feminino surge pela proximidade da vibração entre uma mulher e outra. Daí que nos círculos de mulheres se libera em todas a ocitocina (que é ativada pela proximidade)e está comprovado que a ocitocina aumenta a capacidade de confiar no ser humano, promove a atividade social, superar o medo da traição e criar um círculo de confiança e afeto. O qual cura a ruptura da irmandade feminina, começamos a confiar mais uma na outra, pois começamos a emanar a origem da união. Da mesma maneira que dormir com alguém, parceiro, marido, que está constantemente mal humorado, raivoso... por transmissão sentiremos isso e possivelmente, entraremos nesta freqüência.
4 – Crenças limitadoras (introjecto): é uma ideia, uma crença que foi absorvida em determinado momento da vida, normalmente na infância. Essa idéia talvez já não corresponda mais a situação e necessidade atuais, mas segue ali. Normalmente uma crença limitadora, toma forma através das palavras “deve” ou “deverias”. Ex: durante a sua infância diziam “deves ser uma mulher forte, e ficar aos pés do canhão”, “uma mulher forte é a que luta” ou “ deveriam as mulheres ser obedientes,ser boas meninas”... e então você está em sua vida adulta e passando por um momento difícil e você não pode manifestar sua fragilidade, não se permite chorar ou confiar, delegar... garanto que se buscassem seus introjecto de mulher, encontrariam frases como as lidas acima, crenças que provavelmente seja tempo de liberar para incorporar crenças que se adaptem ao seu presente e fortaleçam e a empoderem como pessoa, como mulher sagrada. Então, significa que uma crença limitadora é ruim? Não, mas pode não ser mais a sua realidade, ao que sua alma busca no presente e podes sentir frustração, medo, insegurança, muitas vezes sem saber a causa disso de forma consciente, pode manifestar sintomas como “estou doente, pois estou menstruada”, ‘pronto vou ficar indisposta”, “ para que ir nesta reunião, será o mesmo de sempre, me deixaram na lista de espera”, “para que engravidar, se já tentei 10 vezes e nada, meu útero não funciona”...uma longa lista de crenças que se aninharam em nossa mente feminina, em nossos úteros.
É importante dizer o que Ana Silvia Serrano nos explica sobre a energia que se aninha no inconsciente feminino “falando sobre a energia que ainda está guardada no inconsciente feminino em nível coletivo e que muitas passamos sem perceber, a história de sofrimento, humilhação, dor que temos gravada em nossos corpos, em nosso inconsciente. Histórias que foram reprimidas e bloqueadas em nível individual e coletivo. Por isso, é iminente atender as histórias de vida que não conseguimos mudar e repetir uma outra vez, ano após ano, século após século, vida após vida.”
Como se percebe o útero é muito mais do que um órgão que gera bebês, pois nele habita uma energia que foi digna de pesquisa e estudo de muitos homens e que até hoje só as mulheres que despertaram para esta sensibilidade uterina conhecem, e conseguem então mover-se no mundo recebendo informação de seus sentimentos do ventre, onde está a chave de sua psique.
Está em nossas mãos o dom de curar nossos úteros, ressignifica-los e permitir que entre em nós a energia-feminina compreensiva, compassiva, inclusiva, curadora, sábia e criadora. Pensar positivamente sobre nosso útero, cuidá-lo, principalmente ouvi-lo nos leva diretamente À chave que nos abre a ALMA FEMININA, À cura pessoal e coletiva desta alma integra e amorosa. Sinta teu útero como um cálice, onde entra a informação, onde você é a encarregada de alquimizar esta informação, entregando teu sangue menstrual para a Mãe Terra, permitindo assim, com este ato psicomágico, que sua linhagem se libere das ataduras estabelecidas, geração pós geração e assim também honrar ao homem que visitou este espaço sagrado... declarando que se útero seja puro e viva só você nele e já não mais em função de outros. “Ao curar nossos corpos físicos, curamos nossas mentes e pensamentos de falsas crenças, os liberamos desse desequilíbrio para tocar nossa mais profunda essência, que só alcançaremos através das emoções, do sentir. Desta forma, deixaremos de “responsabiliza  ao outro” para começar a criar nossas vidas, nesta interna e verdadeira realidade, que é o equilíbrio entre nosso pensamento e sentimento.” Ana Silvia Serrano
É sua vez de elevar sua energia, sua vez de viver a Deusa. É sua vez de viver na humildade de reconhecer-se mulher empoderada, não porque seja mais que os homens, nem mais que a irmã ao seu lado, mas por você e por todas suas companheiras, pelas futuras gerações de mulheres e homens, é também pelo seu presente.
TE deixo com estas lindas palavras de Germaine... “ Para curar o feminino a nível planetário devemos curar missa própria ferida. Cada mulher leva uma ferida profunda, que se arrasta –por ser parte do inconsciente coletivo- desde suas ancestrais mais distantes. Temos sido obrigadas a esconder, reprimir e no pior dos casos, esquecer nossos dons mais preciosos: a intuição, a cura natural, o respeito por nosso corpo e seus ciclos, nossa conexão coma  natureza e com o cosmos, os vínculos com nossos espaços sagrados genitais e coração... Felizmente, todos eles ainda dormem em nossa psqiue e esperam ser despertados.”
Sanahí. (María José M.Valdivia)


Texto publicado em espanhol originalmente no link http://www.mamadre.cl/2015/03/por-que-es-importante-y-sanador-que-la-mujer-limpie-su-utero-energeticamente/
Tradução autorizada pela autora.

"Porque é importante e curador que a mulher limpe seu útero energeticamente


http://tochavioleta.blogspot.com.br/2015/04/a-importancia-de-limpar-energeticamente.html

quinta-feira, 7 de abril de 2016

O Ventre por Irene Gaeta Arcuri


Hara - o centro. Os yogues costumam chamar esta região de plexo, que significa centro das emoções. Também para as tribos africanas o centro das emoções se localiza na barriga (veja o que você sente quando leva um susto!).

Leloup considera o ventre importante, pois nele encontramos algumas dificuldades sentidas no relacionamento entre pai e mãe. É como se a nossa digestão se reportasse a essa relação. É um local de grandes transformações, o local da digestão! Local da gestação, portanto, local da vida! O desejo de viver pode ser também expresso na digestão, ou seja, a ingestão do alimento, a assimilação dos materiais benéficos contidos na alimentação bem como a expulsão dos materiais indigeríveis. Em contrapartida, nos casos depressivos, na anorexia existe uma negação à vida e, portanto, uma recusa à alimentação e à transformação que ela proporciona.

Existem várias formas de fome, por exemplo, a "fome de amor" que, às vezes pode ser traduzida por uma necessidade de doces. Quem nunca ouviu a comparação que se faz entre "amor e doçura". Claro, há uma explicação biológica, porque a glicose, além de ser combustível para os neurónios, estimula a produção de serotonina e endorfina, neurotransmissores que regulam as sensações de bem-estar e prazer. Então dá para entender por que durante as crises depressivas na TPM (tensão pré-menstrual) as mulheres têm uma grande vontade de comer doces.

Nos diabéticos há um amargor pela vida. Pensando um pouco no simbolismo do alimento: se açúcar é amor, diríamos que o diabético sofre de "diarreia de açúcar", pois ao mesmo tempo em que há necessidade de açúcar, também há uma incapacidade (falta de insulina) de assimilar o açúcar contido nos alimentos.

Dethlefsen e Dalke delinearam o problema dos diabéticos: por trás da incapacidade de assimilar açúcar, introduzindo-o nas próprias células, está o inconfesso desejo de realização amorosa, ao lado da incapacidade tanto de aceitar o amor como de entregar-se a ele. Os sentimentos também podem manifestar-se no intestino delgado, por exemplo, nas questões relacionadas aos medos. Como o medo pode estar relacionado à limitação e ao apego, a diarreia aparece justamente para deixar ir ou para ensinar o desapego.

No intestino grosso, onde a digestão se encerra, o distúrbio mais comum é a prisão de ventre. A psicanálise interpreta a defecação como o ato de doação e de generosidade. No caso da prisão de ventre podemos estar a falar de avareza, da dificuldade de desapegar-se de coisas materiais ou de conteúdos do inconsciente, é como se quiséssemos esconder tudo!

Para descobrir a vida secreta do ventre devemos perguntar-nos: temos alguém no estômago? O que não digerimos? O que não aceitamos? O que não conseguimos perdoar? Quando estamos nervosos (por ter de fazer um exame, por exemplo), quando perdemos alguém que amamos (morte) não conseguimos perdoar! O perdão liberta não a quem nos fez mal de alguma forma, mas liberta a nós mesmos da prisão em que nos fechamos a odiar alguém!
(in Arteterapia e o Corpo Secreto: Técnicas Expressivas Coligadas ao Trabalho Corporal)

http://corpomeutemplo.blogspot.com.br/2008/12/o-ventre-in-arteterapia-e-o-corpo.html

domingo, 4 de janeiro de 2015

☺Conhecendo seu mapa astrológico. ☺A dor da Verdade... ☺Os vícios dos pensamentos secretos... ☺Palavra pensamentos e ação (Unificando tudo!).Programa Linguagem do Corpo, com Cristina Cairo - Rádio Mundial (17/12/2...

Temas:

☺As influências da mídia em nosso cotidiano.
☺Significado da Bochecha caída, murcha e etc...
☺Viver a personalidade pessoal própria...
☺Conhecendo seu mapa astrológico.
☺A dor da Verdade...
☺Os vícios dos pensamentos secretos...
☺Palavra pensamentos e ação (Unificando tudo!).
☺Significado de pessoas Irônicas e cínicas...
☺Como se comunicar para salvar os relacionamentos.
☺Mudar a "persona" (Personalidade).
☺Como mudar a personalidade (Pontos Negativos).
☺Brigas e discussões de famílias...
☺Pessoas que não sabem conversar. (Falam e não querem Ouvir)
☺Como se comunicar com pessoas que não sabem ouvir nas conversas.















http://www.somosarts.com/2014/12/cristina-cairo-radio-mundial-Como-se-comunicar-Significado-das-bochechas-Como-se-comunicar-lidando-com-pessoas-dificeis-na-comunicacao.html


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Seu corpo registra energeticamente sua historia de vida

Mais eficiente que a memória do computador, seu corpo registra tudo que aconteceu com você desde a infância até agora. O psicólogo e teólogo francês Jean-Yves Leloup relaciona símbolos arcaicos com várias partes do corpo e esclarece as causas físicas, emocionais e espirituais das boas sensações e de algumas doenças.
Uma página em branco. É assim o corpo novinho em folha do recém-nascido. Desde o instante do nascimento e a cada fase da vida, a pele, os músculos, os ossos e os gestos registram dados muito precisos que contam nossa história. “O homem é seu próprio livro de estudo, basta ir virando as páginas para encontrar o autor”, diz Jean-Yves Leloup, teólogo, filósofo e terapeuta francês.
É possível escutar o corpo e conhecer sua linguagem, que muitas vezes se expressa por sensações prazerosas, por bloqueios ou pela dor, que nada mais é do que um grito para pedir atenção. “O corpo não mente. As doenças ou o prazer que animam algumas de suas partes têm significados profundos”, revela Leloup.
Ele nos convida a responder algumas questões sobre pés, tornozelos, ventre, genitais, coração, pulmões e muitas outras partes. Elas podem ser nosso guia em uma viagem de autoconhecimento que toca em aspectos físicos, emocionais e espirituais: “Primeiro, podemos notar qual é nosso ponto fraco, o lugar de nosso corpo em que vêm se alojar, regularmente, a doença e o sofrimento. Há a escuta psicológica pela qual podemos prestar atenção no medo ou na atração que vivemos em relação a algumas partes do corpo. E há ainda a escuta espiritual. O espírito está presente em nosso corpo, e certas doenças e algumas crises são manifestações do espírito, que quer trilhar um caminho, que quer crescer, que quer desenvolver-se em membros que lhe resistem”, diz ele. E continua: “Algumas depressões estão ligadas a fatores emocionais, a um rompimento, uma perda, uma falência. Mas há também depressões iniciáticas, em que a vida nos ensina, por meio de uma queda, um acidente, que devemos mudar nosso modo de viver”.
Descubra a seguir quais são os símbolos associados por Jean-Yves Leloup a cada parte do corpo e responda às questões, que facilitam a reflexão e o reconhecimento do que está impresso em você. Boa viagem!
Pés, as nossas raízes
“Será que experimentamos prazer em estar sobre a terra? Podemos imaginar o corpo como um árvore. Se a seiva está viva em nós, ela desce às raízes e sobe até os mais altos galhos. É de nosso enraizamento na matéria que depende nossa subida à luz. É da saúde de nossos pés que vem o enraizamento”, explica Leloup.
Ele lembra que em diferentes práticas de ioga há a purificação dos pés, que são mergulhados na água salgada. “Pelos pés podem escorrer nossas fadigas e tensões.”
“A palavra pé, podos, em grego, relaciona-se à palavra paidos, que quer dizer criança. Cuidar dos pés de alguém é cuidar da criança que o habita. Perguntei a um sábio: ‘O que posso fazer para ajudar alguém?’ Ele respondeu: ‘Lembre-se de que essa pessoa foi uma criança, que ainda é uma criança. E que tem dor nos pés.’”
Preste atenção: verifique se seus pés são seu ponto fraco. Como você se apoia sobre eles? Em seguida, toque-os, sentindo ossos, músculos e partes mais ou menos sensíveis. Quais são suas raízes familiares? Quais as expectativas de seus pais em relação a você? Qual seu sentimento em relação a filhos?
Tornozelos, a possibilidade de ir em frente
Termômetro da rigidez ou da flexibilidade com que levamos a vida, os tornozelos têm relação direta com o momento do nascimento. “Por que esse é também um momento de articulação entre a vida dentro e fora do útero. Alguns de nós conheceram dificuldades e viveram até traumas nesse elo que une a vida fetal com o mundo exterior. O corpo guardou essa memória e a expressa na fragilidade dos tornozelos”, diz o filósofo.
Segundo Leloup, os tornozelos simbolizam também o refinamento da vida, as relações íntimas e a articulação do material com o espiritual. As pessoas em que o tornozelo é o ponto fraco têm dificuldade de avançar nos vários aspectos da vida. Dar um passo a mais é ir além de nossos limites e também saber aceitar o que se é, seja isso agradável ou não. “Essa é a condição para ir mais longe”, finaliza ele.
Preste atenção: você costuma ter dor nos tornozelos? Essa região é rígida ou flexível? Sofreu entorses? Em que momentos de sua vida eles ocorreram? É difícil avançar em direção ao que você quer? Qual é o passo que você precisa dar e o passo ao qual resiste?
Joelhos, o apoio para dar e receber colo
A flexibilidade é uma das qualidades importantes para que os joelhos sejam saudáveis. “Quando eles são rígidos, é provável que surjam problemas na coluna vertebral e nos rins”, lembra Leloup, que nos revela o significado mais profundo dessa parte do corpo. “Em algumas línguas, estranhamente há uma ligação entre a palavra filho e a palavra joelho. Em francês, por exemplo, genou, joelho, tem a mesma raiz da palavra générer, gerar. Em hebraico, joelho é berekh, e também bar e bèn, que significa filho. Assim, ser filho, ser filha é estar no colo, envolvido por esse gesto, que é o elo entre os joelhos e o peito. Temos necessidade de dar e receber essa confirmação afetiva. E manter alguém no colo, sobre os joelhos serve para manter o coração aberto”, finaliza.
Preste atenção: observe como são seus joelhos. Eles são flexíveis, rígidos, doloridos? É bom tocá-los ou não? Quem o pegou no colo quando você era criança? Esse gesto de intimidade é familiar para você? Qual a sensação? E você, para quem dá colo (seja fisicamente, seja como símbolo de acolhimento)?
Genitais, a energia de vida
O teólogo Jean-Yves Leloup fala dos tipos de amor e prazer, dos traumas e das sensações vividos na infância que marcam para sempre nossa sexualidade. Ele ressalta que o encontro de dois corpos pode ser mais que físico. “A representação mais primitiva de Deus foi encontrada na Índia e são o lingan e a ioni, o símbolo fálico masculino e o genital feminino. Assim a representação do sexo foi a primeira feita pelo homem para evocar Deus – porque o sexo é onde se transmite a vida. Dessa maneira, passa a ser o local da aliança, algo de muito sagrado”, considera Jean-Yves Leloup. “Portanto, a sexualidade não é somente libido. Essa libido pode tornar-se paixão, passar através do coração e transformar-se em compaixão. É sempre a mesma energia vital, que muda e se transforma de acordo com o nível de consciência no qual nos encontramos.”
Preste atenção: quais são suas dores ou doenças relacionadas aos órgãos genitais? Você sofre desses males? Qual a sensação diante dos seus genitais (vergonha, repulsa, prazer)? Qual sua postura em relação à sexualidade (à sua própria e ao sexo no contexto cultural)?
Ventre, o centro processador de emoções
Estômago, intestinos, fígado, vesícula biliar, baço, pâncreas, rins são os órgãos vitais abrigados em nosso ventre. Eles são responsáveis pela transformação do alimento em energia, pela absorção de nutrientes e pela eliminação de toxinas.
Emoções como raiva, medo, prazer e alegria acertam em cheio essa região e também precisam ser digeridas. Leloup aponta que “o perdão tem uma virtude curativa porque podemos tomar toda espécie de medicamento, sermos acompanhados psicologicamente, mas há, por vezes, rancores que atulham nosso ventre, nosso estômago, nosso fígado”. Ele destaca que todas as partes do corpo lembram a importância de respeitar o tempo de digestão e assimilação de tudo que nos acontece de ruim e também de bom.
Preste atenção: como é sua digestão? Quando você tem uma forte emoção, sente frio na barriga ou alguma reação na região? Quais foram os fatos difíceis de ser digeridos em sua vida? O que há por perdoar?
Coração e pulmões, o pulso vital
Esses dois órgãos estão intimamente ligados a nossa respiração. “O coração é um dos símbolos do centro vital, ele é o centro da relação. E é importante observar como nossa vida afetiva influencia nossa respiração. Às vezes, nos sentimos sufocar porque não correspondemos à imagem que os outros têm de nós, e isso também impede que o coração bata tranquilamente. Para alguns, querer ser normal a qualquer preço, querer agir como todo mundo, pode ser fonte de doenças”, assinala o psicólogo Jean-Yves Leloup.
Agir de acordo com suas vontades mais genuínas e aceitar o que se é, mesmo que isso não combine com o grupo, pode ser uma das formas de se libertar e sair do sufoco.
Preste atenção: você já teve períodos prolongados de angústia ou tristeza? O que liberta sua respiração e o que o sufoca? Você se preocupa muito com a imagem que as pessoas têm de você? Já parou para ouvir as batidas de seu coração e o das pessoas a quem você ama? O que deixou seu coração partido? O que o fez bater feliz?

Namastê Shlom

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Pílula Anticoncepcional: você nem o planeta precisam dela.



Hoje em dia a pílula ainda é promovida como uma forma de “controlar nossa vida”. Enquanto o verdadeiro sentido de “ter o controle” procede de conhecer como funciona nosso corpo, valorizando as mudanças rítmicas mensais como oportunidades de auto-conhecimento e cuidado consigo mesma, assim como o acesso às profundas fontes de poder que o ciclo nos revela. Esse "controle" é nosso, não cabe a algo e nem a ninguém (anticoncepcionais e indústria farmacêutica) que não a nós mesmas. Isso sim é verdadeira liberdade sobre nossos corpos.

Sobre os efeitos das pílulas anticoncepcionas:
"Infelizmente muitos médicos não informam suficientemente os efeitos secundários, nem as contraindicações. Às vezes dizem algo a respeito mas de forma muito rápida. Existem alguns médicos que não são partidários da pílula, porem são eles poucos e dispersos. Falar contrariamente à pílula no âmbito sanitário é visto como um suicídio profissional.” Alexandra Pope
Levamos 50 anos de uso, abuso e mitificação da pílula anticonceptiva.
- 50 anos medicando com hormônios sintéticos e alterando o sistema endócrino de mulheres saudáveis.
- 50 anos ocultando e mentindo sobre os efeitos secundários da pílula nas mulheres, no meio ambiente e na sociedade.
- 50 anos politizando a pílula anticonceptiva como bandeira de um tipo de feminismo deixando de lado outras formas de evitar a gravidez eficazes, inócuas e respeitosas com o corpo feminino.
- 50 anos, somando-se a séculos anteriores, estigmatizando e desinformando sobre o verdadeiro valor físico-psíquico da menstruação e o poder que sua conexão oferece às mulheres.
- 50 anos insultando a nossa natureza e à quem estamos unidas mediante os ciclos sagrados.
Porém isso, começando pelo monopólio de informação oficial a respeito, está acabando e cada vez mais especialistas estão questionando esses medicamentos e mais e mais mulheres abrem os olhos para conhecer e fazer justiça a seu corpo.
A australiana Alexandra Pope, autora de “The wild gene” e co-autora de “The pill: are you sure it´s for you?” 'converteu-se' em uma especialista sobre o poder do ciclo menstrual e o caminho desde a menarca até a menopausa.
Segundo Alexandra Pope os efeitos secundários da pílula anticoncepcional são muitos. Depressão, mudanças de humor, perda da libido, aumento de peso, etc. Afeta em geral a saúde, incluindo o debilitamento da função imunológica, devido a disfunção nutricional que provoca no nosso organismo. As mulheres que tomam a pílula e outros contraceptivos hormonais podem experimentar vários desses efeitos ao mesmo tempo. A pílula também afeta a fertilidade. Depois de deixar de tomá-la a menstruação pode demorar muito em voltar e atrasar bastante a concepção. Menos comuns, porém mais sérios, são os efeitos secundários como a osteoporose, trombose, câncer de mama e do colo do útero.
Outra consequência bem séria e pouco discutida se deve ao fato da pílula provocar a estrogenização do meio, já que seus resíduos hormonais são impossíveis de filtrar e os resíduos que ficam na água passam para a cadeia trófica, principalmente pela urina.
A pílula e outras forma de anticoncepção hormonal com estrógenos como a anticoncepcional de emergência (DIAD), o emplastro e o anel, foram especialmente desenvolvidos para transtornar o funcionamento natural do sistema endócrino da mulher. No entanto, também atua como desregulador endócrino quando é vertido no meio ambiente através das águas residuais. Esta demonstrado que esses produtos químicos afetam tanto a fauna marinha como os humanos. A exposição a esses disruptores estrogênicos do sistema endócrino durante um ciclo vital inteiro tem causado em algumas famílias de peixes uma incapacidade reprodutiva completa em somente uma geração. A agência de Meio Ambiente Britânica estudou 10 rios durante um período de 5 anos. Os estudos mostram que o estrógeno na urina, procedente da pílula, que havia chegado aos peixes através das águas residuais, afetava a 50% dos peixes do sexo masculino ao produzir óvulos em seus testículos e muitos haviam desenvolvido também órgãos reprodutivos femininos. Além disso se observaram efeitos no comportamento; por exemplo, nos ratos, expostos antes e depois de nascer, mostravam comportamentos anormais em sua vida adulta. Temos evidências para afirmar que a exposição a estrógenos no meio ambiente pode ter efeitos adversos nos humanos. Por exemplo, o dramático decréscimo do número e qualidade de esperma, o aumento na incidência de câncer de mama e de próstata, a puberdade prematura, e o aumento na incidência de endometriose.
(entrevista com Alexandra Pope)
O que acontece com o hormônio ethinylestrodiol?
Um dos principais temas de investigação recentes é o impacto no meio ambiente de alguns dos mais recentes anticonceptivos hormonais. O adesivo e o anel de alguns dos mais recentes anticonceptivos pode provocar maiores riscos ambientais depois de ser descartados que pelos próprios estrógenos na urina. Um adesivo usado e despejado no lixão ou enviado ao riacho pode danificar a fauna pois continua desprendendo o hormônio ethinylestrodiol. Como vimos, os anticonceptivos hormonais podem ter efeitos que vão mais além da própria mulher individual que os utiliza.
Quem ganha com a implantação global da pílula?
As empresas farmacêuticas. (óbvio) É um produto muito rentável para elas. Para os médicos também é muito rentável. Simplesmente receitam o mesmo quando se acaba. Para as mulheres que demonstram preocupação receitam outra marca de pílula e pronto. Infelizmente muitos médicos não informam suficientemente os efeitos secundários nem as contraindicações. Às vezes dizem algo, porém de forma muito rápida.
A pílula confunde o organismo feminino?
O ciclo menstrual da mulher é um sistema muito sofisticado que muda constantemente. Responde ao meio interno e externo e nos informa mensalmente como manejarmos nossas vidas. A pílula suprime esse ciclo e, além dos muitos efeitos secundários mencionados antes, têm um efeito mortal em nossa capacidade de saber o que acontece com nossa vida a nível físico e emocional. Mascara os sintomas de problemas de saúde confundindo-nos. Pode ser que não detectemos sinais de problemas de saúde ou assuntos emocionais tão rapidamente como quando temos um ciclo normal. Também distorce a passagem pela menopausa, privando-nos de um dos momentos psico-espirituais mais importantes na vida de uma mulher.
PÍLULA E FEMINISMO: Esclarecendo conceitos
Porque tantas vezes, quando alguém ataca a pílula, os setores feministas se sentem igualmente atacados?
Suponho que nos referimos aqui às atitudes antifeministas e patriarcais. Hoje em dia a pílula se considera sinônimo de anticoncepção. Desafortunadamente, existe uma grande ignorância sobre outras formas anticonceptivas, assim que quando se questiona a pílula parece que estamos questionando a própria anticoncepção, dai a reação. É muito triste que não anime às mulheres a conhecer o funcionamento de seu próprio ciclo menstrual, negando-se assim a oportunidade de experimentar o método anticonceptivos mais poderoso, o conhecimento de sua própria fertilidade. Com esse conhecimento as mulheres tem verdadeiro controle sobre os seus corpos e a capacidade de escolher desde sua posição de poder. Assume-se hoje em dia que as mulheres são incapazes de manejar sua fertilidade por si mesmas e tem que ser controladas pela medicina. Essas idéias pertencem ao século XIX, não ao século XXI. Temos que modificar as atitudes negativas sobre a menstruação e resgatar nosso ciclo menstrual ou ciclo fértil como recurso exclusivamente feminino que, uma vez compreendido, proporciona não somente ferramentas anticonceptivas como também um método de auto-conhecimento e controle pessoal.
A entrevista com Alexandra Pope foi publicada na The Ecologist.
Para maiores informações visite: http://www.wildgenie.com/alexandra_pope_fs.html


Veja também:
Alternativa ao uso de pílulas anticoncepcionais parte 1 - Método Billings
Alternativa ao uso de anticoncepcionais parte 2 - Sagrado Feminino

terça-feira, 7 de maio de 2013

Abençoe seu corpo


 Deixe seu corpo ser abençoado,
para entender que ele
É um belo e fiel amigo da alma.
 
Que haja paz e alegria,
ao reconhecer que os sentidos...
São limiares sagrados.
 
Seja cuidadoso, pois
Você é Sagrado!
 
Olhe, sinta, ouça, e toque-se com respeito...
 
Deixe os seus sentidos te levarem para casa,
e permita-se comemorar,
O Universo, o mistério, e as possibilidades,
 
Em torno da sua presença no aqui e no agora!
 
 
POEMA – Do livro: O CORPO E A ESPIRITUALIDADE
ROWENA A. SENEWEEN