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terça-feira, 26 de abril de 2011

BHAGAVAD GITA- O Yoga do Desencorajamento de Arjuna





BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 1

O Yoga do Desencorajamento de Arjuna

A Narrativa Mahabharata tem lugar na planície sagrada de Kurukshetra. A Bhagavad Gita começa no décimo dia da guerra. Dhitarashtra – o Rei Cego – pede a seu conselheiro Sanjaya (que tem a visão psíquica) para lhe contar tudo que estivesse acontecendo.

Dhitarashtra pergunta com uma mente egocêntrica, egóica, cegado pelo egoísmo. A terra é chamada Dharma-Kshetra (kshetra, “Puros”), porque o campo de batalha é o lugar onde seres celestiais como Agni, Indra e Brahma executraram suas austeridades (auto-controle, disciplina, rigor). É conhecido como Kurukshetra porque seu antecessor, Kuru, também executou severa austeridade nela.

Famosos guerreiros, de ambos os lados, são reunidos no campo de batalha. Chefe de família, assim como Chefe de Exército, Bhisma sopra sua concha como um sinal para iniciar a batlaha. Todos os outros, em ambos os lados, seguiem-no, produzindo um som tremendo.

Arjuna, chefe dos Pandavas, quer ver quem está lutando de ambos os lados. Ele pede a Krishna que coloque seu carro de guerra (quadriga) entre os dois exércitos. Krishna posiciona o carro diretamente na frente de Bhisma, Drona e outros grandes guerreiros.

Vendo seus mestres, amigos e parentes em ambos os lados, as desgraças como conseqüência da guerra chegam à mente de Arjuna, que é atingido pelo pesar e recusa-se a lutar. Esquecendo sua obrigação, Arjuna fica deprimido e incapaz até mesmo de segurar seu arco. Ele menciona outros maus pressentimentos em perder a batalha. Cheio de medo e ansiedade, Arjuna aparentemente fala com sabedoria sobre as conseqüências desastrosas da guerra. Ele diz não ter nenhum prazer em matar seus próprios parentes e mestres, nem deseja os três mundos para governar, como resultado da guerra.

Na sua desilusão e angústia, Arjuna esquece o poder onisciente de Krishna e argumenta com Êle. Tendo expressado sua inabilidade em lutar, carregado de culpa, senta-se em sua quadriga, abaixando as armas.

Comentário

O capítulo 1 ensina que, quando a mente está cega, com aflições e egoísmo, assim como Dhitarashtra, ninguém se importará com o bem estar dos outros. Quando a mente está encoberta com orgulho, egoísmo, ganância, ego e desejos por fama e poder, assim como Duryodhana, uma pessoa não hesitará em destruir seus próprios amigos e parentes, tampouco a nação. No final, isso resulta na própria destruição.

Qualquer um falha em realizar sua tarefa se estiver imbuído de apego e desejo, assim como Arjuna está fazendo, não podendo utilizar sua própria força e coragem. Ele também estará incapacitado de sentir a presença de Deus, mesmo quando Deus está sentado diante dele e pronto a ajudá-lo.

Uma pessoa sincera, devotada a Deus, fiel e sem desejos, que trate igualmente amigos e adversários, como Sanjaya faz, terá paz mental e verá a forma cósmica do Todo-Poderoso.

O sofrimento de Arjuna pode ser visto como resultado da desarmonia entre sua mente e coração, entre seus sentimentos e pensamentos. A mente de Arjuna insiste em desenvolver a tarefa como um Kshatriya (guerreiro), ou seja, destruir o inimigo injusto. Seu coração deseja proteger da destruição seus parentes e mestres. Essa eterna desarmonia cria um impasse em seus níveis físico, mental, intelectual, moral e espiritual.

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MÃE DIVINA





Minha mãe minha rainha
Foi ela que me entregou
Para mim ser jardineiro
No jardim de belas flores
No jardim de belas flores
Tem tudo que procurar
Tem primor e tem beleza
Tem tudo que Deus me dá
Todo mundo recebe
As flores que vêm de lá
Mas ninguém presta atenção
Ninguém sabe aproveitar
Para zelar este jardim
Precisa muita atenção
Que as flores são muito fina(s)
E não podem cair no chão
O jardim de belas flores
Precisa sempre aguar
Com as prece(s) e os carinhos
Ao nosso pai universal

- Mestre Irineu-






OM - BHUR BHUVA SWAH
TAT SAVITUR VARENAYAM
BHARGO DEVASYA DHIMAHI
DHIYO YO NAH PRACHODAYAT

Em um mundo melhor,
a lei natural é a do amor.
Em uma pessoa melhor,
sua natureza também é amorosa.
O amor é o princípio
que cria e sustenta as relações humanas,
O amor espiritual leva ao silêncio,
e esse silêncio tem o poder de unir,
orientar e liberar as pessoas.
E mais, quando o seu amor é aliado à fé,
cria uma forte estrutura para a iniciativa e a ação.
Lembre-se: o amor é um catalisador para mudanças,
desenvolvimento e conquistas.

Por Brahma Kumaris






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