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domingo, 13 de janeiro de 2013

Primavera, verão, outono e inverno dentro da gente

 

Como a natureza, trazemos dentro de nós a capacidade de nos transformar de semente a árvore luxuriante e plena. veja como isso acontece



Brigitte Merle/Getty Images

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Primavera

Primavera
De broto tenro a caule verde e firme, nascemos no mundo com um formidável impulso de viver. Para romper a casca da semente, para atravessar a grossa camada de terra, é preciso uma energia sem limites. O Ching, livro milenar chinês, chama essa fase de irromper. E é exatamente com esse vigor que rompe que a criança se coloca no mundo. Mas como o sol e água moldam a planta, a realidade circundante também irá influenciar seu caráter. É o tempo da formação do eu e do controle dos impulsos, da aprendizagem por meio de acertos e erros, do poder do não. Também é a época de encantamentos com a vida, da alegria sem causa aparente, da leveza e da brincadeira, do desabrochamento de potencialidades e talentos. E, assim, o ser se tornará flor aberta, pronta a ser polinizada.

Patrick escudero/Getty Images

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Verão

Verão
Fisicamente, estamos plenos. Hormônios nos afinaram a cintura ou formaram músculos rijos. Todo ser parte à procura do seu par, se abre para experiências e se lança para o externo. Estamos apaixonados pelo mundo, identificados com ele, e numa intensa busca pelo nosso lugar na vida. Viagens nos farão ir mais longe, amores nos farão compreender a diversidade dos relacionamentos e o corpo será uma inesgotável fonte de prazeres. É um tempo solar, intenso, provocante, de muitas ambições e realizações. E, num determinado momento, iremos procriar, dar frutos para a vida, e perpetuar a espécie. A natureza será grata, mas deixaremos de ser importantes para ela. O mundo nos deixará livres e mais tranquilos para o intenso mergulho interno do próximo ciclo.

Gem photography/Veer

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Outono

Outono
Por volta dos 35 anos, surgem as questões profundas da alma: o que estou fazendo neste mundo? Qual é o propósito da existência? Quem sou eu? O psicanalista suíço Carl Gustav Jung chamava essa fase de metanoia, ou mudança de direção. Antes, íamos em rumo ao externo, agora, nossa atenção volta-se para o que ocorre internamente. Se na fase anterior fazíamos de tudo para conquistar valores materiais, ocupar cargos e manter relacionamentos, nesse momento, isso é questionado. O externo, aos poucos, vai deixando de ter importância, para que aflorem as questões e os interesses da alma. Tal como o outono da natureza, é uma época dourada, rica, de colher o que fizemos, materialmente e existencialmente. Mas é também um tempo de conflitos internos. Essa é a pressão necessária para alinhar nossa alma com nosso propósito de vida.

Peter Stuckings/Getty Images

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Inverno

Inverno
Como as árvores ressequidas no campo, nosso caminho agora é mais solitário. A vida, enquanto natureza, retira-se do organismo. Hormônios, água e vitalidade diminuem. É como se o corpo encolhesse para dar à luz uma alma plena e sábia. Enfrentamos limites cada vez mais severos de mobilidade, de força e energia, de possibilidade de realização. Mas, se vivemos as outras fases plenamente, nos restará um recolhimento sereno. É o tempo de compartilhar histórias de vida, pois elas são os frutos que deixamos para o mundo. Na cultura indiana, nessa fase as pessoas se retiram para ahsrams, comunidades espirituais, para preparar o caminho para a vida imaterial que nos aguarda com práticas, mantras e orações. O ciclo se fecha. E tão mais precioso será esse fecho quanto mais sábios formos. Pois é a sabedoria, a iluminação da consciência e do espírito, o verdadeiro presente que a vida quer nos dar.


http://casa.abril.com.br/materia/primavera-verao-outono-e-inverno

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MÃE DIVINA





Minha mãe minha rainha
Foi ela que me entregou
Para mim ser jardineiro
No jardim de belas flores
No jardim de belas flores
Tem tudo que procurar
Tem primor e tem beleza
Tem tudo que Deus me dá
Todo mundo recebe
As flores que vêm de lá
Mas ninguém presta atenção
Ninguém sabe aproveitar
Para zelar este jardim
Precisa muita atenção
Que as flores são muito fina(s)
E não podem cair no chão
O jardim de belas flores
Precisa sempre aguar
Com as prece(s) e os carinhos
Ao nosso pai universal

- Mestre Irineu-






OM - BHUR BHUVA SWAH
TAT SAVITUR VARENAYAM
BHARGO DEVASYA DHIMAHI
DHIYO YO NAH PRACHODAYAT

Em um mundo melhor,
a lei natural é a do amor.
Em uma pessoa melhor,
sua natureza também é amorosa.
O amor é o princípio
que cria e sustenta as relações humanas,
O amor espiritual leva ao silêncio,
e esse silêncio tem o poder de unir,
orientar e liberar as pessoas.
E mais, quando o seu amor é aliado à fé,
cria uma forte estrutura para a iniciativa e a ação.
Lembre-se: o amor é um catalisador para mudanças,
desenvolvimento e conquistas.

Por Brahma Kumaris






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