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terça-feira, 26 de abril de 2016

A música e a cultura do brincar


Quando a televisão entrou na sala de casa, a música foi embora. Deixou a roda que era formada pelas crianças no quintal, nunca mais foi tomar banho de chuveiro, saiu da cozinha à beira do fogão. Para a educadora Lydia Hortélio, pesquisadora da cultura da infância, a tecnologia da telinha apagou o brilho da música que existia nas famílias. Se hoje existe uma obrigatoriedade da iniciação musical nas escolas, ela não vê com bons olhos. A professora Lydia é a convidada especial do “IX Encontro de Educação Musical da Unicamp”, que nesta edição discute o tema “Educação musical e tradições populares no Brasil”.
Realizado até de 18 a 20 de abril em salas do Instituto de Artes (IA), auditório da Adunicamp, Centro de Convenções e Faculdade de Educação (FE) o evento foi organizado por docentes e discentes do curso de licenciatura em Música da Unicamp e trouxe além da professora, outros convidados como Alberto Tsuyoshi Ikeda, professor aposentado da Unesp, em São Paulo, e Lucilene Silva, coordenadora do Centro de Formação de Educadores Brincantes da OCA- Escola Cultural. Os convidados participam de workshops, oficinas, mesas-redondas, comunicações orais e apresentações artísticas. A abertura, por exemplo, foi com o coral de mulheres Açucena.
Para os alunos, vale muito. “É a oportunidade para os alunos entrarem em contato com diversas pessoas que atuam na rede de ensino ou músicos profissionais, pesquisadores da área de música enfim, é uma troca de informação muito rica”, afirmou a aluna Patrícia Patrícia Kawaguchi César que é da organização.
De acordo com a coordenadora geral do encontro, Adriana Mendes, a escolha do tema do encontro surgiu a partir do contato de alunos do curso que começaram a atuar em escolas com a arte do maracatu. “Imagine jovens de um contexto urbano como é Campinas, aprendendo o maracatu e envolvidos de corpo e alma no tema. Nós achamos isso muito interessante e digno de um debate, pois há toda uma discussão por detrás dessa vivência com o preconceito contra as africanidades”.
Outro ponto que motivou a escolha do tema das tradições populares, acrescenta a coordenadora, é a constante transformação por que passa a cultura popular e o acesso especialmente à música da infância, as brincadeiras e cantigas das crianças. “Nós percebemos que muitos alunos chegam à universidade sem terem brincado, sem terem tido acesso aos jogos e brinquedos da infância, sem saber cantar uma canção. Como serão professores sem isso?”, questiona Adriana.
Esta tem sido a preocupação da professora Lydia Hortélio, que conversou mais detalhadamente com o Portal Unicamp, antes de começar suas oficinas. Baiana que passou a infância no município de Serrinha, a musicóloga e educadora, com 83 anos, muito respeitada na área, ainda se dedica à pesquisa da cultura do brincar e a música da infância. Ela foi a idealizadora da organização não governamental “A Casa das Cinco Pedrinhas” dedicada à pesquisa e documentação da cultura da criança. Falando um vocabulário regional, ela explicou porque acredita que a televisão foi tão nociva e, ao mesmo tempo, como pode ser otimista em relação ao futuro.
Portal Unicamp – A senhora acredita que está havendo um retorno, ou mais interesse em relação aos temas da cultura popular?
Lydia Hortélio – A cultura do brincar está voltando. Quando eu comecei, em 1979, eu não tinha companheiros e hoje tem muita gente. A situação é clamorosa, é uma lástima, nas escolas não tem cultura da criança. Não tem Brasil, décadas de televisão desmontaram este país. Eu conheci outro Brasil em que a gente se reunia pra cantar, havia cantor de banheiro.
PU – As pessoas não cantam mais?
Lydia Hortélio – Não. Os adultos não cantam e as mães não sabem sequer uma cantiga de ninar.
PU – Os alunos que chegam à universidade e serão professores também não tiveram essa experiência na infância...
Lydia Hortélio – A situação é essa mesma, por outro lado tenho muita esperança, é o ponto da virada. Esse encontro aqui, por exemplo, é um sinal significativo, muita gente interessada, mesmo porque isso está no corpo da gente se você chama, vem a vontade de cantar de dançar, de dar a mão para a roda. É muito natural entre nós. Eu faço pesquisa na zona rural, no sertão da Bahia. Recentemente fui ver um grupo de meninos do grupo de extensão da Filarmônica de Serrinha, tocando flauta doce. Eu tinha feito uma pesquisa naquele lugar mesmo, onde havia três bandas de pífano. Vi os meninos com a flauta doce e fiquei um pouco chocada. Acabaram aquelas festas. Antes era assim: tinha a festa e tinha as rezas no terreiro de casa. As mulheres cantavam, as mães levavam um bebê no braço e dois dependurados na barra da saia e todo mundo cantava. Havia uma educação musical espontânea, os meninos cresciam naquele tecido musical da comunidade.
PU – Hoje você vem para a escola e é preciso uma lei que obrigue a educação musical e ainda assim ela não existe.
Lydia Hortélio – Não existe porque as professoras não sabem cantar uma cantiga. São meninas que nasceram depois da televisão, as professorinhas de hoje. Se você encontra uma pessoa mais velha ou se encontrar professoras leigas, aqui é mais difícil, mas lá no nordeste tem muito, elas sabem muito e fazem a alfabetização cantando e ainda escrevendo as cantigas que sabem cantar. É uma exceção. Mas ainda assim vejo com muita alegria esse encontro aqui e esse entusiasmo dessa moçada para aprender a música da infância. O repertório é vastíssimo. No lugar de onde eu venho eu comecei a levantar a música da infância, há 40 anos. Já levantei mais de 600 brinquedos com música lá no meu município. Eu dividi o século 20 em quatro partes e de 25 em 25 anos fui buscar informantes. Você não avalia a riqueza. Eu não tenho notícia se existe outro município no Brasil que tenha feito isso. Seria uma maravilha. Imagine que, com a diversidade étnica, num lugar o acento é mais indígena, em outro lugar é mais africano, em Santa Catarina, no Sul, é mais ibérico. A riqueza de música que tá aí calada... Esperando que a gente tire o verso.
PU – A senhora sugere que a criança tem isso naturalmente, de querer cantar e entrar na roda, mas precisa ter alguém que facilite o processo. Esse é o papel do professor?
Lydia Hortélio – A gente deixou que a televisão tomasse o lugar da gente. Hoje tem os aparelhinhos (eletrônicos) com toda música que não corresponde às estruturas da infância, música de adulto. E não é a melhor música de adulto que chega.
PU – Qual é o risco para o futuro das crianças? 
Lydia Hortélio – Eu não sei dar receita para ninguém, mas eu sou apaixonada por música. Eu preciso de música pra viver, eu canto muito naturalmente mais do que eu falo. É mais fácil eu cantar. Então quando a mãe, o pai ou a tia estão perto do menino, o que a gente passa é esse gosto pelo cantar e ele canta também. Como professor de música, querendo ensinar, a criança toma distância, não quer. O que ela quer é alegria, e se a gente chega com a alegria da música a gente conquista o menino. Eu acho que cada um, no lugar em que está, pode fazer alguma coisa. O que eu não acredito é numa educação musical na escola, quando vem um professor uma vez na semana. É muito pouco, o menino não ouve música, não canta e de oito em oito dias vem um professor que, durante uma hora “de relógio” quer ensinar. É o professor de classe, ele é que tem que cantar. Porque que não se pode cantar numa aula de matemática, me diga por que não? Só a escola diz não, e a escola não está com nada. A alegria é necessária no Brasil. É preciso ter infância. Essa é a direção, eu acho.

http://www.unicamp.br/unicamp/ju/653/musica-e-cultura-do-brincar

sexta-feira, 8 de abril de 2016

O CORAÇÃO DE UMA MULHER MADURA É UM MAR PROFUNDO…

O coração de uma mulher madura é um mar profundo de segredos

O coração de uma mulher madura é um mar profundo de segredos que guarda na sua câmara mais íntima as palpitações do querer, do amar com consciência e do sentir com emoção, intuição e desafio.
Quando dizemos coração, nos referimos a esse algo intangível que equilibra as vivências e que expõe em si mesmo a porta para um lugar imenso, que abre a lembrança de maravilhosos cenários cheios de sensações.
O coração, entendido como a mente, tem ciclos e estações que percorrem caminhos em torno de uma procura e uma sucessão de períodos de solidão, de descanso, de pertencimento e inclusive de desaparecimento.
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A relação de uma mulher madura consigo mesma

A relação de uma mulher madura consigo mesma e com o seu entorno se articula com base em uma série de necessidades afetivas que podem se resumir em uma frase: a mulher madura procura voltar para si mesma.
Isto é, a mulher, na sua maturidade, quer voltar a encontrar um ponto emocional que a convide a cumprimentar os seus segredos, seus momentos e suas cicatrizes. Normalmente este é o momento no qual nos sentimos dispostas a valorizar e considerar os nossos erros, assim como a valorizar aquilo que merecemos.
A mulher madura procura e recria em si um ambiente mais propicio para ser ela mesma, para definir um centro de atenção mais saudável e encontrar a serenidade no sangue ardente de quem naufragou por suas fragilidades e sobreviveu graças às suas forças.
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“Quando uma mulher toma a decisão de abandonar o sofrimento, a mentira e a submissão. Quando uma mulher diz do fundo do seu coração. `Basta, até aqui cheguei´. Nem mil exércitos de ego e nem todas as armadilhas da esperança poderão detê-la na procura da sua própria verdade.
Aí se abrem as portas da sua própria Alma e começa o processo de cura. O processo que pouco a pouco lhe trará de volta a si mesma, a sua verdadeira vida. E ninguém disse que esse caminho será fácil, mas é “O Caminho”. Essa decisão em si abre uma linha direta com a sua natureza selvagem, e é ai que começa o verdadeiro milagre”.

O dom emocional da maturidade feminina

A mulher madura experimenta pouco a pouco uma viagem de retorno para a casa da alma que a convida a se tornar consciente daquilo que aconteceu na sua vida anteriormente. Desta forma, ela tem a necessidade de resolver aqueles conflitos criados nos ciclos prévios à maturidade.
Então o coração da mulher madura ama mais a si mesmo e se sente digno de respeito, repleto daqueles valores que se acariciam com a idade e que articulam a capacidade de amar e transcender na compreensão do sentir alheio.
O processo de procura pode ser doloroso, pois encontrar a si mesmo tão de perto requer ter caminhado muitos quilômetros, ter se afastado de si mesma, ter retrocedido, ter se ferido e ter lançado raízes longe do que se desejava.
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Perder-se e encontrar-se como mulher madura

Pode acontecer da maturidade emocional chegar antes ou depois, mas certamente está precedida de anos e anos de distração, de acidentes sentimentais e da anulação de uma parte super importante de nós mesmas.
Saber onde estamos e qual é o lugar do nosso mundo não é uma tarefa fácil, e requer a perda da pele, o roubo da identidade que nos envolveu, e com a qual batalhamos em centenas de campos.
A mulher madura precisa se desfazer dessa pele para deixar de rejeitar as experiências e senti-las diretamente, torná-las suas sem um escudo protetor. Em outras palavras, deve deixar ir, soltar, dizer adeus e não se aferrar mais a aquilo que a impedia de ser ela mesma, a aquelas expectativas sociais que a consomem.
Então as crises deixam de aparecer em nossas casas de forma inesperada, e a libertação emocional passa a frequentar as nossas dependências, dando lugar à determinação e ao amor próprio.
Ou seja, dando espaço à primeira pessoa, às prioridades, à hidratação da identidade própria, à sabedoria da mulher madura. Então começa o recreio das mulheres, que dá fôlego à sua vida secreta graças aos seus instintos, a sua experiência e a força da sua psicologia feminina.
https://osegredo.com.br/2016/04/o-coracao-de-uma-mulher-madura-e-um-mar-profundo/

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Eu Sou o único pensador em minha mente.


 Eu Sou o único pensador em minha mente. 

E eu escolho ter pensamentos alegres, felizes, amorosos e positivos, durante 24 horas, nos 7 dias da semana. 

Eu amo a Vida e a Vida me ama.

"TUDO ESTÁ BEM EM MEU MUNDO"
Louise L. Hay
Emoticon heart Namastê Emoticon heart




segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Intercambio - Vozes Eternas '' Traga o seu coração Por mares calmos da emoção Para o caminhar...''





Traga o seu coração
Por mares calmos da emoção
Para o caminhar

Feche os olhos pra se enxergar
Ajudando alguém a ver
O mundo bem melhor

Busque em suas mãos
Não ferir, nem magoar
Procure alguém ajudar

Deixe adentrar o amor
Esquecendo as lágrimas de dor
Que um dia vão ficar lá atrás

É preciso acreditar
Que cada um é capaz
De melhorar seu mundo interior

É preciso acreditar
Que cada um é uma bela flor
Para um novo mundo
Buscar perfurmar

Traga o seu coração
Por mares calmos na emoção
Para o caminhar

Feche os olhos pra se enxergar
Ajudando alguém a ver
Um mundo bem melhor

Busque em sua mãos
Não ferir nem magoar
Procure alguém ajudar

Deixe adentrar o amor
Esquecendo as lágrimas de dor
Que um dia vão ficar lá atrás

É preciso acreditar
Que cada um é capaz de melhorar
Seu mundo interior

É preciso acreditar
Que cada um é uma bela flor
Para um novo mundo
Buscar perfurmar

https://www.youtube.com/watch?v=Fn0KQThf21g


Amorosamente
Maria Elisete
buscando melhor seu mundo interior

Shalom em todos os corações

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

ENERGIA E ALGUMAS DICAS DE PROTEÇÃO! VAMPIROS DE ENERGIA


 VAMPIROS DE ENERGIA

Quem já não passou pela desagradável experiência de se sentir muito mal ao lado de alguém? Bocejos sucessivos, sonolência, dor de cabeça, irritação, perda de energia, confusão na cabeça, enjôo entre outros. Fenômenos aparecem após um telefonema ou àquela visita inesperada. Mas o pior é quando a pessoa que nos causa tamanho mal faz parte do nosso círculo de amigos, está entre os colegas de trabalho e o pior: na própria família!

Por ser o Brasil um país muito místico, é comum ouvirmos regularmente termos como energia positiva, baixo astral, olho gordo, mal olhado, ambiente carregado, entre outras expressões. Mas na verdade são poucos os que sabem explicar de forma clara e objetiva o que tudo isso significa e o vampirismo energético é um dos fenômenos mais comuns e mais mal esclarecidos que existem.

O ser humano emana ininterruptamente energia para o meio ambiente, impregnando o local onde permanece e atinge também as outras pessoas com suas vibrações pessoais. Cada um de nós possui um padrão energético que é determinado pelo tipo de pensamentos, sentimentos e condição física. Todos nós já sentimos antipatias gratuitas por determinadas pessoas, sem sequer manter algum tipo de comunicação com elas. O que acontece nesses casos é uma incompatibilidade energética, embora o contato possa até ser amistoso. A mesma regra vale para as relações de simpatia e afinidade.

Resumindo: além de todos os tipos de comunicação possíveis: fala, audição, toque, visão, escrita, entre outros, estamos de forma ininterrupta nos comunicando energeticamente, ou seja, o meu campo energético interage com o do ambiente e com o das pessoas com as quais entro em contato.

O ideal seria umas comunicações sadias, pautadas pela troca de energias equilibrada e cooperativa. Mas ainda estamos muito longe disso, alguns acabam sugando muita energia e dando muito pouco em troca, desvitalizando assim os ambientes e as pessoas.

Mas, como são criados os vampiros e por que esse fenômeno acontece? Muito simples, um vampiro de energia é uma pessoa que está em profundo desequilíbrio interno. Frustração, baixa auto-estima, ressentimento, complexo de perseguição e de vítima, insegurança e, acima de tudo, o egoísmo são estados psíquicos que fazem com que a configuração energética da pessoa se torne desequilibrada, afetando negativamente outras pessoas, roubando-lhes assim sua energia vital.

Alguns chegam a interferir de forma concreta na vida pessoal de suas vítimas: intrigas, fofocas, competição desleal agravam mais a situação.


E o pior é que a vida nas grandes cidades só agrava mais ainda o desequilíbrio das relações entre os seres humanos. O homem moderno se afastou da natureza, que é nossa maior fonte de alimento energético. Não existe nada comparável a um banho de mar, rio ou cachoeira, o contato com plantas e animais, o ar puro de uma montanha ou o silêncio do campo para reciclar e repor as energias.

Outra fonte importante é o sono e ninguém melhor do que o homem moderno para enumerar os efeitos nocivos das noites mal dormidas. Não temos, portanto, uma fonte eficiente de alimento e troca para reciclar as energias estáticas. Somamos a isso nossos desequilíbrios pessoais e o resultado é um contingente enorme de seres desvitalizados e famintos de energia. A única saída para esses seres é roubar da pessoa mais próxima.

A competitividade dos ambientes de trabalho também é outro fator negativo. É cada um por si e todos querendo passar a perna em todos. Não somos educados para a cooperação e para a vida em comunidade. Acabamos nos fechando em nosso mundo pessoal e encarando nossos semelhantes como ameaças à nossa felicidade.

NÃO EXISTE UM MÉTODO INFALÍVEL PARA COMBATER OS VAMPIROS, O MELHOR É APRENDER A LIDAR COM ELES.

É muito comum o uso de cristais, plantas, florais, defumadores, banhos de ervas e amuletos para combater o ataque dos vampiros. Desde que corretamente utilizadas essas técnicas podem ser de muita ajuda, mas nenhuma delas apresenta cem por cento de eficácia, uma vez que é dentro de nós mesmos que estão as grandes vulnerabilidades e também a grande força para combater esses "amigos famintos".

A melhor tática é a segurança interior e o conhecimento do modus operandi dos vampiros, ou seja, se eu sei como ele pensa e age, posso estabelecer uma conduta eficaz para combatê-lo.

Existem algumas táticas infalíveis utilizadas pelos vampiros para nos desestabilizar energeticamente e assim roubar nossa força vital. As mais comuns são o medo e a culpa. Irritação também desequilibra profundamente nosso campo energético.

A regra é: NÃO FAZER O JOGO DO OUTRO. Se você sabe que alguém quer lhe provocar, fique calmo. Observe o outro e descubra suas fraquezas e vulnerabilidades e, a seus olhos, ele deixará de ser um bicho papão.

Não entre na onda de negatividade que está no ar, fuja das conversas fiadas e, por fim, conheça-se muito bem. Se você sabe os seus pontos fracos pode mapear por onde o vampiro tentará o ataque. Cuidar da saúde e vitalidade físicas e buscar equilíbrio mental e emocional ajudarão no sentido de criar um campo energético forte e menos vulnerável às energias externas.

Outra dica valiosa é cultivar a compreensão e compaixão, que são estados de espírito absolutamente positivos e fortalecedores. Lembre-se que um vampiro, acima de qualquer maldade (90% deles operam de forma inconsciente), são pessoas em profundo desequilíbrio e que precisam de ajuda. Embora nunca devamos esquecer que, caso esse ser errante não aceite ajuda e esclarecimento, muitas vezes afastá-lo do grupo é o melhor remédio. É aquela velha história: um fruto podre no balaio...

Mas como nem sempre é possível afastar certas pessoas como um familiar, por exemplo, o melhor é tentar entender porque aquela pessoa está em nossa vida. Muitas vezes as pessoas problemáticas são verdadeiros instrutores na medida em que nos incentivam a cultivar a paciência, a compreensão, a criatividade ou o perdão. Mas em qualquer situação a conselho é sempre o mesmo: nunca se misture com a energia do vampiro. Mantenha sempre a calma, o bom humor e a positividade, que sem dúvida são nossas maiores defesas.

Mas antes de apontar o dedo para o próximo descobrindo vampiros em seus relacionamentos, faça um exame profundo em suas atitudes e observe se você não anda 'pegando emprestada' a energia dos outros também!


CONHEÇA OS PRINCIAPIS TIPOS DE VAMPIROS

O jornalista Luís Pellegrini, em matéria publicada na revista Planeta, fez uma relação muito boa dos dez tipos mais comuns de vampiros. Baseados nessa matéria vamos enumerar alguns. Você também pode descobrir outros tipos. Divirta-se, afinal o bom humor é a melhor defesa!

A) Vampiro Cobrador: Cobra sempre, de tudo e todos. Quando nos encontramos com ele, quer logo saber por que não lhe telefonamos ou visitamos. Se você vestir a carapuça e se sentir culpado, estará abrindo as portas. O melhor a fazer é usar de sua própria arma, ou seja, cobrar de volta e perguntar porque ele não liga ou aparece. Deixe-o confuso, não o deixe retrucar e se retire rapidamente.

B) Vampiro Crítico: Só sabe criticar. Todas as observações são negativas e destrutivas. Vê a vida somente pelo lado sombrio. A maledicência tende a criar na vítima um estado de alma escuro e pesado e abrirá sue sistema para que a energia seja sugada. Diga "não" a suas críticas. Nunca concorde com ele. A vida não é tão negra assim. Não entre nesta vibração.

C) Vampiro Adulador: è o famoso Puxa-saco. Adula o ego da vítima, cobrindo-a de lisonjas e elogios falsos, tentando seduzir pela adulação. Muito cuidado para não dar ouvidos ao adulador, pois ele simplesmente espera que o orgulho da vítima abra as portas da aura para sugar a energia.

D) Vampiro Reclamador: è aquele tipo que reclama de tudo, de todos, da vida, do governo, do tempo.... Opõe-se a tudo, exige, reivindica, protesta sem parar. È o mais engraçado é que nem sempre dispõe de argumentos sólidos e válidos para justificar seus protestos. Melhor tática é deixá-lo falando sozinho.

E) Vampiro Inquiridor: Sua língua é uma metralhadora. Dispara perguntas sobre tudo e não dá tempo para que a vítima responda, pois já dispara mais uma rajada de perguntas. Na verdade ele não quer respostas e sim apenas desestabilizar o equilíbrio mental da vítima, perturbando seu fluxo normal de pensamentos. Para sair de suas garras, não ocupe sua mente à procura de respostas. Para cortar seu ataque, reaja fazendo-lhe uma pergunta bem pessoal e contundente., e procure se afastar assim que possível.

F) Vampiro Lamentoso: São os lamentadores profissionais, que anos a fio choram sua desgraças. Para sugar a energia da vítima, ataca pelo lado emocional e afetivo. Chora, lamenta-se e faz de tudo para despertar pena. È sempre o coitado, a vítima. Só há um jeito de tratar com este tipo de vampiro, é cortando suas asas. Corte suas lamentações dizendo que não gosta de queixas, ainda mais que não elas não resolvem situação alguma.

G) Vampiro Pegajoso: Investe contra as portas da sensualidade e sexualidade da vítima. Aproxima-se como se quisesse lambê-la com os olhos, com as mãos, com a língua. Parece um polvo querendo envolver a pessoa com seus tentáculos. Se você não escapar rápido, ele irá sugar sua energia em qualquer uma das possibilidades.
Seja conseguindo seduzi-lo com seu jogo pegajoso, seja provocando náuseas e repulsa. Em ambos os casos você estará desestabilizado, e, portanto, vulnerável.

H) Vampiro Grilo-Falante: A porta de entrada que ele quer arrombar é o seu ouvido. Fala, absoluto, durante horas, enquanto mantém a atenção da vítima ocupada, suga sua energia vital. Para livrar-se, invente uma desculpa, levante-se e vá embora.

I) Vampiro Hipocondríaco: Cada dia aparece com uma doença nova. Adora colecionar bula de remédios. Desse jeito chama a atenção dos outros , despertando preocupação e cuidados. Enquanto descreve os por menores de seus males e conta seus infindáveis sofrimentos, rouba a energia do ouvinte, que depois se sente péssimo.

J) Vampiro Encrenqueiro: para ele, o mundo é um campo de batalha onde as coisas só são resolvidas na base do tapa. Quer que a vítima compre a sua briga, provocando nela um estado raivoso, irado e agressivo. Esse é um dos métodos mais eficientes para desestabilizar a vítima e roubar-lhe a energia.

Não de campo para agressividade, procure manter a calma e corte laços com este vampiro.


Vera Caballero - Terapeuta Holística, Reiki Master, Floral, Profº de Yoga, Numerologia e ministra Cursos Bioenergias e Proteçao Psíquica.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Familia

 
 
Família
 
Pergunta: Como podemos garantir que nossas vidas em casa fiquem em paz, mesmo quando o mundo lá fora não está?
 
Thich Nhat Hanh: Em cada casa deve haver uma sala, você pode chamá-la de sala de respiração, sala de meditação ou a ilha de paz. Muitos de nós não tem espaço extra ou um quarto adicional que podemos usar apenas para isso. Nesse caso, até mesmo um pequeno canto de um quarto pode funcionar como uma ilha pacífica. A qualquer tempo os membros da família que não se sentirem seguros, estáveis ou fortes, podem se refugiar nesta ilha de paz. Ela não precisa ser muito grande e não precisa de muitos móveis; apenas algumas almofadas, um sino e uma flor. A flor representa a frescura, beleza e esperança.
 
Toda vez que estiver perturbado por sua raiva ou frustração, mesmo sendo uma criança, você tem o direito de se refugiar na sala. Qualquer casa civilizada deveria ter um quarto assim. Esse é um território de paz, um lugar para se refugiar na ilha de si mesmo. No momento em que esta "ilha" é estabelecida, você, e outros também, começam a lucrar com isso. Quando você entra nesse quarto, se sente em um território de paz interior.
 
Se os pais estão brigando e fazendo com que o seu filho sofra, a criança pode querer sair daquele lugar e ir para o canto ou quarto da respiração Ela pode entrar, convidar o sino e praticar a respiração consciente. Ela pode refugiar-se na paz que está lá. E se a criança está praticando assim, os pais podem parar de brigar um com o outro quando ouvirem a campainha e sentirem a necessidade de fazer a criança parar de sofrer. Assim, a prática de uma pessoa pode ajudar o resto da família.
 
Quando um dos parceiros está irritado com o outro, um deles pode ir para o quarto e praticar a respiração consciente e ouvir o sino para se acalmar. Essa prática vai inspirar o filho e inspirar o casal também. Antes de começar o dia, toda a família pode gastar alguns minutos na sala de respiração olhando um para o outro com atenção plena, felizes e desejando uns aos outros um dia feliz. Você vai ter começado bem o dia por ter se acalmado, olhado para os outros, e reconhecendo os outros como preciosos. Antes de ir dormir, você pode gastar alguns minutos ouvindo o sino e respirando juntos, como uma família.
 
E cada vez que a família tiver a necessidade de ouvir o outro, você pode usar o lugar para praticar o sentar atentamente e ouvir profundamente o sofrimento da família. Quando o filho se refugia nesse território, o pai não tem mais o direito de persegui-lo e chamá-lo. É algo parecido com imunidade diplomática. Quando você entrar nesse território, ninguém pode repreendê-lo ou fazer-lhe mais perguntas.
 
Pergunta: Como podemos criar nossos filhos a serem mais conscientes e compassivos?
 
Thay: Se os pais praticam a atenção plena e compaixão em suas vidas diárias, os filhos vão aprender naturalmente com eles. Não podemos dizer para uma criança fazer algo se não fizermos nós mesmos. Quando eu ando com atenção plena e respiro conscientemente, meus alunos, seguem-me, caminhando conscientemente e respirando conscientemente. Às vezes, eu devo lembrá-los suavemente, mas é natural que quando vêem um idoso praticando, eles sigam a prática. De tempos em tempos os pais podem discutir plena consciência (mindfulness) e compaixão com os seus filhos, e expressar seu desejo de que seus filhos continuem a viver em plena consciência e com mais compaixão.
 
Quando você usa fala amorosa, pode regar as boas sementes em seus filhos e inspirá-los a fazer o que você tem feito. Você não tem que puni-los ou culpá-los. Com a linguagem correta e seguindo a sua própria prática, seus filhos vão ver, e eles irão segui-lo.
 
Pergunta: Minha filha adolescente é ansiosa e facilmente perturbada. O que posso fazer para acalmar suas emoções turbulentas?
 
Thay: Muitos jovens não conseguem lidar com suas emoções. Eles sofrem muito. O que os pais podem fazer é ensinar a seus filhos que as emoções são como uma tempestade, pois elas vêm, ficam por um tempo, e depois seguem em frente. Se soubermos ser o nosso melhor durante estes momentos, podemos enfrentar as tempestades com mais facilidade. A prática da respiração profunda, respirando com a barriga, pode ajudá-los a lidar com emoções fortes. É bem possível ensinar sua filha a fazer isso.
 
Quando a vir em crise, você se senta com ela e diz: "Querida, pegue minha mão, vamos praticar inspirando e expirando? Inspirando, seu estômago está crescendo. Você vê o seu estômago subindo Expirando, seu estômago está caindo. Vamos fazer novamente: dentro, fora, subindo, descendo". Em poucos minutos, ela vai se sentir muito melhor, porque você trouxe a sua atenção e sua estabilidade para apoiá-la. Mais tarde, ela será capaz de fazer isso sozinha.
 
A prática não é difícil. As crianças e adolescentes podem aprender. Não devemos esperar por fortes tempestades chegar, a fim de iniciar a prática. Esta prática deve ser iniciada imediatamente. Se vocês continuarem a praticar juntos por duas ou três semanas, todos os dias, durante cinco ou dez minutos, a prática da respiração abdominal profunda, sem pensamentos, vai se tornar um hábito. E depois disso, quando a emoção estiver prestes a chegar, a criança vai saber o que fazer. Ela vai ver que ela pode facilmente sobreviver a suas emoções.
 
P. O meu filho adolescente e eu discutimos o tempo todo. Como posso parar essas lutas?
 
Thay: A primeira coisa que você pode fazer é olhar para si mesmo, para ver se você tem bastante energia de calma para ajudar a acalmá-lo quando ele está em sua presença. O problema pode não estar apenas com o filho, mas também dentro do pai. Se o pai não é pacífico, isso pode desencadear emoções negativas no filho, especialmente se houver sementes negativas plantadas nele.
 
No passado pode ter havido momentos em que você ficou irritado e reagiu a partir de um estado de irritação, e isso depositou essas sementes nele. Você tem que desfazer isso no momento presente. Ser amoroso e calmo e ter a capacidade de ouvir pode absorver uma grande quantidade de sofrimento. Se você puder estabelecer uma conversa para falar sobre as dificuldades dele, praticando escuta compassiva e profunda, isto irá ajudar a remover os tipos de energias que o estão fazendo sofrer. Se você tiver bondade amorosa e a energia da paz em você, mesmo sem falar, você pode influenciar uma outra pessoa e ele ou ela vai se sentir melhor só de estar com você.
 
Pergunta: Algumas pessoas dizem que as mães que trabalham fora de casa, não cuidam bem de seus filhos. Mas e se uma mulher fica em casa e ainda não presta muita atenção nos seus filhos? Como podemos ser pais enquanto ainda estamos fazendo outras coisas em nossa vida que requerem atenção?
 
Thay: Não deve haver qualquer simplificação do problema, podemos fazer as duas coisas. Se você consegue fornecer a seu filho carinho e atenção suficientes, é claro que você pode ir trabalhar. Carinho é fundamental para a comunicação e compreensão. Afeto traz amor, e o amor traz o mais profundo entendimento e entendimento mais profundo traz mais amor. Muitos pais precisam trabalhar fora de casa por razões financeiras. Muitos também gostam de trabalhar. Mas ficar em casa, cuidando dos filhos e da casa, e ser um paraíso refrescante e curativo para outras pessoas da família, também é um trabalho muito importante.
 
Não devemos avaliar o valor do nosso eu ou do nosso trabalho em termos de salário apenas. Nós todos temos que aprender a ser de tal forma que possamos trazer solidez, confiança, fé e alegria. Se uma mãe que fica em casa não é capaz de trazer essa qualidade ao ambiente, então ficar em casa não é uma coisa positiva. A mãe que sai para trabalhar e que chega em casa ainda refrescada, amorosa e sorridente, sabe como preservar a sua qualidade de ser. O valor da ação depende muito do valor da não-ação, ou seja, a qualidade do nosso ser.
 
(Do livro de Thich Nhat Hanh - "Answers from the heart” - Tradução Leonardo Dobbin)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Semente do Bem!!!

Pensar bem é uma riqueza tão grande!!!
Bastaria que todas as pessoas assim procedessem, para que a Terra fosse um jardim de flores eternas.
Pensar bem do outro, mesmo que ele não tenha dado motivo para isto, é uma das mais belas virtudes que o ser humano pode praticar.
Pensar bem de si mesmo, pensar bem de tudo que está acontecendo, pensar bem do futuro e pensar bem até do passado, porque só coisas boas devem ser lembradas.
Cultiva, alma querida, o bem e somente o bem em teu jardim interno e, com a força do pensamento, cultiva também o jardim do teu próximo.
Sê o anjo bom que passa pela vida para distribuir largamente a semente do bem. E depois quando passares para o outro plano, comtemplarás feliz as flores belíssimas do bem que derramaste.
Maria Elisete 

segunda-feira, 18 de março de 2013

Sobre a Mente intuitiva.... A Mente do coração...



Muitas vezes um pensamento rápido como um relâmpago tem mais valor que uma reflexão demorada....

As pessoas acham que grandes reflexões são a profundidade da compreensão e não entendem que o pensamento instântaneo pode evidenciar uma influência superior...


Os pensamentos longos e muitos reflectidos estão revestidos da densidade terrena... cheios de duvidas do campo inconsciente do medo... necessitam de validação de segurança...


Porém num pensamento instântaneo têm mais dificuldade de validar a origem... mas a sua velocidade é tal, que não conseguem compreendê-lo totalmente e como tal recusam a mensagem...


Na verdade só poderemos percebê-las com o Coração...
A maioria das pessoas desconhece a origem dos acontecimentos... não conseguem perceber o ponto de origem em si... e só tentam compreender os efeitos que produziram...


Um Coração sensivel tremerá no próprio começo de um acontecimento... talvez não possam encontrar palavras adequadas para descrever o que estão "vendo" o que logo instântaneamente sentem de Verdade... pois a compreensão nasce logo a partir do Coração...


Quase todos sentem esse chamamento do Coração perante o momento... e logo ai entra a tentativa de compreender como buscar a Paz...


Todavia à os que procuram a Paz interior na refleção egoísta e falsa modéstia, acreditando que conseguirão a Paz interior sem fazer nada...
Que Paz pode advir da inércia?...


A Paz interior vem da voz instântanea do coração, onde todas as energias são intensificadas pelo sentir ... então o pensamento rápido vem do sentir presente...


As centelhas da Inteligência Superior nos penetram como relâmpagos ... abençoados aqueles que sabem mantê-las em seu coração...
Ruth Fairfield

Maria Elisete Shalom...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

MATERNIDADE, CONSCIENCIA E ESPIRITUALIDADE

Maternidade, consciência e espiritualidade
“Cuidar das coisas implica ter intimidade, senti-las dentro, acolhê-las, respeitá-las, dar-lhes sossego e repouso. Cuidar é entrar em sintonia com, ausculta-lhes o ritmo e afinar-se com ele”

Leonardo Boff, Saber Cuidar, Pg 96

Mãe. Esta palavra foi por muitos a primeira palavra dita. Segundo o Dicionário Aurélio significa: “mulher ou qualquer fêmea que deu a luz um ou mais filhos. Fonte, origem.”

Mãe é fonte, é origem. Mãe está no início. Com a Mãe estabelecemos nossa primeira relação. Ainda no ato da fecundação, desde o início, o feto, a pessoa, se banha no mundo anímico da mãe.

Desde o início, mesmo quando muitas ainda não sabem que carregam outra pessoa no ventre, não existe limite entre o que é mãe e o que é feto. Tudo o que é de um chega ao outro, sempre. A gravidez se desenvolve e a mãe passa a ter consciência da existência de outro indivíduo, nomeia e “separa”, mas para o outro o sentimento de unidade continua. A primeira grande separação acontece no parto, mas a verdadeira separação entre mãe e filho é um processo que se desenrola ao longo de toda a vida e só acaba com a morte de um. Mas, talvez, nem mesmo lá.

O filho da barriga, “sangue do nosso sangue”, foi formado a partir das células da mãe e do pai, embalado ao ritmo da mãe e alimentado pelos sentimentos da mãe... Isso cria uma impressão de mundo. Desde já, o bebê, a pessoa, interage e é formado física e psiquicamente. Desde já vive sua história. Desde já vive e vive com.

Segundo Gary Yontef em Processo, Diálogo e Awereness: awereness, que eu vou traduzir aqui como consciência, é acompanhada de aceitação. Esta aceitação é o processo de conhecimento do próprio controle, é a escolha e a responsabilidade pelo próprio sentimento e comportamento. Diz ainda que sem isso a pessoa pode estar vigilante, mas não a ponto de discriminar o poder que tem e o que não tem. Uma awereness, ou consciência, funcionalmente completa equivale à responsabilidade. Ser responsável é ter a capacidade de ser “resposta-hábil”, ter a habilidade nas respostas com relação ao meio. A maternidade/paternidade traz a responsabilidade de educar uma criança e educar é como olhar no espelho. Tudo o que você é, de bom e de mau, de útil e descartável, aparece nele, na criança. A consciência a partir do momento em que estamos com uma criança pode nos levar a percepção de que esta é uma oportunidade maravilhosa de se conhecer melhor e de se transformar. Um convite para uma auto-educação baseada no amor e na confiança, baseada em um sentimento de unidade e na capacidade de se colocar no lugar do outro.

Mas o fato é que a maioria das crianças hoje é gerada por mulheres que vivem em um ambiente com alto nível de estresse, tanto físico como emocional, e depois são criadas por terceiros, pela escola, pela televisão, etc. Que qualidade de sentimento estas crianças absorvem? E quando imitam, quem são os modelos? As crianças imitam o caos do ambiente em que foram concebidas e em que vivem.

Os pais, quando enxergam este caos (crianças nervosas, mandonas, doentes, medrosas, medicadas, com dificuldade de aprendizagem) não se implicam. Não se vêem. Levam a criança para os melhores especialistas e delegam, mas uma vez, a responsabilidade e a consciência a terceiros estranhos.

Se pensarmos na população de baixa renda, o caos e a falta de consciência são ainda maiores.

Existe uma sutil, mas determinante diferença entre ser mãe/pai e ter um filho. Chegamos, mas uma vez, a tão famosa dicotomia ter e ser. Famosa, mas muito pouco sentida. Talvez a dimensão espiritual possa apontar para uma maneira especial de vivenciar o fato de trazer uma pessoa ao mundo.

Estou falando de um “estado de graça” – graça aqui como agradecimento. Nas épocas matriarcais a gravidez ocupava o ponto central da vida como garantia da continuidade da comunidade. Hoje ela é tratada como doença ou com negligência.

Quando um homem fecunda uma mulher - estou me limitando a seres humanos, mas podem generalizar - algo de mágico acontece, algo que não se explica. Não são somente células que de repente passam a se multiplicar organizadamente. É um ser vivo! Uma pessoa e sua história. Quero chamar atenção para o respeito e a veneração que devemos sentir ao lidarmos com este período da vida, onde absolutamente tudo é absorvido sem críticas, sem filtro. Uma mulher grávida não gera sozinha. Toda a comunidade está junto com ela e também gera esta criança. As mulheres grávidas precisam de tolerância, de compaixão, de carinho, precisam de espaços onde possam trocar experiências, onde possam ver e sentir o belo e o bom da vida. Mulheres grávidas precisam estar livres e bem acompanhadas.

A maternidade vivida ativamente transforma a mulher e o homem envolvidos com ela. Uma criança recém chegada traz consigo uma energia difícil de classificar e descrever. É uma energia tão forte e mágica que reagimos a ela. Nossa sociedade reage à mágica da chegada controlando, limpando, medicando, ensinando, negando. Mas quando temos a humildade de deixar que essa energia nos guie, podemos sentir uma pontinha da magnitude da vida e agradecer. O momento do parto e os primeiros momentos de vida de uma pessoa marcam o ápice deste processo. É o momento onde os limites físicos entre mãe e filho se instauram, mas é ao mesmo tempo o momento do encontro. O primeiro e mais belo dos encontros. Como diz o ditado popular: a primeira impressão é a que fica. Quando somos recebidos com tortura, seguimos torturando e sendo torturados pela vida a fora. Quando somos recebidos com amor e ternura não precisamos nos defender, nem resistir. Percebo que os bebês que nasceram naturalmente e tiveram seu momento de encontro com suas mães respeitado, são pessoas receptivas e ao mesmo tempo são donas de seus corpos. Colocam limites clara e amorosamente. São pessoas que não foram invadidas e agredidas logo que chegaram e por isso não temem o contato com o outro. É de pessoas assim que o mundo precisa.

Existe uma responsabilidade enorme implicada na escolha de ser mãe/pai hoje em dia. Vivemos um momento da história de humanidade onde não sabemos se daqui a vinte anos haverá água potável, não sabemos se a vida na terra ainda será possível. Portanto temos a responsabilidade de trazer uma pessoa para um mundo totalmente incerto.

Ao mesmo tempo, a geração que acaba de chegar terá como tarefa primordial limpar a sujeira que o século XX deixou. Então, precisamos assumir a responsabilidade de colocar na Terra pessoas diferentes, pessoas que já nasçam em e com um novo paradigma, onde o altruísmo, o sentimento de unidade, o holísmo e o pensamento sistêmico sejam naturais. E essa transformação começa em nós. Sabemos hoje que somos apenas uma parte de um enorme organismo vivo que se chama Terra. A Mãe-Terra está doente e nós somos os responsáveis por tudo, pelo fim e pelo recomeço. Pensando assim posso transformar este mundo.

Cada um de nós pode descobrir a sua maneira de contribuir para um mundo melhor, mais justo, menos violento, mais belo. Transformando hoje o máximo que minha responsabilidade alcança, tanto no micro (nossas relações familiares e cotidianas...) como no macro (através do trabalho, ou em busca por uma causa...) durmo em paz.

Ao convidar conscientemente uma alma nova para este mundo, ao recebê-la de maneira amorosa e respeitosa estamos contribuindo para uma humanidade fraterna como diz minha querida Eleanor Madruga Luzes.
(Texto escrito em 2005 para uma palestra no Instituto Gestalt em Figura no Rio de Janeiro)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Dissolver os limites do envelhecimento!

Maria Madalena ensina a dissolver os limites do envelhecimento! Afirmações de Luz


Invocação à Maria Madalena: dissolver os limites do envelhecimento
Maria Madalena, eu apelo para que a sua energia de vibração elevada, amorosa e feliz, flua sobre e através do meu ser. Estou aceitando as qualidades divinas do Criador que você mantém, reconhecendo agora as mesmas em meu próprio ser.
Você é uma chama de luz vibrante, que representa a vitalidade, o bem estar, a energia vital, a saúde, o vigor, o poder, a força, a felicidade, a abundância, a paz, a alegria, a juventude, o frescor, o brilho e a lucidez.
Por favor, permita que a sua chama de luz me envolva completamente, para que eu possa inspirar as suas energias, manifestando as mesmas dentro do meu ser.
Eu agora reconheço que a minha alma existe eternamente e está livre do envelhecimento, do esgotamento e do enfraquecimento. Minha alma se torna mais forte, mais vibrante, poderosa, expansiva e sábia, a cada realidade que eu experiencio.
Eu reconheço que a minha alma somente se torna mais abundante com as qualidades e dons do Criador. Minha alma é o centro da minha realidade na Terra e nos planos internos, atuando como um representante do Criador.
Eu escolho agora aceitar que as possibilidades ilimitadas e expansivas e a sabedoria da minha alma ancorem a minha alma, profunda e completamente, em minha realidade física.
Minha alma é eternamente saudável, forte e feliz, portanto, o meu corpo físico e o meu campo áurico são eternamente saudáveis, fortes e felizes.
Escolho dissolver completamente as formas-pensamento e a programação de que o meu corpo envelhece e se torna mais fraco.
Escolho libertar o meu corpo das limitações, erradicando tudo o que se acredita conectado ao envelhecimento e que está ancorado em meu corpo físico.
Meu corpo é eternamente forte…
Meu corpo é eternamente feliz…
Meu corpo é eternamente saudável.
Maria Madalena, por favor, envie-me a energia vital do Criador em meu corpo físico, penetrando profundamente nas células do meu corpo físico.
Permito que as minhas células sejam preenchidas com a luz vibrante e com a energia vital, alterando o padrão energético das minhas células e aumentando a vibração energética.
As células do meu corpo estão brilhando vibrantemente com uma abundância da energia vital do Criador.
A Luz do Criador agora dissolve e erradica todo o dano dentro das minhas células e dos tecidos do meu corpo, dissolvendo todas as formas de toxinas.
Eu erradico o padrão energético de danos e de toxinas dentro das células e nos tecidos do meu corpo, permitindo que eles sejam nutridos pela luz.
Enquanto a luz penetra em meu corpo físico, nos tecidos e células, ocorre um processo natural de cura e de transformação, regenerando as minhas células, enquanto aumenta a reparação eficaz das minhas células e do meu corpo físico.
Minhas células se recuperam eficazmente e se curam rápida e facilmente.
Eu sou abundante em minha habilidade de aceitar e de receber a luz e a energia vital do Criador, o que cria uma purificação constante e natural das minhas células.
Com a minha aceitação da Luz do Criador, as minhas células são purificadas eternamente.
Maria Madalena, com a sua luz e a abundante energia vital do Criador, eu dissolvo agora a programação das minhas células ligadas ao envelhecimento e ao enfraquecimento do corpo físico.
Permita que a chama violeta flua da minha cabeça aos dedos dos pés, neste exato momento, dissolvendo a programação do envelhecimento e o colapso do corpo físico, mantidos em minhas células e no DNA dentro das minhas células.
(Imagine a chama violeta descendo sobre e através do seu corpo físico, desde a cabeça, até os dedos dos pés).
Estou livre da programação do envelhecimento e não reconheço mais o processo do envelhecimento dentro do meu corpo físico.
Maria Madalena, por favor, ajude-me a colocar uma nova intenção em minhas células e em meu DNA. Permita que esta intenção esteja eternamente presente a partir deste momento em diante.
Minhas células estão agora programadas para serem jovens, cheias de vitalidade da luz do Criador, eternamente saudáveis, funcionando perfeitamente para apoiar a minha conexão sempre fluida com o Criador, enquanto acumula um grande volume da sabedoria, da consciência e dos insights do Criador.
Minhas células e o meu corpo físico estão agora livres das influências do mundo exterior.
Agora, a minha alma nutre, estimula e programa as células do meu corpo constantemente.
Permito que a minha alma envie instruções as minhas células para serem distribuídas por todo o meu corpo, criando tudo o que o meu corpo precisa para existir como um corpo, pessoa e ser eternamente jovem, saudável, cheio de luz e estimulado.
Minha alma é agora capaz de preparar o meu corpo através das minhas células para a ascensão e aceita o meu corpo físico como um corpo de luz de elevada vibração.
Estou consciente de que posso manifestar o meu corpo físico de qualquer maneira que deseje, através da colocação de intenções em minhas células, seja em relação à cura, à perda de peso, à ascensão, ao brilho, à vitalidade ou a maior paz.
Estou ciente de que cada intenção que coloco em minhas células deve ser guiada ou apoiada pela minha alma, uma fonte de todo o conhecimento em meu ser.
Estou ciente de que os meus pensamentos influenciam naturalmente as minhas células e assim a fim de dissolver completamente o processo de envelhecimento e nutrir o meu corpo físico, devo garantir que todos os pensamentos sejam positivos, produtivos e livres de limitação.
Ao dissolver o processo do envelhecimento em minhas células e em meu corpo físico, eu aceito o poder e a expansão de minha alma.
Eu sou um radiante, eternamente jovem, poderoso e saudável ser de luz do Criador.
Aceito a minha verdade e a minha verdadeira identidade.
Maria Madalena, por favor, trabalhe comigo diariamente para apoiar as intenções que eu expressei hoje.
Grato.

Fonte: Mensagem de Maria Madalena,através de Natalie Glasson
Tradução: Regina Drumond

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Intuição



As nossas palavras são intuição.

A intuição é a forma sutil que utilizamos para alertar, para lembrar e para indicar um caminho. Por podermos perceber a vida, olhando-a de uma outra dimensão, quando estamos constantemente acompanhando alguém que nos solicita, vemos com clareza o que passou, o que passa e o que passará. Para nós, tudo é um só tempo, e então entramos em contato através da intuição.


A intuição é um presente, uma dádiva que não deve ser desperdiçada.

Aquele que não escuta a sua intuição, não escuta os nossos alertas e não recebe o nosso auxílio. Estamos aqui sempre, para ajudar a tudo e a todos. Aqueles que nos ouvem são cada vez mais auxiliados por manterem-se conectados. Quando fechares os olhos e entrar em contato com tua alma, somos nós, seres de luz que tu podes sentir, pois estamos sempre contigo.


por Bere Adams - Projeto Apoema


terça-feira, 22 de maio de 2012

“Abra o seu Coração ao Amor”




“Abra o seu Coração ao Amor”.

Tudo o que você deseja e todas as orações que busca, vêm como resultado da abertura do seu coração, tanto para enviar amor, quanto para receber amor. Seu coração é o portal da receptividade. É a resposta a cada questão que você tenha sobre a sua vida amorosa, relacionamentos, saúde, propósito de vida e assim por diante. Quanto mais você se permitir amar, maior a profundidade e o significado que a sua vida mantém. Jesus e outros mestres ascensionados o apoiarão nesta empreitada, assegurando que você esteja protegido e seguro, enquanto abre o seu coração ao amor. Para manifestar um relacionamento de companheiro de alma, cure todos os medos sobre dar e receber amor. Perdoe aqueles que parecem ter lhe magoado. Ame a si mesmo. Faça a energia funcionar para abrir o seu chacra cardíaco.

“Do Oráculo dos Mestres Ascensionados de Doreen Virtue”

domingo, 26 de fevereiro de 2012

'pôr-as-palavras-para-andar' ...agir de acordo com o que se fala...

Diz a sabedoria indígena que quando não cumprimos o que prometemos, o fio de nossa ação, que deveria estar concluída e amarrada em algum lugar, fica solto ao nosso lado.
Com o passar do tempo, os fios soltos enrolam-se em nossos pés e impedem que caminhemos livremente... E se não cumprimos o que prometemos ficamos impossibilitados de andar com naturalidade. Como se desse dois passos para frente e quatro para trás.
Ficamos amarrados às nossas próprias palavras. Por isso os nativos têm o costume muito antigo de 'pôr-as-palavras-a-andar' que significa agir de acordo com o que se fala; Isso conduz à integridade entre o pensar, o sentir e o agir no mundo e nos conduz ao Caminho da Beleza onde há harmonia e prosperidade naturais.
Por isso, aquele que promete e não cumpre fica rodando em círculos sem sair do lugar. Para libertar desta energia, é bom procurar a pessoa, reatar laço pessoal e realizar aquilo que prometeu.
Depois de compreender que essa prática é necessária, além de tudo, como aprendiz deve estar atento a 'cumprir o que promete', o Xamã rico de sabedoria e iluminação sempre se reúne para estudar e praticar o "fio da nossa ação", para que ele não fique solto... Quando os aprendizes se encontram para praticar e debater, após ter compreendido que a mudança tem de ser íntima e no próprio coração, então eles dizem: "o Xamã se aproxima de seu templo". Aqui o Xamã é o sábio e traduz a linhagem dos mestres; o templo é o coração purificado. E neste estado a pessoas mais desenvolvida da tribo, dirigir-se-á aos lugares sagrados para buscar inspiração e iluminação cada vez mais profunda para realizar ensinar práticas mais eficazes na realização do "fio da nossa ação".
Muito interessante esta prática e, Carlos Castanheda conta num de seus livros, que seu mestre Dom Juan Matus índio da tribo Yaqui do deserto de Sonora no México, mandou que ele procurasse todas pessoas que ele vai prometido alguma coisa, desse um presente especial, algo que elas estavam precisando e agindo assim libertaria de suas promessas, ficando livre para andar no caminho da beleza.
Segundo Louise Hay essa sabedoria indígena de 'pôr-as-palavras-para-andar', em que a pessoa diz claramente o que se pensa pois, se guardar estas reflexões, ficará bloqueado. “É preciso falar, mas usando as palavras e pensamentos certos. Afinal, se somos o que pensamos, precisamos ter muita atenção com o nosso pensamento”.
Hein cara-pálidas! Tem gente que dá dois passos pra frente e quatro pra trás e, vive culpando os outros. É muito forte esta prática, eu já pratico e vou continuar a praticá-la. Ensina ser mais cuidoso com a vida que levamos, com a palavra que empenhamos. O ser humano de antigamente era conhecido por ser uma pessoa de palavra. E diziam assim: fulano empenhou a palavra, ele vai cumprir. Noutras vezes diziam: Fulano é um homem de palavra. A palavra de fulana é um contrato. Serve para reflexão. Paz Profunda! Grande abraço perfumado com palavras de luz.
Fonte: Don Miguel Ruiz. Os Quatro Compromissos: O livro da Filosofia Tolteca. Editora Best Seller.





Maria Elisete Shalom...