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terça-feira, 21 de junho de 2011

A PAZ




Todos procuramos paz. Porém, os sábios asseguram que a paz é nossa natureza inata. Então, porquê não a experimentamos? Com a sua infinita sabedoria, Sathya Sai Baba nos aclara este e outros pontos.

“Assim como o Atma (Alma universal, o Uno transformado em muitos) a Paz não tem nem princípio nem fim. Nenhuma mancha pode estragá-la. É igual somente a si mesma, não pode ser comparada com mais nada .
A Paz é um oceano infinito. É a luz que ilumina o mundo, mas procurá-la nas coisas externas é o que causa agitação no mundo. No mais profundo de seus corações há uma reserva de paz onde devem refugiar-se”.
Porém a paz não pode ser descrita nem direta nem indiretamente. Então, como podemos fazer para experimentá-la? Sathya Sai Baba diz “Santhi (paz) não é um convencimento ao qual a gente chega através da lógica. É o resultado de uma disciplina suprema”.





DIFERENTES VIAS, UM MESMO DESTINO

O primeiro requisito


"Fé é o pássaro que canta quando a madrugada é ainda escura".
Rabindranath Tagore





“Dizem que se uma pessoa carece de paz, não pode ser feliz. Isto não é totalmente correto. Em lugar de queixar-se pela sua intranqüilidade, deve esforçar-se de lograr a paz verdadeira com valor e fé. Esta é a diferença entre o otimista e o pessimista.
De todos os poderes do mundo, o poder da humanidade é o maior, de fato todo o material na terra está avaliado somente pelo homem. Quem lhe dá valor ao diamante e ao ouro? Quem lhe dá valor à terra? Não é o homem? O homem avalia todas as coisas deste mundo, porém é incapaz de reconhecer seu próprio valor. Então, como pode o homem tentar entender o valor da Divindade?
Antes do que mais nada, o homem deve reconhecer a sua própria força e valor. Depois, estará em condição de procurar entender a Divindade. Deus não está presente num lugar específico, como o Paraíso ou Kailasa (uma montanha da Índia), ou em qualquer outra mansão celestial. A verdadeira residência de Deus está no coração do homem. Vocês não estão fazendo nenhum esforço para fazer a viagem rumo ao interior (Nivritti Maarga). Tudo o que vêem, ouvem ou pensam são atos externos. Em realidade, tudo o que fazem é externo. Assim, estão totalmente absorvidos nas atividades externas e descuidam completamente da viagem interior. 
Para começar esta viagem a gente necessita fé na divindade interior. A fé em Deus promove o amor. O amor conduz à paz. A paz prepara o caminho para a verdade. Se o homem vive na verdade, experimenta a bem-aventurança, que é Divina.



Onde há Fé, há Amor. 

Onde há Amor, há Paz. 
Onde há Paz, há Verdade. 
Onde há Verdade, há Bem aventurança. 
Onde há Bem aventurança, está Deus. 
Portanto, deve fortalecer-se a fé.



O Amor


“O prazer é um intervalo entre duas dores. Como podem sentir prazer se nunca têm experimentado a dor? Ambos vêem e se vão como nuvens passageiras, ninguém deveria espantar-se por um deles nem desejar o outro. Enfrentem todas as contingências com amor. Transformem todas as coisas em amor e preencham as suas vidas com amor. Desta maneira haverá paz e estabilidade no mundo.
Porquê repetem a palavra “Santhi” (paz) três vezes? A primeira se refere ao corpo, a segunda à mente e a terceira à alma, porque vocês não são uma pessoa e sim três. A pessoa que crêem que são (o corpo físico), a que os outros crêem que são (o corpo mental) e a que realmente são (o Atma, o Uno universal). Estes três aspectos devem estar em paz. O Amor basta para alcançá-la.  Pode-se alcançar a paz com Amor”.


A verdadeira identidade


“Devem descobrir a sua verdadeira identidade, somente então poderão ter paz. São como um homem que esqueceu seu nome, seu endereço e sua missão na vida. Compreendam isto e procurem mergulhar profundamente dentro de vocês mesmos, assim saberão quem são. Somente então terão paz e segurança. Afiem seu intelecto e limpem sua consciência para lograr este propósito através do Sathsang (boa companhia), Japa (repetição de mantras), Dhyana (meditação), Namasmarana (repetição do nome de Deus), etc.”

Limite aos desejos
“Não nascem como seres humanos somente para experimentar os objetos deste mundo. Não há nada neste mundo capaz de dar-lhes satisfação permanente. Todas as experiências do universo físico somente incrementam seus desejos. Por isso, cada pessoa deveria renunciar aos desejos e reconhecer o princípio da Divindade. Paz é a autoridade que governa o Reino de Ananda (felicidade). Ananda é a natureza inata do homem, quem é Sat-Chit-Ananda (Ser, Consciência e Bem aventurança), mas esqueceu qual é sua verdadeira natureza”.



A RETIDÃO


“Para desfrutar da paz, a humanidade deve ser dirigida rumo aos ideais de Dharma ou Retidão… Evitem em seus pensamentos, palavras e ações, todo traço de desejo de fazer mau, de insultar ou de causar sofrimento ou perda aos demais. Ajudem sempre que possam. Achem a melhor forma de reformarem-se a vocês mesmos, desistam de fazer dano a si mesmos e caminhem sempre pela senda da Verdade. Ajudem sempre, nunca lastimem”.


O serviço 



“Primeiro, a gente mesma deve estar em paz. Logo se deve transmitir essa paz à família. Da família deve estender-se ao povo, à província, ao Estado e à nação. Porém hoje o processo é ao revés . São os conflitos e a confusão os que estão sendo passados do indivíduo à  família, e  assim sucessivamente até chegar ao país.
Convertam-se em mensageiros de paz. Devem começar consigo mesmos. Só podem obter paz por meio do serviço. Um homem ocioso é como uma oficina  do diabo. Se estão ocupados trabalhando, não haverá espaço para os pensamentos. Então a mente estará em paz. Uma mente pacífica é a morada do amor. O amor é inerente ao homem porém, assim como uma semente deve ser nutrida com adubo e água, o amor deve ser alimentado mediante o serviço (sraddha)”.

A erradicação dos inimigos internos“Somente mediante a ausência de apego, desejo e egoísmo podem lograr a paz. Emulen su tesón, rezem por uma maior porção de inteligência ou uma memória mais aguda, mas não dêem lugar em seus corações à inveja e à   maldade. A inveja é um veneno mortal; contamina o caráter, estraga a saúde e lhes tira a paz. Não se deixem influenciar por ela e poderão dominar os deuses da criação, da proteção e da destruição. Assim como uma praga que destrói os cultivos, a inveja entra  de forma escondida e se expande com rapidez. A paz mundial poderá ser alcançada somente quando o ser humano investigar seu mundo interno, tire o lixo interior e  afaste os maus impulsos”.

A equanimidade“A paz é a capacidade de suportar o sucesso e o fracasso, a alegria e o sofrimento com perfeita equanimidade. A paz está no profundo de nosso ser, é nossa essência verdadeira. Somente pensamentos sobre Deus e um amor intenso por Ele podem trazer a paz. Na medida em que os pensamentos sobre o mundo diminuem, os pensamentos sobre Deus aumentam. Normalmente, a mente anela o mundano de forma constante. Quando os desejos são eliminados, a paz vira mais firme”.

O contentamento“A paz externa é um reflexo de sua paz interna. Só a paz é a Verdade eterna. Tem um grande poder. Confere bem-aventurança ilimitada, é o tesouro principal do homem. De repente vocês têm um intelecto brilhante, muito dinheiro ou muita força, porém tudo isto é inútil se não têm paz. Ganhar paz é o único propósito da vida. Nem o nome, nem a fama, nem a riqueza lhes darão isso. Se vivem com contentamento, terão paz”.




A pureza


“Aceitar com alegria os altos e baixos da vida é a via por excelência para a Paz. Todos anseiam ‘Sukha’ e ‘Santhi’ (contentamento e paz); porém não há ninguém que possa dizer como ganhá-la. O Ramayana e o Mahabharatha (os poemas épicos de Rama e Krishna) são reservas inesgotáveis de conhecimento para os buscadores de Paz. Estão cheios de exemplos e preceitos, que são inspiradores e oportunos. Se consideram seriamente estes ensinamentos, poderão obter Pureza. O coração puro dirigido para Deus e refletindo Sua imagem é, de fato, o Céu”.

O controle dos sentidos“A paz perfeita significa o tipo de paz obtido como resultado da ausência de desejo, ira, cobiça e ódio. A paz deve ser expressada em sentimento, palavra, postura e ação, também deve ser expressada na mente e no cumprimento do dever; isto tudo de forma constante. Então a paz virará perfeita, da classe mais alta e estável. A paz genuína nasce do controle dos sentidos. O amor puro pode emanar somente dum coração mergulhado na paz. Desta maneira, compreender que “tudo é Deus” vira natural”. 



Deus






“Shanti (paz) é outro nome para a estabilidade da mente. A Paz é uma virtude sagrada, é a encarnação do Ser. É o melhor adorno para o homem, e o coração do altruísta é a sua morada. A acumulação de riquezas e poder não pode dar paz. A paz pode só provir da fonte interior. Então, como conseguem Santhi (paz)? Sabendo que são o Atma, que não têm nascimento nem morte, nem alegria nem dor, nem baixo nem alto. A fé no fato que o homem é um instrumento em Suas mãos para a execução de Seu plano, é a chave da paz genuína. Somente quando Deus é o objetivo e o guia pode ter paz verdadeira”. 

“Meus três”
“Os alicerces para a verdadeira paz são, de acordo com os Vedas, a qualidade de “Maithree”. Maithree significa cordialidade, amizade, compaixão e amabilidade. Também pode considerar-se que significa “Meus três” (“My Three” em inglês), quer dizer, minha palavra, ação e pensamento devem estar de acordo com minhas palavras, ações e pensamentos. Isto significa que devemos falar, pensar e agir com coerência, sem fricções nem facções, numa atmosfera de amor e entendimento. Isso é o que quer o mundo de hoje”.

SATHYA SAI BABA
http://www.h2hlatino.org/articulos.php?id=150




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MÃE DIVINA





Minha mãe minha rainha
Foi ela que me entregou
Para mim ser jardineiro
No jardim de belas flores
No jardim de belas flores
Tem tudo que procurar
Tem primor e tem beleza
Tem tudo que Deus me dá
Todo mundo recebe
As flores que vêm de lá
Mas ninguém presta atenção
Ninguém sabe aproveitar
Para zelar este jardim
Precisa muita atenção
Que as flores são muito fina(s)
E não podem cair no chão
O jardim de belas flores
Precisa sempre aguar
Com as prece(s) e os carinhos
Ao nosso pai universal

- Mestre Irineu-






OM - BHUR BHUVA SWAH
TAT SAVITUR VARENAYAM
BHARGO DEVASYA DHIMAHI
DHIYO YO NAH PRACHODAYAT

Em um mundo melhor,
a lei natural é a do amor.
Em uma pessoa melhor,
sua natureza também é amorosa.
O amor é o princípio
que cria e sustenta as relações humanas,
O amor espiritual leva ao silêncio,
e esse silêncio tem o poder de unir,
orientar e liberar as pessoas.
E mais, quando o seu amor é aliado à fé,
cria uma forte estrutura para a iniciativa e a ação.
Lembre-se: o amor é um catalisador para mudanças,
desenvolvimento e conquistas.

Por Brahma Kumaris






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