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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

''Paz Interior'' - “A paz se inicia com um sorriso.” (Madre Teresa de Calcutá)



A Paz, no sentido usado aqui, não diz respeito à ausência de conflitos externos, entre pessoas, comunidades ou países, mas a um estado de tranqüilidade interna. A Paz Interior está relacionada com os processos subconscientes da mente e suas respostas emocionais. O que chamamos mente nada mais é que o conjunto de sentimentos e pensamentos gerados a partir das emoções e da intuição. As emoções brotam em nossa mente como resposta aos estímulos do mundo exterior; a intuição brota em nossa mente quando ela se encontra em Paz.



A paz mental é alcançada quando conseguimos manter o estado interno de equilíbrio. No entanto, freqüentemente perdemos nosso estado de paz, nosso estado de equilíbrio interno, em função de reações emocionais a estímulos que nos chegam do mundo. Em parte, isso se dá por não conseguirmos exercer nossa força de vontade internamente ou por não dispormos de meios para controlar os sentimentos e pensamentos que se seguem à resposta emocional. Às vezes, as situações externas despertam raiva, inveja, desejos, medos, angústias ou necessidades artificiais, removendo nosso equilíbrio interno e nos levando a ações que resultam em ainda mais desequilíbrio. Ainda que o sentimento de Paz não seja particularmente ansiado pelos jovens hoje em dia, ele se torna algo cada vez mais caros às pessoas, à medida que elas amadurecem.



Em busca dessa sonhada paz duradoura, recomenda-se:





 Refletir sobre cada desejo que brota na mente, questionando se ele é supérfluo ou necessário, se é útil ou não, se é justo ou não, se tem urgência ou não, se é prioritário ou não, se usamos apropriadamente recursos disponíveis (materiais, tempo, dinheiro) ou não, se é bom só para si ou se também o é para os demais, se prejudica os outros ou não etc. Os desejos nos mantêm vivos, mas é necessário limitá-los à sua função original. Com freqüência, somos verdadeiros escravos de nossos desejos.



 Buscar desenvolver de modo consciente a auto-aceitação, a auto-capacitação, a auto-confiança, o auto-controle, a auto-disciplina, o auto-respeito, a auto-estima.



 Procurar manter a atenção e a concentração no momento presente. Devemos aprender com o passado, mas não devemos nos afligir por ele. Devemos cuidar do futuro, mas não devemos nos angustiar por ele. O único momento real é o presente, aqui e agora, onde as coisas realmente podem ser realizadas e apreciadas.



 Esforçar-se para ter sempre bom humor, manter a calma e o equilíbrio, ser ponderado, encontrando a satisfação dentro daquilo que realmente dispomos, manter o contentamento e constância para alcançarmos a equanimidade interior.



 Desenvolver a compreensão, a paciência e aceitar a diversidade. Agir com dignidade e determinação, mas com desapego e humildade.



 Alimentar sempre a esperança, buscando a felicidade e a fortaleza interiores, procurando no silêncio interior a verdadeira tranqüilidade.





Uma das técnicas mais importantes para a busca da Paz Interior é a harmonização ou “sentar-se em silêncio” –os nomes variam. Essa é uma pequena busca de recolhimento, que leva ao aquietamento da mente. A agitação mental certamente é um dos males modernos. Quase tudo à nossa volta contribui para a agitação mental. Para as crianças em idade escolar, isso se verifica como uma enorme dificuldade de concentração. Além dessa técnica, recomendam-se, como coadjuvantes importantes, exercícios de atividades em grupo que levem à auto-aceitação e que desenvolvam o auto-respeito, bem como a meditação na luz e a oração.





A oração é uma técnica extremamente antiga, universal e poderosa. Ela pode ser feita de muitas maneiras e com muitas intenções, e tem a grande vantagem de levar uma pessoa a voltar seus olhos para o bem –dela mesma, de uma outra pessoa ou de toda uma comunidade.



O destino de uma oração não precisa ser discutido, no sentido de que é algo íntimo e não diz respeito àquilo por quê se ora. A oração que visa a paz pode estar baseada no agradecimento pelo que se é, pelo que se tem; pode ser baseada na auto-aceitação e na aceitação das outras pessoas, outras culturas, outras raças, outras religiões.



Deve-se, também, orar para se manter a esperança, para que a paciência nunca falte, para a capacidade de compreensão de fatos e relacionamentos, para o desapego (o apego cria um estado mental de dependência, fomentando o “medo de perder”, que perturba o estado de paz mental) ou para o desenvolvimento de todos os valores, que nos aproximam mais das pessoas e da comunidade.





Cada vez que praticamos uma dessas técnicas, adquirimos um estado de tranqüilidade que perdura um pouco, mas que, com as agitações à nossa volta, se dissipa.



A repetição dessa técnica ao longo de semanas e meses, no entanto, vai tendo um efeito mais profundo. Cada vez que repetimos a técnica da harmonização, seu efeito torna-se mais forte, conferindo um sentimento mais intenso de paz, alcançado-o de forma mais rápida e duradoura, contribuindo para lidarmos com as situações difíceis de modo cada vez mais tranqüilo, centrado e seguro. A experiência mostra que crianças muito agitadas tornam-se muito tranqüilas e harmonizadas depois de algum tempo de prática, sendo capazes de expressar de forma mais intensa sua criatividade e adquirindo capacidade de concentração.





O conjunto de todas essas técnicas leva o indivíduo a um estado de paz mental, livre dos efeitos daninhos das perturbações emocionais. O sentimento de paz resultante não é conseqüência da ociosidade, mas sim de um estado mental equilibrado, sem altos e baixos, euforia ou depressão. A mente aprende a manter seu estado de equilíbrio mesmo na ação, mesmo em situações em que as condições externas variam. Para isso, o Programa desenvolve na criança um caráter bem estruturado e fortalecido pela coerência entre sua essência e sua atuação externa com ações ou palavras, gerando uma harmonia entre seus níveis físico, emocional (mental inferior), intelectual (mental superior) e espiritual. Nessas circunstâncias, como já foi comentado, há um aumento no fluxo da energia do Amor (nível psíquico).
''Programa Sathya Sai Educare''

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MÃE DIVINA





Minha mãe minha rainha
Foi ela que me entregou
Para mim ser jardineiro
No jardim de belas flores
No jardim de belas flores
Tem tudo que procurar
Tem primor e tem beleza
Tem tudo que Deus me dá
Todo mundo recebe
As flores que vêm de lá
Mas ninguém presta atenção
Ninguém sabe aproveitar
Para zelar este jardim
Precisa muita atenção
Que as flores são muito fina(s)
E não podem cair no chão
O jardim de belas flores
Precisa sempre aguar
Com as prece(s) e os carinhos
Ao nosso pai universal

- Mestre Irineu-






OM - BHUR BHUVA SWAH
TAT SAVITUR VARENAYAM
BHARGO DEVASYA DHIMAHI
DHIYO YO NAH PRACHODAYAT

Em um mundo melhor,
a lei natural é a do amor.
Em uma pessoa melhor,
sua natureza também é amorosa.
O amor é o princípio
que cria e sustenta as relações humanas,
O amor espiritual leva ao silêncio,
e esse silêncio tem o poder de unir,
orientar e liberar as pessoas.
E mais, quando o seu amor é aliado à fé,
cria uma forte estrutura para a iniciativa e a ação.
Lembre-se: o amor é um catalisador para mudanças,
desenvolvimento e conquistas.

Por Brahma Kumaris






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