Pesquisa
segunda-feira, 19 de março de 2012
Danças Circulares
A dança e o canto são as mais antigas formas de expresssão do homem, que movido por um poder transcendente tenta formular suas experiências e compreensão da Vida utilizando seu próprio corpo como instrumento.
Por toda a história os seres humanos sempre dançaram e cantaram. A dança simbolizava a comunhão entre os membros da comunidade e celebrava momentos especiais de suas vidas: as mudanças de estações, o plantio, a colheita, a alegria, a tristeza, o medo, o amor, o poder da morte, o reaparecimento da nova vida.
Dançar é movimentar o corpo de forma ritmada, é conquistar harmoniosa e musicalmente o espaço. Os gestos transmitem e atraem poder, liberam e transformam energia, influenciam psicologicamente os indivíduos e os mantém em contato constante com o seu Centro.
As danças circulares resistem ao tempo por sua força de manifestação de vida. Dançar na roda é redescobrir e celebrar nossa unidade primordial. De mãos dadas, movimento, canto e respiração ritmados equilibram a energia grupal.
Dançar é deixar-se tocar pela totalidade das quatro esferas da existência: física, emocional, mental e transcendente. É conectar-se com uma imensa alegria e cura profunda, para o próprio ser e todas suas relações.
O trabalho com as danças segue diversos caminhos:
Danças da Paz Universal
Pesquisadas pelo americano Samuel Lewis. Coreografias associadas a palavras sagradas e cantos de várias tradições: sufismo, cristianismo, zoroastrismo, budismo, hinduísmo, judaísmo, nativos americanos. Em destaque as vivências da Oração Cósmica - O Pai Nosso em Aramaico e as Danças da Mandala de Tara.
Danças Sagradas e Meditativas
Pesquisadas pelos alemães Bernard e Maria-Gabrielle Wosien, a partir das rodas antigas tradicionais de diversos povos de todo o planeta e implantadas na Comunidade de Findhorn, Escócia.
Danças Brasileiras
Pesquisa e resgate de danças étnicas e folclóricas, feitos por um grande número de estudiosos/dançarinos.
Danças das Plantas Curativas e dos Florais de Bach
Pesquisadas pela letoniana Anastasia Geng. A partir da percepção/conexão com as energias do Reino Vegetal, constitui-se num trabalho de integração e auto-cura.
Danças Circulares dos nossos tempos
Coreografias inspiradas por diversos pesquisadores/dançarinos como Gabrielle Wosien, Friedel Kloke-Eibl, Laura Shannon, Mandy de Winter, Peter Vallance, Ray Price, Gwyn Peterdy, Pablo Scornik, Dagmar Hahn, entre outros também importantes.
http://www.simplicidade.net.br/marge/dancas.html
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Dançando a Vida
domingo, 18 de março de 2012
Nada Te Turbe - Lindooo!!!
Nada te turbe, nada te espante:
Nada te perturbe; nada te espante;
Quien a Dios tiene nada le falta.
Quem tem a Deus nada lhe falta
Nada te turbe, nada te espante:
Nada te perturbe;nada te espante;
Sólo Dios basta.
Apenas Deus basta
2ª voz
Todo se pasa, Dios no se muda,
tudo passa; Deus não muda,
La paciencia todo lo alcanza.
A paciência tudo consegue.
Quem a Deus tem,
nada lhe falta.
Só Deus é suficiente.
Linda mensagem com o fundo musical "Nada Te Turbe" de Santa Teresa de Ávila (1515-1582) , interpretação: Calenda Maia.
Nada te perturbe; nada te espante
Maria Elisete Shalom...
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Eu te compreendo...
Eu te compreendo...
Eu sei das tuas tensões, dos teus vazios e da tua inquietude. Eu sei da luta que tens travado à procura de Paz. Sei também das tuas dificuldades para alcançá-la. Sei das tuas quedas, dos teus propósitos não cumpridos, das tuas vacilações e dos teus desânimos.
Eu te compreendo... Imagino o quanto tens tentado para resolver as tuas preocupações profissionais, familiares, afetivas, financeiras e sociais. Imagino que o mundo, de vez em quando, parece-te um grande peso que te sentes obrigado a carregar. E tantas vezes, sem medir esforços.
Eu conheço as tuas dúvidas, as dúvidas da natureza humana. Percebo como te sentes pequeno quando teus sonhos acalentados vão por terra, quando tuas expectativas não são correspondidas. E essas inseguranças com o amanhã? E aquela inquietação atroz em não saberes se amanhã as pessoas que hoje te rodeiam ainda estarão contigo? De não saberes se reconhecerão o teu trabalho, se reconhecerão o teu esforço. E, por tudo isto, sofres, e te sentes como um barco sozinho num mar imenso e agitado.
E não ignoro que, muitas vezes, sentes uma profunda carência de amor. Quantas vezes pensastes em resolver definitivamente os teus conflitos no trabalho ou em casa. E nem sempre encontraste a receptividade esperada ou não tiveste força para encaminhar a tua proposta. Eu sei o quanto te dói os teus limites humanos; e o quanto às vezes te parece difícil uma harmonia íntima. E não poucas vezes, a descrença toma conta do teu coração.
Eu te compreendo... Compreendo até tuas mágoas, a tristeza pelo que te fizeram, a tristeza pela incompreensão que te dispensaram, pelas ingratidões, pelas ofensas, pelas palavras rudes que recebeste. Compreendo até as tuas saudades e lembranças. Saudade daqueles que se afastaram de ti, saudade dos teus tempos felizes, saudade daquilo que não volta nunca mais... E os teus medos? Medo de perderes o que possuis; medo de não seres bom para aqueles que te cercam; medo de não agradares devidamente às pessoas, medo de não dares conta; medo de que eles descubram o teu íntimo; medo de que alguém descubra as tuas verdades e as tuas mentiras; medo de não conseguires realizar o que planejaste; medo de expressares os teus sentimentos, medo de que te interpretem mal.
Eu compreendo esses e todos os outros medos que tens dentro de ti. Sou capaz de entender também os teus remorsos, as faltas que cometeste; o sentimento de culpa pelos pequenos ou grandes erros que praticaste na tua vida. E sei que, por causa de tudo isso; às vezes te encontras num profundo sentimento de solidão. É quando as coisas perdem a cor, perdem o gosto e te vês envolto numa fina camada de indiferença pela vida. Refiro-me àquela tua sensação de isolamento, como se o mundo inteiro fosse indiferente às tuas necessidades e ao teu cansaço. E nesse estado, és envolvido pelo tédio e cada ação ou obrigação exige de ti um grande esforço. Sei até das tuas sensações de estares acorrentado, preso; preso às normas, aos padrões estabelecidos, às rotineiras obrigações: "Eu gostaria de... mas eu tenho que trabalhar, tenho que ajudar, tenho que cuidar de, tenho que resolver, tenho que!...". Eu te compreendo... Compreendo os teus sacrifícios.
E a quantas coisas tens renunciado, de quantos anseios tens aberto mão!... E sempre acham que é pouco... Pouca coisa tem feito por ti e tua vida, quase toda ela, tem sido afinal dedicada a satisfazer outras pessoas. Sei do teu esforço em ajudar as outras pessoas e sei que isso é a semente de tuas decepções. Sei que, nas tuas horas mais amargas, até a revolta aflora em teu coração. Revolta com a injustiça do mundo, revolta com a fome, as guerras, a competição entre os homens, com a loucura dos que detêm o poder, com a falsidade de muitos, com a repressão social e com a desonestidade. Por tudo isso, carrega um grau excessivo de tensões, de angústia e de ansiedade. Sonhas com uma vida melhor, mais calma, mais significativa. Sei também que tens belos planos para o amanhã. Sei que queres apenas um pouco de segurança, seja financeira ou emocional, e sei que lutas por ela.
Mas, mesmo assim, tuas tensões continuam presentes. E tu percebes estas tensões nas tuas insônias ou no sono excessivo, na ausência de fome ou na fome excessiva, na ausência de desejo para o sexo ou no desejo sexual excessivo. O fato é que carregas e acumulas tensões sobre tensões: tensões no trabalho, nas exigências e autoritarismos de alguns, nas condições inadequadas de salário e na inexistência de motivação, nos ambientes tóxicos das empresas, na inveja dos colegas, no que dizem por trás. Tensões na família, nas dependências devoradoras dos que habitam a mesma casa; nos conflitos e brigas constantes, onde todos querem ter razão; no desrespeito à tua individualidade, no controle e cobrança das tuas ações. Eu te compreendo, e te compreendo mesmo. E apesar de compreender-te totalmente, quero dizer-te algo muito importante. Escuta agora com o coração o que te vou dizer:
Eu te compreendo, mas não te apoio! Tu és o único responsável por todos estes sentimentos. A vida te foi dada de graça e existem em ti remédios para todos os teus males. Se, no entanto, preferes a autocomiseração ao invés de mobilizares as tuas energias interiores, então nada posso te oferecer. Se tu preferes sonhar com um mundo perfeito, ao invés de te defrontares com os limites de um mundo falho e humano, nada posso te oferecer.
Se tu preferes lamentar o teu passado e encontrar nele desculpas para a tua falta de vontade de crescer; se optastes por tentar controlar o futuro, o que jamais controlarás com todas as suas incertezas; se resolveste responsabilizar as pessoas que te rodeiam pela tua incompetência em tratar com os aspectos negativos delas, em nada posso te ajudar. Se tu trocaste o auto-apoio pelo apoio e reconhecimento do teu ambiente, então nada posso te oferecer. Se tu queres ter razão em tudo que pensas; se queres obter piedade pelo que sentes; se queres a aprovação integral em tudo que fazes; se escolhestes abrir mão de tua própria vida, em nome do falso amor, para comprares o reconhecimento dos outros, através de renúncias e sacrifícios, nada posso te oferecer. Se tu entendeste mal a regra máxima "Amar ao próximo como a ti mesmo", esquecendo-te de amar a ti mesmo, em nada posso te ajudar.
Se não tens um mínimo de coragem para estar com teus próprios sentimentos, sejam agradáveis ou dolorosos; se não tens um mínimo de humildade para te perdoares pelas tuas imperfeições; se desejas impressionar os outros e angariar a simpatia para teus sofrimentos; se não sabes pedir ajuda e aprender com os que sabem mais do que tu; se preferes sonhar, ao invés de viver, ignorando que a vida é feita de altos e baixos, nada posso te oferecer. Se tu achas que pelo teu desespero as coisas acontecerão magicamente; se usas a imperfeição do mundo para justificar as tuas próprias imperfeições; se queres ser onipotente, quando de fato és simplesmente humano; se preferes proteção à tua própria liberdade; se interiorizaste em ti desejos torturadores; se deixaste imprimirem-se em tua mente venenosas ordens de: "Apressa-te!", "Não erres nunca!", "Agrade sempre!"; se escolheste atender às expectativas de todas as pessoas; se és incapaz de dar um não quando necessário, em nada posso te ajudar. Se tu pensas ser possível controlar o que os outros pensam de ti; se tu pensas ser possível controlar o que os outros sentem a teu respeito; se tu pensas ser possível controlar o que os outros fazem; se queres acreditar que existe segurança fora de ti, repito:
Eu te compreendo, mas, em nome do verdadeiro Amor, jamais poderia apoiar-te! Se recusas buscar no âmago do teu ser respostas para os teus descaminhos, se dás pouca importância a teus sussurros interiores; se esqueceste a unidade intrínseca dos opostos em nossa vida terrena; se preferes o fácil e abandonastes a paciência para o Caminho; se fechaste teus ouvidos ao chamado de retorno; se perdeste a confiança a ponto de não poderes entregar tua vida à vontade onipotente de Deus; se não quiseste ver a Luz que vem do Leste; se não consegues encontrar no íntimo das coisas aquele ponto seguro de equilíbrio no meio de todas as tormentas e vicissitudes; se não aceitas a tua vocação de Viajante com todos os imprevistos e acidentes da Jornada; se não queres usar o tempo, o erro, a queda e a morte como teus aliados de crescimento, realmente nada posso fazer por ti.
Se aspiras obter proteção quando o que precisas é Liberdade; se não descobriste que a verdadeira Liberdade e a autêntica Segurança são interiores; se não sabes transformar a frase "Eu tenho que..." na frase "Eu quero!"; se queres que o fantasma do passado continue a fechar teus olhos para a infinidade do teu aqui e agora; se queres deixar que o fantasma do futuro te coloque em posição de luta com o que ainda não aconteceu e, provavelmente, não chegará a acontecer; se optaste por tratar a ti mesmo como a um inimigo; se te falta capacidade para ver a ti mesmo como alguém que merece da tua própria parte os maiores cuidados e a maior ternura; se não te tratas como sendo a semente do próprio Deus; se desejas usar teus belos planos de mudar, de crescer, de realizar, como instrumentos de auto-tortura; se achas que é amor o apego que cultivas pelos teus parentes e amigos; se queres ignorar, em nome da seriedade e da responsabilidade, a criança brincalhona que habita em ti; se alimentas a vergonha de te enternecer diante de uma flor ou de um por de sol; se através da lamentação recusas a vida como dádiva e como graça, não posso te apoiar.
Mas, se apesar de todo o sono, queres despertar; se apesar de todo o cansaço, queres caminhar; se apesar de todo o medo, queres tentar; se apesar de toda acomodação e descrença, queres mudar, aceita então esta proposta para a tua Felicidade: A raiz de todas as tuas dificuldades são teus pensamentos negativos. São eles que te levam para as dores das lembranças do passado e para a inquietação do futuro. São esses pensamentos que te afastam da experiência de contato com teu próprio corpo, com o teu presente, com o teu aqui e agora e, portanto, distanciando-te de teu próprio coração. Tens presentes agora as tuas emoções? Tens presente agora o fluxo da tua respiração? Tens presente agora a batida do teu coração? Tens agora a consciência do teu próprio corpo? Este é o passo primordial. Teu corpo é concreto, real, presente, e é nele que o sofrimento deságua e é a partir dele que se inicia a caminhada para a Alegria.
Somente através dele se encaminha o retorno à Paz. Jamais resolverás os teus problemas somente pensando neles. Começa do mais próximo, começa pelo corpo. Através dele chegarás ao teu centro, ao teu vazio, àquele lugar onde a semente germina. Através da consciência corporal, galgarás caminhos jamais vistos, entrarás em contato com os teus sentimentos, perceberás o mundo tal como é e agirás de acordo com a naturalidade da vida. Assume o teu corpo e os teus sentimentos, por mais dolorosos que sejam; assume e observa-os, simplesmente observa-os. Não tentes mudar nada, sê apenas a tua dor. Presta atenção, não negues a tua dor. Para que fingir estar alegre se estás triste? Para que fingir coragem se estás com medo? Para que fingir amor se estás com ódio? Para que fingir paz se estás angustiado? Não lutes contra teus sentimentos, fica do teu próprio lado, deixa a dor acontecer, como deixas acontecer os bons momentos. Pára, deixa que as coisas sejam exatamente como são.
Entra nos teus sentimentos sem os julgar, não fujas deles, não os evites, não queira resolvê-los escapando deles - depois terás de te encontrar com eles novamente, é apenas um adiamento, uma prorrogação. Torna-te presente, por mais que te doa. E, se assim fizeres, algo de muito belo acontecerá! Assim como a noite veio, ela também se irá e então testemunharás o nascer do dia, pois à noite o sol escurece até a meia-noite e, a partir daí, começa um novo dia.
Se assim fizeres, sentirás brotar de dentro de ti uma força que desconhecias e te sentirás renovado na esperança e a vida entrando em ti. Se assim fizeres, entenderás com o coração que a semente morre mesmo, totalmente, antes de germinar e que a morte antecede a vida. E, se assim fizeres, poderei dizer-te então que: Eu te Compreendo e que, assim, tens todo o meu apoio! E verás com muita alegria que, justamente agora, já não precisas mais do meu apoio, pois o foste buscar dentro de ti e o encontraste dentro da tua própria dor! A CAUSA É INTERIOR.
O homem traz a semente de sua vida dentro de si mesmo. O que quer que lhe aconteça, acontece por sua própria causa. As causas externas são secundárias; as causas internas são as principais. Existe a possibilidade de uma transformação... E que só você pode conseguir, basta querer...
Este texto não é nenhuma corrente, mas se lá no fundo de seu coração não houve qualquer sentimento que o conduza a pensar em compreender melhor tudo e todos, desculpe-me, tu deves ter lido de forma equivocada. Refaça a leitura, porque o produto que o texto pretende atingir será benéfico para teu coração...
Carlos Henrique Mascarenhas Pires
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Orações Sagradas
terça-feira, 13 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
Música e Espiritualidade
“A música é um sentimento nobre que eleva o ser
aos céus de suas próprias emoções”
aos céus de suas próprias emoções”
A palavra música vem do grego “mousiqê”, que significa “arte das musas”. Englobava a poesia, a dança, o canto, a declamação e a matemática.
A música sempre esteve presente nos sons harmoniosos pelo Universo, que, através de seus co-criadores, emocionavam pelo encantamento e profundidade dos timbres e tons através dos tempos.
O monge Hucbalbo, autor do tratado De Harmônica Institutione, estabeleceu a pauta de quatro linhas. Começava-se então a inventar formas de notação musical. Em seguida, o italiano Guido D’Aresso atribuiu às notas seus nomes, tirados das sílabas iniciais de um hino a São João Batista: UT queant laxis (no século XVII o UT passou a ser DO, em homenagem a João Batista Doni), REssomare fibris, MIra gestorum, FAmuli tuorum, SOLve polluti, LAbii reatum e Sancte Ioannes. Daí o surgimento da escala musical conhecida até hoje no Ocidente: do, re, mi, fa, sol, la e si.
O médium e a música
A arte nos aproxima dos encantos que colorem e perfumam os jardins da compreensão. Precisamos perceber o quanto é importante a música elevada em nossos corações. Através dos ventos da melodia, somos direcionados para esferas cada vez mais altas que se somam pela harmonia, que nos inspira a harmonia de novos sentimentos, de novos pensamentos, de ações cada vez mais corretas, ao ritmo que mantém em ordem o tempo do caminhar durante séculos em busca do homem novo que existe em cada um de nós e que vive em sorrisos, esperando-nos por este encontro de paz em paz.
No livro O Consolador, Emmanuel relata que o artista verdadeiro é sempre o médium das belezas eternas e o seu trabalho, em todos os tempos, foi tanger as cordas mais vibráveis do sentimento humano, alçando-o da Terra para o infinito e abrindo, em todos os caminhos, a ânsia dos corações para Deus nas suas manifestações supremas de beleza, de sabedoria, de paz e de amor.
Em O Espiritismo na Arte, de Léon Denis, podemos perceber o elo existente entre a música e a mediunidade: “Os grandes músicos terrestres podem, como os outros artistas, receber a inspiração, seja do espaço, seja como resultante de trabalhos anteriores. Trata-se exatamente do mesmo fenômeno que se produz com os outros artistas”.
A música é uma impressão especial que invade todo o nosso ser fluídico, mergulha-o no êxtase e na beatitude, fazendo com que ele experimente sensações de júbilo, de quietude, de alegria etc. Já no capítulo “A Música Terrestre”, Léon Denis diz: “O canto e a música, em sua íntima união, podem produzir a mais alta impressão. Quando ela é sustentada por nobres palavras, a harmonia musical pode elevar as almas às regiões celestes. É o que se realiza com a música religiosa, com o canto sacro”.
Com tais afirmações tem-se a possibilidade de compreender a importância dos grupos, corais e músicos solistas espíritas que contribuem através do canto, da canção elevada, buscando entre as criaturas a divulgação das verdades do Evangelho segundo o Espiritismo. São músicas que nos fazem refletir e, por que não dizer, canções que elucidam os espíritos sobre os vários temas já abordados tantas vezes pela oratória e pela literatura.
A música nos aparece como mais uma opção de luz para a compreensão das questões evolutivas do ser, através da harmonização interna e externa que se movimenta, dando condições para abrirmos campo tanto para receber como para o momento divino da doação. Podemos assim perceber a importância da música não só na doutrina espírita, como também, a importância em outros segmentos e desses valiosos trabalhadores que atuam com muito amor dentro das doutrinas espiritualistas.
A música já foi comprovada cientificamente como fonte de cura mental, corporal e espiritual, estendendo-se para vários pontos do mundo, onde é conhecida como “musicoterapia”. Técnicas como Nível Aumentativo, Nível Intensivo, Nível Auxiliar, entre outras, são de suma importância para o reequilíbrio da criatura (se a mesma fizer sua parte para tal equilíbrio).
Hoje já existem muitas obras importantes onde podemos buscar o estudo detalhado, que abordam este assunto de maneira clara e objetiva, obtendo assim, mais informações sobre os demais processos e estudos destas técnicas. Um exemplo é o livro Definindo Musicoterapia, de Kenneth E. Bruscia.
Música é sentimento!
Cantemos e encantemos nossos mundos, unindo-os num só mundo, num só coração, onde ecoa o canto da paz por toda parte.
Autor – Celso Santos
Maria Elisete Shalom...
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Mantras e Canções
domingo, 11 de março de 2012
DANÇAS CIRCULARES (E) SAGRADAS
DANÇAS CIRCULARES (E) SAGRADAS
Por que a Roda?
Roda de Addaura – 8000 a C

Dança do Salgueiro – 1634

Bernhard Wosien

Roda de Danças Circulares na comunidade de Findhorn
Danças da Paz Universal

Samuel Lewis

Roda de índios Xavantes - Brasil
Danças Circulares e da Paz Universal no Brasil no Brasil

Dança da Paz Universal
Texto: Mônica Goberstein/ 1998
Revisão e ilustração: Vaneri de Oliveira/2005
Por que a Roda?
A primeira formação que o ser humano adotou no desenvolvimento da vida grupal e social foi a roda. Culturas antigas e culturas ligadas à terra perceberam a especialidade da forma circular para o estar e fazer junto.
Nela passaram a representar os ciclos da natureza: o rítmo das estações, o tempo dos cultivos (semeadura, crescimento, maturação e colheita); o pulsar dos movimentos do sol; da lua; das estrelas e dos planetas no céu; o ritmo da respiração e dos batimentos cardíacos; a vida e a morte.
Nela passaram a representar os ciclos da natureza: o rítmo das estações, o tempo dos cultivos (semeadura, crescimento, maturação e colheita); o pulsar dos movimentos do sol; da lua; das estrelas e dos planetas no céu; o ritmo da respiração e dos batimentos cardíacos; a vida e a morte.

Roda de Addaura – 8000 a C
Adotaram-na em seus rituais de passagem (nascimento, iniciação à maioridade, união matrimonial, morte), em celebrações, ocasiões de reverência, temor, louvor, gratidão e oração à terra e à(s) divindades(s).
O círculo é uma forma geométrica especial, por simbolizar a perfeição e a plenitude que o ser humano busca atingir. Na circunferência há “n” pontos que distam igualmente do ponto central. Todos os pontos – ou todas as pessoas que neles se encontram voltadas para o centro – têm a visão de todos os demais da roda e todos são igualmente importantes na composição final que é o círculo. Este contém o vazio, que ao mesmo tempo em que garante a distância entre as pessoas, é o vazio através do qual elas estão unidas e de onde pode emergir a criação feita por todos. Apenas compor a circunferência da roda já constitui uma criação, num espaço diferenciado e, possivelmente, sagrado.
A palavra hebraica “shalom”, que significa paz, contém a mesma raiz que compõe a palavra “shalem” e “shelmut”, que significam estar completo, inteiro, em unidade e em paz.
O círculo representa a aspiração humana a essa paz completa. Estar em unidade, ser um e inteiro consigo e com o criador, estar no divino, em Deus.
Religião e ciência nos falam da separação do homem do seu estado de unidade, seja através da queda do paraíso, seja ao nascer, por ocasião da saída do aconchegante útero materno nutridor e todo poderoso.
O círculo é uma forma geométrica especial, por simbolizar a perfeição e a plenitude que o ser humano busca atingir. Na circunferência há “n” pontos que distam igualmente do ponto central. Todos os pontos – ou todas as pessoas que neles se encontram voltadas para o centro – têm a visão de todos os demais da roda e todos são igualmente importantes na composição final que é o círculo. Este contém o vazio, que ao mesmo tempo em que garante a distância entre as pessoas, é o vazio através do qual elas estão unidas e de onde pode emergir a criação feita por todos. Apenas compor a circunferência da roda já constitui uma criação, num espaço diferenciado e, possivelmente, sagrado.
A palavra hebraica “shalom”, que significa paz, contém a mesma raiz que compõe a palavra “shalem” e “shelmut”, que significam estar completo, inteiro, em unidade e em paz.
O círculo representa a aspiração humana a essa paz completa. Estar em unidade, ser um e inteiro consigo e com o criador, estar no divino, em Deus.
Religião e ciência nos falam da separação do homem do seu estado de unidade, seja através da queda do paraíso, seja ao nascer, por ocasião da saída do aconchegante útero materno nutridor e todo poderoso.

Dança do Salgueiro – 1634
O homem trilha sua vida aspirando retornar ao estado de plenitude total. Uns se apóiam na religião para se re-ligar, outros esperam que o parceiro lhes traga este aconchego e suprimento através do amor, do ato sexual, ou de ambos; há os que se utilizam das drogas, outros que ficam em ação e trabalho compulsivo para nunca sentir o estado de falta. Muitos vivem a combinação de vários recursos para acreditar que são plenos, ou chegar o mais próximo deste estado. Deseja-se estar num tempo/espaço/vivência com a unidade permanente.
Por sua vez as Danças Circulares também brotam dessa aspiração humana de sair da separatividade e da falta e unir Céu ( inspirador, mágico, espiritual, divino) e Terra ( humano, material, terreno) em seu ser, no seu centro, em seu coração, de forma prática e palpável, dançando.
As Danças Circulares resgatam a inspiração do homem primitivo em sentir a energia criadora da vida dentro de si, deixando brotar o movimento, rítmo, som, música, dança, e fazê-lo em círculo, em interação com os outros membros da tribo; ao mesmo tempo dão continuidade a um fio que jamais cessou de existir na história da humanidade: dançar e interagir grupalmente.
Uma forma de resgate, continuidade e criação desse tipo de vivência teve início por volta da década de 60, por via de duas iniciativas em continentes distintos, dando origem, por um lado, ao que se passou a chamar Danças Circulares Sagradas e, por outro, Danças da Paz Universal.
Por sua vez as Danças Circulares também brotam dessa aspiração humana de sair da separatividade e da falta e unir Céu ( inspirador, mágico, espiritual, divino) e Terra ( humano, material, terreno) em seu ser, no seu centro, em seu coração, de forma prática e palpável, dançando.
As Danças Circulares resgatam a inspiração do homem primitivo em sentir a energia criadora da vida dentro de si, deixando brotar o movimento, rítmo, som, música, dança, e fazê-lo em círculo, em interação com os outros membros da tribo; ao mesmo tempo dão continuidade a um fio que jamais cessou de existir na história da humanidade: dançar e interagir grupalmente.
Uma forma de resgate, continuidade e criação desse tipo de vivência teve início por volta da década de 60, por via de duas iniciativas em continentes distintos, dando origem, por um lado, ao que se passou a chamar Danças Circulares Sagradas e, por outro, Danças da Paz Universal.
Danças Circulares Sagradas
O movimento denominado Danças Circulares Sagradas nasceu a partir de um bailarino e coreógrafo que viveu na Alemanha, Bernhard Wosien, que na década de 50 se propôs a pesquisar e vivenciar antigas rodas da Europa Oriental. Encontrou ali raízes antigas da arte de re-ligar o ser humano, a “meditação através da dança, como um caminho para dentro do silêncio”.

Bernhard Wosien
Em meados da década de 70 ele foi convidado pela então jovem comunidade escocesa de Findhorn, para compartilhar as danças de roda que vivenciou e as danças que coreografou voltadas para o mesmo fim: re-ligar,meditar e transformar, em ação grupal.
Findhorn, uma comunidade alternativa conhecida na década de 60 pelos “repolhos gigantes” hoje é uma Fundação, em forma de vilarejo, localizada nas proximidades do Mar do Norte – Escócia, com extenso programa de cursos voltados para o desenvolvimento humano. Ali vivem pessoas de todos os continentes, reunidas em uma experiência ímpar de amorosa convivência e de interesse comum pelo estabelecimento de valores mais humanos na vida pessoal e coletiva.
Atualmente, as Danças Circulares Sagradas constituem parte integrante da vida comunitária do lugar, praticamente sendo incluídas em todos os programas de cursos oferecidos ao longo do ano.
Tendo como forma base o círculo e o fazer em conjunto, as danças foram rapidamente abraçadas pela meta comunitária voltada para “One Earht” Dali se difundiram pelo mundo, num processo que envolve resgate e criação contínua do espaço sagrado, espaço/tempo diferenciado, que proporciona ao ser humano condições para recordar o estado de unidade, vivenciando-o em seu próprio corpo, em movimento, com música, com arte, na sintonia grupal.
Um espectro de danças derivou a partir daí, disponíveis para quem quiser entrar na roda: danças tradicionais reavivadas em sua forma original, danças que captam a essência de movimentos típicos de determinada cultura e os trazem de forma simplificada e acessível a quem quiser se juntar, danças de caráter meditativo ou lúdico coreografadas para músicas diversas - eruditas ou folclóricas; danças-oração que associam gestos simples a cantos religiosos; danças cujas coreografias têm como fonte de inspiração as árvores e flores e que propiciam a vivência corporal das qualidades associadas às plantas(incluem aqui danças que fazem referência às essências florais).
Esse tipo de dança é geralmente acompanhada de música gravada e para tanto a disponibilidade de um aparelho de som se faz necessária. Mas, ocasionalmente, podemos contar com uma pequena banda para tocar ao vivo, o que faz uma diferença muito positiva.
Findhorn, uma comunidade alternativa conhecida na década de 60 pelos “repolhos gigantes” hoje é uma Fundação, em forma de vilarejo, localizada nas proximidades do Mar do Norte – Escócia, com extenso programa de cursos voltados para o desenvolvimento humano. Ali vivem pessoas de todos os continentes, reunidas em uma experiência ímpar de amorosa convivência e de interesse comum pelo estabelecimento de valores mais humanos na vida pessoal e coletiva.
Atualmente, as Danças Circulares Sagradas constituem parte integrante da vida comunitária do lugar, praticamente sendo incluídas em todos os programas de cursos oferecidos ao longo do ano.
Tendo como forma base o círculo e o fazer em conjunto, as danças foram rapidamente abraçadas pela meta comunitária voltada para “One Earht” Dali se difundiram pelo mundo, num processo que envolve resgate e criação contínua do espaço sagrado, espaço/tempo diferenciado, que proporciona ao ser humano condições para recordar o estado de unidade, vivenciando-o em seu próprio corpo, em movimento, com música, com arte, na sintonia grupal.
Um espectro de danças derivou a partir daí, disponíveis para quem quiser entrar na roda: danças tradicionais reavivadas em sua forma original, danças que captam a essência de movimentos típicos de determinada cultura e os trazem de forma simplificada e acessível a quem quiser se juntar, danças de caráter meditativo ou lúdico coreografadas para músicas diversas - eruditas ou folclóricas; danças-oração que associam gestos simples a cantos religiosos; danças cujas coreografias têm como fonte de inspiração as árvores e flores e que propiciam a vivência corporal das qualidades associadas às plantas(incluem aqui danças que fazem referência às essências florais).
Esse tipo de dança é geralmente acompanhada de música gravada e para tanto a disponibilidade de um aparelho de som se faz necessária. Mas, ocasionalmente, podemos contar com uma pequena banda para tocar ao vivo, o que faz uma diferença muito positiva.

Roda de Danças Circulares na comunidade de Findhorn
Danças da Paz Universal
Na mesma época em que se desenvolvia esse trabalho com as Danças Circulares Sagradas na Europa, na América do Norte, um mestre sufi - Murshid Samuel Lewis - plantava as bases para o que mais tarde se denominaria “Danças da Paz Universal”. Ele acreditava que “a verdadeira religião deve ser prática e expressar a profunda unidade que se encontra por trás de todas as tradições”.
Com o mestre sufi Azrat Inayat Khan, que trouxe o movimento sufi para o Ocidente, Lewis (ou sufi Sam, como era conhecido) aprendeu que a mensagem espiritual podia ser difundida não apenas pelas palavras, mas também através da música e do som.
Com o mestre sufi Azrat Inayat Khan, que trouxe o movimento sufi para o Ocidente, Lewis (ou sufi Sam, como era conhecido) aprendeu que a mensagem espiritual podia ser difundida não apenas pelas palavras, mas também através da música e do som.

Samuel Lewis
De Ruth Saint Denis, sua professora de dança sagrada e precursora da Dança Moderna (com quem estudaram Martha Graham e Doris Humphrey), Lewis captou o impulso para criar uma forma de dança sagrada que pudesse ser compartilhada em grupos e que não fosse performática. A respeito de Ruth Saint Denis, Lewis dizia: “ela possui a faculdade de trazer música e dança diretamente do cosmos, do coração de Deus”.
Unindo práticas de diversas ordens sufis; os ensinamentos de Azrat Inayat Khan com o ideal de fraternidade entre os homens e aproximação das tradições religiosas, e a dança espiritual de Ruth Saint Denis, Lewis criou os fundamentos das Danças da Paz Universal.
O contexto era de um mundo que vivia as tensões da Guerra Fria, em que a juventude expressava sua rebeldia às formas de comportamento e ao sistema político, enquanto começava a projetar suas esperanças e idéias para a virada do milênio.
Foi entre os jovens hippies que sufi Sam agregou os primeiros seguidores de suas práticas, mas sempre deixou claro que a prática espiritual - dançar, caminhar, meditar e cantar - não deveriam ser usadas como mais uma forma de droga que brecasse o crescimento espiritual.
Acreditava, porém, no poder transformador da alegria e da devoção num contexto universal, salientando a necessidade de se estar bem enraizado na terra para se fazer das danças algo mais do que um “estado elevado temporário”.
As Danças da Paz Universal consistem em movimentos e gestos feitos em conjunto por todos os participantes, aliados a cantos de frases expressivas de diferentes tradições espirituais do mundo.
São frases mântricas, ou frases que captam a essência de determinada tradição, ou frases que evocam o ideal universal de paz e fraternidade entre os homens.
Os movimentos e gestos são bem simples e sintetizam uma linguagem corporal/grupal universal que se encontra em vários locais da Terra. Por exemplo, elevar mãos e braços ao céu invoca abertura para a divindade, com respeito e louvor; palmas em direção ao solo indicam reverência e contato com a terra, mãos dadas na roda indicam o estar juntos e o potencial de amizade; braços nos ombros das pessoas ao lado simbolizam a fraternidade entre os homens.
A roda se move para o centro do círculo, ou para fora, no sentido dos ponteiros do relógio, ou no outro, ora as pessoas estão de mãos dadas na roda, ora encontram-se com parceiros dispostos na circunferência da roda para se trocar cumprimentos, bênçãos e depois seguir adiante com um novo parceiro.
A prática das Danças da Paz Universal é dirigida por Saadi (Neil Douglas Klotz) que procura recontatar a essência das tradições do Oriente Médio (tradição crosta, judaica, islâmica, persa, egípcia, babilônica, etc), para levar a mensagem e prática da paz e respeito pela unidade dentro da diversidade.
Faz parte deste trabalho um resgate profundo das palavras de Jesus em aramaico – língua original em que ele proferiu suas mensagens – em especial a retomada profunda do significado da oração do Pai/Mãe Nosso(a), através das palavras, canto e dança inspirados e coletados a partir das formas de oração existentes no Oriente Médio.
As Danças da Paz Universal são sempre cantadas pelo grupo todo produzindo o som/vibração que acompanha os passos e movimentos simples. É comum essas danças serem acompanhadas por instrumentos que auxiliam na marcação do rítmo, sendo freqüente o uso do tambor, violão ou chocalho.
Unindo práticas de diversas ordens sufis; os ensinamentos de Azrat Inayat Khan com o ideal de fraternidade entre os homens e aproximação das tradições religiosas, e a dança espiritual de Ruth Saint Denis, Lewis criou os fundamentos das Danças da Paz Universal.
O contexto era de um mundo que vivia as tensões da Guerra Fria, em que a juventude expressava sua rebeldia às formas de comportamento e ao sistema político, enquanto começava a projetar suas esperanças e idéias para a virada do milênio.
Foi entre os jovens hippies que sufi Sam agregou os primeiros seguidores de suas práticas, mas sempre deixou claro que a prática espiritual - dançar, caminhar, meditar e cantar - não deveriam ser usadas como mais uma forma de droga que brecasse o crescimento espiritual.
Acreditava, porém, no poder transformador da alegria e da devoção num contexto universal, salientando a necessidade de se estar bem enraizado na terra para se fazer das danças algo mais do que um “estado elevado temporário”.
As Danças da Paz Universal consistem em movimentos e gestos feitos em conjunto por todos os participantes, aliados a cantos de frases expressivas de diferentes tradições espirituais do mundo.
São frases mântricas, ou frases que captam a essência de determinada tradição, ou frases que evocam o ideal universal de paz e fraternidade entre os homens.
Os movimentos e gestos são bem simples e sintetizam uma linguagem corporal/grupal universal que se encontra em vários locais da Terra. Por exemplo, elevar mãos e braços ao céu invoca abertura para a divindade, com respeito e louvor; palmas em direção ao solo indicam reverência e contato com a terra, mãos dadas na roda indicam o estar juntos e o potencial de amizade; braços nos ombros das pessoas ao lado simbolizam a fraternidade entre os homens.
A roda se move para o centro do círculo, ou para fora, no sentido dos ponteiros do relógio, ou no outro, ora as pessoas estão de mãos dadas na roda, ora encontram-se com parceiros dispostos na circunferência da roda para se trocar cumprimentos, bênçãos e depois seguir adiante com um novo parceiro.
A prática das Danças da Paz Universal é dirigida por Saadi (Neil Douglas Klotz) que procura recontatar a essência das tradições do Oriente Médio (tradição crosta, judaica, islâmica, persa, egípcia, babilônica, etc), para levar a mensagem e prática da paz e respeito pela unidade dentro da diversidade.
Faz parte deste trabalho um resgate profundo das palavras de Jesus em aramaico – língua original em que ele proferiu suas mensagens – em especial a retomada profunda do significado da oração do Pai/Mãe Nosso(a), através das palavras, canto e dança inspirados e coletados a partir das formas de oração existentes no Oriente Médio.
As Danças da Paz Universal são sempre cantadas pelo grupo todo produzindo o som/vibração que acompanha os passos e movimentos simples. É comum essas danças serem acompanhadas por instrumentos que auxiliam na marcação do rítmo, sendo freqüente o uso do tambor, violão ou chocalho.

Roda de índios Xavantes - Brasil
Danças Circulares e da Paz Universal no Brasil no Brasil
No Brasil ambos os movimentos encontraram eco e são conhecidos como Danças Circulares ou Danças Circulares Sagradas.
Em nosso país vem se somando a este movimento uma parcela bem brasileira, formada pelas danças folclóricas feitas em roda e também pelas danças e brincadeiras de roda. Estas estão sendo reavivadas por educadores, folcloristas e/ou integrantes do movimento, com o intuito de intensificar a dança de roda no universo infantil, introduzindo, inclusive, músicas do nosso repertório popular, tanto antigo como atual.
De modo geral, as Danças Circulares têm sido praticadas com diferentes fins, e em ocasiões diversas como forma de crescimento individual; como caminho espiritual; uma forma de vivenciar o lúdico; na celebração de algum evento; como meio de harmonização grupal em apoio a alguma atividade que se deseja realizar; como instrumento terapêutico e de cura; no trabalho com idosos; com pessoas diferenciadas; como instrumento educativo para a vivência de princípios éticos nos âmbitos pessoal, grupal, social e planetário e, por fim, vêm contribuindo também no meio empresarial como instrumento de integração, sociabilização, centramento, ludicidade para o grupo, em sintonia com o propósito da empresa.
De modo geral, as Danças Circulares têm sido praticadas com diferentes fins, e em ocasiões diversas como forma de crescimento individual; como caminho espiritual; uma forma de vivenciar o lúdico; na celebração de algum evento; como meio de harmonização grupal em apoio a alguma atividade que se deseja realizar; como instrumento terapêutico e de cura; no trabalho com idosos; com pessoas diferenciadas; como instrumento educativo para a vivência de princípios éticos nos âmbitos pessoal, grupal, social e planetário e, por fim, vêm contribuindo também no meio empresarial como instrumento de integração, sociabilização, centramento, ludicidade para o grupo, em sintonia com o propósito da empresa.
As Danças Circulares vêm se espalhando pelas principais capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Belém) e também pelo interior.
Para dançar não são necessárias habilidades especiais. Basta querer compartilhar da alegria de se dar as mãos na roda, com disponibilidade para ser mais um elo que dá, recebe e contribui para a criação grupal, com seu modo único e original de ser.

Dança da Paz Universal
Texto: Mônica Goberstein/ 1998
Revisão e ilustração: Vaneri de Oliveira/2005
quinta-feira, 8 de março de 2012
Parabéns Mulheres Guerreiras...As que escutam as Vozes da Deusa a se expressarem
As Vozes da Deusa se Expressam
Eu sou o ventre da Terra.
Eu sou os sulcos dos campos.
Eu sou a cúspide da lua.
Eu sou as gotinhas da chuva.
Eu sou as ondas do oceano.
Eu venho com os feixes do trigo para alimentá-los, com cestas de frutas para abençoar a sua mesa e com água transparente e fresca para saciar a sua sede.
Eu sou a essência generosa da vida.
Eu sou a condutora das crianças, não para matarem e serem assassinadas, mas para apoiarem a vida, plantarem sementes, produzirem colheitas, nutrirem a vida.
Ah, amor, amor, amor do meu coração, sejam verdadeiras comigo.
Sejam verdadeiras com a Terra.
Não sejam mais uma seguidora dos caminhos insensatos.
Corram ao vento comigo em seu cavalo selvagem.
Deixem o seu cabelo fluir livremente.
Encontrem o seu centro.
Sintam a força que pulsa deste ponto.
O centro é o ponto focal do padrão, como a tecelagem de uma rede de aranhas ou o lançamento do seixo que agita o lago. Comecem no centro e realizem o seu caminho para fora. Mas se vocês se distanciarem muito do centro, ficarão perdidas e preocupadas em não poderem encontrar o seu retorno. Eu estou aqui para ser sentida por todos vocês.Eu sou os sulcos dos campos.
Eu sou a cúspide da lua.
Eu sou as gotinhas da chuva.
Eu sou as ondas do oceano.
Eu venho com os feixes do trigo para alimentá-los, com cestas de frutas para abençoar a sua mesa e com água transparente e fresca para saciar a sua sede.
Eu sou a essência generosa da vida.
Eu sou a condutora das crianças, não para matarem e serem assassinadas, mas para apoiarem a vida, plantarem sementes, produzirem colheitas, nutrirem a vida.
Ah, amor, amor, amor do meu coração, sejam verdadeiras comigo.
Sejam verdadeiras com a Terra.
Não sejam mais uma seguidora dos caminhos insensatos.
Corram ao vento comigo em seu cavalo selvagem.
Deixem o seu cabelo fluir livremente.
Encontrem o seu centro.
Sintam a força que pulsa deste ponto.
Eu sou uma força silenciosa.
- Maria Madalena-
Maria Elisete Shalom...
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Amada Mãe Terra,
Feminino e a Inteireza do Ser
sábado, 3 de março de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Mantra dos 5 Principios do Reiki ...Divino!!!
Sólo por hoy no te enojes.
Sólo por hoy no te preocupes.
Sólo por hoy da gratitud.
Sólo por hoy trabaja en ti.
Sólo por hoy sé agradecido con los seres vivos.
Sólo por hoy no te preocupes.
Sólo por hoy da gratitud.
Sólo por hoy trabaja en ti.
Sólo por hoy sé agradecido con los seres vivos.
OS PRINCIPIOS ESPIRITUAIS
Não se preocupe.
Todas as manhãs são experiências ricas e maravilhosas.
Conseguimos aperceber-nos mais facilmente do que nos rodeia quando confiamos no Divino Plano.
Conseguimos aperceber-nos mais facilmente do que nos rodeia quando confiamos no Divino Plano.
Não se aborreça.
Reconheça o que sente,
admita que estamos todos juntos a aprender e compreenda que está tudo bem.
A raiva pode ser uma força destrutiva, mas a sua análise pode constituir o catalisador de uma mudança positiva.
A raiva pode ser uma força destrutiva, mas a sua análise pode constituir o catalisador de uma mudança positiva.
Honre os seus Pais, mestres e idosos.
Todos podemos ensinar algo, até as crianças se as ouvirmos.
O Professor de Reiki, logo descobrirá o quão importante e enriquecedor é abençoar e agradeçer aos seus alunos por aquilo que, por sua vez lhe ensinaram.
O Professor de Reiki, logo descobrirá o quão importante e enriquecedor é abençoar e agradeçer aos seus alunos por aquilo que, por sua vez lhe ensinaram.
Ganhe a vida honestamente.
Actualmente, são tantas as questões éticas no mundo do trabalho,
que viver de maneira íntegra é importante para que estejamos em paz com os outros e com a nossa própria verdade.
Não importa a insignificância do trabalho, trata-se do momento presente e, se pusermos nele o nosso coração e o executarmos com amor, estaremos a dar e a receber o máximo desse mesmo momento.
Este principio também nos pode encorajar a encontrar trabalho numa área que realmente gostemos, satisfazendo a nossa resolução.
Não importa a insignificância do trabalho, trata-se do momento presente e, se pusermos nele o nosso coração e o executarmos com amor, estaremos a dar e a receber o máximo desse mesmo momento.
Este principio também nos pode encorajar a encontrar trabalho numa área que realmente gostemos, satisfazendo a nossa resolução.
Gratidão
É uma revelação emocionante descobrir como uma atitude de gratidão pode melhorar a nossa vida - e com que rapidez.
Abençoe a sua vida e esta tornar-se-á muito mais aprazível.
Abençoe a sua vida e esta tornar-se-á muito mais aprazível.
Maria Elisete Shalom...
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Mantras e Canções
domingo, 26 de fevereiro de 2012
VIBHUTI - “O VIBHUTI É O MAIS PRECIOSO OBJETO NO PLANO ESPIRITUAL”
“Vibhuti significa “Expressão da Glória de Deus”. No Bhagavad Gita ( uma das Sagradas Escrituras Hindus), Krisnna (encarnação Divina), depois de dar a Arjuna, uma visão Sua, na forma de Vontade Universal que impulsiona toda a criação, disse: “Arjuna! Tudo isto só é uma fração do Meu Vibhuti. Meu Vibhuti é infinito.”
Vibhuti significa poder, esplendor, glória e majestade.
Brahman (Deus) é o Nitya Vibhuti descrito com seis características: Eterno, Indescritível, incomensurável, incontaminado por associação ou impacto. Não afetado por diminuição ou limitação. Não enfocado ou abordado por outra coisa. Incomparável, igual só a Si mesmo.
O Vibhuti é esse pó esbranquiçado como cinza, suave ao tato, com um forte e agradável aroma e sabor de milhares de flores juntas que, em forma de fina chuva, brota da palma da mão de Bhagavan Baba, para ser entregue ao devoto que Sua vontade escolheu por motivos que tão só Ele conhece. Este é um momento de grande silêncio e expectativa para as centenas de devotos que se encontram diante de Sua presença (Darshan), coroado por uma expressão de admiração feita em uníssono, que se ouve quando o fato se concretiza.Prontamente, aparecem imaculados lenços brancos querendo ser tocados por tão divina mão, para resgatar as últimas partículas dessa cinza trazida de sabe-se lá que lugar do Universo, e que todos apreciamos tanto…Bhagavan Baba materializa Vibhuti com Seu simples querer, Ele não tem desejos, tudo o que há de ser, será, tudo é sua Divina Vontade (Sankalpa).
Bhagavan Baba se refere ao milagre de criar Vibhuti na palma de Sua mão como: “Meu cartão de apresentação”. Ele diz:
…”Não lhes é possível aprender o significado pleno do Avatar ou resistir a Seu esplendor total sem um período de preparação, e por isto é que lhes revelo só pequenas quantidades de glória, como a criação de cinzas…”
…”Não está em minha natureza pregar atrativos para conseguir que as pessoas venham a Mim. Eu derramo alegria sem nenhum propósito em particular e é devido a isto que me deleito nos milagres…”
O que significa materializar? Materializar é concretizar um pensamento no plano físico. Materializar é realizar, efetuar alguma coisa: considerar material uma coisa que não o é. É dar efetividade e concretude a um projeto, uma idéia, uma proposição.
Um desejo sempre começa com uma idéia, um pensamento ou a imaginação do objeto de desejo. Diz-se que cada idéia tem uma tendência inerente de se manifestar em forma física; o que cada um pensa possui certa tendência a se concretizar em um fato. O tempo e o esforço em realiza-la dependem da pessoa e do meio, podendo concretizar ou não.
De forma similar, o pensamento de Baba se concretiza em uma materialização apenas por Ele deseja-la; sua vontade se concretiza em forma instantânea, sem nenhum limite em quanto à manifestação dos objetos, isto é, a característica, quantidade, qualidade, tamanho, lugar ou qualquer dos atributos que possa possuir uma substância animada ou inerte, orgânica ou inorgânica. Ele só tem que pensar e girar Sua mão. E mais nada…não é indispensável que a cinza ou outro objeto seja criado desta maneira. Quando o decide, mesmo sem girar Sua mão, o Vibhuti flui como manancial de graça no lugar e no momento em que Sua vontade (Sankalpa) o ordene.
O Vibhuti ou cinza sagrada é uma das manifestações de sua vontade e poder.
O ato de materialização de Vibhuti é algo que Ele realiza de maneira tão casual e tão informal, tão graciosa, serena e naturalmente, diante do olhar suplicante e agradecido da pessoa que há de recebe-lo, que costuma perder-se de vista o significado desta benção. Milhares de devotos e não – devotos, visitantes do Ashram, têm sido testemunhas deste milagre da cinza sagrada que Baba realiza.”
VIBHUTI
Bhagavan Sri Sathya Sai Baba assim declarou:
"O Vibhuti que Eu materializo é a Manifestação da Divindade e tem um poderoso significado.
É o símbolo da natureza cósmica, imortal e infinita de DEUS.
O ATMA ou Espírito é o que resta quando tudo que é mundano, transitório e mutável foi queimado.
É, em primeiro lugar, um símbolo do ciclo vida-morte no qual tudo finalmente se reduz a cinzas. „
''És pó e ao pó voltarás‟.
Cinza ou pó é a condição final das coisas.
Já não pode sofrer nenhuma mudança posterior.
No contexto espiritual, as cinzas sugerem àqueles que as recebem, a necessidade de renunciar aos desejos materiais e queimar todas as paixões, apegos e tentações, no fogo da Devoção, que faz com que a pessoa seja pura em pensamentos, palavras e ações."
"É pela vontade de imprimir esta lição em suas mentes que materializo cinzas para aqueles que vieram a Mim com Amor e Devoção.
Como as outras materializações, as cinzas atuam como um talismã, curando as enfermidades e dando proteção aos que dela necessitam.
"O Vibhuti é um pó esbranquiçado como cinza, suave ao tato, com um forte e agradável aroma e sabor de milhares de flores juntas que, em forma de fina chuva, brotada palma da mão de Bhagavan Baba, para ser entregue ao devoto que Sua vontade escolheu pormotivos que tão só Ele conhece.
Este é um momento de grande silêncio e expectativa para ascentenas de devotos que se encontram diante de Sua Presença (Darshan), coroado por uma expressão de admiração feita em uníssono, que se ouve quando a materialização ocorre.
Bhagavan Baba materializa Vibhuti com Seu simples querer, tudo o que há de ser, será, tudo é SuaDivina Vontade (Sankalpa).
O que significa materializar?
Materializar é concretizar um pensamento no plano físico.
Materializar é realizar; efetuar alguma coisa; considerar como material uma coisa que não o é.
É dar efetividade e concretude a um projeto, uma idéia.
Um desejo sempre começa com uma idéia,um pensamento ou a imaginação do objeto de desejo.
Diz-se que cada idéia tem uma tendênciainerente de se manifestar em forma física; o que cada um pensa possui certa tendência a seconcretizar em um fato.
O tempo e o esforço em realizá-la dependem da pessoa e do meio,podendo concretizar-se ou não.
De forma similar, o pensamento de Baba se concretiza em umamaterialização apenas por Ele desejá-la; Sua vontade se concretiza em forma instantânea, sem nenhum limite em quanto à manifestação dos objetos, isto é, a características, quantidade,qualidade, tamanho, lugar ou qualquer dos atributos que possa possuir uma substância animada ou inerte, orgânica ou inorgânica.
Ele só tem que Pensar e girar Sua mão.
Quando o decide,mesmo sem girar Sua mão, o Vibhuti flui como um manancial de graça no lugar e no momento emque Sua vontade assim ordene.
O Vibhuti ou cinza sagrada portanto, é uma das manifestações de Sua vontade e poder, e esta muito além de toda explicação científica, já que a ciência pôde comprovar que esta cinza não provêm da combustão de elementos materiais, desconhecendo assim sua origem, composição e explicação do fenômeno de obtenção.
Enquanto entoamos o Vibhuti Mantra nas cerimônias de cânticos devocionais, a cinza que recebemos embora abençoada por Baba, muitas vezes não é materializada por Ele, mas sim,produzida por devotos indianos, a partir da queima de ervas medicinais, enquanto mantras são continuamente entoados.
O Vibhuti recebido deve ser passado nos três chacras(centros de energia) principais, localizados no ponto entre as sobrancelhas, na parte frontal da garganta e no centro do peito, mentalizando que desejamos desenvolver a unidade entre nossos pensamentos, atos e palavras ou pode-se comungá-lo diretamente sobre a língua, misturá-lo com água, bebendo-o como remédio para o alívio ou cura de uma doença ou qualquer outra necessidade física, mental ou espiritual. (pode ser comungado com o dedo anelar da mão direita)
PARAMAM PAVITRAM BABA VIBHUTIM
PARAMAM VICHITRAM LILA VIBHUTIM
PARAMARTHA ISHTARTHA MOKSHA PRADANAM
BABA VIBHUTIM IDAM ASHRAYAMI
Tradução:
“ Infinito é o poder de Teu Vibhuti, Ó Baba
Dá a visão espiritual e outorgue as nossas aspirações mais elevadas
Concede-nos o Dom Supremo da Libertação
Imensa é a Divina Proteção e a Graça de Teu Vibhuti, Ó Baba!”
Dá a visão espiritual e outorgue as nossas aspirações mais elevadas
Concede-nos o Dom Supremo da Libertação
Imensa é a Divina Proteção e a Graça de Teu Vibhuti, Ó Baba!”
Canto em português:
PARA O MUNDO SERVIRMOS,
BABA NOS DÁ TODA LUZ E AMOR,
COM O SEU VIBHUTI
SUA FORÇA É MILAGROSA E VEM SANTIFICAR
NOSSOS PENSAMENTOS, ATOS E PALAVRAS
Om Sai Ram...
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Aos Pés de Lótus de Sr Sathya Sai Baba
'pôr-as-palavras-para-andar' ...agir de acordo com o que se fala...
Diz a sabedoria indígena que quando não cumprimos o que prometemos, o fio de nossa ação, que deveria estar concluída e amarrada em algum lugar, fica solto ao nosso lado.
Com o passar do tempo, os fios soltos enrolam-se em nossos pés e impedem que caminhemos livremente... E se não cumprimos o que prometemos ficamos impossibilitados de andar com naturalidade. Como se desse dois passos para frente e quatro para trás.
Ficamos amarrados às nossas próprias palavras. Por isso os nativos têm o costume muito antigo de 'pôr-as-palavras-a-andar' que significa agir de acordo com o que se fala; Isso conduz à integridade entre o pensar, o sentir e o agir no mundo e nos conduz ao Caminho da Beleza onde há harmonia e prosperidade naturais.
Por isso, aquele que promete e não cumpre fica rodando em círculos sem sair do lugar. Para libertar desta energia, é bom procurar a pessoa, reatar laço pessoal e realizar aquilo que prometeu.
Depois de compreender que essa prática é necessária, além de tudo, como aprendiz deve estar atento a 'cumprir o que promete', o Xamã rico de sabedoria e iluminação sempre se reúne para estudar e praticar o "fio da nossa ação", para que ele não fique solto... Quando os aprendizes se encontram para praticar e debater, após ter compreendido que a mudança tem de ser íntima e no próprio coração, então eles dizem: "o Xamã se aproxima de seu templo". Aqui o Xamã é o sábio e traduz a linhagem dos mestres; o templo é o coração purificado. E neste estado a pessoas mais desenvolvida da tribo, dirigir-se-á aos lugares sagrados para buscar inspiração e iluminação cada vez mais profunda para realizar ensinar práticas mais eficazes na realização do "fio da nossa ação".
Muito interessante esta prática e, Carlos Castanheda conta num de seus livros, que seu mestre Dom Juan Matus índio da tribo Yaqui do deserto de Sonora no México, mandou que ele procurasse todas pessoas que ele vai prometido alguma coisa, desse um presente especial, algo que elas estavam precisando e agindo assim libertaria de suas promessas, ficando livre para andar no caminho da beleza.
Segundo Louise Hay essa sabedoria indígena de 'pôr-as-palavras-para-andar', em que a pessoa diz claramente o que se pensa pois, se guardar estas reflexões, ficará bloqueado. “É preciso falar, mas usando as palavras e pensamentos certos. Afinal, se somos o que pensamos, precisamos ter muita atenção com o nosso pensamento”.
Hein cara-pálidas! Tem gente que dá dois passos pra frente e quatro pra trás e, vive culpando os outros. É muito forte esta prática, eu já pratico e vou continuar a praticá-la. Ensina ser mais cuidoso com a vida que levamos, com a palavra que empenhamos. O ser humano de antigamente era conhecido por ser uma pessoa de palavra. E diziam assim: fulano empenhou a palavra, ele vai cumprir. Noutras vezes diziam: Fulano é um homem de palavra. A palavra de fulana é um contrato. Serve para reflexão. Paz Profunda! Grande abraço perfumado com palavras de luz.
Fonte: Don Miguel Ruiz. Os Quatro Compromissos: O livro da Filosofia Tolteca. Editora Best Seller.
Maria Elisete Shalom...
Com o passar do tempo, os fios soltos enrolam-se em nossos pés e impedem que caminhemos livremente... E se não cumprimos o que prometemos ficamos impossibilitados de andar com naturalidade. Como se desse dois passos para frente e quatro para trás.
Ficamos amarrados às nossas próprias palavras. Por isso os nativos têm o costume muito antigo de 'pôr-as-palavras-a-andar' que significa agir de acordo com o que se fala; Isso conduz à integridade entre o pensar, o sentir e o agir no mundo e nos conduz ao Caminho da Beleza onde há harmonia e prosperidade naturais.
Por isso, aquele que promete e não cumpre fica rodando em círculos sem sair do lugar. Para libertar desta energia, é bom procurar a pessoa, reatar laço pessoal e realizar aquilo que prometeu.
Depois de compreender que essa prática é necessária, além de tudo, como aprendiz deve estar atento a 'cumprir o que promete', o Xamã rico de sabedoria e iluminação sempre se reúne para estudar e praticar o "fio da nossa ação", para que ele não fique solto... Quando os aprendizes se encontram para praticar e debater, após ter compreendido que a mudança tem de ser íntima e no próprio coração, então eles dizem: "o Xamã se aproxima de seu templo". Aqui o Xamã é o sábio e traduz a linhagem dos mestres; o templo é o coração purificado. E neste estado a pessoas mais desenvolvida da tribo, dirigir-se-á aos lugares sagrados para buscar inspiração e iluminação cada vez mais profunda para realizar ensinar práticas mais eficazes na realização do "fio da nossa ação".
Muito interessante esta prática e, Carlos Castanheda conta num de seus livros, que seu mestre Dom Juan Matus índio da tribo Yaqui do deserto de Sonora no México, mandou que ele procurasse todas pessoas que ele vai prometido alguma coisa, desse um presente especial, algo que elas estavam precisando e agindo assim libertaria de suas promessas, ficando livre para andar no caminho da beleza.
Segundo Louise Hay essa sabedoria indígena de 'pôr-as-palavras-para-andar', em que a pessoa diz claramente o que se pensa pois, se guardar estas reflexões, ficará bloqueado. “É preciso falar, mas usando as palavras e pensamentos certos. Afinal, se somos o que pensamos, precisamos ter muita atenção com o nosso pensamento”.
Hein cara-pálidas! Tem gente que dá dois passos pra frente e quatro pra trás e, vive culpando os outros. É muito forte esta prática, eu já pratico e vou continuar a praticá-la. Ensina ser mais cuidoso com a vida que levamos, com a palavra que empenhamos. O ser humano de antigamente era conhecido por ser uma pessoa de palavra. E diziam assim: fulano empenhou a palavra, ele vai cumprir. Noutras vezes diziam: Fulano é um homem de palavra. A palavra de fulana é um contrato. Serve para reflexão. Paz Profunda! Grande abraço perfumado com palavras de luz.
Fonte: Don Miguel Ruiz. Os Quatro Compromissos: O livro da Filosofia Tolteca. Editora Best Seller.
Maria Elisete Shalom...
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Pensamento para o Dia 20/02/2012
“Shivarathri é o dia em que se tenta estabelecer amizade entre a mente e Deus. Shivarathri torna a pessoa consciente do fato de que a mesma Divindade é onipresente e é encontrada em toda parte. Diz-se que Shiva vive em Kailasa. Mas onde ela se localiza? Kailasa significa alegria e bem-aventurança. Isso significa que Deus vive em nossas mentes, as quais são preenchidas por alegria e prazer. Como se pode obter essa alegria? Ela surge quando desenvolvemos firmeza, pureza e santidade. O coração, em seguida, fica cheio de paz e felicidade e se torna o templo de Deus. Não há utilidade em se pensar em Deus uma vez por ano, durante o Shivarathri. Cada dia, cada noite, cada minuto, você deve pensar na Divindade e santificar seu tempo. De fato, você mesmo é Shiva, o Divino. Tente entender e reconhecer esse princípio de Shiva tatva (essência Divina) que é de fato sua própria realidade.”
Sathya Sai Baba
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Me perdoe. Sinto muito. Sou grato. Eu te amo. - Lindoooo
Me perdoe.
Sinto muito.
Sou grato.
Eu te amo.
Maria Elisete Shalom...
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Voar no espírito - Ser livre
Quero ser livre Senhor
Como os pássaros quero ser
Alçar um longo vôo ao Teu encontro
Voar no espírito sem medo de cair
Chegar à praia do Teu coração
E mergulhar em Teu mar de amor
Banhar-me em Tuas água que curam
Saciar a sede e fome de Ti
Senhor eu posso voar
Sair do chão me levantar
Alçar vôo livre no espírito
Soltar as amarras que me impedem de ser Teu
Senhor eu posso voar
Sair do chão me levantar
Alçar vôo livre no espírito
Soltar as amarras que me impedem de ser santo
E ficar Contigo
Ser livre, alçar vôo no espírito.
Letra e música: Saray Lacerda
Maria Elisete Shalom...
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sábado, 11 de fevereiro de 2012
Nam myoho rengue kyo - Um doce Canto que traz felicidade e sorte
O significado de Nam myoho rengue kyo
"NAM Nam, contração de Namu, que deriva do sânscrito NAMAS, significa "devotar" ou a relação perfeita da vida da pessoa com a verdade eterna. Ou seja, dedicar a própria vida ou relacionar-se com a verdade eterna da vida. Também significa acumular infinita energia através desta fonte e tomar atitudes positivas aliviando o sofrimento dos outros.
MYOHO
Myoho literalmente significa Lei Mística.
Myo significa "místico", mas elimina qualquer sombra de milagre. É assim chamado porque o mistério da vida é de inimaginável profundidade por tanto está além da compreensão do homem.
Ho significa "lei". A intrínseca natureza da vida é tão mística e profunda, que transcende o âmbito de conhecimento humano. Por exemplo: o ser humano nasce como um bebê, cresce e torna-se um jovem, depois um idoso e por fim morre. Isso é obviamente, uma inquebrável lei regulando cada espécie de vida. Ninguém jamais pode nascer adulto ou escapar desse ciclo, por mais que deseje.
RENGUE
Rengue é a lei de causa e efeito. O budismo esclarece essa lei em todos os fenômenos do universo, e é simbolizada pela Flor de Lótus (Ren, flôr e Gue lótus, em japonês), pois produz a semente (Causa) e a flor (Efeito) simultaneamente. Uma quantidade enorme de todas as causas passadas formam o efeito da condição presente. Ao mesmo tempo, o momento presente é a causa do futuro. Assim, a vida é a continuação dos momentos combinados pela corrente de causa e efeito.
KYO
Finalmente kyo que é a tradução do sânscrito Sutra, significando ensino, o ensinamento do Buda, que é eterno. Também é a função e influência da vida, assim como a transformação do destino, simbolizando a continuidade da vida através do passado presente e futuro.
Saddharma Pundarika Sutra é título original do Sutra de Lótus em Sânscrito
Ele foi traduzido no ano 406 por Kumārajīva recebendo em chines o nome de Myoho-Rengue-Kyo
Onde Sad se torna Myo,
Dharma, vira Ho
Pundarika, que é flor de lotus, vira Rengue
E Sutra, que é ensino passa a ser Kyo.
Nitiren Daishonin nos aponta como o Myoho-rengue-kyo como o ensino que contém o caminho para a iluminação.
Ao colocar "Nam" antes do título do Sutra de Lótus ele cunhou a frase que recitamos diariamente, o Nam-Myoho-Rengue-Kyo, que numa tradução livre seria o algo como: Devotar-se ao Sutra de Lótus, ou Devotar-se à Lei Mística da Causa e Efeito (exposta pelo Buda no Sutra de Lótus ).
O Nam-Myoho-Rengue-Kyo cobre todas as leis, toda a matéria e todas as formas de vida existentes no Universo. em outras palavras, é a vida do Buda que alcançou a suprema Iluminação. Se expandirmos ao espaço ilimitado, é idêntica à vida do Universo, e se condensarmos ao espaço limitado, é igual a vida individual dos seres humanos.
A natureza de Buda está exatamente dentro de cada um de nós. É o Nam-Myoho-Rengue-Kyo. Quando entoamos o Daimoku a natureza de Buda dormente dentro das nossas vidas é convocada. Invocado deste modo, o que desperta é o Buda. Quando um pássaro numa gaiola canta, os pássaros voando no céu vêm para baixo. Quando os outros pássaros se reúnem ao redor, o pássaro engaiolado tentará escapar. Do mesmo modo se recitarmos a Lei Mística, o Nam-Myoho-Rengue-Kyo em voz alta, a natureza de Buda se revela e se alegra e nos acompanha. Se praticarmos corretamente, não haverá beco sem saída na vida. Uma vez que nos baseamos na Lei Mística, podemos definitivamente transformar as nossas vidas para o melhor e ultrapassaremos qualquer impasse. Em qualquer situação, seguir essa lei absoluta com fé absoluta é, na verdade a base da nossa prática.
Nam-Myoho-Rengue-Kyo!"
O Nam-Myoho-Rengue-Kyo cobre todas as leis, toda a matéria e todas as formas de vida existentes no Universo. em outras palavras, é a vida do Buda que alcançou a suprema Iluminação. Se expandirmos ao espaço ilimitado, é idêntica à vida do Universo, e se condensarmos ao espaço limitado, é igual a vida individual dos seres humanos.
A natureza de Buda está exatamente dentro de cada um de nós. É o Nam-Myoho-Rengue-Kyo. Quando entoamos o Daimoku a natureza de Buda dormente dentro das nossas vidas é convocada. Invocado deste modo, o que desperta é o Buda. Quando um pássaro numa gaiola canta, os pássaros voando no céu vêm para baixo. Quando os outros pássaros se reúnem ao redor, o pássaro engaiolado tentará escapar. Do mesmo modo se recitarmos a Lei Mística, o Nam-Myoho-Rengue-Kyo em voz alta, a natureza de Buda se revela e se alegra e nos acompanha. Se praticarmos corretamente, não haverá beco sem saída na vida. Uma vez que nos baseamos na Lei Mística, podemos definitivamente transformar as nossas vidas para o melhor e ultrapassaremos qualquer impasse. Em qualquer situação, seguir essa lei absoluta com fé absoluta é, na verdade a base da nossa prática.
Nam-Myoho-Rengue-Kyo!"
Texto compilado de matérias de estudo do Bloco Mandala, da BSGI, Barra, RJ - TC nº 306
Um doce Canto que traz felicidade e sorte.
Nam-myoho-rengue-kyo
O SEGREDO que Nitiren Daishonin revelou
Nam%20Myoho%20Renge%20Kyo%20O%20CANTO%20DA%20FELICIDADE%20Daimoku.mp3
Música de autoria:BANDA BRITTANICA - João Aureliano Prestes / Monica
Maria Elisete Shalom...
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Mantras e Canções
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
O terceiro ato da vida - Uma abordagem de belas reflexões sobre o terceiro ato da vida
Uma abordagem de belas reflexões sobre o terceiro ato da vida. Um rico convite para se pensar sobre o significado desse momento singular da existência humana e a disposição para se subir a "escadaria".
http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/jane_fonda_life_s_third_act.html
Houve muitas revoluções no último século, mas, talvez, nenhuma tão significativa quanto a revolução da longevidade. Estamos vivendo em média, hoje, 34 anos a mais do que nossos bisavós. Pensem sobre isso. Isso é um completo segundo período de vida adulta que foi adicionado à nossa expectativa de vida. E ainda assim, para a maior parte, nossa cultura não se posicionou sobre o que isto significa. Ainda estamos vivendo com o velho paradigma da idade como um arco. Essa é a metáfora, a velha metáfora. Você nasce, atinge o auge na meia-idade e declina para a decrepitude.
Idade como patologia. Mas muitas pessoas hoje -- filósofos, artistas, médicos, cientistas -- estão lançando um novo olhar para o que chamo de terceiro ato, as três últimas décadas da vida. Eles percebem que isso é, na verdade, um estágio de desenvolvimento da vida com sua própria significância -- tão diferente da idade madura quanto a adolescência é da infância. E estão questionando -- todos nós deveríamos estar questionando -- como usamos esse tempo? Como vivê-lo com sucesso? Qual é a nova metáfora apropriada para envelhecimento? Passei o último ano pesquisando e escrevendo sobre este assunto. E descobri que uma metáfora mais adequada para envelhecimento é uma escadaria -- a ascensão para o topo do espírito humano, trazendo-nos para sabedoria, completude e autenticidade. De forma nenhuma idade como patologia; idade como potencial. E adivinhem? Esse potencial não é para poucos felizardos.
Acontece que a maioria das pessoas acima de 50 sente-se melhor, é menos estressada, é menos hostil, menos ansiosa.Tendemos a ver os itens comuns mais que as diferenças. Alguns dos estudos dizem até mesmo que somos mais felizes. Isso não é o que eu esperava, acreditem-me.Venho de uma longa linhagem de depressivos.Quando me aproximava dos meus 40, assim que acordava de manhã, meus seis primeiros pensamentos eram todos negativos. E me assustei. Pensava, puxa vida, vou me tornar uma velhota mal-humorada. Mas, agora que estou, de fato, precisamente no meio de meu terceiro ato,percebo que nunca fui mais feliz. Tenho uma tremenda sensação de bem-estar. E descobri que quando você está dentro da velhice, em vez de olhar para ela do lado de fora, o medo se aquieta. Você nota, você ainda é você mesma --talvez até mais. Picasso disse uma vez: "Leva um longo tempo para se tornar jovem".
Não quero romantizar o envelhecimento.Obviamente, não há garantia de que ele seja um tempo de fruição e crescimento. Alguma coisa disso é uma questão de sorte. Alguma coisa disso é, obviamente, genético. Um terço disso, de fato, é genético. E não há muito que possamos fazer sobre isso. Mas isso significa que, para dois terços de quão bem desempenhamos no terceiro ato, podemos fazer algo. Vamos examinar o que podemos fazer para tornar esses anos adicionais realmente bem sucedidos e usá-los para fazer a diferença. Deixem-me dizer algo sobre a escadaria, que parece ser uma metáfora esquisita para idosos,considerando-se o fato de que muitos idosos são desafiados por escadas.
Eu mesma estou incluída. Como sabem, o mundo inteiro opera com uma lei universal: entropia, a segunda lei da termodinâmica. Entropia significa que tudo no mundo, tudo está num estado de declínio e decadência, o arco. Há apenas uma exceção a essa lei universal e isso é o espírito humano, que pode continuar a evoluir em direção ao topo -- a escadaria -- trazendo-nos para completude,autenticidade e sabedoria. E aqui está um exemplo do que quero dizer. Essa ascensão rumo ao topo pode acontecer mesmo face a desafios físicos extremos. Cerca de três anos atrás, li um artigo no New York Times. Era sobre um homem chamado Neil Selinger -- 57 anos de idade, um advogado aposentado -- que tinha se juntado ao grupo de escritores da Faculdade Sarah Lawrence onde encontrou sua voz como escritor. Dois anos depois, ele foi diagnosticado com esclerose amiotrófica lateral, comumente conhecida como doença de Lou Gehrig. É uma doença terrível. É fatal. Ela devasta o corpo, mas a mente permanece intacta. Em seu artigo, o sr. Selinger escreveu o seguinte para descrever o que estava acontecendo a ele. E cito:"À medida que meus músculos enfraqueciam,minha escrita se tornava mais forte. À medida que lentamente perdia minha fala, ganhava minha voz.À medida que encolhia, eu crescia. No momento em que perdi tanto, finalmente comecei a encontrar a mim mesmo." Neil Selinger, para mim, é a personificação da subida da escadariaem seu terceiro ato.
Todos nascemos com espírito, todos nós, mas, às vezes, ele fica soterrado debaixo dos desafios da vida, violência, abuso, negligência. Talvez nossos pais sofressem de depressão. Talvez eles não fossem capazes de nos amar além daquilo que realizamos no mundo. Talvez ainda soframos com uma dor psíquica, uma ferida.Talvez experimentemos a sensação de que muitos de nossos relacionamentos não tiveram uma conclusão. E assim podemos nos sentir inacabados. Talvez a tarefa do terceiro ato seja terminar a tarefa de encerrar a nós mesmos.
Para mim, ela começou quando me aproximava do meu terceiro ato, meu aniversário de 60 anos.Como era para eu viver? O que era para eu realizar nesse ato final? E percebi que, a fim de saber para onde estava indo, eu tinha que saber onde estivera. Então, voltei e estudei meus dois primeiros atos, tentando ver quem eu era na época, quem eu realmente era -- não quem meus pais ou outras pessoas me disseram que eu era,ou me trataram como se eu fosse. Mas, quem era eu? Quem foram meus pais -- não como pais, mas como pessoas? Quem foram meus avós?Como eles trataram meus pais? Esse tipo de coisas.
Descobri alguns anos atrás que esse processo pelo qual passei é chamado pelos psicólogos"fazer uma análise da vida". E dizem que ela pode dar nova significância, clareza e sentido à vida de uma pessoa. Você pode descobrir, como eu, que muitas coisas que você costumava pensar que eram falha sua, muitas coisas que costumava pensar sobre você mesma, na verdade, não tinham nada a ver com você. Não era falha sua; você estava bem. E você é capaz de voltar e perdoá-los, e perdoar a você mesma. Você é capaz de se libertar de seu passado. Você pode mudar sua relação com seu passado. Enquanto estava escrevendo sobre isso,encontrei um livro chamado "Em Busca de Sentido" de Viktor Frankl. Viktor Frankl foi um psiquiatra alemão que passou cinco anos em um campo de concentração nazista. E ele escreveu que, enquanto estava no campo de concentração,ele poderia dizer, se eles fossem libertados,quais pessoas estariam ok e quais não estariam.E ele escreveu isto: "Tudo que você tem na vida pode ser tirado de você exceto uma coisa, sua liberdade de escolher como você responderá à situação. Isso é o que determina a qualidade de vida que vivemos -- não se fomos ricos ou pobres, famosos ou anônimos, saudáveis ou sofredores. O que determina nossa qualidade de vida é como nos relacionamos a essas realidades, que tipo de significado atribuímos a elas, que tipo de atitude mantemos sobre elas,que estado mental permitimos que elas incitem."
Talvez o objetivo principal do terceiro ato seja voltar e tentar, se apropriado, mudar nossa relação com o passado. Acontece que estudos cognitivos demonstram que, quando somos capazes de proceder assim, isso se manifesta neurologicamente -- caminhos neurais são criados no cérebro. Veja, se você, ao longo do tempo, reagiu negativamente a eventos passados e a pessoas, caminhos neurais são configuradospor sinais químicos e elétricos que são enviados através do cérebro. E com o tempo, esses caminhos neurais se estabelecem, eles se transformam na norma -- mesmo se são ruins para nós porque nos causam estresse e ansiedade. Contudo, se pudermos voltar e alterar nossa relação, reavaliar nosso relacionamento com pessoas e eventos do passado, os caminhos neurais podem mudar. E se pudermos manter sentimentos mais positivos sobre o passado, isso se torna o novo modelo. É como reajustar o termostato. Não é ter experiências que nos torna sábios, é refletir sobre as experiências que tivemos que nos faz sábios -- e que nos ajuda a ser completos, traz sabedoria e autenticidade.Isto ajuda a nos tornar o que poderíamos ter sido. Mulheres começam completas, não começamos? Quero dizer, como meninas, começamos irritadiças -- "É, quem disse?"Temos atuação. Somos os sujeitos de nossas próprias vidas. Mas muito frequentemente muitas, se não a maioria de nós, quando alcançamos a puberdade, começamos a nos preocupar com ajustar-nos e sermos populares.E nos tornamos os sujeitos e objetos da vida de outras pessoas. Agora, em nosso terceiro ato,talvez seja possível para nós percorrer de volta o círculo até onde começamos e conhecê-lo pela primeira vez. E se pudermos fazer isso, não será apenas para nós mesmas. Mulheres mais velhas são o maior contingente demográfico no mundo.Se pudermos voltar e redefinir a nós mesmas e nos tornar completas, isso criará uma mudança cultural no mundo, e dará um exemplo às gerações mais jovens para que elas possam repensar suas próprias expectativas de vida. Muito obrigada.
Maria Elisete Shalom...
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