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domingo, 17 de abril de 2011

Meditação a busca da Divindade interior


Meditação é uma palavra com muitos significados. Para alguns, meditação é a ciência da mente. Para outros, é uma arte: indefinível e mística. Para a maioria, é difícil de entender. Meditação implica uma tranqüila introspecção ou mergulho no divino. Significa o explorar e o expandir da consciência. Meditação pode ser o despertar de energias profundas ou a descoberta do autoconhecimento. Pode ser o repetir o nome do Senhor com amor ou simplesmente orientar o nosso pensamento para o dia que se inicia. Para todos a meditação é uma maneira de se autoconhecer, de descobrir as inexploradas fontes internas do amor e da sabedoria, da alegria e da paz.

Para o iniciante espiritual, a meditação é uma prática de contemplação interior. Seu objetivo é a realização da Unidade com o mundo e com nós mesmos. Praticá-la transforma a nós e a visão que temos do mundo. Com o tempo, a meditação pode nos dar uma total autocompreensão e nos levar a ver a nós mesmos e a toda criação como manifestação da vontade de Deus. A ilusão de divisão desaparece quando tudo é vivenciado como Uno.

O método básico de meditação é a superação do pensamento e um mergulho na sua própria fonte. Sua meta é um estado além do processo mental. Deus não pode ser compreendido através de explicações ou discussões racionais, mas só através de experimentação.
Enquanto se tiver consciência de estar meditando não se estará meditando. Nesta comunhão com Deus toda a forma física é ignorada e há uma fusão com Ele. Neste processo a mente pára naturalmente.

A meditação nos possibilita transcender o intelecto. Não há nada para se "saber" num sentido racional. Na realidade, o que se atinge é um estado de serenidade espiritual no qual nossa natureza divina pode se manifestar. Porque já trazemos essa divindade em nós precisamos tomar consciência dela e permitir que ele venha a emergir e a se expressar. Quando isso acontece, ocorre, então, uma transformação interna que resulta em alegria e paz indescritíveis.

Meditação é sinal de conhecimento unitivo de Deus. É uma visão do divino e um caminho até Ele. Ela nos leva à total realidade do Ser/Consciência/Bem-aventurança.

Os métodos, as técnicas e os objetivos da meditação variam enormemente entre iniciantes e discípulos. Alguns preferem um regime mais intenso, outros tiram melhor proveito de uma prática mais gradual. Uns escolhem uma hora e um local certos para meditar, enquanto para outros qualquer momento livre durante o dia pode ser apropriado, mesmo num local de barulho e cheio de gente. Não há maneira de meditar que invalide as demais. Cada pessoa deve descobrir seu próprio método.

Pode uma pessoa ensinar meditação a outra? Ou se dizer capaz de fazê-lo?É possível ensinar a postura, a posse, a posição das pernas, pés ou mãos, cabeça, pescoço ou costas, a forma e o ritmo de se respirar. Mas meditação é uma atividade do mais íntimo do ser humano. Ela envolve uma profunda quietude subjetiva; o esvaziamento da mente e o encher-se com a luz que emerge da divina chama interior. É uma disciplina que não se ensina em livros e que nenhuma aula pode transmitir.


Como começar?
Se você alguma vez contemplou com deslumbramento uma noite estrelada ou se maravilhou com o milagre de uma flor silvestre, você já começou.Todos estamos trilhando o caminho para Deus, mas alguns de nós vagamos numa corrente preguiçosa, enquanto outros se lançam ao seu destino como que guiados por uma bússola.
Há pessoas que espantam os mosquitos que lhes importunam quando meditam. Isso é um erro.

Aprofunde-se na meditação (dhyana) até transcender toda e qualquer necessidade ou impulso físico e mental.
Para que a meditação surta efeito deve haver uma prática regular, sem pressa ou preocupação. Com essa pratica constante a pessoa se tornará tranqüila e o estado de meditação acontecerá com naturalidade.
Em verdadeira meditação o individuo logo supera a consciência de que está fazendo meditação. Na verdade, cada momento de nossa vida deve ser um momento para meditação. Esta é a melhor maneira de se viver.

Quando varrer seu quarto diga para si mesmo que seu coração também precisa ser varrido.

Quando picar verduras sinta a luxúria e a ambição também devem ser picadas em pedaços.

Quando mais abrir a massa de “chapathis” (pão indiano) mais deseje, também, que seu amor se transforme em círculos cada vez mais amplos e que englobe até os que lhe são estranhos e os inimigos.
Quando se pratica uma meditação constante não pode haver uma única postura ou método recomendáveis.

Podemos meditar enquanto caminhamos, dirigimos nosso carro ou durante nossos momentos de tranqüilidade.

O estado subjetivo interior é o que importa e não as circunstâncias externas. Nossas necessidades interiores é que ditam o ritmo e a maneira de se praticar a meditação.
Estando sentado em meditação é comum surgir a pergunta: quanto tempo?

Não há um tempo determinado. Na verdade, meditação é um processo para o dia todo.

Como podemos reconhecer nosso processo?
Um mineiro sabe se foi bem sucedido quanto acha o ouro; um corredor, quando cruza a linha de chegada.

Quem medita encontra a sua realização quando transforma seu caráter.

A meditação deve nos tornar capazes de praticar a verdade, o amor, a paz interna e a preocupação com tudo que é vivo.

Se a meditação não pode transformar a nossa vida, então é uma prática oca.

Se não tivermos a determinação para agir sobre o nosso intimo, desperdiçamos nosso tempo ao tentar ouvir o chamado.

Se não fizermos nossa obrigação, estaremos apenas representando para os outros e para nós mesmos.

De que adianta sentar-se para meditar se nada é alcançado?
Você ama mais, fala menos serve aos outros com mais determinação?

Estes são indícios de sucesso na meditação. Seu progresso deve ser autenticado pelo seu caráter e sua conduta.
A verdadeira meditação nos ajuda a descobrir a nossa identidade interior.

Tornamo-nos capazes de ouvir, em nosso coração, a voz divina, que ilumina o caminho a ser seguido.

Ela nos permite perceber e desenvolver qualidades divinas.
O homem é divino.

Purificando-se pelo processo de meditação ele pode chegar à perfeição divina, imbuído de determinação e seguido com fé por indivíduos virtuosos.

Do Livro - Caminhos para Deus –
Um guia de estudos dos ensinamentos de SRI SATHYA SAI BABA


 


Meditação na luz

“Acenda uma lâmpada ou uma vela.

Olhe fixamente para a chama que está na sua frente.

Depois, leve a chama da vela, o Jyoti, para dentro de seu coração e veja-a no meio das pétalas do coração.

Veja as pétalas do coração desabrocharem e veja a luz iluminar o coração.

Maus sentimentos não podem permanecer.

Então, mova a chama às mãos e elas já não poderão praticar más ações.

Mova depois a chama, de igual maneira, para os olhos e ouvidos, para que eles possam, daqui por diante, receber somente sensações sábias e puras.

Então, mova a luz para o exterior, para seus amigos, parentes e inimigos e depois, ainda, para os animais, aves e outros objetos para que eles sejam iluminados pela mesma luz.

Cristo disse: 'Todos são um, seja igual a todos'.

Desta maneira, você não mais será limitado ao seu corpo, mas se expandirá através do universo. O mundo, que é agora tão grande, se tornará muito, muito pequeno.

Expandir além do próprio ser, ver que sua luz é a luz do universo, é a chamada libertação.

A Libertação não é diferente disso.”


Maria Elisete Shalom...

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MÃE DIVINA





Minha mãe minha rainha
Foi ela que me entregou
Para mim ser jardineiro
No jardim de belas flores
No jardim de belas flores
Tem tudo que procurar
Tem primor e tem beleza
Tem tudo que Deus me dá
Todo mundo recebe
As flores que vêm de lá
Mas ninguém presta atenção
Ninguém sabe aproveitar
Para zelar este jardim
Precisa muita atenção
Que as flores são muito fina(s)
E não podem cair no chão
O jardim de belas flores
Precisa sempre aguar
Com as prece(s) e os carinhos
Ao nosso pai universal

- Mestre Irineu-






OM - BHUR BHUVA SWAH
TAT SAVITUR VARENAYAM
BHARGO DEVASYA DHIMAHI
DHIYO YO NAH PRACHODAYAT

Em um mundo melhor,
a lei natural é a do amor.
Em uma pessoa melhor,
sua natureza também é amorosa.
O amor é o princípio
que cria e sustenta as relações humanas,
O amor espiritual leva ao silêncio,
e esse silêncio tem o poder de unir,
orientar e liberar as pessoas.
E mais, quando o seu amor é aliado à fé,
cria uma forte estrutura para a iniciativa e a ação.
Lembre-se: o amor é um catalisador para mudanças,
desenvolvimento e conquistas.

Por Brahma Kumaris






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